sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Crise

Esta semana para ser original, vou falar da Crise.

Qual crise? - perguntarão os meus leitores, se é que ainda restam alguns.
A que por aí anda e que todos os dias nos entra casa dentro. São aos milhares os que vão para o desemprego, devido à ganância de uns tantos e, pelos vistos, ao facto daqueles a quem confiámos a supervisão do sistema, andarem a dormir ou, pelo menos, muito distraídos.
Como o Cristiano Ronaldo já não tem nada para ganhar este ano, não é possível aos noticiários fugir às notícias da crise e às inevitáveis reacções: as do governo que tudo faz para a resolver prometendo milhões e grandes obras; as da certa oposição que me fazem lembrar o bom Eça de Queiroz e a sua Campanha Alegre (olha para o que eu digo na oposição e não para o que faço quando estou no governo); as daqueles que pensam que, não tarda nada, vamos ter uma economia colectivizada e amanhãs que cantam e os outros que apenas conhecem a coluna das despesas, esquecendo-se que não se pode gastar o que se não tem, sobretudo se for em caviar.
Mas, sem sombra de dúvidas, o que mais me alegra é ver que, estando o país quase de mão estendida, quando milhares e milhares ficam sem emprego, saber que há quem se preocupe com questões fracturantes, para além dos ortopedistas que, como todos sabemos, são os que ocupam com essas coisas.
Nada como uma, duas ou mesmo três questões fracturantes.
Sem dúvida que perante uma crise como esta, o debate sobre o casamento homossexual é uma prioridade (atenção que nada tenho contra o dito cujo), bem como o debate sobre a eutanásia ou quanto às deduções ao IRS do senhor 1.º ministro.
Alíás ando muito contente porque, este ano, prometeram que as devoluções do IRS serão feitas mais cedo. Se não fosse o facto de esse dinheiro, que me vão devolver, ser meu, até era capaz de festejar.
Assim, não sei se ria se chore.
O jeito que dava Portugal ganhar o Festival da Eurovisão pois assim, pelo menos durante umas semanas, mudava o tom das notícias e nem nos lembrávamos mais da crise, excepto aqueles que já perderam os seus empregos e que estão por detrás dos números frios que todos os dias nos são debitados pelos mass media.

18 comentários:

Maria disse...

Não sei muito bem o que te dizer.
Sei que luto, todos os dias, para termos amanhãs que cantam... mas não no sentido que lhes dás.
E que me preocupam os desempregados e o crescente aumento do desemprego.
E que me preocupa a fome no Mundo.
E que é preciso mudar de política, e que há alternativa - não falo de alternância.
Sabes, como eu, que não voto nem nestes que lá estão nem nos que com ele dividem o poder de vez em quando.
Por isso continuo a cantar todos os amanhãs.

Um abraço

manzas disse...

O sol acende a tímida luz do dia
E embarco na viagem que nunca faço…
Abraço manhãs no ceio da chuva fria
Desbravo os ventos em trilhos do acaso

Grato estou pelo comentário
No meu “pensamentos”…
Que adormecem
Ao relento do alento
E enriquecem
Meus esplêndidos momentos

Um resto de um bom fim-de-semana

O eterno abraço…

-MANZAS-

aminhapele disse...

Crise?!
Alguém deu por ela?!
Cheira-me a propaganda da oposição...
Interessa,acima de tudo,discutir se o TGV Lisboa-Porto(além das 4 paragens previstas)não poderá parar também na Ribeira dos Milagres e na Mealhada!
E,acredite,a coisa ficará composta quando se discutir a hipótese de fazer Queijo da Serra com leite de zebra!
Um abraço.

Anónimo disse...

Fala-se de crise, discute-se a crise, opina-se sobre a crise, fazem-se prognósticos em relação à crise, avalia-se a crise...E os que mais poder parecem ter sobre ela são igualmente os que lhe estão mais imunes... Não será precisamente este o motivo da CRISE?...
Votos de feliz dia dos namorados à prova de CRISE!!

Algarvio (hoje)

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
as-nunes disse...

Tozé
Às vezes questiono-me se o momento que vivemos não será mais uma auto-defesa egoísta e hipócrita dos próprios que atearam fogo ao rastilho desta confusão que reina no Planeta!
Tanto brincaram com o fogo que agora estão a ver se se safam, nem que seja à custa de milhões de seres humanos, que por sinal, são iguaizinhos a eles próprios, que precisam de se alimentar, de se vestir, de se educar e de viverem uma vida decente.
Sabe o que mais me deixa revoltado?
É a sensação terrível de que a esmagadora maioria da humanidade vai sofrer para que meia-dúzia de senhores possam viver em grande!
Um abraço e ergamos bem alto as nossas bandeiras de inconformismo!
António

Tozé Franco disse...

Olá Maria.
Ultimamente ando uito desiludido com a política e com os nossos políticos. Só não digo que j+a batemos no fundo porque a arte deles para nos surpreenderem é imensa.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá Manzas.
Obrigado pela visita.
Um abraço e boa semana.

Tozé Franco disse...

Olá Aminhapele.
Gostei do queijo da serra com leite de zebra. Esperemos que a Asae nãoi descubra. Ainda se fosse hamburgueres com minhocas, eles fechavam os olhos mas com o queijo não há hipóteses.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá Algarvio.
Tem toda a razão no que escreve.
A crise, pelos vistos, não é geral.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá António.
A minha memória selectiva (como a do outro) não me deixa lembrar de quem foi a responsabilidade de crise. Ele há cada cromo.
Quanto a essa meia-dúzia não lhes há-de acontecer nada.
Um abraço.

Nuno disse...

É certo que vivemos um momento de crise. O que já não é correcto é servirmo-nos dela para justificar tudo e mais alguma coisa. Talvez para esquecer as dificuldades que vivemos, é que têm surgido casos que nos "afastam" da crise, como o casamento entre homossexuais ou as polémicas todas em volta da eutanásia...

Um abraço,
Nuno.

Pitanga Doce disse...

Aí são os assuntos fracturantes (nem me fales que no meu caso ate´me arrepia), aqui é o Carnaval. Deste sábado ao outro, a cidade pára. O trânsito fica cortado, o samba rola, a cerveja também e ninguém mais se lembra da crise. Será melhor assim? Não sei.

abraços e passas o Carnaval em Coimbra?

Professorinha disse...

Se deixarmos de falar na crise, ela desaparece?

Beijos

Tozé Franco disse...

Olá Banjix.
Infelizmente a crise serve para justificar tudo.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá Pitanga.
Quem sabe um dia, não vou ao Carnaval desse lado.
Como estou por cá, quem sabe se não passo nos Caretos ou na Dança do Cu em Cabanas do Viriato.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá Professorinha.
Eu acho que não, mas quem sabe?
Um abraço.

morenocris disse...

interessante. levei este post para o blog. gostei muito.

beijinhos.