quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pontes... Um exemplo de reciclagem!

Ponte de Ferro e Hotel Astória

Ponte de Ferro e Mosteiro de Santa Clara - Nova

Vestígios da Ponte de Ferro

Vestígios da Ponte de Ferro

Em primeiro lugar aproveito para vos dizer que, por uma questão de trabalho, tenho que diminuir, temporariamente, o número de posts publicados e de visitas que vou fazendo a todos os blogues interessantes que vou encontrando. Sempre gostava que me explicassem porque é que, sendo professor, tenho fama de gozar 3 meses de férias.

Além disso, espero, este ano, ter direito a umas férias fora de casa, coisa que não sei o que é, há dois anos.

Passado este intróito, postei, hoje, algumas fotografias que acho curiosas pois fazem uma ponte entre o passado e o presente.

Nas duas primeiras podemos admirar a Ponte de Ferro que, construída no século XIX, acabou substituída pela actual Ponte de Santa Clara de autoria do Engenheiro Edgar Cardoso. Para quem gosta de filmes portugueses, é a ponte que aparece no filme "O Leão da Estrela" quando António Silva, Artur Agostinho passam por Coimbra a caminho do Porto.

Nas duas últimas fotografias temos uma parte do tabuleiro da Ponte de Ferro que foi reaproveitada para fazer uma ponte sobre o rio Ceira, ligando esta localidade e a Conraria.

Numa altura em que não se falava em reciclagem (década de 50 do século passado) querem melhor exemplo de reaproveitamente de uma estrutura que estava destinada a ir para a sucata.

domingo, 15 de julho de 2007

Quem vem e atravessa o rio...

A Ponte D. Luís ao fim da tarde

O Douro a jusante da ponte D Luís

3 pontes: S. João, D. Maria e do Infante

A Sé e o Pelourinho

A Igreja dos Grilos, o Bairro da Sé e o Douro ao fundo

Depois de uma semana de trabalho intenso numas Jornadas Pedagógicas dedicadas à imigração e aos problemas que se colocam à integração dos imigrantes no nosso sistema de esino, chegou o fim-de-semana e, com ele, uma estadia no Porto, a cidade invicta.

Sem muito para escrever, mas lembrando-me da música de Rui Veloso que se converteu num hino à cidade portuense, deixo-vos algumas das fotografias que tirei.

sábado, 7 de julho de 2007

Personagens da Coimbra Universitária

(Dois mundos frente a frente: o futrica (tricana) e o universitário (estudante)
(O Lente - professor universitário)
(O Bedel)
(A Trupe)
(Uma trupe em Sub-Ripas)(Grupo de fado)
Retomo hoje o tema das personagens que fizeram (algumas ainda fazem) a história da Lusa-Atenas.

Início a postagem com a fotografia com terminei a última: a foto com a tricana e o estudante que marca a ligação entre dois mundos: o universitário e o futrica.
A ligação cidade/universidade, está bem patente na foto com uma tricana e um estudante. Muitas serenatas se fizeram à contas destes amores. Muitos amores se desfizeram com o final das aulas e dos cursos.

O Lente, nome dado antigamente aos professores universitários e que tem a sua origem na palavra ler. Na idade Média, Lente era o que lia os textos de aujtores consagrados, que depois eram comentados pelos alunos, devendo chegar-se sempre a uma conclusão pré-estabelecida. Quando isso não acontecia o professor punha fim à contenda com a famosa frase: Magister dixit (o mestre disse).

O Bedel, palavra originária do latim (pedellus, bidellus) e que significa aquele que convida, que chama. É um oificial administrativo da universidade e que tinha, também, uma autioridade policial, quando as universidade tinham jurisdição própria sobre os estudantes. A Universidade de Coimbra tinha prisão própria que estava instalada no espaço existente por baixo da Biblioteca Joanina. *

As Trupes. Temidas pelo caloiros, percorriam a cidade à procura dos caloiros que não respeitavam a hora de recolher para irem estudar e/ou dos que não estavam devidamente trajados. Algumas cometeram grandes exageros na sua caça.

O Fado ou Canção de Coimbra. Inicialmente marcado pelas Serenatas feitas às janelas das jovens, e não só, da cidade, veio a ganhar outro âmbito na década de 60, com a adopção de outro tipo de letras e de intervenção. Continua a ser uma das marca distintivas de Coimbra.Gostaria, no entanto, de acrescentar que também os futricas tocavam, cantavam e faziam serenatas: as famosas serenatas futricas que alguns grupos etnográficos da cidade de vez em quando recuperam. Aliás, alguns dos grandes nomes da Guitarra coimbrã eram futricas: querem melhor exemplo do que Artur Paredes, pai de Carlos Paredes.

*O Bedel
(...) O Bedel de cadahua das faculdades, chamará à Congregação dellas os Lentes, & Doutores, quando se ouueverm de ajuntar por mandado do Reitor. Terá cada hum delles hu rol, em q estarão escrittos todos os Estudantes de suas faculdades, com declaração do tempo, em q cadahum começou a estudar, & os annos que tem de estudo; pera que se saiba, se tem tempo bastante, pera responder, & arguir nos actos de exercicios, que ordinariamente se hão de guardar. E auisará disso ao Reitor, pera os constranger a teré os dittos actos nos dias assinados, & arguirem no lugar que lhes couber. Os dittos Bedeis das faculdades, em que forem os actos, ou graos, seraõ obrigados a leuar pessoalmente todos os pontos, & as conclusoes de quaesquer actos ás casas dos Doutores, Mestres, ou Lentes, que podem, ou deuem ter presentes nos taes actos. (...)
In Estatutos da Universidade de Coimbra, 1559
P.S.: Vou estar ausente por algum tempo, por questões de trabalho. Até ao próximo fim-de-semana.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Personagens da cidade (Coimbra)

As lavadeiras do Mondego com a cidade ao fundoLeiteiras à entrada da Ponte de FerroGrupo de leiteiras na Alta
Vendedoras do Mercado D. PedroVAguadeiras
Dois mundos frente a frente: o futrica (tricana) e o universitário (estudante)

Hoje, dia 4 de Julho, feriado municipal de Coimbra por ter sido nesse dia, corria o ano de 1336, que faleceu, em Estremoz, a Rainha Santa Isabel, Padroeira da Cidade, resolvi partilhar convosco algumas personagens que fizeram parte (algumas ainda fazem) da história de Coimbra. Da Rainha Santa já vos dei conta aqui.

Em Coimbra sempre existiram dois grupos rivais: de um lado os futricas (os que não estudavam) e do outro os estudantes, depreciativamente conhecidos, muitas vezes, entre os primeiros, como os corvos ou os carvoeiros devido ao traje académico.

Nas fotos temos representantes dos futricas (os universtários ficam para o próximo post):

As lavadeiras, que, no Mondego, lavavam a roupa dos estudantes e das senhoras (pessoas com mais posses), colocando a roupa a corar nos areais do rio.

Ainda me lembo da senhora Silvina Gata a lavar a roupa nas rampas junto à estação. Uma verdadeira tricana. Sobre a origem do seu nome, fez esta quadra dedicada à sua família:
"O meu pai é José Gato
Minha mãe Gata Maria
Em casa todos são gatos
Sou filha da gataria"

As leiteiras que, com as suas vasilhas, vendiam o leite pela cidade. Lembro-me da D. Amélia que, no bairro onde vivia a minha avó materna, vendia o leite que transportava nas tais vasilhas. Outra alternativa era comprá-lo numa quinta ali perto. Para isso havia umas vasilhas pequeninas.
As camponesas que vinham vender os seus produtos ao mercado e que calçavam os chinelos a meio da ponte de ferro (as que vinham da margem sul) porque era proibido andar descalço na cidade. Questões de higiene dizia-se. Para mim era uma maneira de se impedir que a pobreza se passeasse pela cidade. Era vê-las trazer as tamancas ou chinelos em cima da cestas e parar a meio da ponte para se calçarem.

As aguadeiras, que vendiam água na Alta. Nesse tempo, muitas casas não tinham água canalizada. Não há muitas anos, em algumas vilas (bairros populares) ainda havia casas sem água, havendo um fontenário público.

A ligação cidade/universidade, patente na foto com uma tricana e um estudante. Quando havia problemas entre estudantes e futricas (o que era comum), geralmente, colocavam-se do lado dos primeiros.

Muitas serenatas se fizeram à contas destes amores, embora muitas delas soubessem que eram amores passageiros:
Dizem que amor de estudante
Não dura mais que uma hora:
Toca o sino, vai p'ras aulas;
Vem as férias vai-se embora.

domingo, 1 de julho de 2007

A Universidade de Coimbra

(Porta Férrea, início século XX. Do lado direito ficava o Monumento a Camões)
(Antiga rua Larga, junto à actual Faculdade de Medicina. Ao fundo vê-se a Torre e a Porta Férrea.)
(Páteo das Escolas no início do século XX)

Vinte mil visitas depois, proponho-vos, hoje, uma ida até à Alta de Coimbra, onde fica uma das mais prestigiadas instituições da cidade: a Universidade de Coimbra que é uma das mais antigas Universidades da Europa.

Curiosamente a Universidade de Coimbra foi fundada… em Lisboa por D. Dinis, corria o ano de 1290, tendo sido transferida definitivamente para Coimbra em 1537, depois de, durante esses dois séculos e meio, ter mudado várias vezes de Lisboa para Coimbra e vice-versa.

Para esta última mudança, D. João III cedeu a Paço Real, onde a universidade se instalou.

Nesse local já os romanos teriam edificado o Pretorium o que já diz muito da importância estratégica e militar do local.

Foi depois o local da Alcáçova árabe.

Com a conquista cristã veio a ser o Paço Afonsino, que o Rei D. Manuel reformaria profundamente, mandando também edificar a Capela de S. Miguel.

O edifício apenas passou a pertencer à Universidade em 1597, durante o domínio filipino, data em que foi adquirido pela Universidade.

Já é depois dessa aquisição que são construídas ao lado do Paço novas estruturas como a Biblioteca Joanina, a Torre e a Via Latina e a Porta Férrea que marca o local de entrada no espaço universitário.
As fotos que ilustram este artigo datam todas do período anterior ao Crime do Século ocorrido em Coimbra quando, na década de quarenta, a velha Alta foi derrubada a Camartelo, e com ela parte do espírito que aís e vivia, para se construirem os edifícios das actuais faculdades.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Os "americanos" e os eléctricos

Carro "Americano" - Museu de Massarelos, Porto"Americano" circulando no Porto
Americano puxado por duas mulas
Interior de um "Americano" exposto no Mueu de Massarelos, Porto
Eléctrico subindo a Avenida Sá da Bandeira, Coimbra, pela equerda (influência inglesa)
Eléctrico na mesma zona do da fotografia anterior, mas já circulando pela direita.

Estação Nova. Com a chegada do comboio acabou a 1ª linha de "Americanos" em Coimbra
Trólei da 1ª linha conimbricense (nº 6 - Santa Clara)


O Americano surgiu nos EUA em 1834. Era um meio de transporte colectivo que se deslocava sobre carris, puxado por mulas.

Em Coimbra, por iniciativa privada, surgiu em 1874, a companhia Rail Road Conimbricense que explorou a primeira linha de sistema americano que ligava a calçada (actual Ferrira Borges) e a Estação Velha.

A duração desta ligação durou pouco tempo (encerrou em 1887) porque, em 1885, o comboio passou a ligar a Linha do Norte e a Estação de Coimbra A (Estação Nova).

Em 1904 (1 de Janeiro), surgiu uma segunda tentativa ligando a baixa à Universidade que, mais uma vez, fracassou, pois a inclinação do caminho dificultava a progressão das viaturas puxadas por mulas. O serviço fechou 1 de Janeiro de 1911. A título de curiosidade diga-se que no Porto, que foi a primeira cidade peninsular a ter eléctrico, em 1895, os "americanos chegaram até 1960.

Em 1911, surge então a 1ª linha de eléctrico, sendo Coimbra a 4ª cidade portuguesa a ser servida por tal meio de transporte, depois do Porto, Lisboa e Sintra.

Até à década de 40, altura em que apareceu o primeiro trólei, os transportes da cidade foram dominados pelos eléctricos.

Com achegada dos tróleis e o aumento do trânsito foi diminuindo o número de linhas até que em 1 de Janeiro de 1980 terminaram as duas linhas que ainda existiam: a 4 que ligava Portagem a Celas e a 3 que ia até aos Olivais.

Desde essa data, só no museu da Rua da Alegria é possível ver os eléctricos, parados, pois nem um pedaço de linha ficou para que pudessem circular em dias festivos.

Esperamos agora pelos eléctricos rápidos, que, fazem-nos acreditar, resolverão todos os problemas depois de termos despachado esses simpáticos veículos, nos quais ia até ao Liceu D. João III (José Falcão depois do 25 de Abril), nos meus tempos de estudante.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Visita de Estudo / Baptismo de Mergulho

Baptismo de mergulho: as instruções básicas
Os primeiros mergulhos
O almoço aconteceu junto à bela Igreja Gótica da LourinhãO Grupo na ponta do Cabo Carvoeiro
A famosa Nau dos Corvos
A Fortaleza / Prisão de Peniche
O Parlatório, local onde os presos podiam falar com quem os visitava
O Corredor da ala C (Presos políticos considerados"mais perigosos")

Uma cela (reconstituição)

O ano lectivo está a chegar ao fim. Muito se fez ao longo deste tempo, muito ficou por fazer


Ontem (dia 20 de Junho), a turma do 6º B do Caic, teve oportunidade de fazer a última visita de estudo do ano lectivo, que serviu também de despedida, uma vez que vou deixar de ser seu Director de Turma e os alunos vão ser distribuídos por diversas turmas, como acontece no final do 2º ciclo.

O dia começou bem cedo com a saída do Colégio pelas 7 da matina a caminho da Lourinhã, onde nos esparava um baptismo de mergulho, na companhia do conceituado instrutor de mergulho Luciano Mesquita.

A coisa não podia ter sido mais animada e a parte que mais custou a alguns foi estar calados enquanto estavam debaixo de água.

Depois de uns jogos de Tenis subaquáticos, lá acabou a manhã e novas ocupações nos esperavam.

Almoçámos num Jardim na Lourinhã com uma bela vista para a Praia da Areia Branca, avistando-se, ao longe, as Berlengas .

Depois de satisfeito o estômago, lá partimos a caminho de Peniche, tendo passado pelo Cabo Carvoeiro onde vimos a Nau dos Corvos, para visitar a sua fortaleza / prisão, que, em tempos do Estado Novo, foi uma das mais sinistras prisões políticas do país.

Daqui fugiu Dias Lourenço (já vistámos a prisão na sua companhia), em época de Natal, depois de ter saltado para a água e de ter nadado quase duas horas até chegar à praia.

Também daqui fugiu Álvaro Cunhal e mais oito companheiros (camaradas a bem dizer) acompanhados pelo Guarda Republicano que os ajudou a escapar. Aqui, muitos presos foram torturados e por aqui passou uma parte da história da resistência à Ditadura.

Para que os alunos do 6ºB, que já nasceram em Democracia, se recordem que nem sempre assim foi, esta visita foi importante, até porque foi uma maneira de ver ao vivo, alguns dos assuntos abordados nesta recta final do ano lectivo.

Para todos vocês, sem excepção, o meu muito obrigado.

Um dia destes encontramo-nos por aí.

Até sempre.

terça-feira, 19 de junho de 2007

O Abade João (Montemor-o-Velho)

Castelo de Montemor-o-Velho
Interior do Castelo
Interior do Castelo
Capela da Seiça (ou Ceiça)

Nos tempos conturbados da Reconquista, habitaria no Castelo de Montemor um abade de nome João.

O Abade teria um familiar de nome Garcia Janes que se terá passado para a fé inimiga, ou seja, o islamismo. Em Córdova, o Califa local deu-lhe um exército enorme com o qual veio atacar Montemor-o-Velho.

O Abade João e os soldados do Castelo defenderam-se como puderam mas, perante tantos inimigos, cedo se aperceberam que a resistência teria o tempo contado. Numa atitude desesperada, o Abade mandou degolar os velhos, as mulheres e as crianças para que ninguém caísse vivo nas mãos dos inimigos.

Ele e os homens válidos saíram então pela porta principal do Castelo para morrer lutando com as armas nas mãos. Curiosamente, o ataque desesperado foi tão forte que o exército muçulmano foi completamente destroçado.

Acontecera o impensável: os cristãos eram vencedores mas tinham ficado viúvos, sem pais e sem filhos.

Voltaram então ao Castelo, em desespero, pedindo perdão a Deus pela sua atitude e por não terem acreditado na Sua força. Foi nessa altura que aconteceu o grande milagre: todos os degolados ressuscitaram e a vida retomou o seu curso normal.

No entanto, todos eles ficaram com a cicatriz no pescoço para que o episódio não fosse esquecido.

A lenda ainda não acaba aqui ,uma vez que depois desta vitória resolveram perseguir o inimigo tendo morto mais de 70 mil mouros, até chegarem a um sítio onde o Abde João terá gritado "Cessa! Cessa", pois entendia que deveria acabar ali aquele ataque. Por isso esse lugar recebeu o nome de Seiça e foi aí que o Abade joão foi enterrado.

Os milagres continuaram e chegaram a ser presenciados por D. Afonso Henriques que, muitos anos depois, pode verificar que as ossadas do Abade João mediam 11 palmos, ou seja, afinal era um gigante.

Sorte D. Afonso Henriques não ter pedido autorização ao IPPAR para abrir o túmulo, pois ainda hoje estaria à espera de uma resposta positiva.

Ou será que o IPPAR se está a vingar do facto de D. Afonso Henriques ter mandado abrir o túmulo sem autorização da Ministra?

Especulações.

domingo, 17 de junho de 2007

A lenda das duas arcas (Montemor-o-Velho)

O Basófias (Mondego) em Coimbra
Vista do Mondego
Campos de Montemor-o-Velho
Campos de Montemor-o-Velho
Os campos vistos do Castelo
Uma tradição muito antiga diz-nos que, no fundo de uma cisterna do Castelo de Montemor-o-Velho, estão duas arcas iguais fechadas.
Conta-se que uma está cheuia de ouro e outra cheia de peste.
Todas as pessoas que, até hoje, as encontraram não tiveram coragem de as arrombar, pois corriam o risco de abrir a da peste.
Actualmente, continuam bem escondidas.
Penso que esta lenda tem uma relação estreita com o Mondego, pois também o rio significa o ouro e a peste.
Às portas de Montemor vinham os fenícios comerciar (há vestígios junto ao monte de Santa Eulália), ou seja chegava o ouro das trocas comerciais.
Mas o mesmo rio trazia as cheias com as desgraças habituais e toda uma série de doenças associadas à cultura do arroz como o tifo, a malária e o paludismo que dizimava as populações.
Por estes motivos se dizia que só trabalhava no arroz quem não tinha mais sítio nenhum onde trabalhar. Todos aqueles que podiam, fugiam do trabalho nos arrozais.
A partir do século XIX, com os avanços na Medicina e na Química tudo se alterou e essas doenças desapareceram do Baixo-Mondego.