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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A douta opinião

Como sempre, e a propósito de tudo o que à educação diga respeito, Mário Nogueira, opinou mais uma vez.


Desta vez esquecendo-se, mais uma vez, dos professores do privado que pagam quotas, lá disse que se queria pôr em pé de igualdade privado e público o que era impensável.


Como já fazemos mais com menos dinheiro, como é que irá ser quando recebermos o mesmo?


Como diz Bob Dylan, os tempos estão a mudar.


Pode ser que o senhor "professor" passe, efectivamente, a representar todos os professores.


As manobras para colocar os miúdos em certas EB1 a fim de os levar para certos agrupamentos continuam.... As manobras de secretaria são terríveis! Vamos é ver se os pais vão na cantiga...

sábado, 18 de junho de 2011

Estou feliz

Finalmente, um motivo para estar feliz. Descobri, esta sexta-feira, que sou, oficilamente, uma pessoa idónea .

Pela primeira vez fiz-me acompanhar de uma declaração que atestava a minha idoneidade para ser vigilante de alunos numa visita de estudo. Tudo isto ao abrigo da lei que regulamenta o transporte de alunos.

Pois a mim, isto parece-me engraçado.

Sou professor há vinte e oito anos, já me passaram pelas mãos milhares de alunos (não tenho, nem nunca tive, redução de horário), sou responsável directo por mais de 200 alunos, mas ai de mim que saia com alunos sem a bendita declaração que me será pedida pela polícia ao mandar parar o autocarro.

Gosto destas leis, feitas, dizem os entendidos, por imposição da União Europeia, mas que eu nunca vi aplicadas em mais lado nenhum.

Bendito país!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A lata

É preciso ter lata. Estou a falar, como é bom de ver, do nosso, por enquanto, 1.º ministro.
Então a culpa do descalabro é de quem?
Quem é que governou nos últimos 6 anos, grande parte deles com maioria absoluta?
Quem fez aprovar 4 PEC's, sendo, cada um deles, a solução de todos os problemas?
Quem defende a escola pública (estatal) e tem os filhos a estudar em colégios privados (pagos)?
Que autoridade tem para falar de Estado Social depois de ter retirado subsídios (abonos, por exemplo) a 900 mil famílias portuguesas?
Quem anda a esconder as alterações ao acordo com a troika?
Será que os assinou por já saber que vai perder as eleições e quem vier atrás que feche a porta?
Afinal o Ministério da Educação também paga renda à Parque Escolar pelos prédios que ocupa na 5 de Outubro?
Se, como disse um responsável ministerial, o custo é zero uma vez que tudo fica no âmbito do Ministério, porque o fizeram?
O congelamento das carreiras e promoções é para todos os funcionários do estado, ou há uns mais iguais do que outros?
Acham que somos parvos?
Analisando as sondagens, bem que parece que somos. Tenho esperança que acordemos a tempo!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Salazagalhães

Em miúdo, eu tive um Salazagalhães !...
Com monitor de 12 polegadas!...
E sei a tabuada, fazer contas de cabeça e escrevo sem erros!!!!!
..."Ganda" máquina aquela !!..

quinta-feira, 31 de março de 2011

A falta de jeito para a Matemática (III)

Depois de toda esta trapalhada com as contas públicas, parece-me que há mais gente a precisar de uma tabuada do ratinho. Afinal, a ministra Isabel Alçada não está sozinha.

Se os ministros deste país decidirem aprender a fazer contas, acho que me vou dedicar à venda de tabuadas do Ratinho.

sábado, 26 de março de 2011

Deixa-me rir.

A nossa ministra da educação continua a surpreender-nos com as suas afirmações. Num dia acusa a oposição de estar a mudar as regras a meio do jogo, por causa da avaliação dos professores, no dia seguinte, afirma que nas escolas tudo estava tranquilo, que os professores gostavam do método de avaliação, etc, a propósito do mesmo assunto.
Se não fossem afirmações de uma ministra, a coisa até teria a sua piada.
Quanto ao mau ambiente nas escolas estamos conversados. Já no que diz respeito à primeira afirmação, só quem tem memória curta a pode fazer.
Então não foi a senhora que mudou as regras dos contratos de associação a meio do ano lectivo?
E o estatuto do aluno? Não entrou em vigor com o ano a decorrer. E as sucessivas alterações ao mesmo?
Pois é, parece os miúdos. Quando batem nos outros é sempre a brincar, quando são agredidos, ai meu Deus, que me bateram com força.
Mas vejamos isto pelo lado positivo: a aventura está a chegar ao fim, pois já deve estar a arrumar o gabinete, a preparar-se para receber algum subsídio para reingressar na vida activa e, quem sabe, dedicar~se a dar aulas para ver como é bom para a tosse. Bem, peço desculpa! Esta última foi um exagero, uma vez que este tipo de pessoas gosta de falar de aulas, da escola, mas leccionar, vou ali já volto. Não conte é comigo para a ajudar a vender mais livros.
PS: Que fique claro que os professores devem ser avaliados. Estou farto de ver quem nada faz a progredir na carreira a par com aqueles que estão em todas. Mas isso é outra história num país habituado a premiar a mediocridade.

sábado, 12 de março de 2011

De partida...




"Este é o Rufi.
Tem quase treze anos e, desde que chegou, revelou-se uma companhia imprescindível.
Garanto-vos que é tão simpático como parece pelas fotografias.
Aliás, por aquilo que, muitas vezes, vemos neste mundo que nos rodeia, apetece, cada vez mais, dizer algo como: Quanto mais conheço os homens mais gosto do meu cão."

Este texto foi escrito em Agosto de 2007.
Agora, passados 4 anos e quando estava prestes a completar 16, resolveu deixar a nossa companhia.
A casa, já vazia, ficou-o ainda mais.
As lambidelas, as suas ressonadelas, o gostar de nós incondicionalmente fazem, agora, parte das nossas memórias.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Restaurantes e afins

Depois de algumas considerações sobre ensino, resolvi escrever sobre restaurantes, assunto a que me sinto ligado desde que existo, pois nasci por cima de um, o do meu pai, numa época em que ainda se nascia em casa.
Por ali andei e servi muitos clientes, sem nunca ter frequentado um CEF de Serviço de Mesa, ao mesmo tempo que estudava e, para poupar dinheiro ao Estado (não há ensino gratuito), cumpri a minha carreira nos anos estipulados, sem precisar de planos de recuperação e afins, uma vez que, nessa altura, ainda o pedagogês estava a dar os primeiros passos.
Mas, dizia eu, sempre me habituei a ver o restaurante do meu pai cheio e com filas de pessoas à espera para entrar.
Nunca me passou pela cabeça que qualquer governo (e vi por lá muitos ministros e presidentes de câmara), resolvesse criar uma lei que obrigasse os clientes a irem a outro restaurante onde se comia pior e mais caro, até ao actual (des)governo ter essa ideia.
E aqui estou eu, novamente, a falar de contratos de associação apesar de ter dito que ia falar em restaurantes.
Peço desculpa pelo facto mas, por mais contas que faça, não consigo descortinar qualquer puopança da medida anunciada pelo governo. A única justificação é ideológica.
Há tiques, senhora ministra, que nunca se perdem, apesar do verniz dado pelo Colégio francês.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A falta de jeito para a Matemática

A ministra da Educação, Isabel Alçada, considerou, na quarta-feira, "absolutamente justo" o diploma sobre o regime dos apoios do Estado ao ensino particular e cooperativo, que coloca este financiamento num patamar "equivalente" ao do ensino público.
"O financiamento tem que ser idêntico. Nenhum português compreenderá que se financie a níveis superiores o ensino privado em relação ao ensino público. Tem que ser equivalente", argumentou a ministra
Deixa-me ver se entendi:
80 080€/24=3 336,7€.
Como a ministra disse que um aluno (e eu pago para ver que assim seja) do ensino estatal fica em 3 750€, logo 3 750€X24=90 000€.
Aí está, para a ministra 3 336,7€ do privado é igual a 3 750€ estatal.
Com esta maneira de pensar não há argumentos que resistam.
Já agora, sr.a ministra, se me facultar a sua morada, posso-lhe enviar, não uma aventura, mas sim a tabuada do Ratinho. Estou a ver que lhe vai dar jeito.
Aproveite e estude já que para o ano não vai haver aulas de recuperação.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Há que estar atento

A nossa liberdade enquanto cidadãos de corpo inteiro está em perigo, o que me fez lembrar deste poema:

Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada
.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Agradecimento

Não posso deixar de dizer um muito obrigado do tamanho do mundo a todos aqueles que têm participado nas manifestações SOS Liberdade de Educação. Penso que todos, alunos, pais e educadores docentes e não docentes, deram uma lição de civismo e educação a todos quantos assistiram a este movimento que, sem qualquer apoio partidário, sindical e sem autocarros gratuitos, colocou na rua milhares de pessoas na defesa da escola em que acreditam e que escolheram para os seus filhos.
Não posso deixar de parabenizar também a Fenprof por estar a ganhar esta guerra, pois a sua aliança com o governo na aniquilação da escola pública com contrato de associação começa a parecer por demais evidente. Quem sabe se, e espero bem estar enganado, esta não será a maneira de garantir emprego para os que serão dispensados com a nova reforma curricular, à custa do desemprego dos colegas do privado.
Como já aprendi por experiência própria, a obediência partidária, sobrepõem-se à defesa do interesse das populações. A democracia começa-se cada vez mais a parecer um regime que já não é do povo e para o povo, mas que se serve do povo.
Uma palavra, também, para os cerca de 1000 professores do privado inscritos nos sindicatos pertencentes a esta central sindical, pois acho que o dinheiro que gastaram nas quotas se assemelha um pouco, ao trabalho de um condenado à morte que, antes de ser executado, é obrigado a abrir a própria sepultura.
A liberdade, que tanto anda na boca dos políticos, está ferida. As hienas e os abutres estão à espera para se banquetearem. Ainda tenho, no entanto, esperança que apanhem uma indigestão.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Omeletes sem ovos

Um dia, ouvi um famoso maestro de Coimbra afirmar que os milagres eram comuns na Idade Média mas que, hoje me dia, eram muito raros.
Pois há quem faça omeletes em ovos, o que para mim constitui um verdadeiro milagre.
Como pode o SPRC não questionar os cortes de financiamento às Escolas Públicas com Contrato de Associação e, ao mesmo tempo, apresentar queixa às entidades apropriadas, pelos eventuais cortes salariais? Quando uma casa tem de despesa, só com pagamento de salários, um valor superior ao subsídio atribuído como fazer?
Eu percebo o ponto de vista do SPRC: é o de quem tem os ordenados pagos (através do Estado) ao mesmo tempo que recebe quotas dos associados e, como tal, não tem necessidade de fazer opções finaceiras, como por exemplo, apenas pagarem transporte aos sindicalizados para se irem manifestar a Lisboa (isto faz-me lembrar outras manifestações, noutros tempos).
Ocorre-me ainda outra explicação: como não dão aulas há muitos anos, já devem ter esquecido as regras básicas de matemática. Mas nem isso serve de desculpa, pois podiam sempre socorrer-se da sabedoria popular que afirma ser impossível fazer omeletes sem ovos.
Querem ser levados a sério, se é que isso ainda é possível, questionem os cortes feitos de maneira cega. Proponham que nos cortem apenas 11%, embora eu ainda só tenha visto cortes de 5,5% para o Ensino Estatal!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Escola Pública

Ouvi, hoje, o poeta Manuel Alegre falar dos benefícios da Escola Pública e da maneira como combate as assimetrias sociais.
Sendo eu professor numa Escola Pública com Contrato de Associação, espero que ele também se esteja a referir às escolas como a minha e não apenas às estatais.
Amanhã (Sábado), vou agradecer-lhe e, caso verifique que me enganei, vou perguntar-lhe como ficará a sua consciência com o despedimento de 10 mil pessoas e os alunos a serem enviados para escolas que os pais não escolheram (nem querem!).
Sempre quero ver se o Governo (e o Presidente) foram eleitos para servir o povo ou para se servirem do povo a fim de atingirem certos objectivos que passam pela eliminação das Escolas Públicas com Contrato de Associação.
Disse, ainda, defender a democracia com todos os seus direitos. Sempre quero ver se o direitos dos pais que têm os filhos nestas escolas são tão válidos como os outros, ou se estamos numa segunda versão do "Triunfo dos Porcos".
Se assim for, desculpe-me, mas mais vale dedicar-se à poesia, pois nisso tenho a certeza que é bom.
Como diz o povo: "Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão!"

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Humor negro?

"Direita irá mutilar a democracia"
Ó camarada poeta Manuel Alegre, na actual conjuntura não lhe parece que esta tirada é digna de figurar na lista do melhor humor negro?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Requiem por Portugal!


Como se diz, não há almoços de borla. Quando chegar a altura, e está aí à porta, de as escolas que sofreram obras começarem a pagar as rendas ao Parque Escolar (cerca de 500 mil €/ano/escola), lá irão começar a dizer: Afinal os do ensino particular e cooperativo até eram boas pessoas, isto é, ficavam mais baratos. Isto apesar de já ficarmos mais baratos agora.

Quanto ao resto, faz-me impresssão o silêncio ensurdecedor de muita gente que assobia para o lado como se nada fosse com eles.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Zé Manel dos Ossos


O Zé Manel dos Ossos, conhecido restaurante de Coimbra, está numa encruzilhada, correndo o risco de fechar, ou melhor, de entregar as chaves na Câmara Municipal, onde pode ser que algum técnico saiba fazer os famosos petiscos que por lá se degustam.
Vem isto a propósito das exigências feitas pelos serviços da Câmara devido a umas obras aí realizadas por imposição da mesma. Só que, satisfeito um pedido, outro surge, tudo às pinguinhas. O último prende-se com um projecto acústico, outo eléctrico e outro ainda térmico. Para um restaurante que existe há mais de 60 anos é obra.
Lembraram-se agora que os clientes podiam morrer de frio? Chegaram com anos e atraso.
Barulho para a vizinhança? Nunca houve uma queixa em mais de 50 anos!
(Já eu não digo a mesma coisa, pois durante anos, tive em frente a minha casa um café, numa casa clandestina, que apesar de ter mudado de dono várias vezes sempre obteve autorização para funcionar. Karaoke até às 4 da manhã, com as janelas abertas? Não há problema? Chamadas constantes para a polícia para ir pôr cobro àquilo? O criminoso parecia eu, quando me pediam a identificação! O forró só acabou com mais uma falência, porque, de resto, ninguém queria saber....)
As portas não servem porque são de alumínio? Eu também não gosto delas, mas só ao fim de mais de 30 anos repararam nelas? Que na zona não pode haver nada de alumínio? Então e o Hotel Astória que tem vindo a substituir as suas janelas de madeira por outras de alumínio, não foi considerado um edifico de interesse histórico? Até parece que uns são mais iguais do que outros...
O Zé Manel não consegue entender o que se está a passar. Como é que alguém pode destruir o trabalho de uma vida? Como é que neste país não se protegem as casas típicas, ao contrário do que se passa em muitas cidades por essa Europa fora?
Porque motivo há pessoas que só irão descansar quando a Baixa estiver vazia? Esse tempo já esteve mais longe. Basta ver o deserto que é, hoje, a Baixa a partir das 6 da tarde? Pelos vistos há quem não veja!
Um dia destes, quando a Câmara estiver rodeada de casas vazias, pode ser que acorde. Pode ser que, nessa altura, alguém proponha a deslocação dos serviços camarários para dentro de um qualquer centro comercial, uma vez que, só aí haverá comércio e restaurantes (com comida de plástico), com casas de banho que, em alguns casos ficam, a mais de 100 metros, o que, como todos sabemos, até dá jeito, porque percorrer essa distância ou ajuda a abrir o apetite, ou ajuda à digestão. Esses, apesar do seu gigantismo, ou talvez por isso mesmo, são fáceis de aprovar!
Tudo isto ainda tem mais piada porque pensava eu (santa ingenuidade!) que a Câmara Municipal tinha, finalmente, acordado para o valor patrimonial e turístico das populares casas de “copo e bucha”, criando a “Rota das Tabernas”, dando, finalmente, ouvidos a um historiador e grande amante do património gastronómico e cultural, Paulino Mota Tavares. Resta saber se a Rota não será do tipo: aqui ficava o Zé Manel dos Ossos, ali o Mija Cão, etc.
Com este amor todo pela área científica que o governo nos impinge, até esquecemos que "Um povo sem história é um povo sem futuro".
Fiquem bem e aproveitem para lá ir petiscar enquanto é tempo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um dia, todas as escolas serão assim.

Mal vai um povo quando esquece/não conhece a sua história. Diz-se que é um povo sem futuro.
A ser assim, e eu acredito que seja, há quem queira apagar parte da história da educação em Portugal, ao estrangular os Colégios com Contrato de Associação.
A factura vai aparecer daqui a uns anos, só que, nessa altura, quem agora nos (des)governa já bateu com a porta ou foi empurrado borda fora (o mais provável).
Por agora, vamos assistindo a uma campanha de desinformação feita, muitas vezes, por outros professores, a quem eventualmente "roubamos" os alunos, mas que não se questionam sobre os motivos que levam muitos pais a optarem por este tipo de escolas (publicas com gestão privada).
Se há coisa que me irrita, é darem roda de parvos aos pais que escolhem o nosso projecto, chegando a afirmar que são maus pais e pensarem que, do alto da sua sapiência, têm sempre a opinião certa e a razão do seu lado.
A paciência começa a esgotar-se, ao ouvir os ataques e insultos feitos aos profissionais deste sector de ensino, por quem, até pelas funções que desempenha, devia ter outro cuidado com o que afirma.
P.S.: Embora não seja especialista em História da Arte, convido-vos, com toda a educação, a apreciar o video dos Hold Your Horses (do lado direito).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma pergunta

Em Portugal existe escolaridade obrigatória ou obrigatoriedade de frequentar o ensino estatal?



http://eseocaicfechar.blogspot.com/

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Expliquem-me!!!

Afinal, a OCDE sabe ou não fazer estudos?

Na sexta-feira, pelos vistos, não sabia quando afirmava que um aluno numa escola estatal ficava em 5200€ ano, mais caro cerca de 1000€ que um de uma escola com contrato de associação.
Hoje, pelos vistos, já sabe, porque se trata de mostrar que os alunos portugueses tiveram melhores resultados em testes internacionais do que há uns anos.
Talvez não fosse mau a senhora ministra falar com o seu secretário de estado e entenderem-se: afinal a OCDE presta ou não informações válidas e actualizadas?
Afinal, há sempre Novas Oportunidades para serem coerentes.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Simplex?

Esqueci-me de pagar o Imposto Único de Circulação.
Mal dei por ela, dirigi-me a uma Repartição de Finanças a fim de regularizar a situação e pronto a pagar a multa, coima para ser mais exacto, de 15€ por não ter cumprido o prazo.
Até aqui nada a dizer, pois a falta foi minha e as regras estipulam aquele valor para os incumpridores.
Qual não foi o meu espanto, quando fui informado que podia pagar o valor do selo, mas não a multa, que apenas poderá ser liquidada quando a minha Repartição de Finanças der pela falta. Nessa altura, receberei uma carta, provavelmente registada - digo eu, e, então, terei que me deslocar a uma Repartição ou à Loja do Cidadão, a fim de pagar os 15€, uma vez que a verba em questão não pode ser paga nem pelo Multibanco nem pela net.
Ainda bem que existe um Simplex. Imaginem se fosse um Complicadex!
Cada vez entendo melhor a situação do nosso país.
É preciso que um funcionário dê pela falta do pagamento, que emita a respectiva nota, que a carta seja metida no correio e registada e que eu, depois, falte ao trabalho para ir a uma Repartição de Finanças ou me desloque à loja do cidadão, fazendo cerca de 30Km (ida e volta) para pagar os 15€, que me dispus a pagar de imediato quando liquidei o valor do selo.
Multipliquem isto por milhares de casos, por causa destas e de outras situãções análogas, e percebem o porquê da nossa baixa produtividade.
Tenho a certeza que os custos para o Estado (já para nãs falar nos meus) vão ser superiores à multa de 15€ e tudo porque não a pude pagar de imediato.
Eis Portugal no seu melhor.