terça-feira, 7 de outubro de 2008

Roteiro de Viagem: Blois - Tours (6.º dia)

Castelo de Blois

Castelo de Blois


Capela no Castelo de Amboise


A "baixa" de Amboise


Castelo de Chenonceau

Castelo de Chenonceau

Salão que se estende sobre o rio

Cozinha do castelo

Tours (parte antiga da cidade)
Arco-iris em Tours

Catedral de Tours

Depois de uma breve interrupção, eis-nos de volta a França.
O 6.º dia iniciou-se com a visita ao Castelo de Blois onde, na véspera, tinhamos assistido a um mediano espectáculo de cor e luz que não deixou saudades.

Visitado o castelo, partimos em direcção a Amboise onde nos esperava o castelo em que viveu Leonardo Da Vinci e onde está enterrado, na capela presente na fotografia. Este castelo está num local com umas vistas magníficas mas, como muitos outros, foi amputado de uma parte importante quando deixou de ser local de estadia da família real francesa.

Aproveitámos para almoçar num restaurante propriedade de muçulmanos, onde não foi possível beber uma cerveja, mas em que, nas várias televisões existentes, passavam videoclips, com moçoilas quase como vieram ao mundo. Opções!

Para a tarde estava guardada a melhor visita: o Castelo de Chenonceau.

Este castelo é também conhecido como o castelo das mulheres, devido à história de disputa de propriedade entre a esposa do Rei Henrique II, Catarina de Medicis, e de sua amante Diana de Poitiers. O castelo foi construído às margens do Rio Chér (um dos afluentes do rio Loire), sendo constituído por um corpo principal que foi posteriormente ampliado com a construção do salão de 60 metros de comprimento que se estende, apoiado em 4 arcos, sobre o rio.

Como curiosidade refira-se que este salão foi usado como hospital militar de campanha durante a 1.ª Guerra Mundial.
Curiosa é também a cozinha do castelo com acesso directo à água do rio.

Visitado o castelo e os seus jardins, seguimos para Tours, cidade que foi capital de França durante um largo período, e que tem uma zona antiga digna de visita. Pena que, à semelhança do resto de França, a partir das 8/9 horas não se veja quase ninguém na rua.

Tivemos ainda tempo, depois de jantar, para ver um fabuloso arco-iris e visitar a catedral.

Como o tempo não estava pelos ajustes (chovia e fazia muito frio) e não havia qualquer tipo de movida (é por isso que gosto de Espanha!), fomos para a cama com as galinhas.

P.S.: Quando era pequeno as aulas começavam hoje, dia 7 de Outubro. Isso é que eram tempos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Apaixona-te... muda o teu mundo!

“Não há nada mais prático
do que encontrar Deus;
ou seja, apaixonar-se por Ele de um modo absoluto, até ao fim.

Aquilo pelo qual estás apaixonado
agarra a tua imaginação
e acaba por ir deixando a sua marca em tudo.

Determinará
o que te faz sair da cama cada manhã,
o que fazes com as tuas tardes,
como passas os teus fins-de-semana,o que lês,
o que conheces,o que te faz sentir o coração desfeito,
e o que te faz transbordar de alegria e gratidão.
Apaixona-te! Permanece no amor!
Tudo passará a ser diferente”.

Pedro Arrupe, sj (1907-1991)

Este fim-de-semana voltou, mais uma vez, a ser diferente e radical.
O texto acima transcrito foi o lema que nos orientou.
Eu mais um grupo de amigos resolvemos fazer uma peregrinação. Não para pagar qualquer promessa, mas porque peregrinar nos faz ter outra perspectiva de vida e fortalece o grupo.
Partimos na Sexta-feira e chegámos a Fátima no Domingo.
Foi duro mas valeu a pena.

domingo, 21 de setembro de 2008

Especial fim-de-semana

Este está a ser um fim de semana muito especial o que me levou a interromper a "viagem" que andava a fazer. A ela voltarei na próxima postagem.

Na sexta-feira à noite, estive no concerto que marcou a conclusão do restauro do órgão de tubos da igreja de Santa Cruz que, no século XVIII, era considerado o melhor da Península Ibérica e um dos melhores da Europa.
Nesse evento participaram, além do Coro onde canto (Grupo Coral de Santa Cruz), a Capela Gregoriana Psalterium e o Ancãble, que intrepretaram várias peças de polifonia e gregoriano acompanhadas pelo magnífico órgão de Santa Cruz tocado por Monika Henking, organista Suiça, que se deslocou a Portugal para participar nesta iniciativa.
O órgão, que podemos observar do lado esquerdo de quem entra, data do século XVIII, mais propriamente de 1724, ano em que foi concluído, depois de 5 anos de construção. Foi construído pelo mestre organeiro espanhol Manuel Benito Gomes Herrera e era, no seu tempo, um dos melhores da Europa. Note-se, no entanto, que antes deste, outros existiram no mesmo sítio, sendo que algumas das suas partes foram integradas no actual, tendo sido mantidas no restauro efectuado.
O actual órgão é composto por 4 órgãos diferentes, possui 3 registos inteiros e 55 meios registos num total de 2920 tubos.
A qualidade do seu som tinha-se degradado com o tempo, mas, agora, soa como se estivessemos no século XVIII.
Vale bem a pena uma deslocação a Santa Cruz para o ouvir. Ainda neste Domingo, soou na Missa das 10 horas.
Já gora e só a título de curiosidade, nos séculos XV e XVI, S. Cruz de Coimbra deslumbrou a Europa pela qualidade da sua música, tendo compositores mundialmente famosos como D. Pedro de Cristo, que dá nome a um coro da cidade, e D. Pedro da Esperança, do qual cantámos 2 responsórios de Natal.
Há uns anos atrás, um grupo profissional inglês veio a Santa Cruz interpretar unicamente peças de D. Pedro de Cristo e o curioso é que muitas delas eram completamente desconhecidas em Portugal pois, quando foram compostas, destinavam-se, muitas vezes, a seram cantadas e tocadas apenas uma vez. Com a extinção das Ordens Religiosas, muitos dos livros da Biblioteca do Mosteiro, uma das melhores do país, acabaram no estrangeiro, daí o facto de serem peças desconhecidas em Portugal.
No Sábado foi o que se pode ver nas restantes fotografias: baptismo num voo acrobático, em tudo semelhante aos que vimos, recentemente, no Porto.
Loopings, 8 Cubano e outras manobras do género atingindo os 6G, ao memso tempo que sobrevoávamos um navio de cruzeiro enorme que saía do Tejo, deixaram-me o desejo de voltar a experimentar.
Não posso terminar sem deixar o meu agradecimento ao Nuno, piloto que me baptizou nesta aventura.
Pode ser que a próxima seja um salto de paraquedas.

domingo, 14 de setembro de 2008

Roteiro de Viagem: Nevers - Chambord - Blois (5.º dia)

O 5.º dia iniciou-se com o adeus a Nevers.

Partimos, então, em direcção a Orleans onde apenas visitámos a Catedral (1.ª fotografia).
Passadas algumas centrais atómicas situadas nas margens do Loire, almoçámos (bem) num pequeno restaurante de um hipermercado na beira do caminho.
Cerca das 14.30, chegámos a Chambord (2.ª fotografia). Por muito que estejamos alertados para o gigantismo do Palácio é sempre uma surpresa quando chegamos.
Situado dentro de uma coutada de caça enorme (52,5km2) o palácio esmaga-nos pelo seu tamanho. Para termos uma ideia basta dizer que tem 365 lareiras, uma para cada dia do ano, como por lá é dito. Os jardins estendem-se muito para lá de onde a vista alcança.
Embora seja o maior castelo da região do Loire, apenas servia como pavilhão de caça do rei Francisco I, que preferia ficar nos castelos de Blois e D'Amboise (visitados no dia seguinte).
A sua construção prolongou-se por mais de 20 anos. É composto por uma fortaleza central com 4 enorme torres baluartes nos cantos.
No interior, gostaríamos de destacar uma escadaria aberta em dupla-hélice que é a peça central do palácio. As duas hélices ascendem aos três pisos sem nunca se encontrarem, iluminadas de cima por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício. Isto pode indiciar que tenha sido desenhada por Leonardo Da Vinci. (4.ª e 5.ª fotografias)
Embora seja um castelo, nunca houve a intenção de proteger o edifício do ataque de qualquer inimigo. Por esse motivo, as paredes, torres e fosso parcial são puramente decorativos, e mesmo naquela época já eram um anacronismo. Elementos da arquitectura - janelas abertas, loggia e uma vasta área aberta no topo - foram importados do estilo Renascentista Italiano, o que faz deles deslocados na fria França central.
Já estava quase a tarde a terminar quando nos dirigimos para Blois, localidade onde pernoitámos, depois de ter comido um frango de churrasco à portuguesa (assim era anunciado num cartaz, embora o restaurante não fosse de portugueses) e ter assistido a um espectáculo de cor e luz no Palácio de Blois que não deixou grande saudade. A visita ao Palácio propriamente dito ficou para o dia seguinte. (3 últimas fotografias)

domingo, 7 de setembro de 2008

Roteiro de Viagem: Mâcon - Nevers(4.º dia)

Igreja da Reconciliação a meio da manhã Oração em Taizé

Oração em TaizéOs espaços para os encontros de partilha

Os sinos de Taizé

O que resta da Abadia de Cluny
No chão, a planta da igreja original
Nevers

Um dos pontos altos da viagem estava reservado para o 4.º dia: a passagem por Taizé (a cerca de 30 Km de Mâcon).
Para quem não saiba, Taizé é uma comunidade religiosa ecuménica que se situa numa pequena localidade (cerca de 115 habitantes) com o mesmo nome, na Borgonha.A Comunidade foi fundada em 1940, pelo irmão Roger, de origem calvinista, que permaneceu como seu Prior até à data de sua morte a 16 de Agosto de 2005.
A comunidade ecuménica é constituída por mais de cem membros de várias nacionalidades, representando, praticamente, todos os ramos do cristianismo.
Jovens (e não só) de todo o mundo visitam Taizé todas as semanas para se integrar na vida da comunidade.
Eu fi-lo pela 1.ª vez há mais de 25 anos, tendo aí permanecido cerca de 10 dias que me marcaram profundamente. Participei ainda em 2 encontros europeus (Roma e Paris) e por lá havia voltado a passar há 18 anos. Chegou agora a altura de voltar (ainda não para ficar uma semana como desejava) mas para passar umas horas.
Taizé deu origem a um estilo único de música contemplativa que reflecte a natureza meditativa da comunidade. A música de Taizé utiliza frases simples, usualmente linhas dos Salmos ou outro pedaço da Sagrada Escritura, repetidas e algumas vezes cantadas em cânone. O intuito da repetição é o de ajudar na meditação e na oração. A música que estão a escutar é uma das muitas que se podem aí escutar e cantar.
A comunidade de Taizé é, desde há muitos anos, um importante destino de peregrinação com milhares de pessoas que por aí passam todas as semanas, especialmente durante o Verão.
O Irmão Roger foi assassinado no dia 16 de Agosto de 2005, quando uma mulher romena, aparentemente com distúrbios mentais, o apunhalou várias vezes durante a oração da noite.
O Irmão Alois, um católico de origem alemã, sucedeu ao Irmão Roger.

Depois de ter alimentado o espírito, rumei a Cluny, local de origem da Ordem Clunicense que se estendeu por toda a Europa medieval. Da Igreja original pouco resta (foi deitada abaixo depois da revolução francesa), mas a localidade conserva uma patine única.
Almoçados e feita a visita ao que restou da antiga abadia partimos em direcção ao Loire, indo pernoitar a Nevers.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Roteiro de Viagem: Carcassone - Mâcon (3.º dia)

O 3.º dia começou com a visita à cidade antiga de Carcassone, onde nos perdemos, no castelo e pelas ruas da cidade fortificada, até cerca das 3 da tarde.
A cidade é dominada pelo castelo dos senhores de Trancavel (século XII). No século seguinte (XIII), foi anexada aos territórios reais, tendo os representantes do rei reforçado as defesas da cidade.
Dentro do Castelo, pudemos ver um filme sobre a história da cidade desde a época romana até à restauração levada a cabo no século XIX.
Percorremos o caminho da ronda que nos permitiu conhecer o sistema de defesa medieval e admirar a magnífica paisagem.
Alguma salas acolhiam uma exposição de esculturas provenientes da cidade e dos seus arredores, assim como pinturas murais do torreão dos senhores de Trancavel
Visitado o Castelo, voltámos às ruelas e praças que marcam a cidade e que se tinham enchido de esplanadas.
Escolhido o restaurante, provámos uma das especialidades locais (Em Roma sê romano!): a Cassoulet. O nome deve-se ao facto de ser confeccionado numa cassole (caçarola de barro). É uma espécie de feijoada, sem grandes temperos.
A nossa era de pato e trazia ainda uma salsicha fresca das picantes. Achámos o prato interessante mas incapaz de fazer frente a uma boa feijoada portuguesa.
Depois das 3 da tarde, esperavam-nos cerca de 500 Km até Mâcon, onde pernoitámos.
Não gostámos da cidade que, quando chegámos, cerca das 9 da noite, parecia ter sido alvo de uma evacuação, pois não se via ninguém na rua.
Acabámos a jantar num Buffalo Grill, um resturante de grelhados que diríamos tratar-se de um restaurante de carne esturricada, pois a que nos foi apresentada estava intragável.

sábado, 30 de agosto de 2008

Roteiro de viagem: Lleida - Carcassone (2.º dia)

O 2.º dia começou cedo pois havia cerca de 500 Km para recuperar.

Saídos de Valladolid, seguiu-se Soria, Saragoça (a exposição fica à espera de outra oportunidade), Lleida e Seu d' Urgell, onde almoçámos (bem, diga-se de passagem).
Chegámos a Andorra cerca das 4 da tarde. O país está mais bonito e há compras que continua a valer a pena fazer (tabaco para quem fuma e material fotográfico, entre outras coisas).
Dado o passeio pelas lojas, comprei um perfume e segui viagem, tendo chegado a Carcassone cerca da 10 da noite.
A cidadela continua bonita, mas a visita ficou para o dia seguinte.

sábado, 23 de agosto de 2008

Roteiro de viagem: Coimbra - Lleida (Lérida)



Este era efectivamente o plano de viagem traçado. No entanto, as contas saíram furadas. Quando ia em Tordesilhas, um telefonema obrigou-me a voltar para Portugal, a fim de tratar de um assunto inadiável, no Porto.
Ficou assim provado que a distância de Coimbra ao Porto, cerca de 110 Km, se pode transformar em 800 Km. Acabei a almoçar no Dolce Vita, às 5 da tarde. Para quem me conhece, sabe que ir ao Porto e almoçar num Shopping é, para mim, imperdoável.
Tratado o assunto que aí me levou, acabei por ir para Espanha, via Chaves, onde apanhei a autovia a caminho de Valladolid, cidade onde cheguei cerca das 10 da noite para dormir.
Para começar nada mal, pois fiz 1250 Km e acabei a 430 Km de casa.
Para o dia seguinte ficou a recuperação da distância perdida, pois partiria com cerca de 500 Km de atraso.
Tudo haveria de se resolver.
P.S.: Dado o dia ter sido passado a conduzir, não houve tempo para fotografias. Estas são do meu arquivo.
A Internet continua lenta (quase parada!) e a dar-me cabo da paciência.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Férias...finalmente


Estava a ver que não...
Depois das mudanças, das arrumações, da correcção de exames nacionais e do pedido para fazer reapreciações...chegaram as férias.
Estou a preparar-me para ir a qualquer lado, no sentido literal do termo.
A ver vamos... Estou à espera para ver se aparece alguma promoção de última hora para partir. Caso não apareça... vou de carro algures por aí... Atenção que não vou andar por aí como uma personagem famosa da nossa praça...

Até um dia destes!

P.S.: Peço desculpa pela ausência passada e futura, pela falta de comentários nos blogues que consigo visitar, mas a Net do Plano Tecnológico está como o crescimento da economia do país, não ata nem desata.
Espero, daqui a alguns dias, já ter Net a sério pois tem-me feito bastante falta.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Declaração de interesses

Foto retirado do blogue: www.aaacarmelitas.blogspot.com


Este é o meu estado: Clausura.
Já não me bastavam as reuniões de manhã à noite, os papéis para preencher (a famosoa pedagogia do papel), os assuntos de final de ano para resolver, eis senão quando... me chamam para corrigir provas do 12.º ano.
Foi a cereja em cima do bolo! Basta acrescentar que este fim de semana vou mudar de casa e tenho de levar tudo o que está dentro desta.
Perguntam vocês: Não tens tempo e está a escrever um post?
Ah pois é! Resolvi fazer um intervalo entre o jantar e a continuação da correcção das provas, antes de ir desmontar uns móveis, lá p'ra meia-noite.
Então até um dia destes. Vou hibernar!
P.S.: Este ano leccionei o 12.º ano. A média das classificações qua atribuí aos meus alunos foi de 13 valores. Em exame, a média alcançada por eles foi de 12,8 (1,8 acima da média nacional).
Para que conste, sou professor do ensino particular e, por isso, custa-me ler alguns comentários que por aí se fazem sobre as notas. Desafio quem quer que seja a dizer que inflaccionei as notas porque sou professor do particular e cooperativo.
Ponto final.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma estória engraçada.

Esta semana tive conhecimento de uma estória engraçada. Provavelmente enganei-me no adjectivo, mas deixo isso ao vosso critério.
Uma Junta de Freguesia, atribuía há vários anos, um prémio aos alunos aí residentes com melhores notas. Uma atitude louvável, numa sociedade que parece querer promover a mediocridade, a falta de esforço e o facilitismo.
Mas parece que agora, o regulamento do prémio foi alterado, passando a contemplar apenas os alunos, com determinado rendimento, que estudem no concelho a que pertence a dita freguesia.
Parece-me a mim, que não sou especialista, que, com essa medida, se atropelam os princípios mais básicos da nossa Constituição, no que diz respeito à igualdade entre cidadãos.
Não me parece possível conciliar isto com a liberdade de escolha que os pais devem ter, no que à escola dos filhos diz respeito.
Parece-me pois interessante colocar algumas questões:
Um dia destes separam os nascidos na freguesia dos que nasceram fora?
E os pais que residindo na freguesia e trabalham fora do concelho a que pertence a dita cuja? Deixarão de pagar Imposto Municipal de Imóveis? Parece-me de elementar justiça que sejam dispensados dessa obrigação. É, aliás, com essas e outras receitas locais (e não só) que se pagam os prémios atribuídos.
Já agora, o voto de uns é mais válido que o de outros? Valerá o dobro? Sugiro que seja como em alguns clubes de futebol em que os votos de uns valem por 20, os de outros por 5 e, por último, os de alguns por 1.
Temos assim habitantes de 1.ª e de 2.ª categoria. Um dia destes chegarão os de 3.ª!
Quando penso que já nada me surpreende, eis senão quando...
P.S.: Quero dedicar a música que se está a ouvir, a todos aqueles amigos blogueiros que tenho do outro lado do Atlântico e que têm a paciência de continuar a passar por aqui para ver este blogue.
Um bem-haja para todos vocês.

sábado, 5 de julho de 2008

Banco de Portugal e Hotel Astória







Nos anos de 1906 e 1907, foi edificado o actual edifício do Banco de Portugal, no Largo da Portagem. A autoria do projecto é do arquitecto Adães Bermudes que também viria a traçar o Hotel Astória, situado a poucos metros.
De referir que no cima da fachada do Hotel Astória havia uma estátua (visível nas fotografias) que hoje já não existe.
Estes dois edifícios fazem parte do meu imaginário.
Quando era pequeno, de vez em quando, a Rua da Sota era fechada ao trânsito pela GNR, quando chegavam ou partiam carregamentos de dinheiro do Banco de Portugal. Ali ficava eu a ver, à distância, as manobras , sonhando com tudo o que poderia fazer com o dinheiro que ali entrava e saía. Actualmente, já é possível às carrinhas de valores entrarem no edifício pelas traseiras.
Quanto ao Hotel Astória, foi um edifício que sempre me maravilhou, embora tivesse de chegar a adulto para lá entrar, num dia em que fui participar numa selecção para um concurso televisivo. Depois de ter sido o concorrente que mais respostas acertei, acabaram por seleccionar alguém que, na televisão, não sabia qual a ilha cujo nome começa por P e que faz parte do Arquipélago da Madeira. Mistérios.
Quando pequeno, apenas me era permitido o acesso às cozinhas do Hotel (ficavam viradas para o restaurante do meu pai) onde trabalhava um cozinheiro que tinha medo de facas (?). O tamanho da cozinha (maior que o restaurante do meu pai) e o tipo de pratos aí confeccionados, bem como a sua apresentação, atraíam a minha atenção.
Sugestão para comer: Zé Manel (dos ossos).
Uma tasca tradicional e famosa da cidade de Coimbra. Destacam-se os ossos com sabores picantes, entre outras iguarias deliciosas. Situado em plena Baixa (nas traseiras do Banco de Portugal e do Hotel Astória), o tasco do Zé Manel (entretanto reformado, mas com sucessores à altura) ganhou reputação além Mondego, atraindo gente de todo país e do estrangeiro para provarem as barriguinhas de leitão na brasa, a feijoada de javali, a sopa da pedra o bacalhau doidinho, o cozido aldrabado, etc, etc. Um lugar simpático e castiço, recheado com uma boa adega, onde as paredes estão cheias de folhas com versos e outras mensagens escritos pelos próprios clientes.