sábado, 3 de maio de 2008

Estação Nova (Coimbra A)

O Comboio da Lousã. A Av. Emídio Navarro à esquerda

A Avenida junto à Estação Nova (Coimbra A)

Fotografia da mesma zona, mas mais antiga, pois ainda não há edifício da Estação

Estação Nova (Coimbra A)

Coimbra A

A estação de comboios Coimbra A foi oficialmente inaugurada em 1931, no dia 15 de Março, no local onde desciam os passageiros que, vindos do sul e do Norte, apanhavam um pequeno ramal que, desde 1885, os colocava no centro da cidade.
Antes disso, a ligação à cidade fazia-se através dos carros americanos do Rail Road Conimbricense de que já aqui falámos.

Era daqui que saía a linha da Lousã (1.ª fotografia) que corria paralela à Avenida Emídio Navarro e que, durante anos, obrigava o trânsito na Portagem a parar, cada vez que passava um comboio.

Actualmente fala-se no encerramento da Estação Nova e na sua conversão num espaço cultural. Veremos no que dá e se vai ser possível devolver a margem direita do Mondego à cidade acabando com essa barreira que é a linha de comboio.

A ver vamos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1.º de Maio

Encontrei esta fotografia num dos álbuns onde guardo algumas das minhas memórias. Aqui estou eu, na Praça 8 de Maio (antigo largo de Sansão), no primeiro 1.º de Maio, vestido a rigor, como mandava a moda da altura e como indispensável cravo ao peito.
Esperava pela manifestação, a 1ª grande manifestação havida depois da Revolução, para a acompanhar. Lembro-me que fui até à Ponte de Santa Clara festejando o dia do trabalhador e a liberdade recém-conquistada..
Nessa altura, todos estávamos cheios de sonhos e acreditávamos que era possível um país mais justo e solidário.
Alguma coisa se conseguiu, mas os sonhos desfizeram-se em contacto com a realidade.
Apesar de tudo, acho que valeu a pena.
E agora deixo-vos aqui um resumo sobre a origem do feriado do 1º de Maio:
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América que tinha como finalidade reivindicar a redução do horário diário de trabalho para 8 horas. Nessa manifestação participaram centenas de milhares de pessoas. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio das forças policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas
Três anos mais tarde, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.
Em 1 de Maio de 1891, uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e, meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de melhores condições de trabalho
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado, sendo este exemplo seguido por outros países.
Um abraço e bom feriado para todos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril

Porque hoje é 25 de Abril.

sábado, 19 de abril de 2008

Igreja de Santiago



A Igreja de Santiago, num dos topos da Praça do Comércio (Praça Velha), nem sempre teve o actual aspecto.
Datando do século XII, sofreu várias transformações ao longo dos séculos.
Em 1546, a Misericórdia de Coimbra iniciou a construção das suas instalações na parte lateral da Igreja, estendendo-as, depois, para a parte superior do templo, ficando com o aspecto visível na 1.ª fotografia.
No século XIX, foi-lhe amputada a cabeceira para alargar a rua de Coruche, actual rua Visconde da Luz.
Já no século XX, novas obras que se prolongaram de 1908 a 1932, devolveram o templo ao seu aspecto original, pemitindo alargar as escadas de Santiago que ligam a Praça Velha às ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz.

domingo, 13 de abril de 2008

Viagem à Corunha

Vigo (1.ª paragem)

Um brinde... com ostras

O Chocolate e os Churros

O pórtico da Catedral de Santiago

A PlazaMaria Pitta e o Ayuntamiento da Corunha

O despertar na Corunha

A praia do Riazor vista desde a Domus (Casa del Hombre)

A Domus (Casa del Hombre)

A Torre de Hércules e o Aquário Finisterrae (Casa dos Peces)

A tradição ainda continua a ser o que era.
O 12.º ano, mais uma vez, fez a sua viagem à Galiza.
Vigo, Santiago de Compostela e Corunha eram as cidades a visitar. Mercado da Pedra (onde comemos e alguns provaram ostras pela 1.ª vez), Catedral de Santiago e os museus da Corunha foram alguns lugares que tivemos o privilégio de visitar (e que tiveram o privilégio de nos receber!).
Mais uma vez os objectivos foram cumpridos, provando que é possível sair com alunos do 12.º ano para fazer coisas diferentes de Lloret del Mar.
O meu muito obrigado pelo convite.
P.S.: A música, como não podia deixar de ser, é da Galiza. Apresento-vos os Milladoiro, de Padrón, a terra dos pimentos. Espero que gostem.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

As cheias de 1946

A água a entrar na Igreja de Santa Cruz
Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes

A Praça 8 de Maio

A Praça 8 de Maio e a Câmara Muncipal (à direita)

A Igreja de Santa Cruz está intimamente ligada à fundação de Portugal. Nela, que hoje é considerada Panteão Nacional estão os restos mortais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, os dois primeiros reis de Portugal.

(Uma curiosidade: o terreno que o Mosteiro ocupava e que se estendia até ao Jardim da Sereia, foi vendido a D. Telo (um dos fundadores) por D. Afonso Henriques. O preço pago foi uma sela que D. Telo havia trazido de Perpignan e de que o nosso primeiro rei tanto gostava.
Sorte na altura não haver Finanças, senão lá iam eles ser acusados de fuga aos impostos. Tanto terreno não podia custar tão pouco aos olhos dos avaliadores. Ia achar piada se encontrasse o nome do nosso primeiro rei, na lista dos calotes às Finanças publicada na Net.)
A igreja de Santa Cruz foi construída no século XII, nos arrabaldes da cidade. Em 1540 era necessário subir 4 degraus para nela entrar. Em 1796 o adro estava ao nível da igreja, passando a ser preciso, em 1890, descer 7 degraus para entrar.
As consequências desta subida do largo estão à vista.
Em Abril de 1946, mais umas cheias atingem a cidade, tendo efeitos catastróficos na igreja, hoje Panteão.
Como é visível pelas imagens, a água do Mondego, e ao mesmo tempo as águas provenientes da alta que escoavam pela rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, causaram inúmeros estragos. Em Santa Cruz, a água atingiu tal altura que foi necessário retirar o Santíssimo a nado, tarefa a cargo de um artesão da Baixa.
Podemos observar a fúria das águas na rua acima referida que mais parecia um rio, embora a foto diga respeito a uma chuvada ocorrida em 1958. Na fotografia são ainda visíveis, do lado direito, o actual edifício dos Correios e o Mercado D. Pedro, antes das obras de beneficiação que sofreu.

domingo, 30 de março de 2008

O galo de Barcelos

O galo originalAs variações




O Cruzeiro associado à lenda do Galo

É provavelmente a peça de artesanato português mais conhecida no mundo. Falo, naturalmente, do Galo de Barcelos.
Por mais curioso que pareça, há muitos galos de Barcelos à venda que são Made in....China.
Poderia propor à boa gente de Barcelos que fizesse um Chop Suey de Capão para concorrer com a comida dos restaurantes chineses, mas não vale a pena pois não trocaria uns bons Rojões ou umas Papas de Sarrabulho por qualquer especialidade chinesa.
Não ia a Barcelos há anos e, desta vez, apesar de estara apenas de passagem, reconheço que a cidade está bonita e se recomenda, ficando uma visista mais demorado para a próxima vez.
Voltando aos galos, que de símbolo de Barcelos se tornaram num símbolo de Portugal, é de referir que associada à peça de cerâmica está um lenda curiosa e que passo a transcrever.
Segundo ela, os habitantes do burgo (Barcelos) andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora.
Foi, por isso, condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer um monumento em louvor à Virgem e a São Tiago (Santiago).
“Barcelos verde rincão
Terra lusa, nobre gente
Onde um galo morto cantou
Para salvar um inocente."

quarta-feira, 26 de março de 2008

Praça 8 de Maio

Praça 8 de Maio anos 50/60
Praça 8 de Maio e rua da Sofia (o eléctrico da esquerda ia para a Estação Velha)
O mesmo local na actualidade

Praça 8 de Maio e rua Visconde da Luz (primeiras décadas do século XX)

Fotografia da mesma época mas retocada a cores.
Praça 8 de Maio em 1979 (mesma perspectiva)

Praça 8 de Maio na actualidade


A Praça 8 de Maio é assim chamada por ter sido nesse dia, corria o ano de 1834, que entraram na cidade, as tropas liberais do Duque da Terceira.
Até aí, e mesmo muito depois, era popularmente conhecida como Largo de Sansão, devido ao facto de ali existir, no centro da praça, uma estátua dessa personagem bíblica que encimava um chafariz aí erguido. Construído a mandado de D. Afonso Martins, prior de Santa Cruz, foi-lhe acrescentada a estátua referida em 1592.

Curioso é o facto de, em 1612, a Câmara ter decidido proibir a lavagem de louça e roupas nesse local.

Esse chafariz acabou demolido em 1876, a fim de ser construído o actual edifício da Câmara Municipal de Coimbra.

Em tempos idos, o Largo de Sansão era um dos locais preferidos pelas vendedeiras, para aí venderem os produtos das suas hortas e não só, o que levou a Câmara, em 1784, a determinar que só aí podiam transacionar os seus produtos, as vendedeiras com mais de 50 anos e de boa reputação.

Muito lindo é Sansão
Que tem bicas a correr
Mais lindo é Montarroio
Que tem moças a valer.

Merece destaque, neste largo, a Igreja de Santa Cruz e o Café Santa Cruz, instalado na antiga Igreja de S. João de Santa Cruz, onde entrar é sempre um deleite para os olhos pois, para além de tomar um simples café, podemos apreciar os seus vitrais, bem como a magnífica abóbada que lhe serve de cobertura.
Desta Praça partem as ruas Olíumpio Nicolau Rui Fernades e as rua da Sofia, Visconde da Luz, Direita, Louça, Corvo e Figueirinhas.
Daqui também partia a linha de eléctrico que ia até à Estação de Caminho de Ferro de Coimbra B (Estação Velha), passando pela rua da Sofia e Avenida Fernão de Magalhães.

domingo, 23 de março de 2008

St. Dominic’s Gospel Choir

Este ano, resolvi comemorar o Sábado de Páscoa de maneira diferente.
Para isso fui, mais as minhas duas mulheres (para dizer a verdade fui a convite da minha filha) até à Figueira da Foz, mais propriamente ao Casino, para ver uma apresentação do St. Dominic Gospel Choir.
Para quem não saiba, é um grupo composto por cerca de 50 cantores e 6 músicos que se dedica, particularmente, a esse tipo fabuloso de música de cariz religioso chamado Gospel.
Os St. Dominic já tinham andado pela televisão no "Aqui há Talento", tendo sido logo eliminados e fecharam o Fim de Ano dos Gato Fedorento com uma infeliz interpretação do "Oh, Happy Day".
Pois agora redimiram-se e deram um fabuloso espectáculo de 1 hora e 15 minutos, tendo terminado com a interpretação do "Oh, Happy Day", sem invenções, mas com um ritmo contagiante, que pôs toda a gente de pé a cantar, a bater palmas e a dançar.
A música que estão a escutar é uma versão da Sara Tavares da mesma música, pois não encontrei nada interpretado por eles, que pudesse colocar aqui, na Net.
Foi um final de Sábado em beleza.

Notas positivas, para além da música: Já não ia ao Casino há uns anos e o espaço continua bonito e agradável. Uma bica custa 50 cêntimos!!!

Notas Negativas: Na sala de jogos fuma-se às descaradas. Pior, no Salão principal onde decorria o espectáculo, havia quem fumasse sem quaisquer problemas, enchendo o ar de fumo. Afinal as leis deste país não se aplicam a toda a gente, ou isto deve-se ao exemplo do presidente da ASAE?
Fumeireo por fumeiro mais vale deixarem as alheiras, os presuntos e o queijo da serra em paz e preocuparem-se com isto.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Estou de luto...

Estou de luto pelo ensino...
Estou de luto pelo futuro deste país....
Tenho vergonha por alguns alunos deste país...
Que jovens está este país a (des)educar?
Que futuro nos/lhes está reservado?
Os iluminados que defendem a ideia de a escola não poder transmitir valores são, também, responsáveis por isto. Os alunos devem descobrir os valores por si, defendem eles. Eis o resultado. O mito do Bom Selvagem, infelizmente, continua a prevalecer no pedagogês/eduquês que vai ditando a política educativa deste país.
Dêem as voltas que quiserem, mas o facto é que os valores até aqui dominantes, saíram de cena e agora é o vazio.
Desgraçado país que não respeita os professores, que não percebe a importância da escola. Mas da escola onde se aprende, onde estudar dá trabalho e exige esforço e não a da ideia peregrina que tudo se faz a brincar, desde a matemática às ciências... Tudo é divertimento.
Entendamo-nos: estudar exige esforço.
A seguir ao 25 de Abril a palavra autoridade foi riscada do dicionário. Mas coitado do país que confunde autoridade com autoritarismo. A autoridade é, e sempre será, necessária. Pena é que muitos a confundam com autoritarismo. Este sim detestável.
Felizmente, trabalho numa Escola com VALORES assumidos.

sábado, 15 de março de 2008

Simplesmente Coimbra...

O Parque Verde (margem direita)
Margem esquerda em 1/12/2006
Em 15/3/2008
Coimbra vista da ponte Pedro e Inês
Há 50 anosCoimbra e uma barca serrana
Novas companhias no Mondego
Hoje, fui dar uma volta ao Parque Verde que continua a crescer nas margens do Mondego unidas pela belíssima ponte Pedro e Inês.
Espero que sobreviva às Noites do Parque da Queima.
Coimbra, sem dúvida, está a ficar mais bonita.

Ó Coimbra do Mondego
E dos amores que eu lá tive
Quem te não viu anda cego
Quem te não amar não vive

Do Choupal até à Lapa
Foi Coimbra os meus amores
A sombra da minha capa
Deu no chão, abriu em flores.

domingo, 9 de março de 2008

VI Festival do Arroz e da Lampreia




Está a decorrer, entre 29 de Fevereiro e 9 de Março (termina hoje), em Montemor-o-Velho, o VI Festival do Arroz e da Lampreia.
No dia 2 Março, tive oportunidade de ir até lá, a fim de provar algumas das iguarias que por ali se podem degustar.
Não provei, desta vez, o arroz de lampreia porque as minhas espectativas são demasiado elevadas. Não querendo ser faccioso, posso dizer que o melhor é o confeccionado pela minha mãe, como já aqui demonstrei.

Provou-se, então, na tasquinha do Grupo Folclórico da Ereira, umas enguias fritas, acompanhadas por arroz de tomate e feijão.
As enguias estavam deliciosas. Não muito grandes, nem muito pequenas, marcharam todas. Quanto ao arroz, confesso que, pela 1.ª vez, comi arroz de tomate com feijão e posso dizer que me surpreendeu pela positiva.

Já no regresso, lá parámos na Pousadinha a fim de nos debatermos com uns pastéis de Tentúgal. Confesso que não deram muita luta, pois desapareceram num ápice.

Enquanto esperava pelo almoço, lembrei-me da história do Abade João que partilho convosco:
Nos tempos conturbados da Reconquista, habitava no Castelo de Montemor um abade de nome João.
O Abade tinha um familiar de nome Garcia Janes que se terá passado para a fé inimiga, ou seja, o islamismo. Em Córdova, o Califa local deu-lhe um exército enorme com o qual veio atacar Montemor-o-Velho.
O Abade João e os soldados do Castelo defenderam-se como puderam mas, perante tantos inimigos, cedo se aperceberam que a resistência teria o tempo contado. Numa atitude desesperada, o Abade mandou degolar os velhos, as mulheres e as crianças para que ninguém caísse vivo nas mãos dos inimigos.
Ele e os homens válidos saíram então pela porta principal do Castelo para morrer lutando com as armas nas mãos. Curiosamente, o ataque desesperado foi tão forte que o exército muçulmano foi completamente destroçado.
Acontecera o impensável: os cristãos eram vencedores mas tinham ficado viúvos, sem pais e sem filhos.
Voltaram então ao Castelo, em desespero, pedindo perdão a Deus pela sua atitude e por não terem acreditado na Sua força. Foi nessa altura que aconteceu o grande milagre: todos os degolados ressuscitaram e a vida retomou o seu curso normal.
No entanto, todos eles ficaram com a cicatriz no pescoço para que o episódio não fosse esquecido.
A lenda ainda não acaba aqui, uma vez que, depois desta vitória, resolveram perseguir o inimigo tendo morto mais de 70 mil mouros, até chegarem a um sítio onde o Abade João terá gritado "Cessa! Cessa", pois entendia que deveria acabar ali aquele ataque. Por isso esse lugar recebeu o nome de Seiça e foi aí que o Abade João foi enterrado.
Os milagres continuaram e chegaram a ser presenciados por D. Afonso Henriques que, muitos anos depois, pode verificar que as ossadas do Abade João mediam 11 palmos, ou seja, afinal era um gigante.

Se lerem isto hoje, Domingo, talvez ainda possam ir a tempo de, em Montemor-o-Velho, provar um petisco.
Conselho: Sejam atrevidos e provem algo de diferente, pois também por lá há o Arroz de Pato e outras coisas do género. Mas isso é o que não falta um pouco por todo o país.
P.S.: Seria bom que alguns críticos gastronómicos da nossa praça visitassem estes certames e não passassem o tempo todo a visitar restaurantes ditos finos, que têm preços escandalosos, inversamente proporcionais à quantidade de comida que apresentam no prato. Além de servirem pouca quantidade existe a mania de colocar sempre um nome a soar a língua estrangeira, para parecer mais fino. Quando andava na Faculdade, era hábito, na cantina das Matemáticas, fazer-se a mesma coisa. Muitas vezes comi eu "Peixe au gratin" ou "Hamburguer de oiseaux".

domingo, 2 de março de 2008

Pai babado

No útimo Sábado decorreu, na Lousã, o XII Festival Diocesano da Canção.
O Grupo Eve, pertencente à Paróquia de S. Martinho do Bispo venceu merecidamente.
A sua canção foi a eleita pelo juri entre as dez músicas que representavam vários grupos de jovens da diocese de Coimbra.
Quias os motivos que me levam a falar deste Festival?
O facto de a minha filha ter participado e logo no grupo vencedor. Para quem a conhece facilmente a identifica, para os outros fica uma pista: é que está vestida de preto e branco.
Um grande obrigado para todos eles: Ana, Mariana, Athaíde, Machado e Jané. Parabéns.
Ouçam e digam alguma coisa.
Verão que vale a pena.