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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de ano

Desejos de um bom fim de ano para todos e que 2011 vos traga tudo de bom.
Um abraço e façam-me o favor de serem felizes,

domingo, 16 de maio de 2010

4.º Aniversário

E já lá vão 4 anos e mais de 400 post's.
A todos aqueles que por aqui vão passando e me vão dando forças para continuar, o meu muito obrigado. Este espaço também é vosso.
Até para o ano que vem (quem sabe!).

domingo, 31 de janeiro de 2010

O centenário da República


"... Eu meu senhor,não sei o que é a República, mas não pode deixar de ser uma causa santa. Nunca na egreja senti um calafrio assim. Perdi a cabeça então, como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos entâo as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, viva, viva a República!..."
Palavras de um soldado ao Presidente do Tribunal de Guerra, no acto do julgamento.

Li isto na folha publicitária das Comemorações do Centenário da República, que saíu, hoje, integrada nos diversos diários publicados, a propósito do 31 de Janeiro de 1891.
Nada tenho contra as comemorações - aliás sou republicano assumido - e acho que 100 anos é uma data importante para comemorar.
Já me faz impressão que não houvesse outra frase para publicar. Já me tinham dito que as comemorações iam servir para acentuar o carácter anti-igreja católica da Primeira República, coisa em que não quis acreditar, mas enganei-me e esta frase é disso exemplo.
Como se não bastasse a ignorância do soldado que aclama uma coisa que não conhece, tinha de vir a Igreja à baila. Aliás, se seguissemos o exemplo, bastava pôr os alunos a celebrar a República, gritando-lhe vivas, mesmo não fazendo ideia do que estavam a dizer. Ter papagaios que repetem o que se lhes pede dá jeito a muita gente, como sabemos.
Há que ter cautela com aquilo que publicamos e com a maneira como celebramos as coisas, pois celebrar com, é bem diferente de celebrar contra....
Já agora, não se esqueçam que no 5 de Outubro se celebra também o Tratado de Zamora (2.ª imagem) que estabelece a independência de Portugal, sem a qual não haveria república.

sábado, 8 de agosto de 2009

Padre Bartolomeu de Gusmão


Faz hoje 300 anos que o Padre Bartolomeu de Gumão fez levantar, perante o ar incrédulo do rei, um balão de ar quente.
Pela 1.ª vez na história da humanidade, o homem era capaz de fazer voar um objecto.
Este padre luso-brasileiro ambicionava recuperar para Portugal o domínio do mundo através do domínio dos ares.
Numa época em que a Inquisição dominava e as elites portuguesas se mostravam mais interessadas em agradar a D. João V, Bartolomeu mostrava ter visão de futuro e antecipava a glória que acabaria por pertencer aos irmãos Mostgolfier.
Não fossem as invejas e a castração intelectual trazida pela Inquisição, Bartolomeu teria sido, com toda a certeza, o primeiro homem a fazer voar um balão tripulado.
Todos conhecemos a Passarola por ele idealizada, embora o desenho aqui reproduzido, e que todos identificamos, tenha resultado da imaginação do seu autor e nada tenha a ver com a imaginada por Bartolomeu.

Passados 300 anos, penso, muitas vezes, estarmos outra vez na idade das trevas ou, pelo menos, lá perto. Embora o país se mostre ufano do seu sucesso escolar, resta-nos saber se, realmente, estamos a formar cidadãos no sentido pleno do termo, capazes de ajudar ao desenvolvimento do país e se novas Inquisições não andam por aí a espreitar nas vozes de alguns dos políticos mais bem pensantes e faladores da nossa praça.

PS: Por motivos de força maior, estarei ausente durante uns tempos não podendo festejar, com poma e circunstância, a visita 100.000. Vamos ver se vou ter coragem para chegar a outro tanto.
Bem, vou ali e já volto!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Escadas do Liceu / Monumentais

As escadas do Liceu


O antigo Liceu José Falcão


Os 40 anos da Crise Académica de 1969, nas actuais Monumentais

Voltamos, hoje, a um dos temas de que mais gosto: Coimbra antiga.
Há muitos anos o acesso à Alta fazia-se pelas Escadas do Liceu José Falcão (não o actual).
Por aí subiam os estudantes desse Liceu, bem como os estudantes universitários.
De acordo com a tradição, o último lance de escadas devia ser sempre subido e descido pelo mesmo lado pois, caso não o fizessem apanhariam uma "raposa", ist0 é, chumbariam o ano. Ou melhor dizendo, ficariam retidos, utilizando um desses jargões tão queridos ao eduquês ou ao pedagogês (venha o diabo e escolha!).
Em 1947, as escadas são demolidas, à semelhança do que aconteceu com grande parte da Alta, dando origem às actuais escadas Monumentais com 125 degraus, num dos mais disparatados episódios que marcaram a destruição da Alta Coimbrã.
Actualmente está aí patente uma "exposição" (chamemos-lhe assim) evocativa dos 40 anos da Crise Académica de 1969, que se estende ainda a outros pontos da cidade (Largo da Portagem, Estação Nova...).
A ideia está bem conseguida, pena que em alguns sítos já tenha sido vandalizada...

sábado, 16 de maio de 2009

E vão três anos...


Os três primeiros anos já lá vão.
Vamos ver se conseguimos aguentar outros três!
Quero agradecer a todos oe que por aqui passaram e me ajudaram a fazer deste espaço aquilo que ele é (seja lá o que isto quer dizer!).
A todos, o meu muito obrigado e, já agora, se puderem, continuem a visitar-me, quanto mais não seja, para me "obrigarem" a continuar.
Um bem-haja para todos.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


Recebemos um convite, aqui em casa, para participarmos nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.
A iniciativa, levada a cabo por uma amiga de longa data, terá lugar no Café com Arte, pertencente a um amigo comum.
Tenho pena que haja um Dia Internacional da Mulher, na medida em que isso mostra que muito ainda há a fazer no que diz respeito à promoção dos direitos das mulheres. E, esta promoção não me parece que passe por quotas para eleições ou para o que quer que seja. É sobretudo uma questão de mentalidades e, como sabemos, essas são as mais difíceis de mudar.
Pois a mim convidaram-me para dizer (declamar) um poema.
Acho que vou escolher este, embora não tenha pretensões de o dizer como a Maria Bethânia, lembrando-me das mulheres que marcaram e marcam a minha vida:

Ladainha de Santo Amaro
Nossa Senhora mãe de Jesus,
Nossa Senhora de todos nós,
Roga por tudo que tudo é teu
Por cada coisa, por cada ser
Pelos que cantam, pelos que choram,
Pelos que te esquecem e pelos que te imploram
Santa Maria, Nossa Senhora,
Maria dos tamarineiros
Dos riachos, manguezais
Dos dendezeiros bonitos
Maria dos canaviais
Maria das fontes limpas
Maria das cachoeiras
Maria das águas claras
Que brincam por sobre os seixos
Maria do subaé
De águas tristes pesadas
Maria dos barcos, canoas
Maria dos pescadores
De velas cheias de vento
Maria das canas doces
Dos alambiques, do mel
Maria das flores e folhas
Das sementes, dos espinhos
Maria de cada casa
E de todos os caminhos
Maria de nossa infância
De toda gente
Maria de todo amor
Maria de cada igreja
De azulejos, alfaias
Redoma e lindos altares
Maria das procissões
Das festas, das romarias
Dos cânticos, da alegria
Maria de cada noite
Maria de todo dia
Das praças, coretos, cinemas
Maria dos meus amores
Dos meus sobrados tristonhos
Dos meus mais doces sonhos
Maria dos seresteiros
Dos cantadores, poetas
Maria dos sinos plangentes
Maria das torres acesas
Das palmeiras solitárias
Das pontes, moringas e rios
Maria de todo sonho
De música e harmonia
Dos prados e dos pandeiros
Das festas de fevereiro
Maria das chegadas
e também das despedidas
Maria de todas as vidas
Maria do meu passado,
Do meu futuro também,
Maria da vida toda,
Maria que eu quero bem,
Maria de escolas pobres,
De crianças sem brinquedo,
Maria do nosso medo,
Maria de analfabetos,
Maria do A B C,
Maria de Mãe Canô,
Da saudade de meu Pai,
Maria de meus irmãos,
Maria dos meus amigos
E dos amigos que perdi,
Maria das minhas filhas,
dos meus netos, meus alunos,
Maria Nossa Senhora
Mãe do menino Jesus
Rainha de toda luz
Roga por tudo
Que tudo é teu!

Mabel Velloso, para os 50 anos de Maria Bethânia

sábado, 28 de junho de 2008

25.º Aniversário de Curso

Estou "velho"... ou melhor, velhos são os trapos.

No outro dia, chegou-me, por correio electrónico, um convite para um passeio pedestre e um almoço, como forma de comemoração dos 25 anos do Curso de História (1979-83) da Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra.
Tudo isto foi um pretexto para nos encontrarmos. Houve quem viesse da Madeira, de Beja, de Bragança, alguns (a maioria) que eu não via há... 25 anos. Ao todo éramos mais de 40.
Estamos diferentes, todos mais "fortemente" elegantes, mais brancos, alguns com filhos ainda muito novos.
Foi uma festa.
Lembrar episódios dos tempos dos bancos da Faculdade, tentar descortinar as caras que conhecíamos e que hoje estão diferentes, lembrar os que já partiram...
Começámos na Aveleira com uma visita aos moinhos, continuámos com uma chanfana em Lorvão, seguida de um café com os inevitáveis pastéis da terra (e não só) e uma visita ao Mosteiro.
Espero que não seja preciso esperar pelos 50 anos de curso para nos voltarmos a encontrar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1.º de Maio

Encontrei esta fotografia num dos álbuns onde guardo algumas das minhas memórias. Aqui estou eu, na Praça 8 de Maio (antigo largo de Sansão), no primeiro 1.º de Maio, vestido a rigor, como mandava a moda da altura e como indispensável cravo ao peito.
Esperava pela manifestação, a 1ª grande manifestação havida depois da Revolução, para a acompanhar. Lembro-me que fui até à Ponte de Santa Clara festejando o dia do trabalhador e a liberdade recém-conquistada..
Nessa altura, todos estávamos cheios de sonhos e acreditávamos que era possível um país mais justo e solidário.
Alguma coisa se conseguiu, mas os sonhos desfizeram-se em contacto com a realidade.
Apesar de tudo, acho que valeu a pena.
E agora deixo-vos aqui um resumo sobre a origem do feriado do 1º de Maio:
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América que tinha como finalidade reivindicar a redução do horário diário de trabalho para 8 horas. Nessa manifestação participaram centenas de milhares de pessoas. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio das forças policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas
Três anos mais tarde, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.
Em 1 de Maio de 1891, uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e, meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de melhores condições de trabalho
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado, sendo este exemplo seguido por outros países.
Um abraço e bom feriado para todos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril

Porque hoje é 25 de Abril.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

De molho...

Estou farto de estar de molho...

Começei na 2.ª feira, ao fim da tarde, e passados quase sete dias continuo na mesma. Não há antibiótico que resolva a questão e estou farto de Aspergic e Benuron.
Aspecto positivo: li dois livros de uma assentada, "O Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares e "O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos.
No meio disto tudo, ainda fui trabalhar (5.ª e 6.ª Feiras) e só já não consegui corresponder aos compromissos de fim-de-semana. Fica para a próxima.
Do muito que li por estes dias (acabei com a reserva de revistas e de jornias que vinha a acumular por não ter tempo de os ler) duas coisas me chamaram a atenção:
  • O fim do ensino da música, como o comhecemos, nos Conservatórios. Apesar de não ter uma boa experiência com o da minha cidade, penso que a solução encontrada é pior do que aquilo que existe. Então acaba o ensino individualizado? As aulas de instrumento ou de canto passam a ser em grupo? Só quem não sabe o que é o ensino da música pode entender tal medida, mas enfim. Esperemos para ver o que isto vai dar. Uma coisa eu tenha a certeza, vai haver poupança na coluna das despesas!

  • O chumbo de uma moção, na Assembleia da República, por causa docentenário do assassinato do rei D. Carlos. Eu que sempre me considerei um republicano dos quatro costados, não consigo entender o porquê da decisão. Mas afinal qual é o medo? Da Monarquia? Não creio! Então de quê? Não faço ideia. De qualquer forma, se há assuntos que me fazem impressão. Este é um deles.... Um assassinato é sempre um assassinato. Ainda por cima o rei era legítimo! Como sempre desconfiei, há pessoas para quem os direitos humanos variam de acordo com vítimas ou com os carrascos. Já sabemos que há bons e maus ditadores. Sempre quero ver, quando morrer Fidel de Castro, os que agora votaram contra (para não rescrever a História!!!! - dizem eles) que posição vão tomar? E que tal retirar a D. Afonso Henriques o privilégio de ser o patrono das nossas forças armadas? Ah! já me esquecia de Orweel! É que todos somos iguais, mas há uns mais iguais do que outros. Ele lá sabia do que escrevia...

sábado, 29 de dezembro de 2007

Viva 2008


Dentro de alguns dias,

um Ano Novo vai chegar a esta estação.

Se não puder ser o maquinista,

seja o seu mais divertido passageiro.

Procure um lugar próximo à janela

desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer,

com o prazer de quem realiza a primeira viagem.

Não se assuste com os abismos,

nem com as curvas que

não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida,

observando cada arbusto, cada riacho,

beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.

Desdobre o mapa e planeie roteiros.

Preste atenção em cada ponto de paragem,

e fique atento ao apito da partida.

E quando decidir descer na estação

onde a esperança lhe acenou, não hesite.

Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a vossa viagem pelos dias de 2008

seja de

PRIMEIRA CLASSE.



Muito amor e paz para todos os que têm a pachorra de ler o que por aqui se escreve.!!!

Que 2008 vos traga tudo aquilo com que sempre sonharam!!!
Com base num mail da minha amiga Lídia (Canadá).

sábado, 1 de dezembro de 2007

Restauração da Independência

Hoje é dia 1 de Dezembro, feriado nacional devido ao facto de comemorarmos a Restauração da Independência., ocorrida em 1640.
Faz hoje um ano que publiquei, aqui, uma cena de uma peça de teatro, escrita em conjunto com a minha Direcção de Turma (6.º ano) e que, no final do ano, foi apresentada em público.

Um ano depois partilho convosco outra cena dessa peça.

Desta vez recuamos até Évora, em 1637, a fim da assistir à chamada revolta do Manuelinho, um pobre louco de Évora, em nome do qual eram assinados os panfletos anti-espanhóis que apelavam à revolta.

Cena 4

(As viajantes saem da máquina do tempo e encontram uma manifestação).
(Entra em Palco, uma manifestação de meia dúzia de pessoas, cantando – com a música da canção A Fisga - e aclamando o Manuelinho).

Todos:
Trago o Manelinho às costinhas
Nesta manifestação anti-espanhola
Vivó Manelinho, abaix’os filipinos
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola.
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola
Conquistemos a nossa independência
Estamos pobres, até pedimos esmola
Portugal é a nossa residência.
Manuela: Viva o rei Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Abaixo a tortilha, os calhos e as natilhas! Viva a omeleta, as tripas à moda do Porto e o leite-creme!...
Todos: Viva! Viva!
Constantino: Abaixo os espanhóis! Viva os portugueses!
Todos: Abaixo! Abaixo! Viva! Viva!
Jesuíno: (com pronúncia alentejana e bocejando) Já estou ficando cansado. Vamos é ver se encontramos um chaparro, pois está quasi na hora da sesta. Viva a sesta! Abaixo o trabalho! Viva o descanso! Se o trabalho dá saúde que trabalhem os doentes! …
Todos: Queremos um chaparro! Queremos descansar! Queremos um chaparro! Queremos descansar!
Jesuíno: (Toma a palavra e discursa): Portugueses em geral, alentejanos em particular!
Todos: Apoiado! Apoiado! Muito bem!
Jesuíno: Nesta época de crise... em que os espanhóis nos levam todo o dinheiro que temos, há que votar em mim, - ó raio que já me enganei -, há que apoiar o Manuelinho! Viva o Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Zé Próvinho: Alguém falou em vinho? Se o assunto é esse cá estou eu! Abaixo o vinho espanhol, viva o vinho do Alentejo!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Lá está este outra vez a falar no vinho!
Constantino: Irra que ele só pensa mesmo no vinho. Em vez da cabeça devia ter um barril em cima dos ombros e uma torneira em vez do nariz. Maldito vinho.
Jesuíno: O vinho agora não interessa para nada! O que interessa é o chaparro. Viva o chaparro!
Todos: Viva! Viva!
Manuela: Vamos é comer uns pezinhos de coentrada.
Maria: Com a entrada adondi ?
Manuela: Não é com a entrada. É de coentrada!
Maria: Entã nã foi isso quê disse? Com a entrada. Mas onde é que fica a entrada?
Constantino: Vossemecê deve estar ficando surda.
Maria: Curda? Então esses nã são os do Iraqui.
Constantino: Irra. Surda! Não é curda.
Maria: Entã vossemecês nã se explicam…
Manuela: Vamos é apoiar o Manuelinho e deixemo-nos destas conversas de treta.
Maria: Preta? Quem é qué preta?
Manuela: Treta, mulher, treta.
Maria: Já ouvi. Eu nã sou surda. Escusa de estar aos berros quê já ouvi qué preta. Não sei o qué qué preta, mas já ouvi.
Constantino: Não há pachorra.
Maria: Onde é que está a cachorra. Ai que eu nã gosto nada de cães e muito menos de coas ou cãs. Ai quê nem sei como é que se diz.
Manuela: (aos gritos) Cadelas. O feminino de cães é cadelas!
Maria: Panelas? P’ra quê? Vamos comer? E se fosse uns pezinhos de coentrada.
Manuela: Ora voltámos ao princípio. Viva os pezinhos de coentrada.
Todos: Viva! Viva!
Manuelinho: Viva eu! Viva eu!
Todos: Apoiado! Apoiado! Viva ele, viva ele.
(Dirigem-se para fora do palco a bocejar e a cantar a música de entrada).
Escanifreda: Bem isto está tudo visto! Vamos embora, pois já estou cheia de sono! Acorda!
Andrioleta (Estava a dormir): O quê? Onde estou eu? O que se passa?
Escanifreda: Vamos embora! Vamos até à casa de D. Jorge de Melo.
Andrioleta: Quem é o D. Jorge de Melo?
Escanifreda: É um dos nobres que está a conspirar para expulsar os espanhóis de Portugal

(Entram na máquina e muda a cena).

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Sarrabulho





Dia 1 de Novembro.
Neste dia, aqui em casa, é tradição comer sarrabulho e febras.
Para provar o que estou a afirmar, nada melhor que ver as fotografias. Eu sei que são do ano passado mas a coisa tem uma explicação: mais uma vez a gula fez com que só me lembrasse das fotografias depois de ter comido e, por isso, tive que recorrer ao arquivo fotográfico. Deve ser o PDI (peso da idade) a pesar (passe a repetição!).
Para que conste o cardápio foi o seguinte:
negritos grelhados;
sarrabulho;
febras grelhadas;
vinho de Lamas (Miranda do Corvo)
etc, etc.
O cozinheiro foi o meu pai e pudemos compartilhar o repasto com uns amigos que já nos acompanham, há uns anos, nesta tarefa tão exigente.
Já me diziam que o blogue andava com poucos sabores. Espero ter reparado a falha.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Levanta-te



Na passada quarta-feira, dia 17 de Outubro, 945 pessoas no CAIC levantaram-se contra a pobreza, numa iniciativa que vestiu a escola de branco e que fez pensar nos mais carenciados. Foi com grande empenho que pusemos em marcha a campanha “Levanta-te! Faz-te Ouvir! Contra a Pobreza!”.
O CAIC juntou-se às centenas de milhar de pessoas que, em mais de 100 países, se manifestaram contra esta triste realidade. Quisemos relembrar aos líderes mundiais o seu compromisso com a erradicação da Pobreza Extrema e com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015.
Levantámo-nos porque não desejamos, perante as próximas gerações, dizer que sabíamos que em cada ano estavam a morrer desnecessariamente milhões de pessoas e que ficámos quietos, sem fazer nada.
Levantámo-nos porque não podemos ficar sentados enquanto uma criança nascida hoje num país pobre morrerá 30 anos mais cedo do que uma nascida num país rico.
Levantámo-nos porque não estamos a pedir caridade mas sim justiça.
Levantámo-nos porque desejámos quebrar o recorde do número de pessoas que se levantaram para exigir acção na luta contra a pobreza e assumir as suas promessas;
Levantámo-nos porque acreditamos que somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza extrema!
Levantámo-nos no CAIC porque a Pobreza também é uma realidade da nossa comunidade, por isso a todos os que contribuíram para a Pirâmide da Pobreza Zero e se empenharam nesta iniciativa, o nosso muito obrigado. Com a ajuda de todos, conseguimos recolher mais de 570 géneros alimentícios. Acreditamos que valeu a pena!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

M = igual?

Mais uma vez tive orgulho do Colégio onde trabalho e por ser professor dos alunos que o frequentam.
Integrada no trabalho que está a ser desenvolvido em colaboração com a Fundação Gonçalo da Silveira, subordinada ao tema "M=igual?, Igualdade não indiferança é oportunidade", teve hoje lugar a iniciativa "Levanta-te contra a pobreza", que visa erradicar a pobreza extrema no mundo, pretendendo-se assim contribuir para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Estes objectivos foram estipulados pelos 189 Estados Membros das Nações Unidas que pretendem, até 2015:
- Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome;
- Alcançar o ensino primário universal;
- Promover a igualdade entre os sexos;
- Reduzir a mortalidade infantil;
- Reduzir a mortalidade na maternidade;
- Controlar a propagação do VIH/SIDA e do paludismo;
- Garantir a sustentabilidade do meio ambiente;
- Fomentar uma aliança mundial para o desenvolvimento, com metas para a assistência, o comércio e o alívio do serviço da dívida.

Nós demos a nossa contribuição com a sensibilização feita junto dos alunos e pelo enorme cabaz de géneros alimentícios que juntámos com a colaboração de todos.

Um bem-haja para todos pela maneira como aderiram, como estiveram e pela generosidade demonstrada.

domingo, 3 de junho de 2007

Juntos na Diferença

(O lema da festa do SOLNEC) (Teatro 6ºB- A corte de Filipe III de Portugal)
(A reunião dos conjurados)
(A aclamação popular de D. João IV)
(A festa no final da Peça, ao som do Vira)(A nossa participação no Clube dos Talentos - A Orquestra do 6ºB)
(A barraca do 2º Ciclo)
(Actuação de um grupo da APPACDM)
(Final do Clube dos Talentos: Quando o Colégio fizer 100 anos - 12ºA)

Este fim de semana o Colégio onde trabalho está em festa.
O programa começou no Sábado com um jantar de gala do 9º ano e com a apresentação pública da peça de Teatro "Viagem no tempo - A revolução de 1640", levada a cabo pelos alunos da minha Direcção de Turma.
Este foi o projecto deles.

Depois da ida à televisão, do Clube dos Talentos, agora foi a prova dos nove, pois a peça tinha cerca de 1 hora, onde a brincar se falaram de temas sérios. (No fim está transcrita uma das cenas).

No Sábado viveu-se mais um convívio da Família CAIC, desta vez integrado na actividade levada a cabo pelo SOLNEC, de apoio à APPACDM.

Mais de mil pessoas participaram na festa, onde se juntaram verbas para apoiar a referida APPACDM, e puderam praticar desporto em equipas mistas com cidadãos apoiados por essa associação e assitir a um espectáculo levado a cabo por grupos de música, teatro e dança dessa mesma Associação.

Inesquecível para todos os que assistiram é o mínimo que se pode dizer.

Assim se cumpriu o lema "JUNTOS NA DIFERENÇA".

Ao mesmo tempo decorreram os Torneio de Andebol e e Xadrez que trouxeram às nossas instalações dezenas de atletas de outras escolas e clubes.

À noite foi a vez da final do Clube dos Talentos, tendo saído vitoriosas as turmas do 5º B (2º ciclo), 7ºC (3º ciclo) e 11ºC (Secundário). A todos os participantes os meus sinceros parabéns pois proporcionaram um espctáculo de elevada qualidade.

Hoje, Domingo, é o dia do Voleibol e, mais uma vez, mais de 300 alunos estão em convívio num torneio desportivo que traz, à nossa escola, atletas de todo o país, envolvendo toda a comunidade escolar (alunos, pais, educadores docentes e não docentes e muitos outros amigos).

É assim que se faz uma escola viva, inclusiva, integrada no meio em que se insere e não com palavras vãs, boas para noticiários sensacionalistas mas pouco cumpridas na prática.

Daqui a 15 dias encerraremos a Festa com o XXXIII Festival da Canção CAIC, a que vão concorrer 25 músicas originais .

E agora para os mais curiosos eis a cena 8 da peça de teatro:

(Juntam-se pessoas – Constantino, Manuela e Maria - perto da varanda do Paço)
Constantino: (Entra em cena) Vamos embora, parece que vai ser aclamado um novo rei.
Manuela: Então sempre é verdade que vão aclamar o Manuelinho?
Maria: Parece que sim! Julgo que o Filipe III já era…
Constantino: Espero bem que sim, pois corremos o risco, se ficarmos espanhóis, de perder a nossa cultura.
Manuela: Que cultura? A dos mexilhões?
Maria: Quais mexilhões qual carapuça! Eu não quero acabar os dias a comer tortilhas….
Constantino: O que faltava era ficarmos sem as nossas queridas omeletas e sem os nossos queridos Pastéis de Belém.
Manuela: Então os Pastéis de Belém não são descendentes das natilhas?
Maria: Das ilhas? Então os pastéis de Belém não são do continente? Quem dera aos espanhóis comer os nossos petiscos…
Constantino: Um dia destes ainda andávamos a dançar o flamenco…
Manuela: Nem morta. Eu cá prefiro dançar o vira e o corridinho.
Maria: Bem, deixem-se disso. Não há nada como a cultura portuguesa. Então há rei ou não há rei?
Manuelinho: (Entra e começa a subir as escadas) Quem sou eu, quem sou eu, quem sou eu?
Todos: Sois rei! Sois rei! Sois rei!
Constantino: E que nome ides adoptar?
Manuelinho: Claro que é Manuelinho I, o Lelé da Cuca.
Manuela: Lelé da Cuca?! Não se arranja um cognome melhor?
Maria: Um cogumelo melhor?
Manuela: Cognome, mulher! Cognome.
Maria: E se fosse Manuelinho I, o alentejano da Ribeira do Sado?
Manuelinho: Gosto desse! Mandem estralar as bombas!

Todos: (A cantar) Estrala bomba e o foguete vai no ar…
Arrebenta, fica todo queimado
Ná ninguém que baile más bem
C’as meninas da Ribeira do Sado
C’as meninas da Ribeira do Sado é que é
Lavram a terra c’as unhas dos pés
C’as meninas da Ribeira do Sado são com’às ovelhas
Têm carrapatos atrás das orelhas.

Manuela: (Entra) Calem-se com isso, não vá estar por aí o Bin Laden.
Manuelinho: Então o Bin Laden alentejano não sou eu?
Constantino: Cala-te! Se o rei da América, Jorge Bucha, te ouve ainda te manda matar!
Burguês: (Entra) Estejam calados. Já temos um candidato a rei e não é esse maluco.
Manuelinho: Não me digam que já estou desempregado e ainda nem cheguei a ser rei. Então se não sou eu, quem é?
Burguês: Ouvi dizer que era o Duque de Bragança.
Conde: É verdade. Parece que mataram o Miguel de Vasconcelos.
Manuela: E o que é feito da Duquesa de Mântua?
Maria: Sim, onde é que está essa desgraçada?
Josefa: (Entra. A Duquesa de Mântua fica a um canto a lavar roupa) A Duquesa de Mântua está a lavar a roupa e a seguir vai amassar a broa. Parece que vai estar ocupada por uns tempos…
Conde: Parece que algo de muito especial se vai passar…
Ambrósia: (Entra) Algo de muito especial é comigo… Tomei a liberdade de …
Burguês: Lá vem esta com a mania do Ferrero Rocher… Cala-te!
Zé Próvinho: Isso do Ferrero Rocher é algum vinho Francês?
Ambrósia: Vinho Francês? Já deve estar com os copos.
Zé Próvinho: Pois claro, eu cá só apanho uma bebedeira por ano.
Ambrósia: (Admirada) Só uma?
Zé Próvinho: Claro, apanho-a no dia 1 de Janeiro e dura até ao dia 31 de Dezembro. Até já tenho o fígado em vinho de alhos e está-me quase a sair pela boca fora.
Jesuíno: É ele com o vinho e eu com a soneca! Onde é que está o chaparro? Estou ficando cansado e cá com uma sonera. Ainda falta muito p’rá aclamação? É que eu quero ir deitar-me à sombra do chaparro!
(Entra ocriado e D. Filipe III - ouve-se música flamenca)
Conde: Eu conheço aquele criado de qualquer sítio...
Burguês: A cara dele também não me é desconhecida.... (Pensa um pouco) Já sei! É o criado do Filipe III!
Conde: O que é que ele está a fazer aqui? Terá vindo ao El Corte Espanholês?
Criado: Não é nada disso! Eu estoy de vacaciones....
Conde e Burguês: Vaca quê?
Criado: Estoy de férias e aproveitei para procurar El Pedrito de Portugal. Como vi muita gente junta, pensei que lhe estavam a pedir autógrafos...
Conde: Não é nada disso. (Sobe a uma cadeira e discursa) Portugueses em geral e alfacinhas em particular, estamos aqui para aclamar D. João, Duque de Bragança, como D. João IV, Rei de Portugal. Viva El-rei D. João IV!
Todos: Viva!!! Viva!!!
(D. João aparece à janela com D. Luísa)
D. João IV: (Imitando a Amália Rodrigues) Obrigado! Obrigado! Vou então cantar o fado...
D. Luísa: Ó Joãozinho cala-te, que isto não é um musical do Filipe La Feira. Viva o meu marido, D. João IV.
Todos: Viva El Rei D. João IV!
D. Luísa: Ai que já me estou a despentear… Estou a ver que tenho que ir fazer outra permanente.
D. João IV: Viva Eu! Viva eu
Todos: Viva tu!! Viva tu!! Viva Tu!
Escanifreda: Já vimos tudo, vamos embora.
Andrioleta: Está? Professor? Vamos regressar, espero que tenham ouvido tudo.
Professor: Ouvimos tudo na perfeição. Vou dizer à cientista para programar a máquina.
Capitolina: Já está. Podem entrar.
(Entram na máquina e iniciam a viagem de regresso)

quarta-feira, 16 de maio de 2007

1 ano - Hoje é dia de festa...


"Há sempre uma primeira vez para tudo.
Hoje, depois de incentivado pelo meu colega Carlos Moura, resolvi lançar-me na criação de um bloque.
Vamos lá ver o que vai sair daqui.
Penso partilhar convosco (com quem tiver pachorra para me ler) algumas histórias e estórias que fizeram, e fazem parte, da nossa identidade como povo.
Depois de muitas andanças pelo Clube de Arqueologia do CAIC, com um currículo de muitas visitas de estudo acompanhando alunos dos mais variados anos lectivos (a da foto teve lugar no dia 30 de Novembro, com os meus alunos do 10º ano para Mérida), já vou tendo algumas histórias e estórias que gostaria de partilhar.
Espero consegui-lo e, já agora, não ser muito maçador.
Até um dia destes.
Tozé Franco "

Assim começou este blogue, faz hoje, 16 de Maio, um ano, que tem andado por aí, à espera que alguém o leia.

Alguns o fizeram como o é possível verificar pelas mais de 15.000 visitas e pelos 170 posts publicados.

Os comentários já vão sendo alguns e têm incentivado este aprendiz de escriba a continuar a partilhar convosco alguns lugares, estórias e histórias, bem como sabores que vai encontrando ao longo da sua deambulação por esta vida.

Espero continuar a merecer a vossa visita e, já agora, o vosso comentário se for caso disso.

Um abraço e espero que nos continuemos a encontrar por aí...

Já agora, façam-me o favor de ser felizes..

Tozé Franco

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Onde é que você estava no primeiro 1º de Maio?

Encontrei esta fotografia num dos álbuns onde guardo algumas das minhas memórias. Aqui estou eu, na Praça 8 de Maio (antigo largo de Sansão), vestido a rigor, como mandava a moda da altura e como indispensável cravo ao peito.
Esperava pela manifestação, a 1ª grande manifestação havida depois da Revolução, para a acompanhar. Lembro-me que fui até à Ponte de Santa Clara festejando o dia do trabalhador e a liberdade recém-conquistada..
Uma fotografia dessa manifestação em cima da Ponte já saiu num dos exames do 12º ano de História.
Nessa altura, todos estávamos cheios de sonhos e acreditávamos que tudo era possível.
E agora aqui vos deixo um resumo sobre a origem do 1º de Maio:
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América que tinha como finalidade reivindicar a redução do horário diário de trabalho para 8 horas. Nessa manifestação participaram centenas de milhares de pessoas. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio das forças policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas
Três anos mais tarde, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.
Em 1 de Maio de 1891, uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e, meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de melhores condições de trabalho
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado, sendo este exemplo seguido por outros países.
Um abraço e bom feriado para todos.

E a nomeação vai para...

Queria a agreadecer a Segredos da Esfinge ( http://segredosdaesfinge.blogspot.com/ ) a honra que me atribuiu e esperar continuar a ser digno de tão grande louvor.
Pela minha parte prometo continuar a mostrar-vos pormenores da minha cidade, dos meus passeios (não tantos como gostaria!), as minhas estórias e os sabores que gosto.
Um abraço e bem-hajam todos os que fazem este blogue, ou seja, todos aqueles que por aqui passam e se limitam a ler a minha prosa ou resolvem também deixar uma mensagem.
Gostaria de nomear:
http://stellamatutina2007.blogspot.com/
http://clubedearqueologia.blogspot.com/
http://coimbradosamores.blogspot.com/
http://dispersamente.blogspot.com/
http://examesecompanhia.blogspot.com/
Um abraço para todos.