domingo, 16 de julho de 2006

O Porto I - (Os Tripeiros)

Faz hoje dois meses que este blogue viu a luz do dia, ou melhor dizendo do ciber-espaço. Mil e cem visitas depois, decidi sair, por uns tempos, da cidade de Coimbra. A opção recaiu sobre a Mui Nobre, Leal e Invicta Cidade do Porto.
Motivos não faltam para visitar a segunda maior cidade de Portugal, aquela que é considera a capital do Norte do País. Classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1996 e Capital Europeia da Cultura em 2001, a cidade do Porto tem uma enorme riqueza histórica que vale a pena conhecer.
Perde-se nos tempos o povoamento do território a que corresponde hoje a cidade do Porto. Existem alguns vestígios pré-históricos da presença do Homem do Paleolítico no espaço da cidade, mas é com o Foral do bispo francês D. Hugo que nasce a cidade do Porto, antes mesmo do país que a ela foi buscar o seu nome.
Na verdade, Portugal não poderá esquecer a colaboração do povo portuense em importantes períodos da História Nacional.
Em 1414, D. João I resolve preparar a expedição a Ceuta, com que se iniciará a epopeia dos descobrimentos. Nomeia, para esse efeito, o infante D. Henrique, que, na altura, contava apenas 20 anos. Este dirige-se ao Porto, sua cidade natal, pois aí tinha nascido, na Ribeira, em 4 de Março de 1434, para organizar a frota.
A população do Porto mobilizou-se, tendo aderido em massa à iniciativa. Daqui advirá a alcunha de Tripeiros dos habitantes do Porto, uma vez que estes teriam oferecido toda a carne que tinham para a armada e reservado para si apenas as tripas. Facto semelhante já tinha ocorrido 30 anos antes, aquando das guerras com Castela. Em Junho de 1415, o Infante mandou terminar os trabalhos. A expedição estava preparada e o Infante pronto para partir para aquela que seria uma das maiores aventuras da humanidade: os Descobrimentos
O século XIX fica, também, indelevelmente marcado na história da cidade do Porto por mais uma demonstração de carácter dos portuenses. Apesar de ver a sua cidade invadida e saqueada, o povo do Porto resistiu e rechaçou a 2ª invasão francesa, não sem antes ter sofrido grandes baixas com o episódio da Ponte das Barcas. Entre 1832 e 1833 os portuenses voltaram a resistir estoicamente ao cerco da cidade pelas tropas absolutistas de D. Miguel.
O Porto tornou-se assim, ao longo da sua história, uma cidade emblemática na luta e defesa da liberdade e promoção do valor do trabalho.
Por todos estes motivos não é de admirar que das das armas da cidade faça parte a imagem da Nossa Senhora, daí que o Porto seja a "cidade da Virgem", tendo ainda os epítetos de «Leal Cidade» (como lhe chama Camões) e «Cidade Invicta» (por decreto de D. Maria II).

4 comentários:

luis antero disse...

Mui interessante o seu blogue Tozé Franco. Continue o bom trabalho. Abraço.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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