sábado, 23 de maio de 2009

A crise...

Recebi esta estória e não resisto a partilhá-la convosco.
Numa pequena estância balnear na costa sul de França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente está carregada de dívidas e deve dinheiro a toda a gente.
Subitamente, um rico turista russo chega ao lobby do pequeno hotel local. Pede um quarto, coloca uma nota de 100 Euros sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100 Euros e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100 Euros O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar os 100 Euros que lhe devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera os leitões e este por sua vez corre a entregar os 100 Euros a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100 Euros e corre ao hotel a quem devia 100 Euros pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100 Euros.
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescentado.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
Dá que pensar...

10 comentários:

Maria disse...

Também recebi este mail.
Infelizmente a crise que vivemos não se resolve assim, mas esta volta que os 100 euros andaram tem que se lhe diga...

Abraço

Pitanga Doce disse...

Já se vê porque a crise não se resolve. Em algum lugar alguém corta a cadeia e o dinheiro se perde e não chega às mãos de quem é de direito.

Isto acontece muito com os grandes Empresários que só visam lucro fácil. Quando recebem um pagamento, em vez de pagar suas dívidas com credores até menos abastados, vão fazer novas dívidas e o dinheiro nunca retorna as mãos de onde saiu.

boa noite Tozé

Codinome Beija-Flor disse...

Ela há de passar
Abraços

ManuelNeves disse...

Viva!

Pois! E de mão em mão a crise acentua-se. Parece-me que o actual paradigma morreu, só falta saber o que o futuro nos reserva, mas cada vez mais me parece que depende de cada um e de todos a construção de um novo paradigma.

Um Abraço

aminhapele disse...

É uma "história" um bocadinho demagóciaca e com "sabor" popular.
Como se conseguem resolver problemas,sem haver dinheiro!
Infelizmente,retrata a economia paralela e até a oficial...
Parece que andamos à espera da p... que nos há-de resolver o problema.
Um abraço.

as-nunes disse...

Tenho andado às voltas com as ideias expressas por António Almeida Santos no seu livro "Uma Nova Ordem Mundial".
O problema é que é tudo muito bonito quando nos pomos a formular teorias, mas o pragmatismo da vida, perdida que foi a confiança nas instituições, incluindo as religiosas, dificilmente nos deixa interiorizar que o ciclo infernal do dinheiro que tudo paga, inclusive a consciência das pessoas, voltará a permitir vivermos acima das nossas possbilidades.
Ou seja, virtualmente, em muitos casos.

as-nunes disse...

Um abraço, Tozé.
Tive que fechar à pressa...
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Vou prá toca...outra vez...

Chanesco disse...

Meu caro Tozé

A coisa vista desta forma, até parece que a economia se resolve sozinha.
Ou será o ministro da economia era o dono do hotel?

Um abraço

(Parabéns por mais um ano na blogosfera)

Clarice disse...

Pois veja o que seria da crise sem a prostituta. Honestíssima, viu?
Sobre a crise eu só sinto por quem perde o emprego sem indenização e sem salário-desemprego. Daqui a 6 meses estarão todos empregados novamente.

É hora de usar as reservas para especializar-se, aperfeiçoar-se.
Quanto a nós, sempre tidos como atrasados e bobos perante o mundo, estamos dando algumas lições sobre economia. Mesmo assim, muitos deixam as vagas e esperam voltar a elas em breve. O famoso jeitonho brasileiro(nem sempre honesto, é verdade)vai consertando e levando a vida.
Continuem comprando! É a ordem.
Abraços.

Professorinha disse...

Hum... realmente... não houve lucro, mas as dívidas ficaram saldadas... Estranho, mas real... Dá mesmo que pensar...

Beijos