quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Roteiro de viagem - 9.º dia ( Bilbao - Coimbra)


Último dia. A manhã começou com uma visita ao Museu Guggenhein que, dez anos após sua inauguração, permanece, ainda, no topo da lista de obras de vanguarda, não apenas pelo seu desenho de curvas sinuosas e assimétricas, envolvidas por placas de titânio, como pela tecnologia utilizada na construção. Os volumes interpostos, com inclinações positivas e negativas, tornaram-se objecto de estudos de engenheiros de estruturas metálicas, devido à sua complexa geometria.

Os admiradores comparam o museu a um barco com as velas enfunadas (lembrando a antiga vocação de construção de navios de Bilbao) e a uma nave espacial de Alfa Centauro (destacando a aparência futurista do museu, o que é apropriado para suas colecções de arte contemporânea). Para um escritor espanhol, o brilho e a luz do titânio fazem dele um "meteorito".

Os críticos, no entanto, descrevem o museu como uma couve-flor ou um grande suflê.

Independentemente destas opiniões, acho que vale a pena uma visita a Bilbao pois, para além da beleza da região, este é mais um factor de atracção.

Quanto às obras expostas, e das quais deixo algumas fotografias tiradas antes de me terem enfiado a máquina fotográfica num saco de plástico hermeticamente fechado, deixo-as ao vosso critério.

Reconheço que tenho algumas limitações no que diz respeito a apreciar a qualidade de algumas obras contemporâneas, no entanto, reconheço que gostei de algumas e que o edifíco me deixou fascinado.

Acabada a visita, partimos para as Tapas, num lugar perto do museu. Comemos bem e barato. Da parte da tarde iniciámos o regresso a casa, com paragens em Burgos, onde visitámos a Catedral (carota a entrada) e a zona antiga da cidade.

Chegados a Salamanca, pela hora de jantar, lá tivemos que ir ao inevitável Pateo Chico para, mais uma vez, tapear uns chopitos, uma costilla, uns pimentitos de Pádron, etc, etc. De comer e chorar por mais.

Depois da inevitável passagem pela Plaza Mayor, onde duas Tunas académicas cantavam à desgarrada animando as esplanadas, lá regressámos a Portugal.

Para o ano, espero eu, haverá mais.

11 comentários:

al cardoso disse...

Lindas fotografias de uma viagem tambem linda!

Um abraco dalgodrense.

Tozé Franco disse...

Olá Al.
A viagem foi muito interessante.
As fotografias, nem tanto...
Um abraço.

aminhapele disse...

Como já viu,tenho andado "desaparecido"...
Por bons motivos.
Na próxima semana,regressarei com a regularidade habitual.
Um grande abraço.

Ana Ramon disse...

Mas que belas férias. O que nos vale é que depois passamos uma série de meses a reviver esses momentos :))))
Também acho as fotos muito bonitas.
Um grande beijinho e a continuação do estado de espírito que revelas nestes textos

Pitanga Doce disse...

Se estavas em Salamanca entraste em Portugal por Vilar Formoso?

as-nunes disse...

Quanta coisa bonita e interessante não perdemos quando mal saímos das redondezas da nossa terrinha!
Mas sempre vamos observando e admirando estas obras e outros modos de estar na vida através de reportagens como esta.
Um grande abraço, Tozé.
António

Tozé Franco disse...

Olá Aminhapele.
Se é por bons motivos ainda bem.
Até um dia destes.

Tozé Franco disse...

Olá Ana Ramon.
É bom recordar e partilhar essas recordações.
Uma braço.

Tozé Franco disse...

Olá Pitanga.
Entrei por Vilar Formoso, noite alta.
Um abraço.

Tozé Franco disse...

Olá António.
Já descobri que nas redondezas se encontram coisas interessntes. vou dar-lhe uma sugestão; as Buracas do Casmilo a meia dúzia de Km de Condeixa. Um espectáculo.
Um abraço.

Codinome Beija-Flor disse...

Que maravilhoso tudo isso.
Será que um dia eu vejo de pertinho também?
:(

Abraços