sábado, 15 de julho de 2006

Universidade de Coimbra - VIII (A Porta Férrea)

A entrada nobre do edifício principal da Universidade, data de 1634, sendo conhecida como Porta Férrea e é uma construção maneirista.
A Porta Férrea é encimada por dois nichos onde figuram os reis D. Dinis - o Rei Fundador da Universidade, em 1290, em Lisboa e que depois foi transferida para Coimbra, em 1308 e D. João III- o monarca que a transferiu para a cidade das margens do Mondego, definitivamente, em 1537.

8 comentários:

Joao Vieira disse...
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Joao Vieira disse...

Exmo. Senhor Professor
Tozé Franco

Exª,
O blogg de V.Exª está muito interessante e bem conseguido:
- os textos estão escritos de forma clara e concisa sendo reveladores de um nível cultural infelizmente já tão pouco habitual.
- as fotografias estão enquadradas nos conteúdos e,
- a música também está fixe!!!
mas, obviamente, de V.Exª nem seria de esperar outra coisa…

Quanto ao núcleo antigo da “nossa” Universidade, V.Exª ainda não abordou a existência “fugaz” naquela zona do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra.

Como é do conhecimento de V.Exª., esse importante Centro de saber esteve instalado num agradável edifício pombalino que foi demolido nos anos quarenta do século passado.

Não consegui uma imagem desse edifício mas ut infra envio a V.Exª. parte de um texto existente no site www.uc.pt.

Será possível V.Exª. inserir uma imagem do edifício??


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A criação da Universidade

A história da Universidade de Coimbra remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que a Universidade foi criada no século XIII, em 1290.

Antes, porém, em 1288, foi elaborada uma Súplica ao Papa Nicolau IV (de que só se conhece o traslado) datada de 17 de Novembro de 1288 e assinada pelos abades dos Mosteiros de Alcobaça, Santa Cruz de Coimbra e S. Vicente de Lisboa e pelos superiores de 24 igrejas e conventos do Reino.

Este documento solicitava a fundação de um “Estudo Geral” e aquelas instituições religiosas assumiam a garantia do seu financiamento. Não se sabe se a Súplica chegou à Santa Sé.

A 1 de Março de 1290, foi assinado em Leiria, por D. Dinis, o documento “Scientiae thesaurus mirabilis”, que institui a própria Universidade e pede ao Papa a confirmação.

A bula “De statu regni Portugaliae” do papa Nicolau IV, datada de 9 de Agosto de 1290, reconheceu o Estudo Geral, com as faculdades de Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina. Teologia foi reservada aos conventos dominicanos e franciscanos (só por volta de 1380 é que passou a fazer parte do ensino universitário português).

A Universidade foi instalada em Coimbra, no Paço Real da Alcáçova, em 1308.

Em 1338 voltou para Lisboa, onde permaneceu até 1354, ano em que regressou para Coimbra. Ficou nesta cidade até 1377 e voltou de novo para Lisboa neste ano.

Até 1537 permaneceu em Lisboa, data em que foi transferida definitivamente para Coimbra, por ordem de D. João III.

Os estatutos da Universidade de Coimbra de 1772 (Livro III, Parte II, Título VII, Capítulo I) justificavam a importância do estudo da Astronomia e da Matemática, na Geografia e na Navegação; salientavam o valor dos observatórios no conhecimento do Globo Terrestre e mandavam estabelecer um observatório não só para a Astronomia prática, mas também para a fixação de longitudes geográficas e a rectificação dos elementos fundamentais da Astronomia.

Em Abril de 1773 começou a ser construído o Observatório Astronómico sobre as ruínas do antigo Castelo de Coimbra, sendo estas obras suspensas em Setembro de 1775, quando pouco mais do que os alicerces haviam sido erguidos.

Julga-se que a suspensão da construção se tenha ficado a dever à avultada despesa que exigiria a conclusão de tal obra, à dificuldade e morosidade que a construção do Observatório naquele local acarretaria, e ainda, porque sendo esse mesmo local uma das entradas de Coimbra, ficaria o Observatório próximo das ruas muito frequentadas pelo trânsito de animais e de carroças que poderiam prejudicar as observações através do tremor causado no edifício.

Em 1775, por Carta Régia da Rainha D. Maria, é nomeado o primeiro director do Observatório Astronómico, o Doutor José Monteiro da Rocha (director do Observatório desde 15/4/1775 a 11/12/1819).
Nesse mesmo ano começou a ser leccionada a cadeira de Astronomia.
Entretanto funcionou um observatório interino no Terreiro dos Paços, enquanto um novo observatório de menores dimensões era construído no Pátio da Universidade.
Este novo edifício, onde passou a funcionar definitivamente o Observatório Astronómico, foi inaugurado em 1799.

O Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra funcionou neste local durante cerca de 150 anos.

Já no século XX, no início dos anos quarenta, o novo plano da Cidade Universitária previa a demolição do Observatório do Terreiro, “no intuito de lhe destinar novas instalações mais consentâneas e de modo a desanuviar o pátio da Universidade”.
Assim, o Observatório foi transferido para o Alto de Santa Clara em 1951.
Desde então o Observatório tem funcionado nestas instalações.

Moura disse...

Eu tenho uma colecção de imagens retiradas do Álbum de Coimbra, editado no século XIX, por Leopoldo Manillius Wagner, na qual aparece esse estupendo observatório que foi demolido para não estragar as vistas sobre o rio...
Exmos senhores professores
um abraço do Moura

asn disse...

Exmos Snrs Drs.:
Se me concedem a honra da intromissão, atrevimento descarado o declaro desde já esperando a vossa benevolência, sempre gostaria de meter a minha humilde foice em seara tão sapiente, ou não estivéssemos nós na presença de ilustres licenciados,quiçá mestres e doutorados,para vos dizer da minha emoção, quando já com alguns 45 anos de idade, tendo-me passado pela cabeça que seria capaz de, em regime livre, tirar, com uma perna às costas, a licenciatura em Economia, ainda que já viesse com a minha formação do ex-ICP, ali para as bandas da Batalha no Porto, atravessei, pela primeira vez na minha vida, na qualidade de aluno de tão magnífica Universidade, aquela Porta Histórica, que bem merecedora é e será para todo o sempre, da consideração de todos os que se interessam pela Cultura deste País.
Ato Ven e Mto Obrigado
António
PS.: Aproveitando a inspiração deste momento (ainda que o ar esteja muito quente e de respiração difícil)deixo aqui a info de que (re)escrevi um comentário no post sobre a raposa que gosta dos estudantes em geral, particularmente dos da UC.

Tozé Franco disse...

Caros amigos:
Em primeiro lugar queria agradecer a vossa colaboração sem a qual, aliás, este blogue não tinha o mesmo valor.
Qaunto às fotos do Observatório, ficam prometidas para o meu regresso a Coimbra, pois pretendo fazer-vos algumas propostas de locais a visitar e a degustar, fora da cidade dos estudantes.
Um abraço e apareçam sempre.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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