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domingo, 12 de junho de 2011

Sabores alentejanos

Como sabem o Alentejo é pródigo em pratos que levam pão na sua confecção. Mas há outros que também valem bem a pena.

Eis duas sopas (açorda alentejana e sopa de cação), uma carne de alguidar com migas de batata e um bolo rançoso.

domingo, 1 de maio de 2011

O Burgo (Lousã)

Se há sítio onde podemos descansar os olhos e alimentar a gula é, sem sombras de dúvidas, o Burgo, junto ao Castelo da Lousã.
Deixo-vos algumas fotografias da minha última incursão, e que incluiu Cozido à moda da Lousã (no pão), Javali com castanhas, Coelho com molho da bruxa, várias entradas e doces.

Pena o tempo não ter ajudado, pois o Inverno parecia ter regressado em força.

Aconselho vivamente este espaço.

Atenção, nada de dietas, pois há dias que não são dias!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Santini


Sinceramente, prefiro ir ao Porto. Como diz um amigo meu espanhol, o Porto é uma cidade com sabor.
Mas Lisboa ganhou uns pontos nestes últimos tempos. Na minha última incursão pela cidade Olisiponense, provei os gelados da Santini, na rua do Carmo, no local onde trabalhava a Tatão do filme "O Pai Tirano", e a dúvida instalou-se. Afinal Lisboa também é uma cidade com sabor.
Quase que me atrevia a dizer que vale a pena a viagem, só pelos gelados. Os de fruta, então, são divinais, especialmente o sabor de morango.
Já me disseram que no Porto, na rua de Ceuta, há uma casa de gelados comparável. Espero pela próxima ida à Invicta para tirar as dúvidas.

sábado, 11 de setembro de 2010

Alenquer

Um dia destes fui a Lisboa, pela estrada nacional, e pude comer em Alenquer, na casa Bichezas, que se recomenda vivamente. Restaurante muito simples, mas com excelente comida e preços comedidos.
Alenquer, a cidade presépio, continua bonita, embora, à conta da autoestrada, arredada da passagem de quem se dirige apressadamente para Lisboa.
Segundo Damião de Góis, o nome de Alenquer deriva da designação germânica Alan-Kerk ou Alano-Kerk, que significa «Castelo dos Alanos», povo bárbaro que por ali passou.
No entanto, como em muitos outros casos, a lenda é bem mais castiça do que a realidade:
Estava-se em 1148, quando as tropas de Afonso Henriques puseram cerco às muralhas da cidade. Os mouros, bem defendidos e sempre de guarda, tinham jurado resistir até ao último homem. Assim, o cerco arrastou-se monótono e, se por um lado Alenquer e o seu castelo não vacilavam, pelo outro, o exército do Conquistador mantinha o cerco sem dar sinais de querer abandoná-lo.
Conta a lenda que o nosso primeiro rei, aborrecido pela falta d acção, ergueu os olhos ao céu e pediu a Deus que lhe enviasse um sinal que mostrasse a hora apropriada para um ataque bem sucedido.
Na manhã seguinte, apareceu no acampamento português, vindo não se sabe de onde, um enorme cão, um alão como naquele tempo se lhe chamava.
Parou ao lado do Rei e, quando sentiu a mão que lhe fazia festas, dando à cauda, começou a avançar, lenta e seguramente, para os lados do castelo.
Naquele momento, D. Afonso Henriques teve a intuição de que era o sinal que pedira a Deus. Entusiasmo e cheio de fé, gritou para os seus soldados:
- Vede, companheiros! O alão quer, o alão quer!... Este é o sinal divino! Vamo-nos ao castelo! Aos ginetes!... Avante, por Sant'iago!
E assim surgiu o nome Alenquer.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Buçaco e Penacova

Serve hoje a prosa, para vos sugerir um passeio, a pé, pela Mata do Buçaco, propondo uma paragem no bar do Palace Hotel, para uma cerveja a fim de se poderem deleitar com o interior do mesmo.
A Mata é um espaço freco e relaxante, permitindo uma tarde bem passada. Para os mais aventureiros, sugere-se, ainda, uma subida até à Cruz Alta, de onde se avista o mar em dias limpos.
O carro, para evitar tentações e o pagamento de 10€, deve ficar do lado de fora de uma das portas de acesso à mata ou no Luso.
Após a caminhada, sugiro uma passagem por Penacova para se deliciarem com a paisagem na esplanada junto à Câmara Municipal e provarem uns Pastéis de Lorvão ou umas Nevadas, a fim de recuperarem o peso perdido no percurso pedestre.
Fiquem bem e bom apetite.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

por este país fora...


Uma semana destas fui, mais um grupo de amigos, a pé até Fátima .
Não fui cumprir nenhuma promessa, mas peregrinar com amigos tornou-se um ritual anual de encontro comigo próprio, com os outros, com Deus e com a natureza.
Mas o assunto que me traz aqui, hoje, é o país real, aquele que faz "montage" de escapes, "excurções" e que dá pulos de cangurú para entrar e/ou sair de casa.
Percorrer, a pé, os caminhos deste país é encontrar placas com mensagens inacreditáveis, casas que ultrapassam tudo o que seria imaginável e lixo, muito lixo, na beira das estradas. Tanto lixo que, se levada a sério a iniciativa que se anuncia de limpar Portugal, suspeito que se esgote a capacidade de todos os aterros sanitários deste jardim mal tratado à beira-mar plantado.

sábado, 14 de novembro de 2009

O Burgo (Lousã)

As piscinas (agora vazias), o castelo e o restaurante (vê-se um pouco à esquerda)
O Castelo da princesa Peralta
Coelho à bruxa
Javali com castanhas
Veado com tortulhos
Taliscas
Bacalhau à lagareiro

Cozido à Burgo

Numa altura em que alguém parece querer acabar com alguns dos restaurantes mas antigos e castiços de Coimbra (a este assunto voltarei brevemente), fui dar um passeio pela Lousã, a fim de almoçar no restaurante do Burgo, na sequência nas comemorações do dia de S. Martinho e da semana do Grupo Disciplinar de História do Caic.

À mesa, estivemos 17 comensais dispostos a preservar um importante património nacional: a nossa Gastronomia, coisa que, alguém por Coimbra, anda com vontade de destruir. Quando houver só comida de plástico, estaremos todos, com toda a certeza, melhores.....Voltando ao Burgo, apresentemos a comida:
Coelho à moda da Bruxa;

Chanfana;
Bacalhau à lagareiro;
Veado com tortulhos;
Javali com castanhas;
Cozido à Burgo (imaginem um cozido à portuguesa servido dentro de um pão grande ao qual retiraram o miolo;
Migas;
Serriscas;
Tigelada;
Farófias;`
Pudim de ovos;
Requeijão com doce de abóbora;
Gelado de morango.
Como alguém tinha de fazer o sacrifício, lá tive de provar tudo e, em alguns casos, repetir.
O que estava melhor?
É difícil dizer pois estava tudo óptimo.
Sugestão: Pedir o "Pijama" o que, no caso, quer dizer poder provar tudo.
Um conselho: Aproveitem, pois com a vontade que alguns têm de nos tornar num país "moderno", daqui a algum tempo tudo isto desaparecerá.
Vale que alguns concelhos ainda gostam de preservar as suas tradições fugindo à ditadura de quem nos quer obrigar a comer igual em todo o país, com a pretensa justificação de modernizar os restaurantes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

As Caralhotas da Caldeira


Depois de uma semana passada no mar, voltei à terra natal.
Para variar, nada como relatar os acontecimentos começando pelo fim.
Assim, no Domingo, dia de chegada, para além da tristeza por ter acabado uma semana de férias para mais tarde recordar, realço a minha passagem por Almeirim.
Depois de uma semana a trabalhar para a engorda, para não variar, fomos petiscar alguma coisa antes de almoçar.
Como é hábito, sempre que paramos em Almeirim, fomos visitar a D. Emília Cristina, na rua de Moçambique, em Almeirim, autora das famosas Caralhotas da Caldeira.
Para que não haja qualquer dúvida, caralhotas era a designação popular para os borbotos das camisolas. Como os restos que ficavam nos alguidares onde era preparada a massa faziam lembrar borbotos, daí a designação.
Então o que são as caralhotas?
As caralhotas são bolas de pão caseiro, cozidas em forno de lenha.
Mas com qualquer criador que se preze, D. Emília criou algumas variantes e assim aconselho vivamente o Pão com Chouriço, o Pão com Farinheira, o Pão com Enchidos, a Broa de Milho, o Pão com Canela e Maçã e tudo o mais que por lá se encontra.
Brevemente teremos, assim nos foi prometido, a Bôla de Milho com enchidos. A ver vamos.
A D. Emília é, ainda, uma excelente conversadora e disposta a partilhar connosco os segredos do seu mester. Vão ver que darão o tempo por bem empregue.
Após estes aperitivos, ainda tentámos almoçar no Forno, uma Sopa de Pedra e uma Bacalhau Dourado, mas rendemo-nos após a Sopa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O meu pôr-do-sol

Mais uma vez, este é o "meu" pôr-do-sol.
Há quem fale em África mas, para mim, este é o "pôr-do-sol".
Este é o espectáculo que se vê da varanda da minha cozinha quase todas as tardes, embora o Verão já não seja o que era.
Onde estão as noites quentes?
Quando vinha de Madrid (ver post anterior), apanhei temperaturas de 34º atè Cidade Rodrigo. Quando cheguei a Coimbra a temperatura rondava os 20º. E eu a pensar que as fronteiras já tinham desaparecido.
Pode ser que seja a partir desta noite pois, pela 1.ª vez, fui dar uma volta como cão e não vim para casa com frio. Tenhamos esperança...
Mas o "meu" pôr-do-sol é mesmo bonito, não é? Até parece África. Pode ser que para a semana eu possa comparar.
Quem sabe?
Férias são férias.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Música na Adolescência (parte II)

Na quinta-feira à hora de jantar, chegaram os alunos que compõem o Coro do Colégio de S. Estanislao do Kostka de Salamanca que ficaram devidamente instalados na Casa das Palmeiras.Na sexta-feira de manhã, após o pequeno almoço, fomos de visita à Universidade de Coimbra, onde vimos as dependências mais importantes incluindo as antigas prisões universitárias que ficam por debaixo da Biblioteca Joanina (que eu nunca havia visitado).

A vista que se alcança do varandim que rodeia parte da antiga Alcácova Real, onde está instalada a Universidade, é magnífica.
Feita a descida pelo Quebra-Costas, deu-se uma volta pela Baixa. Atravessada a ponte, fomos ao Portugal dos Pequenitos, apesar do preço exorbitante pago pelas entradas. Deve ser a isto que se dá o nome de antítese: pequenitos mas de preço elevado.

Depois de almoço, a ida foi à Figueira da Foz, onde apesar da tarde magnífica, a água, para não variar, estava gelada, o que não foi impedimento para uma banhoca de todo o tamanho tomada pelos nuestros hermanos.
No Sábado, a manhã começou com uma sessão dedicada à música tradicional portuguesa e ao cavaquinho, que os alunos do Colégio S. Estanislao tiveram oportunidade de experimentar e tocar. Eis alguns deles a tocar a Rosa arredonda a saia.

De tarde houve tempo para a canoagem...

...e para o Body Combat até suar as estopinhas.

Ao final da tarde uma eucaristia animada, em parte, pelo Coro de S. Estanislao.

E à noite o ponto alto do dia (independentemente do futebol que estava a dar na televisão e das polémicas que gerou), a actuação dos vários grupos convidados: Coro de S. Estanislao de Kostka, de Salamanca

E o encerramento com toda a gente em cima do palco a cantar e a tocar a Rosa arredonda a saia.
Acho que esta estadia em Coimbra, a julgar pela opinião dos alunos espanhóis, fez mais pelo turismo português que muitas campanhas televisivas. Para o ano há mais.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pôr-do-sol

Há quem fale do pôr-do-sol em África. Há quem diga que não há outro igual.
Como em África, apenas estive em Ceuta e não me lembro ter visto o pôr-do-sol, não posso contradizer quem afirma que o pôr-do-sol em África é o mais bonito do mundo.
Este é o que se avista de minha casa e parece-me bem bonito, assim como a lua.
Quem conhecer o outro que diga alguma coisa, porque a mim, parece-me que tenho um bocadinho de África nas traseiras da minha casa.
Só falta mesmo o Rei-Leão.