sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Sintra III (Castelo dos Mouros)




Com tanto para ver em Sintra, havia que começar por algum lado depois de termos reconfortado o estômago com os famosos Travesseiros da Piriquita.
A escolha recaiu no Castelo de Sintra, também conhecido como Castelo dos Mouros que foi erguido sobre um maciço rochoso, num dos cumes da serra de Sintra. Das suas muralhas alcança-se uma vista privilegiada de toda o meio rural que o envolve e se estende até ao oceano Atlântico.
O Castelo dos Mouros e a cisterna encontram-se classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
O castelo apresenta ema planta orgânica (adaptada ao terreno) com cerca de 450 metros de perímetro e 12.000 m² de área.
A muralha apresenta cinco torres: quatro de planta rectangular e uma de planta circular encimadas por merlões piramidais, não havendo já vestígios dos dois pisos e do sistema de cobertura primitivos.
A torre na cota mais elevada do terreno, conhecida também por Torre Real, é acedida através de uma escadaria de 500 degraus e consta que lá terá vivido Bernardim Ribeiro, escritor português do século XVI.
No interior do castelo, próximo ao Portão de Armas, ergue-se uma igreja devotada a São Pedro (São Pedro de Penaferrim), que remonta à época de D. Afonso Henriques.
O caminho até ao Castelo é outra das atracções de Sintra pois todo ele é de cortar a respiração, tal a beleza das paisagens.
Relacionada com a conquista do Castelo, em 1147 (ano da conquista de Santarém e Lisboa) está a lenda de Melides, que reza assim:
“Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, com a ajuda de cruzados do Norte da Europa que por aqui passavam a caminho da Terra Santa, cerco esse que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregue voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano encarregou D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para secretamente ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se ao mesmo tempo de um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais até Sintra.
Os cruzados colocaram-se a caminho em segredo. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pelo caminho de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, tentando evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, terra de bons vinhos que ele, muçulmano, por motivos religiosos não podia beber.
Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: "Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte."
Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos Mouros.
Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Melides ("mil ides").

9 comentários:

Chanesco disse...

Caro Tozé

Sintra do castelo da Torre Real sempre "menina e moça" com as suas lendas de encantar.
Mais uma história com sabor a pouco.

Cumprimentos aqui da Raia.

A Cor do Mar disse...

Ola Toze, é sempre bom lermos a nossa historia, gosto mto.
Beijinho*

Jofre Alves disse...

Passei por aqui para expressar o meu agrado em visitar esta interessante e atraente página e desejar bom fim-de-semana. Parabéns.

al cardoso disse...

Bonitas fotos e linda lenda.

So nao gostei foi de ver a bandeira verde rubra na torre do castelo, ficava muito mais bonita e era muito mais significativa, a bandeira que D. Afonso Henrriques usava: "Quadrada com uma cruz azul".

Bom fim de semana.

Moura disse...

Nada melhor para digerir os deliciosos travesseiros do que percorrer a extensa muralha do Castelo dos Mouros.
Boa continuação de escritos sobre Sintra...eu agora vou começar a escrever sobre a Quinta da Regaleira!!
Um abraço

Mikas disse...

Tenho que ir la dar uma voltinha, e conhecer o palácio tb.

Anónimo disse...

Amei sintra...O palacio da pena então nem se fala. O castelo dos Mouros devia ter um elevador, pois já não temos GENES dos antigos!!!!

clara disse...

legal ja fui la fui a unica da familia que subi tudo

Anónimo disse...

e legal fui la e fui a unica da familia subir aquilo tudo...

bjs