domingo, 10 de junho de 2007

Cantanhede: Dixieland e não só!

Cantanhede - Estátua do Marquês de Marialva
Retábulo da Capela da Varziela - Nossa Senhora da Misericórdia
Festival do Mar no Fininho

Grupo de Dança de uma escola do Concelho de Cantanhede

Astedixie Jazz Band
O grupo com bailarinas mais novas
A Bandinha dos Cavalos

Tenho uma casa no Campo,
Por isso sou camponesa;
Hei-de me casar na Gândara
P'ra me chamar gandaresa.

Quando falamos a Gândara, falamos também da sua capital, Cantanhede.
A palavra Cantanhede teve origem no topónimo celta cant- que significa pedra grande. Não nos podemos esquecer que estamos junto às famosas pedreiras de Ançã, cuja pedra está intimamente ligada à Renascença Coimbrâ e à sua estatuária.
Mas dizia eu, de cant- derivou o termo Cantonieti, que aparece em documentação medieval com a grafia de Cantoniedi, Cantonidi e Cantonetu.
Assim a palavra Cantanhede significa Quinta da Pedreira, tendo a mesma origem da palavra canteiro, que designa os que trabalham a pedra.
Cantanhede é terra antiga aparecendo referida em documentos de 1087. A primeira Carta de Foral datará do reinado de D. Afonso II, mas não há provas concretas da sua atribuição.
Vários motivos nos podem levar a Cantanhede: a visita à vila propriamente dita e que deverá incluir um desvio à Varziela a fim de visitar a famosa capela local , erigida em 1530, onde se pode apreciar um magnífico retábulo de João de Ruão, representando a Senhora da Misericórdia.
Outro motivo pode ser uma visita ao Marquês de Marialva, famoso restaurante da terra, conhecido pelas suas famosas entradas (que para alguns se transformam em almoço), ou ao Fininho conhecido pelas suas mariscadas e não só.
Por último referir que no segundo fim de semana de Junho tem lugar em Cantanhede um festival de Dixieland, que no Domingo culmina com um desfile de rua, em que todas as bandas percorrem as principais artérias da cidade.
Para quem não saiba, Dixieland é, porventura, a forma mais antiga de jazz, típica das zonas do Mississipi.
Entre outras bandas de vários países do mundo, pude apreciar a Astedixie Jazz Band, da Lousã, onde toca (banjo) o meu colega Nuno Antão.

Uma estória curiosa:

Foi em Cantanhede, no ano de 1360, que D. Pedro declarou, diante dos grandes do reino, que havia casado com D. Inês de Castro sete anos antes em Bragança, pelo que os filhos havidos de ambos eram legítimos, com todas as implicações que isso tinha. Embora tivesse apresentado o testemunho do Bispo da Guarda, não terá convencido os presentes, pois seria D. João Mestre de Avis, que acabaria por suceder a D. Pedro, depois de uma brilhante argumentação do Dr. João das Regras, nas Cortes de Coimbra de 1385.

14 comentários:

A COR DO MAR disse...

Ola Toze
Gosto sempre de ler estas tuas historias, muito bom

Beijoca e boa semana*

al cardoso disse...

Ja comecou ha muito a saida das gentes interior para as localidades perto do mar, ate o Marques de Marialva (terra presentemente pertencente ao concelho da Meda, distrito da Guarda, que merece uma visita)deixou a sua terra para ir para Cantanhede!

Que delicioso prato de marisco do "Fininho", sera que esse fininho e um que andou por terras dos "States"?

Um abraco amigo do d'Algodres.

Sei que existes disse...

Por aqui continua a optima transmissão de interressante informação!
Beijos

Sei que existes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rascunhos disse...

Boa tarde.
Interessante este seu blog.Gosto especialmente das fotos antigas de Coimbra.
Ah...e o pratinho em cima deixou-me com água na boca.
Excelentes sabores por aqui aparecem:-)

Cpts

Leticia Gabian disse...

Como é bom vir aqui! Há sempre o que se aprender, se conhecer. Gosto muito.
Um grande beijo pra ti

Nuno disse...

O Festival Internacional de Dixieland de Cantanhede foi um espectáculo, que culminou com a street parade, da qual aqui colocaste uma fotografia. Só foi pena ter-se partido uma corda ao meu banjo (que foi rapidamente substituída).

Peço imensa desculpa não te ter dado atenção, mas a pressa não dava para nos alongarmos em conversas. Falamos no Colégio.

Um forte abraço,
Nuno.

pitanga disse...

Coimbra pode ir à minha festa?

abraços

Segredos da Esfinge disse...

Tozé,
Se um dia eu não tiver como conhecer tudo isso em vida, vou pedir a Deus que em minha morte deixei que minha alma viagem por uns dias em cada lugar que vc descreve aqui, pois certamente depois poderei dizer que vivi.
Lindo, lindo seus pots.
Abraços

crisblog disse...

Que lindo...lindo...lindo...

Amei!

Com essa música então!!!!!!!!!!

Beijos.

Ana Ramon disse...

Estava a fazer projectos para ir mais uma vez assistir ao festival de Dixieland mas fiz mal os cálculos e acabei por estar bem longe nesse fim de semana :((
Fiquei com muita pena. Ouvem-se (e vêem-se) bandas brilhantes, tanto estrangeiras como nacionais. Mas a visita que fiz aqui deu-me muita informação sobre Cantanhede.
Um abraço

Osc@r Luiz disse...

Olá, meu amigo,

Como está?
Será que poderia passar lá no meu “By Osc@r Luiz” pra receber um modesto premiozinho?
Se for do seu agrado, é claro...
Um grande abraço!

Moura disse...

Ao olhar para aquele tabuleiro do D. Fininho fico com água na boca. Ao ver o nosso colega Nuno com o seu banjo fico com vontade de ouvir aquele grupo fantástico. Temos de os levar de novo ao colégio para os poder ouvir...em exclusivo!
Um abraço

Moura disse...

Ao olhar para aquele tabuleiro do D. Fininho fico com água na boca. Ao ver o nosso colega Nuno com o seu banjo fico com vontade de ouvir aquele grupo fantástico. Temos de os levar de novo ao colégio para os poder ouvir...em exclusivo!
Um abraço