segunda-feira, 17 de julho de 2006

Porto - III (Tragédia da Ponte das Barcas)

Um dos sítios que mais me impressiona no Porto é as "alminhas" existentes na Ribeira, em homenagem a todos os que faleceram (cerca de 4000) no desastre da Ponte das Barcas e onde, ainda hoje, continuam a arder velas, em número muito apreciável, pelas almas dos que aí perderam a vida.
Em 1806 foi inaugurada a chamada ponte das Ponte das Barcas, sobre o Douro. O seu nome deve-se ao facto de ser composta por 20 barcas justapostas de lado a lado, ancoradas ao fundo do rio, sobre as quais corria um estrado que permitia a passagem de pessoas e carros.
Decorria o mês de Março de 1809, quando a cidade invicta foi invadida pelas tropas francesas sob o comando do General Soult. O exército português, pouco numeroso, e a população não resistiram às tropas francesas. Sem outra solução, colocaram-se em fuga para Vila Nova de Gaia. Porém, a 29 de Março de 1809 dá-se o célebre desastre da Ponte das Barcas. Durante a fuga desesperada de milhares de portuenses, a ponte não resistiu ao excesso de peso, provocando a morte de quatro mil pessoas.
A Ponte das Barcas foi, posteriormente, substituída em 1843 pela Ponte Pênsil, da qual ainda subsistem vestígios na Ribeira, ao lado da ponte D. Luís.

6 comentários:

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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carlosayres disse...

A tragédia da Ponte das Barcas foi marcante, historicamente, para os portugueses, pelo facto de ali terem perecido cerca de 4.000 almas portuenses, isto devido à carga das tropas francesas, sobre a cidade do Porto. Por certo que não haverá nenhum português que fique impávido e sereno, perante este horrível acontecimento. Mas, no meio disto tudo, sobra-me a dúvida: - por que é denominada a cidades do Porto de "Invicta", quando, na verdade não o é, pois ela já foi vencida pelas hostes de Napoleão, na pessoa do seu comandante - Marechal Soult, em 29-O3-1809. Penso que algo estará errado, devendo o termo "Cidade Invicta" ser desmistificado e reposta a verdade. Carlosayres