domingo, 9 de julho de 2006

Universidade de Coimbra - IV (A Estória da Raposa)

"Andava tão comprimido
Mal podia respirar
O ano estava perdido
E a raposa a espreitar"
Assim começa uma das mais famosas canções da Estudantina, que relata a vida de um estudante, o Afonso, que fazia tudo menos o que lhe competia fazer, isto é, estudar.
Ora, em linguagem estudantil, apanhar a raposa significa chumbar (perdoem-me os especialistas em pedagogia, mas a palavra chumbar já era usada no meu tempo).
De onde vem, então, esta estória?
Quando vamos da Via Latina para os Gerais, existe um espaço onde os estudantes aguardavam para serem chamados, a fim de realizar as provas orais.
Esse espaço é todo coberto por azulejos apresentando vários motivos, predominando os florais.
Ora, junto à porta por onde entravam para as orais, um dos azulejos (na imagem) representa uma raposa e era normal esperarem encostados junto a ela, enquanto esperavam a sua vez para prestarem provas.
Como muitos chumbavam (perdoem-me, mais uma vez, a palavra chumbavam, pois não fui politicamente correcto, pois deveria ter escrito "Não transitavam", "Não eram aprovados" etc,) a raposa passou a ser sinónimo de reprovação (Irra! Mais uma vez!... Não há meio de aprender eduquês.).
Coitado do Afonso que se esqueceu de estudar pela Sebenta (outra instituição coimbrã) e, por isso, o ano rebentou, ou melhor apanhou uma raposa.

7 comentários:

manuel neves disse...

Viva!
Este ano lectivo, ja estive em amena conversa com a raposa, a tal do azulejo, enquanto esperava por uma oral. Mas a raposa, matreira como é apanágio, apanhou-me. Ou seja...chumbei (em bom português)!!!

Um abraço

Tozé Franco disse...

Pensava que a raposa já nao estava activa até porque, segundo a publicidade, a tradição já não é o que era. Pelos vistos enganaram-me.
Daqui a dois anos, penso estar também a conversar com essa raposa.
Espero que nessa altura me valham os seus apontamentos...
Um abraço e obrigado pela visita.

manuel neves disse...

Viva!
Meu caro amigo, é pra já. Com todo o prazer, só que nessa altura se calhar a raposa já fugiu para Bolonha.
Não quer antecipar a ida?

Um Abraço.

asn disse...

Será que a dita raposa me pregou alguma partida? A época está mesmo a condizer.
Às páginas tantas deixei um comentário sobre as raposas da Universidade de Coimbra, nalgum sítio demasiado à mão e a malvada lá a morfou.
É claro que agora, decorridos já uns dias valentes mais de uma semana concerteza, não su capaz de a reproduzir.
Tinha a ver com a minha experiência da minha passagem pela Faculdade de Economia a Univesidade de Coimbra, anos 80, nos tempos em que ou se arranjavam as sebentas ou então nada feito. Leiria-Coimbra e volta, de vez em quando não deu. Saiu raposa. Lá fiquei com umas penas, que o resto levou-o a raposa manhosa.
Um abraço.
16/7/2006 - 17h15
A Nunes

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