sábado, 29 de dezembro de 2007

Viva 2008


Dentro de alguns dias,

um Ano Novo vai chegar a esta estação.

Se não puder ser o maquinista,

seja o seu mais divertido passageiro.

Procure um lugar próximo à janela

desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer,

com o prazer de quem realiza a primeira viagem.

Não se assuste com os abismos,

nem com as curvas que

não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida,

observando cada arbusto, cada riacho,

beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.

Desdobre o mapa e planeie roteiros.

Preste atenção em cada ponto de paragem,

e fique atento ao apito da partida.

E quando decidir descer na estação

onde a esperança lhe acenou, não hesite.

Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a vossa viagem pelos dias de 2008

seja de

PRIMEIRA CLASSE.



Muito amor e paz para todos os que têm a pachorra de ler o que por aqui se escreve.!!!

Que 2008 vos traga tudo aquilo com que sempre sonharam!!!
Com base num mail da minha amiga Lídia (Canadá).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra V



V

VACA - Feminino de boi. Segundo a tradição a vaca era um dos animais que se encontrava na gruta, em Belém.

VELAS - (1ª versão) Martinho Lutero foi um importante líder cristão. Segundo a lenda, ao voltar para casa numa véspera de Natal, em 1513, olhou para o céu estrelado e reparou que as estrelas pareciam brilhar nos ramos das árvores. Ao chegar a casa, levou um pequeno abeto para dentro e enfeitou-o com velas acesas. A partir dessa data, decorar as árvores de Natal, tornou-se muito popular na Alemanha.
(2ª versão) O costume de se acenderem velas na noite de Natal começou com um sapateiro alemão que vivia numa cabana, numa cidade. Embora pobre, tinha por hábito colocar, durante a noite, na janela da sua cabana uma vela acesa para guiar os viajantes durante o período nocturno. Apesar das guerras, doença e tempos difíceis que atravessou, nunca deixou que essa chama se extinguisse. Isto levou outros a imitá-lo durante as festas de Natal e o costume espalhou-se por toda a parte.
As velas de Natal simboliza Cristo, que um dia disse: "Eu sou a luz do Mundo. Quem Me segue não caminha na escuridão."

VINTE E CINCO DE DEZEMBRO - Não é certo que Jesus tenha nascido em 25 de Dezembro. É desconhecida a data do Seu nascimento. A Igreja primitiva não se preocupou com isso, considerando que no Mistério de Cristo o mais importante era a sua Paixão, morte e ressurreição. Jesus nasceu para redimir a humanidade.
A data 25 de Dezembro é para festejar o nascimento de Jesus mas o Natal nem sempre foi festejado a 25 de Dezembro, pois as primeiras comunidades faziam-no por volta do dia 22 de Maio. Se analisarmos os Evangelhos é pouco provável que Cristo tivesse nascido em Dezembro pois, na Galileia, nessa época do ano faz muito frio e os campos estão normalmente cobertos de neve, o que faz com que fosse pouco provável que andassem pastores com os rebanhos no campo (o que se compreenderá se o nascimento tiver ocorrido na Primavera).
Assim a data de 25 de Dezembro justifica-se pelo facto de, nessa data, haver grandes celebrações em honra do Sol e, para lhes pôr fim, decidiu-se comemorar aí o Natal pois Cristo, como o Sol, é a luz que ilumina o mundo.

VIRGEM MARIA - Filha de S. Joaquim e de S. Ana, mãe de Jesus, esposa de José. Depois de ter recebido do arcanjo Gabriel o anúncio do nascimento de seu filho, que seria o Messias, Maria foi visitar sua prima Isabel que viria a ser mãe de S. João Baptista.
Em Belém deu à luz Jesus e criou-o em Nazaré. Aparece algumas vezes na vida pública de Cristo. O culto da Virgem Maria, mais acentuado a partir do séc. IV, reveste-se de inúmeras formas. A Igreja definiu dogmaticamente seu título de Mãe de Deus, sua Imaculada Conceição e sua Assunção. (ver Maria).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras R, S e T

Um Santo Natal para todos.


R

RABANADAS DOURADAS - É um dos doces típicos do Natal podendo também chamar-se Fatias Douradas ou Fatias Paridas.
INGREDIENTES
16 gemas de ovos;
500 gr. de açúcar;
1 kg. de pão;
canela;
limão ;

Preparam-se em ovos-moles as 16 gemas com 16 colheres de sopa de açúcar. Estes ovos-moles devem ficar muito espessos. Com o restante açúcar e um copo de água faz-se uma calda fraca. Corta-se em fatias, o pão, que deve ser de véspera, e passam-se estas, primeiro pela calda de açúcar, escorrem-se e depois passam-se pelos ovos-moles. À medida que se preparam, vão-se colocando as fatias douradas numa travessa. Polvilham-se com canela e espalha-se por cima a casca de limão tirada a muito fina (apenas o vidrado) e cortada em tirinhas.
Sobremesa própria da quadra de Natal.

REDENTOR - Deus é chamado redentor enquanto converte e livra dos perigos o seu povo da escravidão e restitui à liberdade. Jesus tem por eminência o título (nome) de redentor, porque ofereceu a Sua vida pela redenção do género humano.
Como redentor, a sua principal obra, foi o sacrifício da cruz, obra perfeitíssima, pela infinita dignidade do sacerdote e vítima pela universalidade dos frutos e pela sua máxima eficácia para a glorificação de Deus e remissão dos pecados.

REIS MAGOS - Pouco tempo depois do nascimento de Jesus, chegaram do Oriente a Jerusalém, guiados por uma estrela, certos personagens que o Evangelho designa pelo nome de Magos. Encontram-se com Herodes, a inquirir onde teria nascido «o rei dos Judeus» e, de seguida, foram a Belém prestar adoração e oferecer presentes ao Menino Jesus. Advertidos em sonho de que não tornassem a Herodes, voltaram à sua terra, por outro caminho.
É, todavia, pouco provável que eles fossem reis ou príncipes, pois os escritores mais antigos não lhes atribuem tal dignidade, nem os monumentos os representam como tal. É igualmente incerto o seu número: nas representações das Catacumbas, aparecem geralmente três, mas também se encontram dois, quatro ou seis; os Sírios e os Árabes falam em doze.
Os nomes que hoje se lhes atribuem, Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, aparecem pela primeira vez em princípios do séc. IX. Persistem também dúvidas quanto ao culto prestado às suas relíquias. Diz-se que foram trazidas no séc. IV, da Pérsia ou da Arábia para Constantinopla e daqui passaram a Milão, de onde o imperador Frederico Barbarroxa, em 1161, as teria mandado trasladar para Colónia.

RENA - Mamífero artio-dáctilo, da família dos ervídeos, género rangifer.
Porque é que o Pai Natal tem renas?
O autor Clement Moore e o seu poema «Uma visita de S. Nicolau», de 1822, serão os responsáveis. Até aí o Pai Natal ou andava a pé de casa em casa ou deslocava-se num cavalo branco. Moore foi buscar as renas a uma lenda Filandesa acerca da figura mítica do «Velho Inverno», em que conduzia as renas pelas montanhas abaixo, trazendo neve com ele.


S/T

SAPATINHO - sapatinho-do-jardins. Designação brasileira de Pedilanthus Tithymaloides Poit. da família das Euforbiáceas.
É costume por o sapatinho na chaminé, porque acredita-se que o Menino Jesus (agora, infelizmente, o Pai Natal) deixa lá os presentes.

SINO - Instrumento geralmente de bronze, em forma de campânula, que produz sons fortes quando se percute com uma peça chamada "badalo" ou com um martelo exterior.
É o sino que chama os fieis para a Missa do Galo.

TERRA SANTA- ver em Palestina.

TRENÓ - Espécie de veículo sem rodas, próprio para andar no gelo. É usado nos países frios. Segundo a lenda, o Pai Natal desloca-se num trenó puxado por renas. (ver Renas)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra P


P

PAI NATAL - É costume dizer que há muitos séculos atrás, os vikings vestiam alguém que representasse o Inverno e recebiam-no tão bem quanto possível. Mais tarde, os Ingleses retomaram o costume. Mais tarde ainda, confundiu-se o Pai Natal original com São Nicolau, um santo bispo da cidade turca de Myra que era conhecido pelas suas generosas ofertas de presentes e pela protecção às crianças. Dessa mistura nasceu o Pai Natal.
O Pai Natal veste de vermelho porque os Bispos vestiriam de vermelho e assim, sendo o Pai Natal inspirado em São Nicolau, estava tudo explicado.
No entanto, a origem do vermelho é outra. A vestimenta do Pai Natal deve-se, nem mais nem menos, à Coca-Cola.
Há muito tempo atrás o Pai Natal vestia-se com uma grande variedade de cores e era representado a fumar um cachimbo de barro ou a beber vinho. Nos anos trinta, a Coca-Cola decidiu usar a figura do Pai Natal na sua publicidade de Inverno e contratou o artista Haddon Sundblom para lhe compor a imagem. Sundblom escolheu o vermelho e branco da Coca-Cola. Teve tanto sucesso que essa imagem foi a que passou a ser uniformemente divulgada.

PALHA - Haste seca de certas plantas, depois de despojada dos grãos, a qual tem muitos variados usos na indústria e serve de alimentação aos animais domésticos: palha de centeio, palha de trigo, palha de cevada.
Era em palha que estava deitado o menino JESUS depois de ter nascido.

PASSAS - são frutos secos, normalmente utilizado como aperitivo e na doçaria de Natal. Também na passagem do ano é costume comer-se doze passas. (ver frutos secos)

PASTORES - Grupos humanos cuja economia se baseia nos produtos de rebanhos, criados frequentemente em regime de nomadismo ou seminomadismo. Trata-se de uma espécie de domesticação e criação de animais.
Também os pastores foram ver o menino Jesus levando como presentes aquilo que produziam.

PAZ - Todo o género de«felicidade».
Paz é a reconciliação com Deus e com os homens. Isso acontece normalmente no Natal e, por isso, se diz que o Natal è tempo de paz.

PERU - s. m. Grande ave galinácea, originária da América, com plumagem bronzeada ou dourada, a qual, quando aberta, toma geralmente o feitio de leque.
Em Portugal é costume, a fim de tornar a carne do Peru menos insípida, pôr esta ave de molho em água com sal e rodelas de limão ou laranja na véspera de a assar. Há também quem o embebede com aguardente.
A fim de enriquecer esta ave cara, recheia-se-lhe o papo e frequentemente, a cavidade abdominal com um único ou dois recheios diferentes. Este enriquecimento resulta numa economia, pois o peru recheado dá para maior número de pessoas.

RECEITA:
Tempo de preparação: 45 minutos.
Tempo de cozedura: 2 horas e 30 minutos.

INGREDIENTES:
1 peru grande
150 g de manteiga ou margarina
50 g de toucinho
400 g de carne de porco
100 g de fiambre
150 g de presunto
200 g de miolo de pão
1,5 dl de leite
2 ovos inteiros
1 colher (de sopa) de pickles
1 colher (de sopa) de azeitonas
3 cenouras
2 cebolas
1 dente de alho
salsa, pimenta e sal
vinho branco.
Arranje o peru como habitualmente. Passe pela maquina o presunto, o toucinho, o fiambre, a carne de porco e os miúdos do peru.
À parte, pique uma cebola e coza-a brandamente com 1 colher (de sopa) de margarina. Junte às carnes picadas o alho, salsa, as azeitonas e os pickles picados. Adicione o miolo do pão amolecido no leite e na cenoura cozida e cortada em tiras. Junte os ovos inteiros e tempere com sal e pimenta. Recheie o papo do peru, cozendo-lhe, a pele com uma agulha e linha. Ate o peru e coloque-o num tabuleiro. Rege com a restante margarina derretida. Leve-a a assar no forno com a restante cebola, cenoura e salsa. A meio da cozedura borrife com vinho branco. Depois do peru assado, retire as linhas e sirva com forminhas de arroz, cenouras estufadas e agriões.

PINHAS - Fruto do pinheiro ou outras plantas coníferas ou pináceas, formada de escamas dispostas sobre um eixo e envolvendo uma ou mais sementes. É das pinhas do pinheiro manso que se obtém os pinhões usados na ceia do Natal.

PINHÕES - Semente do pinheiro-manso, cujo tegumento lenhoso recobre uma amêndoa saborosa, consumida em natureza ao em doçaria. O pinhão é uma fruta seca muito usada na doçaria de Natal.

PÓLO-NORTE - Cada um dos extremos do eixo de rotação da terra. Pólo frio. Ponto da terra onde se produzem as mínimas absolutas de temperatura.
É no Pólo-Norte que vive o Pai Natal. (ver Pai Natal)

PRESENTES - Quando gostamos de uma pessoa damos-lhe presentes. No Natal damos presentes, às pessoas para manifestar o nosso amor por elas, pois Jesus veio para anunciar uma mensagem de amor fraterno e de alegria.
Ao darmos um presente vai como que a nossa pessoa.
A data da oferta dos presentes não é a mesma em todos os países. Na Espanha, por exemplo, são entregues no dia 6 de Janeiro, simbolizando sobretudo as prendas que os Reis Magos deram ao Menino.
Em alguns países a entrega das prendas continua a fazer-se no dia de S. Nicolau, no dia 6 de Dezembro.
Desde há cerca de 10000 mil anos que os povos agricultores passaram a trocar presentes, normalmente excedentes alimentares, no solstício do Inverno, como forma de celebrar o facto de o Inverno já estar a meio e em breve regressarem os dias bons.
Como era um costume pagão, os cristãos tentaram sem êxito suprimi-lo. Como não conseguiram, converteram-no. No seu novo contexto, a oferta de presentes passou a simbolizar a entrega de oferendas ao menino Jesus pelos Reis Magos.

PRESÉPIO- O vocábulo presépio é de origem hebraica e significa a manjedoura dos animais. A palavra usava-se para significar também o curral.
O Evangelho de S. Lucas diz que Jesus nasceu num curral de animais.
Calcula-se que a representação do Presépio data no ano 380. É uma pintura que foi descoberta nas catacumbas, em Roma.
Foi porém Francisco de Assis que, a partir do ano 1223, criou o costume de se fazerem presépios. Ele resolveu fazer um presépio ao vivo, junto do qual se celebrou a Missa da meia noite (Missa do Galo).
No nosso país há presépios de um grande valor artístico, como os de Machado de Castro e de António Ferreira.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras N e O


N

NASCIMENTO - acto ou efeito de nascer; Por autonomásia, o de Jesus Cristo; linhagem, raça; Nobreza; Origem; princípio; Acção de brotar, germinar; Ponto onde começa, donde parte uma coisa que se prolonga depois.
Natal significa nascimento.

NATAL - Relativo aos nascimentos; natalício: o dia de Natal.
Onde se deu o nascimento: no dia um estiveram todos em volta dele e seus irmãos em esforço e amor da terra de natal. O dia do nascimento: festejou-se o natal do princípio.
O dia do aniversário do nascimento de qualquer pessoa: bebemos em comemoração do seu natal.
É no dia 25 de Dezembro, em que se comemora o nascimento do menino Deus ou Jesus Cristo, embora tudo leve a crer que Jesus terá nascido no final da Primavera, pois os pastores andavam no campo com os seus rebanhos.

NATALÍCIA - Na antiga Roma, festas e jogos celebrados em honra dos deuses que presidiam aos nascimentos.( Do lat. natalícia ).
Nos tempos de Cristo, diz respeito à época de Natal.

NAZARÉ - Cidade da Palestina, situada em anfiteatro na encosta de uma colina sobranceira à planície de Esdrelon. Conta cerca de 60000 habitantes sendo 30 a 35% cristãos de diversos ritos (latino, grego, católico maronita, grego ortodoxo e protestantes) e os restantes muçulmanos.
O nome Nazaré significa «rebento, flor».
Era a terra de José e Maria, pais de JESUS. Foi aí que JESUS aprendeu o ofício de carpinteiro.

NEVE - Água de chuva congelada que cai em flocos brancos. Aparece associada à ideia do Natal, visto que este se comemora em Dezembro, mês de muito frio. Uma das mais bonitas canções de Natal chama-se White Christmas (Natal branco).

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the treetops glistenand children listen
To hear sleigh bells in the snow.

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmas be white.

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white.

Irving Berlin, 1942

O

ORIENTE -É um dos quatro pontos cardeais. Também pode designar-se Este, Leste, Nascente ou Levante.
Está associado à região onde Jesus nasceu e aos Reis Magos (do Oriente)

OURO - É um metal precioso amarelo, elemento químico n.º 79 da classificação periódica. É um metal extremamente maleável e dúctil, inoxidável pelos ácidos. Empregados em joalharia e em moedagem. Metal de bastante riqueza de grande valor, pode também ser escrito por "oiro". É um dos quatro naipes das cartas de jogar. Além de ser amarelo pode ser também preto ou negro, designação dada ao volfrâmio durante a segunda grande guerra, talvez tenha sido o 1º metal usado pelo homem.
Este foi um dos 3 presentes dados pelos REIS MAGOS a Jesus.

OVELHA - s. f. A fêmea do carneiro.
Ovelha tinhosa ou ranhosa pessoa cuja companhia e cujo o exemplo são perigosos e se devem evitar.
Encomendar as ovelhas ao lobo, dar a ovelha a guardar o lobo, isto é, entregar pão à guarda de um faminto, confiar alguma coisa a quem pode, naturalmente, tentar apossar-se dela, etc.
A pessoa cristã com relação ao seu pastor espiritual ou sacerdote.
Os pastores terão oferecido algumas ovelhas a Jesus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras L e M



L

Lareira - s. f. Parte da chaminé onde se acende o fogo destinado a aquecimento de ambiente; geralmente acesa no Natal.

LEITÃO - Nome por que se designa o bácoro durante a época da lactação ou que ainda não chegou ao estado adulto: "Via-se leitão inteiro, com os dentes à mostra e os olhos substituídos por azeitonas, ao lado o peru empertigava o peito recheado".
RECEITA
INGREDIENTES (para seis a oito pessoas):
-1 leitão com três semanas de idade.
- alhos pisados
- sal grosso
- bastante pimenta
- banha
1 ramo de salsa
PREPARAÇÃO:

Depois de morto, mergulha-se o leitão em água a ferver e raspa-se com uma faca, esfregando com um pano áspero para lhe tirar os pelos. Em seguida lava-se muito bem. Abre-se e retiram-se as tripas. Lava-se novamente, pendura-se num prego e deixa-se secar durante quatro horas. Enfia-se o leitão num espeto e barra-se por dentro com a mistura de banha, dentes de alho pisados, sal e pimenta, sendo cheio com o molho por dentro. Coze-se o porco com agulha e fio de cozinha enquanto se aquece o forno de cozer pão. Mete-se o leitão no forno, colocando-se por baixo o recepiente para recolher a gordura que escorre. De meia em meia hora, retira-se o leitão do forno e passa-se com um pano na pele, para limpar o excesso de gordura. Chama-se a isto "constipar" o leitão. Ao tirar o leitão e limpá-lo, este sofre um choque frio, o que vai levar a que o assado fique com a pele dura e estaladiça. O tempo de cozedura varia entre 1 hora e meia a duas horas. Depois de assado retira-se do espeto, dispõe-se numa travessa e serve-se bem quente enfeitado com rodas de laranja e alface. Acompanha-se com batatas fritas.
É costume comer leitão na noite de Natal.

LEITE CREME - INGREDIENTES :
leite - meio litro
açúcar - sete colheres de sopa
farinha - maizena - 1 colher de sopa bem cheia
casca de limão - q. b.
gemas de ovo - 5
canela em pó - q. b.
Batem-se as gemas. Desfaz-se a farinha num pouco de leite e depois juntam-se todos os elementos e levam-se ao lume brando numa caçarola, mexendo sempre, até que a farinha e as gemas fiquem cozidos.
Serve-se polvilhado com canela ou crestado com ferro quente.

LEMBRANÇAS - (Ver presentes de Natal)

LENDAS DE NATAL - É pelo Natal que se contam as grandes e bonitas histórias de Natal ou lendas que têm sempre o seu ponto de verdade. Exemplo : O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina dos fósforos, A História do galo, A dos 3 Pastorinhos e a do Pinheiro. (Ver em histórias).

LUZ (NATAL) - A Luz está relacionada com o Natal porque Cristo é considerado como uma luz para o homem.
Por esta época (Dezembro) celebrava-se a vitória da luz sobre as trevas, pois os dias começaram a aumentar de tamanho. Daí a tradição do lenho de NAtal que ainda se vai mantendo em algumas aldeias. Antigamente, era tradiçaõ serem os mancebos a acenderem o lenho`no adro da Igreja da terra. O lenho nunca poderia ser mais pequeno que o do ano anterior.


M

MAGOS - Cada um dos três sábios que foram adorar a Jesus a Belém e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. Atribuem-se-lhes os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar.

MARIA - Mãe de Jesus, invocada geralmente, segundo a tradição portuguesa Maria, Virgem Maria e Nossa Senhora.
Vida -O que se conhece da vida de Nossa Senhora consta principalmente dos Evangelhos canónicos, mas conservam-se também na tradição, muitos pormenores que já aparecem registados em Apócrifos do Novo Testamento, anteriores ao séc. IV.
Os seus pais, que se chamavam Joaquim e Ana, constam apenas da tradição.
Maria nasceu no ano 22 antes da nossa era.

MENINO - Menino Jesus, a imagem de Cristo na idade infantil.

MIRRA - Goma- resina aromática: "O Evangelho diz que os Reis Magos ofereceram ao rei nascido, ouro, incenso e mirra " já na lei de Moisés se determinava o uso de mirra com outros aromas, no óleo santo de unção.
Era também frequente o seu emprego em usos profanos.
Sabe-se que entre os gregos e Romanos se usava vinho com mirra para restaurar as forcas e que os egípcios empregavam a mirra no embalsamento de cadáveres e na composição de perfumes .

MISSA DO GALO - Esta designação da missa da meia-noite tem a sua origem em Espanha.
Pouco antes de baterem as doze badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador de Toledo matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por ocasião da sua prisão.
O costume de celebrar esta missa vigora já desde o século V, quando o Papa celebrou a missa, em Roma, na Igreja de Santa Maria Maior.
É o mais antigo costume cristão das festividades de Natal e dá-lhe o nome. "Christmas" (Natal em inglês) vem do inglês antigo "Christmas Maesse"

MOINHO - Máquina de triturar certas substâncias. Dá-se também o nome a uma pequena casa cilíndrica onde lá dentro se moem cereais.
O Presépio representa o nascimento e a aldeia de Jesus Cristo e nessa aldeia, tal como em tantas outras aldeias, havia um moinho.

Musgo - s. m. Nome de planta briodica. Espécie de espuma que se formam na água e em certo licores que se mexem e se voltam de cima para baixo.
A plante é utilizada no Natal para fazer o presépio.

MÚSICA - Arte de combinar os sons numa sucessão temporal. Na antiguidade grega era, originariamente, conceito colectivo para a arte dos sons, da poesia e da dança e depois passou a referir-se unicamente à arte dos sons. O Natal tem inspirado os compositores ao longo dos tempos que, sobre este tema, têm composto algumas das mais bonitas músicas de que há memória. Ex.: Noite Feliz , Jingle Bells, Adeste Fidelis (tradicionalmente atribuída a D. João IV), etc...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras H, I e J

Jesus - imagem do Sudário
Janus (origem do nome Janeiro)H/I

HISTÓRIA - Conto (ver em lenda).

IGREJA - Etimologicamente, a palavra Igreja significa "reunião", pois vem do grego Eclésia, nome dado à reunião de todos os cidadãos gregos, onde se tomavam as decisões políticas mais importantes para a Cidade-Esatdo de Atenas.
No Antigo Testamento, segundo a versão do setenta, indica ordinariamente reuniões consagrada à oração pública entre os Judeus, mas também se emprega no sentido de grupo, designando o povo de Israel como beneficiário da aliança divina. Pode ser entendido como o local onde se celebra a Missa ou como o conjunto dos Cristãos.

INCENSO - s.m. vapor adorante, substância resinosa, aromática, que se queima em actos religiosos, e que exala um odor característico.
Foi uma das prendas ofertadas pelos Reis Magos a Jesus Cristo.

INVERNO - É a mais fria das quatro estações do ano. Começa a 22 de Dezembro e acaba a 20 ou 21 de Março, é a estação mais curta de todas e dura cerca de 89 dias e duas horas, situando-se entre o Outono e a Primavera. Abrange o mês de Dezembro, no qual nasceu Jesus, a 25 desse mês.

ISRAEL - S. f. um dos nomes do povo judeu, descendente de Jacob; israelitas hebreus: Os Israelitas são os que se salvam, porque Israel quer dizer o que vê Deus.

J

JANEIRAS - São cânticos populares cantados durante o mês de Janeiro. Também se pode chamar Reisadas. Normalmente as pessoas cantam de porta em porta e esperam um donativo dos donos de casa. Muitas vezes cantei eu as Janeiras.

Ainda agora aqui cheguei
Logo pus meu pé na escada
Logo meu coração disse
Aqui mora gente honrada

Boas festas, boas festas
Boas festas vimos dar
Vimos cantar as Janeiras
Se os senhores as querem dar

Se os senhores as querem dar
Não estejam a demorar
Já é tarde, faz-se noite
Temos caminho p'ra andar

JANEIRO - É o 1º mês do ano. Foi assim chamado em honra de Janos, deus romano com duas cabeças, uma que olhava o futuro e outra o passado.
Antes dos Romanos, havia o calendário grego que tinha apenas 10 meses Júlio César decidiu reformá-lo, fazendo de Janeiro o 1.º mês do ano e de Fevereiro o 2.º. Já devem ter reparado que Setembro que é o décimo mês tem como raiz a palavra sete, Outubro, oito, Novembro o nove e Dezerembro o dez.
O 1.º dia de Janeiro é celebrado alegremente em muitos países do mundo. As pessoas desejam umas às outras as maiores felicidades.

JERUSALÉM - Capital da Palestina, Cidade Santa para Judeus, Cristãos e Muçulmanos. A cidade encerra importantes monumentos cristãos e muçulmanos.
Os primeiros, que a tornaram centro de peregrinação do mundo inteiro, recordam os principais passos da paixão e morte de Jesus. A Basílica do Santo Sepulcro dentro da qual se encontram o lugar do Calvário e o do túmulo do Senhor e a Cripta do achamento da Santa Cruz. Pelas ruas da cidade, os cristãos fazem a Via Sacra e visitam os vários Santuários, percorrendo o trajecto que Jesus teria seguido desde o Pretório de Pilatos até ao Calvário. Num monte, há um Mosteiro de freiras Carmelitas, chamado o Carmálo Pater, porque, segundo a tradição, Jesus teria ensinado naquele lugar o Pai Nosso; muito próxima, a chamada gruta do Credo, onde os Apóstolos teriam composto o símbolo da Fé, antes de se dispersarem. No alto do monte, venera-se o lugar da Ascensão, num pequeno Santuário que os muçulmanos transformaram em Mesquita. Na vertente oriental, ficava Betagé, de onde Jesus partiu para a entrada triunfal em Jerusalém, e Betânia, onde ressuscitou Lázaro.

JESUS - Filho de Deus nasceu, segundo os Evangelhos, em Belém e morreu cerca do ano 30 da nossa era cristã.
O mês e ano do nascimento de Jesus Cristo são incertos. A era vulgar, chamada de Cristo foi fixada no séc. VI por Fei Dionísio, o Exíguo, que atribuiu o Natal do ano de 754 depois da fundação de Roma. Cálculos recentes fixam a data no ano de 7 ou 6 a.C., certamente não depois do ano 5 a.C..
O cômputo das turmas sacerdotais a que se refere Lucas, faz supor que Jesus teria nascido no mês de Julho e não em Dezembro (lembrem-se que os pastores andavam no campo durante a noite).
A antiga data do solstício do Inverno foi intromissão mitraísta, na liturgia cristã, segundo alguns supõem.

JOSÉ - Esposo de Maria Santíssimo, pai putativo de Jesus Cristo. Da estirpe de David, filho de Jacob ou Heli. Trabalhava como operário (carpinteiro) em Nazaré. (ver S. José)

domingo, 16 de dezembro de 2007

O meu Presépio

No início era a Gruta
O making off (com ajuda especial)

Panorâmica geral
A Gruta

A Gruta
Os Reis Magos a caminho

As lavadeiras e os pastores

O Vigilante

A celebração do nascimento de Cristo vem dos finais do século III, quando os peregrinos visitavam a gruta em que nasceu, em Belém.

Em 1223, São Francisco de Assis, em vez de festejar a véspera de Natal na Igreja, como era habitual, fê-lo na floresta de Greccio. Para o efeito mandou transportar para o local uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar a cerimónia às pessoas. Por isso é, muitas vezes, visto como o autor do presépio.
Os primeiros presépios, como os conhecemos, surgiram no século XVI, na Itália.
Até ao século XVIII eram sobretudo as cortes que tinham presépios, feitos por artistas famosos.

Quando eu era míudo era uma alegria a montagem do presépio. Hoje, parece que começamos a ter medo, pois há quem ache que, com isso, podemos estar a desrespeitar alguém.
Não me parece ser de todo o caso, pois respeitando eu todas as convicções, o mínimo que posso exigir é que respeitem também as minhas.
Curiosamente essas preocupações vêm, geralmente, não dos outros, dos que se podiam sentir ofendidos, mas de fazedores de opinião que, aproveitando o tempo de antena, nada mais fazem que lançar a confusão e apelar para uma liberdade que, curiosamente, nunca respeitaram.
Ou melhor respeitam de uma maneira curiosa, pois uns são mais ditadores que outro ,ou algumas ditaduras são melhores do que outras. Como isto me faz lembrar o "Triunfo dos Porcos" de George Orwell!...
Bem mas passemos ao meu presépio. Com alguns dias de atraso em relação ao prometido, ei-lo. Mais uma vez está na rua, no imenso latifúndio (4 metros quadrados) que possuo em frente da minha casa. Vai ser o último ano neste espaço... Para o ano veremos...
Viva o Natal. Que, pelo menos uma vez no ano, nos mostremos mais solidários e pensemos um pouco mais nos outros.
Que o Menino vos traga tudo aquilo com que sempre sonharam...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra G


G

GALILEIA - Região setentrional da Palestina, junto ao rio Jordão, limitada ao sul pela Samaria, ao norte pelo rio Leontes e a oeste pelo Mediterrâneo. Era dividida em Baixa Galileia e Alta Galileia, ou Galileia dos Gentios.
A Galileia está cheia de recordações de Jesus, o que dela fez o centro da sua pregação, tendo nela recrutado os principais discípulos. Era, então, muito próspera, muito povoada e tinha uma vida política e religiosa de grande intensidade. Todos os cultos e opiniões se encontravam aí livremente.

GALO - S. m. ave galinácea, de crista carnuda e asas curtas; macho de galinha (ver capão).

GAMBIARRA - Renque de luzes entre as bandolinas do palco. Extensão eléctrica, com fio comprido, que permite levar luz a sítios afastados. Conjunto de luzes de cores variadas utilizada para enfeitar a árvore de Natal e o Presépio.

GASPAR - Era um dos REIS MAGOS que foi visitar o Menino Jesus tendo-lhe oferecido incenso. (ver Reis Magos)

GILBARDEIRA - s. f. Subarbusto da família das Liliáceas. Planta áspera, de pequenos frutos redondos como a cereja e de folhas picantes, que nasce nos valados e nas silveiras.
É utilizada como ornamental durante o Natal e também conhecida pelo nome de erva-dos-vasculhos.

GORRO - s. m. Barrete comprido em forma de saco; Carapuça; Boina.
Usado pelo Pai Natal, para se proteger do frio, nas noites de Natal.

GOSTAR - Experimentar um sentimento maior ou menor de amizade, afeição, apreço, simpatia, atracção para com alguém ou algum ser: gostar dos pais; gostar muito do novo amigo; etc.
O Natal é uma época em que, mais do que nunca, devemos gostar dos outros.

GRUTA - Cavidade natural no interior de um maciço rochoso. Local onde, segundo alguns, o Menino Jesus nasceu, visto não haver vagas nas estalagens, uma vez que César Augusto (Octávio) ordenara que se fizesse um recenseamento. (Outra versão diz que Jesus nasceu num estábulo).

GUIZO - Globozinho oco de metal que produz som ao agitar-se com as bolinhas que contém.
É costume Guizos nos enfeites de Natal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra F


F

FAVA - Planta da família das leguminosas subespontânea e cultivada em Portugal pelo valor nutritivo das suas sementes. (fava-cavalinha, fava de Holanda).
Origem da lenda da fava - Aquando do nascimento do menino Jesus começaram a chegar a Belém sábios, sacerdotes e magos. Vinham prestar homenagem ao anunciado redentor do mundo. Os magos não chegaram, todavia, a acordo sobre qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes ao menino. Resolveram então fazer um bolo contendo no interior, uma fava. O bolo seria repartido por todos, em partes iguais e aquele a quem saísse a fava teria a sorte de ofertar o seu presente antes dos outros (é a crença da fava como objecto benfazejo e signo da sorte).
A lenda não diz a quem saiu. Mas o facto correu de boca em boca e a partir daí, propagou-se o hábito de cozinhar um bolo com fava um dentro, sempre que fosse necessário resolver - pela sorte - qualquer divergência.


Quem fica com a fava no bolo-rei deve pagar o bolo no ano seguinte. Ou melhor, pagava porque agora a ASAE não deixa

- Assentimento da inteligência, motivado na autoridade alheia. Se esta autoridade é humana, a fé chama-se humana; se a autoridade é a do próprio Deus a fé é divina. Os Teólogos tomam a fé divina como acto e como hábito.

FELICIDADE - Qualidade do que é feliz; contentamento, satisfação e bem estar. (Felicidade do Natal).

FESTAS - S. f. festejo função, festividade. «Fazem todos muitas grandes festas a estes pagodes que digo, a que vão em romarias de muito longe.»


O Natal é a grande festa da família.

FÉRIAS - Dias de descanso e de festa (em latim diz-se feria). O Natal é tempo de férias.

FILHÓ - Bolo de massa e de farinha, ovos e outros ingredientes, que se frita em azeite e se passa depois por calda de açúcar, ou se envolve em açúcar e canela. Hoje, vulgarmente, é termo feminino.

FILHO DE DEUS- É o salvador, filho de David é Jesus. Chamado Emanuel, porque Emanuel quer dizer Filho de Deus.
- Nasceu em Belém ;
-Viveu em Nazaré ;
-Falava Hebraico / Aramaico;
-Quando cresceu, pregou a palavra de Deus.

FILMES DE NATAL - O Natal sempre inspirou muitos artistas e também o mundo do cinema EX.: Sozinho em casa, S.O.S. Fantasma, Scrooge, Contos de Natal, etc

FITAS - Material com que enfeita o pinheiro e a casa na quadra natalícia. Podem ser de cor dourada e prateada ou mesmo de outras cores.

FORMIGOS - Doce típico de Natal na região Trás -os - Montes
Tempo de preparação -15 minutos
Tempo de cozedura -15 minutos
Ingredientes :
500 g de açúcar;
8 fatias de pão de forma;
150 g de amêndoas;
100 g de corintos;
8 gemas;
2 cálices de vinho do Porto;
Leite e canela;
Leve ao lume o açúcar com 1/3 do seu peso em água até obter o ponto de pérola ( 34º Baumé a 108ºC ). Junte à calda de açúcar as fatias de pão de forma previamente embebidas em leite e escorridas. Leve ao lume durante 5 Mn. Adicione 50 g de amêndoas moídas e os corintos e leve novamente ao lume. Retire do calor e junte as gemas aromatizadas com o vinho do Porto. Leve novamente a lume brando, só para engrossar. Deite os formigos numa travessa e polvilhe-os com canela . Enfeite com as restantes amêndoas, cortadas em falhas e torradas .


E bom apetite!

FRIO - Dá uma sensação como a que produz o contacto ou a vizinhança de certos corpos, como gelo, a neve, e que se considera oposto ao antítese da que produz o fogo e que se diz quente.
O frio pode produzir sobre o organismo, perturbações gerais, que consistem nos resfriamentos e lesões locais as congelações.
Normalmente, aparece associado ao Natal por este ocorrer em Dezembro, mês de muito frio no hemisfério norte.

FRUTOS SECOS -
FRUTOS - São os frutos comestíveis.
SECOS - Que estão enxutos.
FRUTOS SECOS - São frutos comestíveis que se metem no bolo-rei, que é o Bolo que os Portugueses mais comem no Natal. Além do Bolo Rei são também utilizados nas famosas broinhas doces, que fazem parte da época Natalícia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dicionáro de Natal - letas D e E

D e E

DEZEMBRO - Último mês do ano civil (latim Decembre). No mês de Dezembro começa o Inverno no dia 22, que é o dia mais curto do ano, entrando o sol em Capricórnio. Em Dezembro, a 25 comemora-se o Nascimento de Jesus Cristo. É Feriado Nacional em Portugal, consagrando festa da família.

DIA DA FAMÍLIA - É o dia de Natal ou véspera, em que a família se junta

DIA DE NATAL - Ver 25 de Dezembro.

DIA DE REIS - Tradicionalmente, o Dia de Reis é festejado no dia 6 de Janeiro. Em Espanha, o Dia de Reis é quando se dão e recebem as prendas.

DESEJO - Acção de desejar. Pretensão, vontade; intenção. No Natal é a época em que muitas crianças querem ver os seus desejos cumpridos, seja no que diz respeito às prendas, seja noutros pedidos entretanto formulados.

DEUS - Pai de Jesus, criador do mundo .
Toda a Bíblia fala constantemente de Deus, pelo que, nos estreitos limites deste dicionário, é impossível fazer uma síntese bíblica de Deus.
Limitamo-nos por isso, ao quase nada que ficou dito. Às vezes Deus é descrito como figura humana: tem olhos, tem lábios e boca, tem ouvidos para ouvir as orações do homem; o braço e o dedo de Deus são instrumento do seu poder sálvico. Enfim, Espírito adorado por todos.

DOCES - Têm sabor agradável como o do mel, e o do açúcar. O açúcar usado em vários doces de Natal por ex. :Bolo-Rei , Tronco de Natal.
EMANUEL- s.m. (Deus connosco) filho de Deus e filho do homem. ( ver Jesus)

ENFEITES - Os enfeites no pinheiro mais usados no Natal são: algodão para imitar a neve (agora já há neve en spray); bolas coloridas; estrela; fitas; gambiarras; laços; luzes.
Porque enfeitamos a Árvore de Natal ?
Na Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e que, no Outono, quando as folhas caiam, os espíritos as tinham abandonado. Para incentivar os espíritos a regressarem às árvores, no solstício do Inverno, penduravam-lhes decorações. Quando surgiu o costume de trazer abetos para dentro de casa passaram a utilizar-se lâmpadas coloridas.

ESPERANÇA - Acção de esperar, aguardar com confiança algum bem futuro que se julga possível alcançar. O Natal é uma época de esperança.

ESTÁBULO - Coberto ou curral onde se abriga o gado, particularmente bois e vacas. Os estábulos devem ser sempre asseados quentes e ventilados. Foi num estábulo que Jesus nasceu, daí o relacionamento com o Natal.
Ele nasceu numa manjedoura coberta de palha, a envolve-Lo estavam uns trapos rotos. Do Seu lado direito estava Maria e no Seu lado esquerdo estava José. Ao fundo estava uma vaca e um burro.

ESTALAGEM - Hospedaria, albergaria, pousada. Diz-se que o Menino Jesus nasceu no estábulo de uma estalagem, em Belém.

ESTRELA - Designa um meteoro ou qualquer corpo luminoso, que assinalou no céu do oriente, o nascimento de Jesus e guiou os Magos no caminho de Jerusalém e de Belém.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra C

Capão de Freamunde

C


CABRITO - Bode muito novo, chibo.
RECEITA : Corta-se o cabrito em pedaços. Faz-se uma calda de alho pisado, sal, uma folha de louro, piri-piri, óleo, vaqueiro, um pouco de massa de tomate. Vai ao lume para derreter o vaqueiro, depois barra-se a carne com essa calda e deixa-se de um dia para o outro. No dia seguinte junta-se vinho branco e vai ao forno duas horas. Ao fim tira-se para fora e vira-se a carne, põe-se o molho e vai mais uma hora ao forno e está pronto a servir. Em algumas regiões do nosso país é um dos pratos típicos de Natal.

CAMELO - Género de mamífero rominante, especialmente caracterizado por uma ou duas gibosidades no dorso. Era um dos animais que estavam na gruta onde Jesus nasceu, porque foi o animal de transporte utilizado pelos Magos.

CANELA - S. F. casca de árvore chamada caneleira de aroma e sabor agradáveis, usada ( em pó ou fragmentada ) em terapêutica, perfumaria, doçaria e como condimento; do Latim camella. É usada na doçaria de Natal.

CAPÃO - Frango castrado com a finalidade de se obter maior desenvolvimento e carne mais tenra e saborosa. A castração pode ser realizada por meios cirúrgicos ou, mais modernamente, por acção hormonal ( castração fisiológica, obtida pela administração de estrerogéneos ) e deve ser efectuada, conforme as raças, entre o segundo e o terceiro mês de vida ( início da maturação sexual ). Conseguem-se deste modo exemplares com pesos até 4 Kg. aos 8-10 meses de idade.
Segundo uma lenda, conta-se que em Roma, um senador incomodado com barulho que os galos faziam pela manhã, proibiu a existência de galos na cidade. A solução encontrada pela população foi castrar os galos e assim resolveram o problema.
Em Freamunde, no Norte de Portugal, e em Villalba, na Galiza fazem-se feiras anuais onde se vende exclusivamente estes galináceos ( alguns podem atingir preços superiores a 15 contos ). É um dos pratos típicos de Natal.

CARAMELO - Gelo; açúcar em ponto de rebuçado, gulodice feita com açúcar nestas condições outros ingredientes, canudilhos feitos desse açúcar.
O caramelo utiliza-se para barrar bolos e pudins, e como na época festiva do Natal se preparam muitos destes doces o caramelo é bastante utilizado.
Pode aparecer ainda em canções populares sobre o Natal com o significado de gelo. É o caso de uma canção do Alto Alentejo:
Ó meu menino Jesus,
Não queiras menino ser!
Onde foste a nascer,
Ao rigor do caramelo.

CARINHO - s. m. Demonstração de amor ou benevolência; mimo; afago; carícia; cuidado extremo; amizade. O Natal é, por excelência, uma época de amor e de carinho.

CASTELO - Solar senhorial fortificado; fortaleza; praça forte. O castelo está sempre presente nos presépios.

CEIA - A refeição que se toma à noite e ordinariamente e a última antes de as pessoas se deitarem; refeição depois da meia-noite. Formação Latina caena. No Natal toda a família se reúne na Ceia do Natal onde o principal prato é o bacalhau com batatas cozidas. Nome que pode ser dado à Consoada de Natal.

CELEBRAÇÕES - Acto ou efeito de celebrar. Comemorações . Rezar a missa. O Natal é uma das grandes celebrações cristãs.

CEPO DE NATAL - Talvez em nenhuma outra região do País, como no
interior, há uma tradição tão arreigada ao Natal. Desde as ementas - onde o bacalhau pontifica na noite de consoada e o cabrito faz galas no almoço do dia de Natal - às pequeninas facetas que antecedem a noite em que a história conta ter nascido Jesus. Por exemplo, já ouviu falar no madeiro de Natal? Senão, ouça, agora. Nas aldeias do interior, os habitantes conservam , ainda hoje, o costume de escolher, na mata mais próxima, o cepo ou madeira de Natal
Na tarde do dia vinte e quatro, um enorme tronco - de preferência de carvalho ou castanheiro - é levado para ao adro da igreja, num tractor enfeitado e no meio de canções que os mais novos aprenderam de seus pais e avós.
Depois, é-lhe deitado fogo e fica a arder durante toda a noite. Após a missa do galo, toda a gente se aquece em seu redor, em amena cavaqueira ou, muito simplesmente, na contemplação do presépio que ainda, em muito lado destas Beiras, se arma no adro da igreja.

CENTROS DE NATAL - Costuma-se fazer centros para colocar no centro da mesa e nas portas nos dias de Natal. Faz -se geralmente de cedro e de pinheiro enfeitada com bolas, sinos, fitas e no meio uma vela de origem alemã.A vela servia também para guiar os viajantes até Jesus e era um símbolo do nascimento de Jesus.(a luz do mundo)

CHANFANA- Cabra guisada típica da zona de Coimbra, Miranda do Corvo e Senhor da Serra.
INGREDIENTES
- 3 kg de carne de cabra
- 2 cabeças de alho inteiras
- 2 ou 3 litros de vinho tinto
- sal
-colorau
-um pouco de piri-piri

Coloca-se a carne numa caçoila com as cabeças de alho inteiras. Em seguida tempera-se de sal, colorau e piri-piri e mistura-se-lhe o vinho. Deixa-se ficar cerca de 12 horas. Depois vai ao forno, de preferência de lenha, cozer durante cerca de 3 horas, e vai-se acrescentando vinho. Serve-se com batata cozida.

CHAMINÉ - Conduta para dar tiragem, ao ar ou fumo. Segundo a tradição o Pai Natal desce pela chaminé para entregar as prendas. Desmond Morris atribui essa lenda ao poema " Uma visita de São Nicolau", escrito em 1822 por Clement Moore, que descreve São Nicolau a chegar num trenó puxado por renas a aterrar no telhado de sua casa e a descer pela chaminé. Parece que Moore fora buscar a chegada pela chaminé a uma lenda finlandesa.

CHAMPANHE - Qualquer vinho de tipo e sabor semelhante a esse (espumante natural ). ( De Champagne, região francesa ). É usual beber-se champanhe a acompanhar doces de Natal e na passagem de ano.

CRISTIANISMO - Religião que se estabeleceu no mundo depois das pregações de Cristo e dos seus discípulos. Deriva directamente do Judaísmo Antigo.

CHOCOLATE - O chocolate é um doce que serve para fazer os tradicionais enfeites de Natal assumindo variadas formas ( ex.: Pai Natal, pinha, ovelha, sino, coelho, etc ) e que serve para decorar a árvore de Natal.

CONFRATERNIDADE - Acção ou efeito de confraternização. O Natal é a grande festa da confraternização.

CONSOADA - s.f. Refeição ligeira que os católicos podem tomar à noite quando jejuam. Banquete ou refeição festiva na noite de Natal. Em Portugal o prato mais comum na noite de consoada é as batatas cozidas com bacalhau.

CORDEIRO - O cordeiro no Natal é uma figura do presépio, porque é um dos presentes que os pastores deram ao Menino Jesus.

COROAS - Enfeites típicos de Natal elaborados geralmente com azevinho, cedro e bolas de natal, sendo colocadas habitualmente nas portas de entrada das casas, na noite de Natal.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra B


B



BACALHAU - S. m. Peixe da família dos gadídeos com grandes qualidades alimentares, que é vulgarmente chamado «o fiel amigo». É uma tradição comer bacalhau com batatas cozidas, na ceia de Natal.

BADALADAS - Dar badaladas.


Badalo - peça metálica, suspensa por uma argola no interior do sino, para produzir sons.


As badaladas transmitem um som, produzido pelo badalo, através do sino, que ao longo dos tempos é característico das torres das igrejas.
É uma tradição que faz parte da cultura do povo e, que na noite de Natal, serve para atrair os fiéis à tão falada e usual Missa do Galo. Assim se celebra o nascimento de Jesus.

BALTAZAR - Segundo a tradição, chamava-se Baltazar a um dos reis Magos do Oriente que foram adorar o menino Jesus. Foi também o último rei da Babilónia ao ser tomada pelos Persas no reinado de Ciro. Baltazar ofereceu mirra ao menino Jesus.(ver Reis Magos)

BATATA - A batata é um tubérculo originário da América e daí trazido pelos marinheiros dos descobrimentos. No início a sua introdução na Europa foi feita para a alimentação de animais, mas, pouco a pouco, começou a ser usada na alimentação humana por causa das crises alimentares, substituindo a castanha até aí usada. Na época de Natal, come-se cozida, acompanhada de bacalhau.

BATATA-DOCE - Planta herbácea, cujas raízes tuberculosas são comestíveis e contêm reservas açucaradas. Variedade de batata (Ipomeo batatas, Lam.)também se pode chamar Jetica ou Jetuca. Pode ser consumida depois de cozida, em vapor de água, frita ou assada. É costume consumi-la na época de Natal, nomeadamente na feitoria de broínhas doces.

Belchior (Melchior) - personagem que, guiada por uma estrela, foi a Belém adorar Jesus e lhe ofereceu incenso. ( ver Reis Magos )

BELÉM - A palavra hebraica quer dizer casa do pão. Houve na Palestina duas cidades com este nome. Belém, cidade de David, situada a 9 km de Jerusalém, também chamada Belém de Judá e anteriormente Efrata. Quando os israelitas ocuparam a Palestina, foi lá estabelecer-se com a sua família Salma, filho de Hur e neto de Caleb; mas a povoação só começou a tornar-se célebre entre os judeus pela história de Rut e Booz e pela família de David (Livro de Rut ). Foi aí que David, no meio dos seus irmãos, recebeu a unção real das mãos de Samuel. Roboão cercou-a de muralhas, mas a cidade, quer pela sua situação, quer pelo número dos habitantes, não chegou a ser praça importante. Veio-lhe o maior renome de lá ter nascido o Messias, segundo os oráculos proféticos (Miqueias). É bem conhecida a narração evangélica. José e Maria, não tendo encontrado alojamento na cidade, recolheram-se a uma gruta que servia para estábulo de animais; nascido o menino Jesus, Maria depô-lo numa manjedoura e lá o foram adorar os pastores, a convite dos anjos. Acabaram naturalmente por encontrar uma casa, onde Jesus recebeu depois a homenagem dos magos do Oriente. A gruta da Natividade forma actualmente uma pequena cripta debaixo do coro duma igreja de cinco naves. Foi esta das primeiras basílicas construídas na Palestina por santa Helena é a única que se conservou através das invasões e guerras que ocasionaram a ruína de tantos santuários. Descreve minuciosamente os lugares santos de Belém o nosso Frei Pantaleão de Aveiro no Itinerário da Terra Santa.



BELHÓ - Espécie de bolo frito, feito de farinha com abóbora amassada e peneirada. Também se diz beilhó. ( palavra de origem incerta )
Receita : 500 gr. de abóbora
3 colheres de sopa de farinha
3 gemas de ovos
sal
raspa de limão
açúcar e canela
Como se faz : descasca-se uma abóbora e parte-se aos bocados, coze-se e deixa-
-se arrefecer. Depois junta-se a farinha, as gemas de ovo, o sal, a raspa de limão, o açúcar e a canela.
No fim fritam-se e está pronto a servir.

BEM - Aquilo que é bom, justo, proveitoso, agradavel: este castigo foi um bem para ele; tomou um remédio que lhe fez bem. Virtude (em oposição a mal); praticar o bem; fazer bem aos pobres "o bem e o mal "é um livro de Camilo"; o amor que o impede para o bem o belo e a verdade".

BENTA (ÁGUA) - É o nome que se dá à água benzida que normalmente se encontra nas igrejas.

BÍBLIA - É um conjunto de vários livros elaborados ao longo dos séculos, contendo relatos de acontecimentos da história do povo hebraico: leis, preceitos religiosos, cânticos e poemas, etc. A parte da Bíblia que se relaciona com a religião hebraica constitui o Antigo Testamento. Posteriormente no séc. Id.C., foram-lhe acrescentados vários textos relativos ao Cristianismo que constituem o Novo Testamento. Deste modo, a Bíblia é, simultaneamente, o livro sagrado do Judaísmo e do Cristianismo.

BOAS-FESTAS - Cumprimentos que se endereçam por ocasião das festas do ano. No Natal é costume mandar cartões ou postais de Boas-Festas.

BOLAS DE NATAL - Bolas de várias cores e tamanhos que são para enfeites de Natal.

BOLO INGLÊS
BOLO - Massa de farinha geralmente com açúcar e outros ingredientes.
INGLÊS - Da Inglaterra ; o natural da Inglaterra ; língua inglesa.
BOLO INGLÊS - é o bolo que os Ingleses comem no Natal.

RECEITA RECEITA RECEITA

AÇÚCAR ........ 125 gramas
MANTEIGA....... 125 gramas
FARINHA ......... 240 gramas
OVOS ............. 3 ovos
FERMENTO ...... 1 colher de chá
FRUTAS CRISTALIZADAS ....... 125 gramas


Bate-se o açúcar com a manteiga, juntam-se-lhe os ovos, um por um e bate-se bem .
Em estando bem ligado junta-se-lhe a farinha, o fermento e as frutas cristalizadas


Leva-se ao forno a cozer em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.

BOLO-REI - Bolo típico português, que se fabrica especialmente na quadra natalícia ( do Natal ao dia de Reis ). Pode-se chamar, também, folar doce, pois, é ornamentado com frutas cristalizadas, frutos secos e flores de papel em forma de bóia de salvação.
Dentro dele, ocultos na massa ,vem um brinde embrulhado em papel vegetal e uma fava. A tradição conta que, a quem calhar esta última, fica obrigado a pagar o bolo - rei, nas próximas festas.

RECEITA:
Tempo de preparação: 40 minutos
Tempo de cozedura: 30 / 40 minutos

INGREDIENTES:
- 650 grs. de farinha
- 40 grs. de fermento de padeiro
- 150 grs. de manteiga ou margarina
- 150 grs. de açúcar
- 150 grs. de frutas cristalizadas
- 125 grs. de frutos secos
- 4 ovos
- 1/4 de limão
- 1/4 de laranja
- 1 dl. de rum ou licor
- Gema de ovo
- Amêndoas picadas
- Geleia

Coloque sobre a pedra da mesa 150 grs. de farinha. Abra uma cavidade e ponha dentro o fermento, desfeito em 1 dl. de água morna. Misture com a farinha e forme uma bola. Faça à superfície dois golpes em cruz e deixe a massa levedar durante 15 minutos.
Ponha a restante farinha (500 grs.) sobre a mesa, abra uma cavidade no meio e ponha dentro a margarina, o açúcar e as raspas das cascas do limão e da laranja. Trabalhe estes ingredientes até ficarem em creme. Junte os ovos, um a um e em seguida a massa com fermento. Amasse e, se a consistência da massa ficar demasiado dura, adicione um pouco de leite. Depois destes ingredientes bem amassados, junte o rum ou o licor e incorpore-o bem na massa. Misture as frutas, previamente picadas, e volte a amassar, formando uma bola. Ponha a massa dentro de uma tigela polvilhada com farinha, tape-a com um pano e deixe levedar durante 5 horas.


Corte a massa conforme o tamanho dos bolos que deseja fazer, forme bolas com os bocados de massa e abra um buraco no meio, em forma de círculo. Coloque os bolos em tabuleiros untados com manteiga e deixe levedar durante mais 1 hora, a uma temperatura de 25 a 30 graus centígrados. Pincele os bolos com gema de ovo e enfeite-os com frutas cristalizadas, amêndoas picadas e quadradinhos de açúcar. Leve-os a cozer em forno médio.
Depois dos bolos cozidos, pincele as frutas com geleia.

LENDA: Ver lenda da fava.

BOMBOM - O Bombom é utilizado no Natal para enfeitar as árvores. É uma guloseima de chocolate com ou sem recheio.

BOTAS - Calçado de couro que cobre o pé e a parte da perna. O Pai Natal tradicionalmente aparece de botas pretas e fato vermelho.

BORREGO - Carneiro com um 1 ano de idade. É um dos pratos tradicionais do natal.

BRINDES - Oferta, presente, dádiva, mimo, dom: "Estes eram os brindes, os brindes que o flamengo fazia à cidade ", vinho que se bebe á saúde de alguém: fez um brinde aos noivos.

Especialmente, desejar a prosperidade de alguma coisa, o triunfo de alguma causa, etc

É no bolo rei que se encontra(va) os brindes.

BROINHAS - As broínhas doces costumam ser feitas na altura do Natal. Há dois tipos de broínhas doces de batata e as de abóbora. A mais típica é a de abóbora.
Ingredientes - 500 g. de abóbora.
300 g. de farinha.
sal
250 g. de açúcar
1 c. de fermento em pó
frutas cristalizadas
Como se faz - Mete-se a abóbora dentro de um recipiente, junta-se a farinha , uma pitada de sal, o açucar,1 c. de fermento em pó e, por fim, as frutas cristalizadas. Deixamos levedar, de seguida vai ao forno e está pronto a comer.

BURRO - Mamífero da família dos equídeos (asininos). A forma típica parece ser o burro doméstico do sudoeste da Europa e do norte de africano. O burro era um dos animais que se encontrava na gruta, junto do Menino Jesus.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal

Azevinho

Arroz-doce

Há uns anos, propus aos meus alunos, no âmbito da então Área Escola, fazer um levantamento de palavras relacionadas com o Natal. Feita a listagem, cada um fez a parte que lhe competia, tendo sido "editado" um pequeno "livro" com os resultados desse trabalho. É isso que proponho partilhar convosco, neste tempo de Advento.

A

ABÓBORA - Fruto da aboboreira. Utiliza-se no Natal para vários tipos de doces como por exemplo os Belhós (letra B).

ADVENTO - A vinda: o advento. Escaltação, instituída; começo. Período das quatro semanas imediatamente anteriores ao Natal. Advento segundo o dia do juízo, julgamento final: "O segundo advento é o que também hoje prega o Evangelho..."

ALEGRIA - Qualidade do que é alegre. Exteriorização de contentamento. O Natal é uma época de grande alegria pois nasceu Cristo, feito homem para nos salvar.

AMÊNDOAS - Fruto da amendoeira. A semente contida no caroço desse fruto, é comestível e dela se extrai óleo. O feitio oval característico do caroço e da semente serve de termo de comparação. É uma das frutas secas que se comem no Natal.

AMOR - Sentimento que nos induz a obter a pessoa ou a coisa que nos agrada sobremaneira. Cristo símboliza o amor entre os homens pois morreu para nos salvar a todos.

ANDOR - s.m. espécie de padiola ornamentada para conduzir, nas procissões, as imagens dos Santos. Os portugueses conheceram o veículo no Malabar e aprenderam o seu nome e é natural que a origem de andor se deva procurar nessa região.
Diz Monsenhor Delgado que o vocábulo andor veio directamente da Índia para Portugal, onde se restringiu na sua significação; Jerónimo Cardoso (1563).
Também pode ser uma espécie de andas, trono ou leito, que se levam aos ombros, em que se transportavam os reis ou personagens importantes.
É comum fazer em algumas terras, procissões em época de Natal e aí o andor é imprescindível para transportar as imagens

ANIMAL - Ser vivo, tipicamente dotado de mobilidade própria e sensibilidade, que pode nutrir-se de alimentos sólidos e possuí membrana celular da natureza azotada. Ex. : A vaca e o burro do Presépio.

ANIVERSÁRIO - Diz-se no dia do ano em que volta a data em que se verifica determinado acontecimento de alguém ou de algum acontecimento que completa mais um ano. No dia 25 de Dezembro celebra-se o aniversário do nascimento de Cristo.

ANJO GABRIEL - Dá-se na Bíblia este nome, que significa homem ou força de Deus, ao divino mensageiro do mistério da Encarnação. Quando Deus faz saber à Virgem Maria que será ela a mãe de Jesus, é o arcanjo Gabriel que serve de mensageiro. Nesta última prática se apoiou Bento XV para marcar a festa de S. Gabriel, a 24 de Março, vigília da Anunciação quando a tornou obrigatória em toda a Igreja. Nas tradições judaicas, post-cristãs e muçulmanas, S. Gabriel é considerado um dos 3 ou 4 Arcanjos. Para o Islão é o portador da revelação e o inimigo dos Judeus.

ANO NOVO - É uma época muito festiva. Celebra-se o Novo Ano que começa no dia um de Janeiro. Há um ditado popular que diz «Ano Novo vida nova». O ano novo começa sete dias após o Natal. O Ano Novo é sinal de esperança, e é saudado com cânticos como as Janeiras e Reisadas.

ANTES DE CRISTO - Para o mundo ocidental o acontecimento a partir do qual se conta o tempo é o nascimento de Cristo. Por isso a expressão Antes de Cristo refere-se ao período de tempo que decorreu antes do nascimento de Cristo. É de destacar que não existe ano 0, pois os romanos não conheciam este número. A título de curiosidade sabe-se, hoje, que Cristo terá nascido entre o ano 7 e 4 a.C..
De referir que outros povos e outras civilizações usam outras referências para a contagem do tempo. É o caso dos muçulmanos que contam o tempo a partir da Héjira que é a fuga de Maomé, de Meca para Medina ( ano 622 da era cristã).

ARROZ-DOCE - Ingredientes: 1/2 Kg. de arroz.
1/2 Kg. de açúcar.
1 litro de leite.
1 litro de água.
Casca de limão.
Sal e canela.
Põe-se a água ao lume e, quando começar a ferver, deita-se o arroz. Depois de ferver alguns minutos, vai-se pondo o leite aos poucos e a casca de limão. Quando estiver cozido põe-se o açúcar e deixa-se ferver um bocado. De seguida tira-se para as taças e decora-se com canela.
Este doce tradicional está associado a festividades e acontecimentos de importância marcante para o povo português, mais concretamente para o beirão. Assim, o arroz-doce está sempre presente por altura das festas do santo padroeiro da aldeia, pela Páscoa, nos casamentos e... claro, também no Natal!

ÁRVORE DE NATAL- A tradição da árvore de natal é de origem Germânica e data do tempo de S. Bonifácio vindo portanto do séc. VII. Utiliza-se o pinheiro e o abeto. A escolha destas árvores tem uma explicação. Sendo árvores de folha perene, simbolizam a vida eterna que é um dom de Jesus ressuscitado. A cor verde das suas folhas são um sinal de esperança. A árvore é considerada protectora da divina providência à infância e à inocência.

AZEITE - Palavra de origem árabe, significa óleo de azeitona. Líquido amarelado-esverdeado, de aroma e sabor característicos; que se extrai da polpa da azeitona. É solúvel no éter, clorofórmio e sulfureto de carbono; pouco solúvel em álcool. Usa-se como alimento, em unguentos, linimentos, sabões, têxteis, lubrificantes, curtumes, etc.
O azeite está presente no Natal pois serve de tempero para as tradicionais batatas com bacalhau.

AZEVINHO / AZEVINHEIRO - Arbusto ou árvore pequena cujos ramos se utilizam no Natal.
Porque penduramos azevinho nas nossas casas?
O azevinho tem sido, ao longo dos séculos, um arbusto decorativo apreciado pela simples razão de que se mantêm verde e dá bagas vermelhas, mesmo no pino do Inverno. Esta característica fez dele um símbolo pagão da imortalidade. Mais tarde, os cristãos cristianizaram-no, transformando as folhas de pontas aguçadas na coroa de espinhos que Cristo usou quando foi crucificado, e as bagas vermelhas nas gotas da sangue na cabeça de Cristo. Normalmente no Natal as pessoas, enfeitam as suas casas com ramos de azevinho.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Presépio da minha Escola

Aspecto geral
A manjedoura
O oleiroO cesteiro

O vendedor
O padeiro
O ferreiro
A rendeira

O lavadouro

Estas são algumas fotografias do Presépio da minha escola.
É um trabalho do grupo de Educação Visual e Tecnológica e dos alunos que frequentam essas áreas. Escolhi apenas algumas das cenas. Outras havia representadas, mas não as fotografei todas.
O que aqui se representa é o nascimento de uma criança, Jesus Cristo, e isso não me parece ser ofensivo para ninguém, a não ser para alguns intelectuais de cartilha que, facilmente, trocavam estas imagens por algumas de outros que sempre lhes serviram de modelos.
Eu, que sou republicano assumido, sempre expliquei aos meus alunos que, no dia 5 de Outubro, se comemora a implantação da República, mas também a assinatura do Tratado de Zamora, facto que alguns ditos progressistas teimam em esconder ou ignorar.
Continuemos. Na minha escola há alunos de outras confissões religiosas e, até ao momento (já lá estou há 20 anos), nunca notei que alguém se tivese sentido ofendido. É que a prática da casa é o respeito mútuo.
Para terminar gostaria de relembrar algo que já aqui escrevi: posso não concordar com as ideias das pessoas que dizem que celebrar o Natal no espaço público é não respitar as outras confissões religiosas, mas estou disposto a lutar para que elas as possam apregoar aos 7 ventos.
É assim que eu entendo o regime democrático.
Já agora não sintam dores que não são vossas, pois quem se sente ofendido sabe demonstrá-lo e não precisa de ser defendido por pessoas para quem o significado de liberdade ou ditadura, depende do quadrante político do país ou do ditador em questão.
P.S.: Acho piada que algumas (muitas?) escolas não celebrem o Natal, mas façam grandes exposições do Halloween. Feitios....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Alcabideque

O Castellum (Foto de Jorge Acúrcio - Olhares.com)

Foto de João Azevedo
O Tanque (Foto de João Azevedo)

A palavra Alcabideque é proveniente do árabe "al" e do latim "caput aquae", que significa captação de água, olhos de água.
É terra famosa devido à existência de uma nascente de água, que abastecia a cidade romana de Conímbriga, onde existe um importante monumento da época romana. Situada a 3 Km desta cidade romana, a ela estava ligada através de um aqueduto com cerca de 3550 metros que se inicia no Castellum, uma torre que servia para elevação da água e onde existia um curioso sistema de purificação de água.
Grande parte do percurso do aqueduto é subterrâneo, passando por baixo de muitas casas da povoação. Apenas nos últimos 170 metros corre sobre arcos, sendo visível ainda um.

No tempo das invasões bárbaras que puseram fim ao Império, foi destruído pelos Suevos, contribuindo parea a decadência da cidade de Conímbriga que se viu, assim, privada de água.

Lenda da nascente de Alcabideque.

Há muitos, muitos anos, na época dos romanos, a aldeia de Alcabideque vivia um ano de grande seca.
Num belo dia, estava uma senhora com o seu rebanho que pastava, quando viu, saíndo de um buraco, um pássaro que tinha o bico e as patas molhadas.
Refeita do espanto, correu à aldeia a chamar os vizinhos para verem tal fenómeno. Começaram, então todos a escavar e encontraram uma nascente. Houve festa a noite toda pois acabara a seca.
Os romanos, alguns anos depois, taparam a nascente com uma torre (Castellem de Alcabideque) e canalizaram a água para a cidade de Conímbriga.
Desde esse dia, passou a ser uma região farta de água e Alcabideque sinónimo de "olhos de água" e de "água de Deus".

Este texto baseou-se num trabalho feito pela minha aluna Rita, do 5.ºC

sábado, 1 de dezembro de 2007

Restauração da Independência

Hoje é dia 1 de Dezembro, feriado nacional devido ao facto de comemorarmos a Restauração da Independência., ocorrida em 1640.
Faz hoje um ano que publiquei, aqui, uma cena de uma peça de teatro, escrita em conjunto com a minha Direcção de Turma (6.º ano) e que, no final do ano, foi apresentada em público.

Um ano depois partilho convosco outra cena dessa peça.

Desta vez recuamos até Évora, em 1637, a fim da assistir à chamada revolta do Manuelinho, um pobre louco de Évora, em nome do qual eram assinados os panfletos anti-espanhóis que apelavam à revolta.

Cena 4

(As viajantes saem da máquina do tempo e encontram uma manifestação).
(Entra em Palco, uma manifestação de meia dúzia de pessoas, cantando – com a música da canção A Fisga - e aclamando o Manuelinho).

Todos:
Trago o Manelinho às costinhas
Nesta manifestação anti-espanhola
Vivó Manelinho, abaix’os filipinos
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola.
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola
Conquistemos a nossa independência
Estamos pobres, até pedimos esmola
Portugal é a nossa residência.
Manuela: Viva o rei Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Abaixo a tortilha, os calhos e as natilhas! Viva a omeleta, as tripas à moda do Porto e o leite-creme!...
Todos: Viva! Viva!
Constantino: Abaixo os espanhóis! Viva os portugueses!
Todos: Abaixo! Abaixo! Viva! Viva!
Jesuíno: (com pronúncia alentejana e bocejando) Já estou ficando cansado. Vamos é ver se encontramos um chaparro, pois está quasi na hora da sesta. Viva a sesta! Abaixo o trabalho! Viva o descanso! Se o trabalho dá saúde que trabalhem os doentes! …
Todos: Queremos um chaparro! Queremos descansar! Queremos um chaparro! Queremos descansar!
Jesuíno: (Toma a palavra e discursa): Portugueses em geral, alentejanos em particular!
Todos: Apoiado! Apoiado! Muito bem!
Jesuíno: Nesta época de crise... em que os espanhóis nos levam todo o dinheiro que temos, há que votar em mim, - ó raio que já me enganei -, há que apoiar o Manuelinho! Viva o Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Zé Próvinho: Alguém falou em vinho? Se o assunto é esse cá estou eu! Abaixo o vinho espanhol, viva o vinho do Alentejo!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Lá está este outra vez a falar no vinho!
Constantino: Irra que ele só pensa mesmo no vinho. Em vez da cabeça devia ter um barril em cima dos ombros e uma torneira em vez do nariz. Maldito vinho.
Jesuíno: O vinho agora não interessa para nada! O que interessa é o chaparro. Viva o chaparro!
Todos: Viva! Viva!
Manuela: Vamos é comer uns pezinhos de coentrada.
Maria: Com a entrada adondi ?
Manuela: Não é com a entrada. É de coentrada!
Maria: Entã nã foi isso quê disse? Com a entrada. Mas onde é que fica a entrada?
Constantino: Vossemecê deve estar ficando surda.
Maria: Curda? Então esses são os do Iraqui.
Constantino: Irra. Surda! Não é curda.
Maria: Entã vossemecês se explicam…
Manuela: Vamos é apoiar o Manuelinho e deixemo-nos destas conversas de treta.
Maria: Preta? Quem é qué preta?
Manuela: Treta, mulher, treta.
Maria: Já ouvi. Eu sou surda. Escusa de estar aos berros quê já ouvi qué preta. Não sei o qué qué preta, mas já ouvi.
Constantino: Não há pachorra.
Maria: Onde é que está a cachorra. Ai que eu nã gosto nada de cães e muito menos de coas ou cãs. Ai quê nem sei como é que se diz.
Manuela: (aos gritos) Cadelas. O feminino de cães é cadelas!
Maria: Panelas? P’ra quê? Vamos comer? E se fosse uns pezinhos de coentrada.
Manuela: Ora voltámos ao princípio. Viva os pezinhos de coentrada.
Todos: Viva! Viva!
Manuelinho: Viva eu! Viva eu!
Todos: Apoiado! Apoiado! Viva ele, viva ele.
(Dirigem-se para fora do palco a bocejar e a cantar a música de entrada).
Escanifreda: Bem isto está tudo visto! Vamos embora, pois já estou cheia de sono! Acorda!
Andrioleta (Estava a dormir): O quê? Onde estou eu? O que se passa?
Escanifreda: Vamos embora! Vamos até à casa de D. Jorge de Melo.
Andrioleta: Quem é o D. Jorge de Melo?
Escanifreda: É um dos nobres que está a conspirar para expulsar os espanhóis de Portugal

(Entram na máquina e muda a cena).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Casa da Nau

Uma das construções mais curiosas de Coimbra é a Casa da Nau, situada pouco acima do actual Governo Civil, a caminho da Sé Velha. Esta construção, que deve o seu nome ao facto de fazer lembrar uma nau, data do século XVI.

Nela está instalada a Real República Prá-Kys-Tão, fundada em 27 de Janeiro de 1951.

As origens deste tipo de instituições podemos ir buscá-la aos tempos de D. Dinis que, para fazer face à falta de habitações par os estuantes, criou casas próprias para eles habitarem. Com o passar dos tempos chegamos até às actruais Repúblicas estudantis.

Ao lado da Casa da Nau situava-se o Teatro Sousa Bastos, onde fui várias vezes ao cinema, inaugurado em 15 de Junho de 1914 e onde se fizeram as primeiras sessões de cinema da cidade.

Fechado há muitos anos, não será altura de a cidade começar a pensar recuperar alguns dos seus ex-libiris, entre os quais destaco este espaço cultural, numa cidade que se pretende capital do conhecimento?

sábado, 24 de novembro de 2007

Arcos do Jardim

Um dos locais mais bonitos de Coimbra é a Praça dos Arcos do Jardim.

Estes arcos constituem, nem mais nem menos, o Aqueduto de S. Sebastião que foi construído no século XVI sobre o que fora outrora um aqueduto romano.
O Aqueduto servia para abastecer a alta de Coimbra, com água de variadas nascentes da cidade, entre elas a fonte D`El Rei do Convento de Celas, na parte alta da cidade.
Um dos arcos deste aqueduto tem a estátua de S. Sebastião de um lado e de S. Roque do outro, junto à casa Museu Bissaya Barreto.
O aqueduto ligava os morros onde se situavam o Mosteiro de Santana e o Castelo, vencendo uma depressão em vinte e um arcos, daí ter sido, em tempos idos, conhecido como aqueduto de Santana
É também conhecido como Arcos do Jardim, tendo sido construído pelo engenheiro italiano Filipe Terzio, no reinado de D. Sebastião.

O aspecto nem sempre foi o que conhecemos actualmente pois, encostados ao aqueduto, havia uma série de construções, entre as quais se destacavam: o Lar das Teresianas, a Leiteiria Académica de Joaquim "Pirata" e o Colégio Liceu.

Observando as fotografias podemos constatar que o aspecto era bem diferente do actual.

De referir que, com a demolição das casa, foi também abaixo, em 1959, um arco que dificultava a ligação da rua do Arco da Traição com a Calçada Martim de Freitas (actual rua de acesso ao Largo D. Dinis).

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Aproxima-se o Natal

Este ano resolvi antecipar-me.... O frio que se fez sentir nestes 2 últimos dias lembrou-me que está quase a abrir a época de caça àqueles que defendem a celebração do Natal, como é o meu caso.
Mais uma vez, no dia 8 de Dezembro, irei fazer o Presépio no minifúndio (4 metros quadrados) que possuo em frente à minha casa.
Não aceito que me digam que, ao fazê-lo, esteja a desrespeitar todos aqueles que não são cristãos. Acho que o respeito não tem nada a ver com isso.
Quando vou a Lisboa e passo na Praça de Espanha, não me sinto ofendido pelo Minarete da Mesquita da cidade. Sinto, aliás, uma alegria pela diversidade que posso viver neste país e pela liberdade que os muçulmanos têm de poder expressar a sua fé publicamente.
Por isso não me identifico com todos aqueles que pretendem demonstrar um grande respeito pelas outras religiões, esquecendo-se de fazer o mesmo pelo cristianismo em geral e, mais particularmente, pela Igreja Católica.
Alías, analisados os seus discursos depressa se vê que não bate a bota com a perdigota, pois estou farto de pessoas que pretendem pensar por mim e dizer-me o que é correcto ou não.
Este Natal mais uma vez vão obrigar-me a ser politicamente incorrecto.
Aqui em casa vai mesmo haver Natal, com Menino Jesus e tudo (e não com Pai Natal) e não Wintermas, como alguém quis impor, o ano passado, numa cidade inglesa.
Haja juízo e respeito pelos outros (neste caso também por nós, os cristãos).

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Arco do Bispo




Em 1880, o Bispo de Coimbra, D. Francisco de Lemos Coutinho, mandou edificar um arco para estabelecer a ligação entre o Paço Episcopal e a Sé Catedral.

Esse arco ficou conhecido como o Arco do Bispo, tendo sido demolido mais tarde, bem como a residência episcopal.

A título de curiosidade refira-se que o eléctrico, proveniente da Avenida Sá da Bandeira, subia a actual rua Padre António Vieira e passava por debaixo do Arco.

Actualmente, o aspecto é o que se vê na última fotografia.

Mais uma vez aqui fica o meu protesto por alguém (Salazar) nos ter privado da velha alta Coimbra, com a finalidade de construir muitos dos edifícios que actualmente constituem a Universidade.
A ideia era ter os estudantes juntos para mais facilmente os controlar...