segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A minha escola



Eis  três fotografias da escola onde trabalho.
As duas primeiras (da Avenida das Palmeiras e do Lago) têm mais de 100 anos e foram compradas por um colega meu num alfarrabista.
A terceira foi tirada por mim e vê-se o lago 100 anos depois.

sábado, 21 de julho de 2012

De volta às fotografias...

Eis uma foto rara do túmulo da Rainha Santa, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. A raridade deve-se ao facto de não estar no local em que nos habituámos a vê-lo, ou seja, na cabeceira da Igreja.
Aquando das invasões francesas, as freiras, tendo tomado conhecimentos da chegada eminente dos franceses (3.ª invasão) decidiram emparedar o túmulo para evitar quue fosse profanado, ou mesmo roubado, uma vez que é de prata. levaram-no, então, para o refeitório do mosteiro, onde o esconderam por trás de uma parede para isso levantada. O curioso é que o referido refeitório veio a servir de enfermaria para as tropas francesas que, assim, estavam instaladas mesmo junto ao túmulo, sem o saberem.
E assim se salvou o túmulo, evitando-se que engrossasse o espólio dos tesouros roubados pelos franceses (e ingleses).

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Equivalências

Ex.mo Senhor Reitor da Universidade da Lusofonia
Sou licenciado em História, no tempo em que 13 era uma excelente nota e em que com 14 no secundário se entrava em Medicina.
Uma vez que as leis devem ser cegas e ter aplicação geral, venho, por este meio, requerer o grau de licenciado ou, quem sabe, de mestre nos seguintes cursos:
  1. Ciências Religiosas, uma vez que vou aos Domingos à Missa, tendo já trabalhado em várias obras da Igreja.
  2. Ciências Aeroespaciais, uma vez que, estando a minha filha emigrada, já fiz umas dezenas largas de viagens de avião. Como às vezes ando com a cabeça na lua, confere-me isso o direito aos créditos da parte espacial.
  3. Cozinha e Pastelaria, uma vez que, sendo filho de cozinheiros, a ver pelos nomes de família de muitos dos nossos atores mais jovens, me dá o direito de me considerar cozinheiro. Além disso, modéstia aparte, tenho um certo jeito. Se tiver em conta as tainadas que já fiz e os doces que já comi, quase me atreveria a falar em doutoramento.
  4. Economia, pois a arte de governar uma casa com os cortes que tem sido feitos equivale, no mínimo, a 180 créditos.
  5. Gestão, pelos motivos já referidos no ponto anterior.
  6. Ciências da Educação, uma vez que levo 33 anos a lecionar e depois de tantas experiências pedagógicas sofridas e de tantas experimentações feitas, penso ter direito a, no mínimo, mais 180 créditos.
  7. Turismo, uma vez que já visitei em 3 continentes cerca de 17 países (a custas minhas e não dos contribuintes).
  8. Ciências Musicais, uma vez que canto num Coro há mais de 30 anos (já me atrevi a dirigi-lo nas ausências do Maestro), já toquei num grupo de música da baile, ensaiei coros de miúdos, uma tuna e, além disso, canto no banho.
  9. Teatro e Drama, pois já levei à cena várias peças de teatro escritas com os meus alunos e representadas por eles, para audiências de ultrapassaram as 200 pessoas (eu sei que se tivesse sido vista por apenas meia dúzia daria um aspeto mais intelectual à coisa).
  10. Direito, uma vez que a necessidade que sinto de intrepretar as leis mais palavrosas a nível mundial e que sofrem alterações, correções e retificações a um ritmo inédito em termos mundiais.
Decidi terminar por aqui uma vez que, vivendo num país com mais de 1400 licenciaturas diferentes, se não fosse seletivo, ainda amanhã aqui estaria a pedir equivalências.
Sem outro assunto
Pede deferimento (ou será Pé de Ferimento como já li numa ocasião?).
António Franco

sexta-feira, 8 de junho de 2012

País curioso....

Que vivo num país curioso já não tenho qualquer dúvida...
Mas, por muito que diga que não, há sempre mais um motivo para me espantar.
No próximo verão, a minha filha vai fazer voluntariado para a ilha de Soga, na Guiné Bissau. Foi tratar das vacinas (5 no total) e teve de pagar as benditas taxas moderadoras.
O que me espanta é que se fosse para fazer um aborto não pagava quaisquer taxas.
Palavras para quê? O mundo anda, realmente, de pernas para o ar!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Notas socialistas

Um professor de economia da universidade do Texas disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse: "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto, seriam "justas".
Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significava que ninguém chumbaria.
Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos tiveram 12 valores.
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram, ficaram muito felizes com o resultado!
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas.
Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois no terceiro teste, a média geral foi 5.
As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, a procura de culpados e os palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.
Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

domingo, 22 de abril de 2012

Os caranguejos portugueses

Um dia destes ouvi uma estória curiosa que me fez pensar se, afinal de contas, não sabemos todos porque motivo o país chegou a este ponto.
"Estava um pescador pacatamente sentado à beira de um rio, perto da foz, pescando caranguejos, que ia atirando para um balde com água, mas sem tampa, que tinha atrás de si.
Passou um homem que, estranhando a cena, lhe perguntou:
- O amigo não tem medo que os caranguejos fujam, uma vez que o balde não tem tampa?
- Claro que não! - respondeu ele - Não vê que são caranguejos portugueses. Quando um começa a subir, os outros tratam logo de o puxar para baixo."
Fiquem bem.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Concursos

Não é sobre o Preço Certo que vos vou falar. É mesmo sobre o concurso de professores.
Mais uma vez, o "professor" sindicalista declara que a 1.ª prioridade não deve poder contar com os professores de 2.ª, que são os do particular e cooperativo. Nada que não estejamos já habituados.
Engraçado é que quem não dá aulas há mais de 20 anos (30?) possa concorrer nessa prioridade se quiser mudar de escola (agrupamento), desde que seja professor não praticante, ou seja, esteja num sindicato.
Os outros, são de 2.ª, isto é, embora com provas dadas não podem, segundo ele, concorrer em 1.ª prioridade.
Claro que recebi um papel a apelar à Greve Geral, na defesa dos meus direitos. Mas quais direitos se ele quer ver o meu posto de trabalho extinto e não permite que eu concorra na 1.ª prioridade?
Bendito país em que só há direitos e todos se esquecem dos deveres. A começar pelo dever de defender todos os professores.
Já Orwell dizia : "Somos todos iguais mas há uns mais iguais do que outros".

quinta-feira, 8 de março de 2012

Já estou mais descansado

"As obras de obras de modernização das escolas secundárias derraparam 329% em vez dos 447% referidos pelo ministro da Educação no Parlamento, informa a Parque Escolar."
Ainda bem que a Parque Escolar nos informou disto. Já estava a ficar preocupado, mas uma vez que a derrapagem foi "apenas" de 329% já estou mais descansado.
Agora esqueçam-se de meter estas contas no estudo que estão a fazer para saber o custo  médio de um aluno no ensino estatal....

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sabores de Ljubljana

 
 Estes são alguns dos sabores bem docinhos de Ljubljana. A pastelaria Lolita, mesmo no centro junto às 3 pontes, recomenda-se.
Quanto ao gelado, em Maribor capital europeia da cultura com Guimarães, nunca tinha vista um com sabor a Obama. Não o provei, mas o de mirtilho era muito bom e barato (1,10€).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Opções

A vida é feita de escolhas.
Uns optam por ir a Lisboa protestar, levados em autocarros pagos pelos sindicatos, fazendo lembrar outros tempos, em que a província, transportada de borla, descia à capital para dar vivas ao regime.
Outros deslocam-se aos hospitais, em transporte próprio ou púiblico, pago do seu bolso, respondendo, asssim, de forma solidária à falta de sangue que se fazia sentir nos hospitais.
Outros ainda, vão ao Teatro Académico Gil Vicente assistir a um concerto memorável, em que a verba dos bilhetes reverte integralmente para pagar propinas a estudantes guineenses ou para pagar projetos de desenvolvimento nas partes mais remotas da Guiné.
Opções de vida.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Taxeira

Quem não se lembra dele com a sua característica voz rouca, sem pre a pedir um cigarro ou uma cerveja?
Tempos houve em que havia os 7 magníficos de Coimbra, sendo que o Taxeira era um dos +protegidos dos estudantes universitários.
Restam hoje um dos irmãos Pedros e o Carlitos, entretanto adotado pela comunidade universitária.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os aventais

Descobri porque motivo os chefes de cozinha já não usam aventais. Não vá alguém confundi-los com os outros...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Um Santo Natal

Votos de um Santo Natal.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Choupal

Curiosa imagem da ponte de ferro, do rio Mondego e da cidade de Coimbra, tirada a partir do Choupal, no tempo em que as fotografias a preto e branco eram retocadas para parecerem a cores.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O nosso fado

Somos, sem dúvidas (mas com dívidas), um país diferente.
Nós somos os tais que:

  • em nome dos direitos individuais não autorizamos câmaras de vigilância nas ruas porque isso viola as liberdades fundamentais, onde se deve incluir a liberdade de agredir, assaltar, vandalizar, etc;
  • em nome dos direitos dos criminososas contribuimos para que as vítimas tenham menos direitos do que eles.
  • em que as câmaras de vigilâncas das escolas só podem ser ligadas depois de todos os alunos saírem, para não ferir o seu direito à liberdade. O vandalismo na escola, não interessa porque os direitos dos meliantes estã em primeiro lugar. O Bullying podia diminuir com a vigilância? Então e a liberdade do agressor poder bater sem ser visto?
  • em que os direitos dos alunos que perturbam as aulas, impedindo, muitas vezes, que sejam lecionadas, estão acima dos direitos da maioria que quer estar atenta.
  • Em que um pai entra numa escola, não para falar com  o professor, mas para o agredir pelos motivos mais fúteis que possamos imaginar.
  • etc., etc,...
Como diz o fado, agora promovido a património mundial:
"Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado"

domingo, 27 de novembro de 2011

Uma comida diferente.

Pagou uma última rodada de cerveja que assentou que nem uma maravilha, depois de mais uma semana de trabalho, em que haviam opinando sobre o Papa, a hipocrisia da Igreja, etc. Afinal de contas, o anticlericalismo bem como a amizade que os unia era comum a todos os que trabalhavam na mesma repartição pública.
Depois do último trago, quando ia para casa comer algo para depois dormir uma sesta retemperadora, sentiu, no ar, um odor que lhe fez lembrar os tempos da sua meninice: cheirava-lhe a sopa tal e qual como a que o recebia quando voltava para casa depois de mais um dia de aulas, quando encontrava a mãe atarefada numa humilde cozinha, de volta de uma panela cujo conteúdo fervia, ao lume, sem cessar.
Levado pelo cheiro, entrou num lugar que lhe pareceu um modesto restaurante, mas cheio de encanto, distraído que estava a pensar no relatório sobre Riscos Psicossociais de Pessoas Expostas a Situações de Disrupção Económica e Familiar que lhe haviam pedido no trabalho.
Na verdade não era um restaurante, mas sim um self-service frequentado por gente de todas as condições. Havia pessoas vestidas com camisa e casaco, junto a indivíduos solitários vestidos com roupa de trabalho e outros de aspeto andrajoso. Abriu os olhos e ficou pasmado ao ver que quem servia a comida era uma freira. Havia entrado numa cozinha económica e viu-se rodeado por aqueles que nunca nomeava nos relatórios que fazia: os pobres.
Quis sair mas a freira não o permitiu, sorrindo e dizendo-lhe que não se preocupasse pois a primeira vez era sempre a mais complicada; que não devia ter vergonha de nada; que a sopa estava muito boa e que ainda havia panados; que não perdesse as vitaminas da salada e da fruta e que podia terminar a refeição com um gelado oferecido por uma fábrica cujo nome tinha esquecido. Sem contar, viu-se sentado numa mesa onde um casal de idosos bem vestidos comia, em silêncio, sem levantar os olhos do prato.
Na outra ponta da mesa, um indivíduo com barba descuidada sorria, enquanto devorava o panado e contava a história da sua vida; havia perdido o trabalho, o banco havia executado a hipoteca da sua casa e que, depois do divórcio, não sabia para onde ir; menos mal porque as freiras lhe davam comida e roupa e podia dormir num albergue, debaixo de um teto. “Afinal, tive sorte na vida. O importante é não nos deixarmos ir abaixo…” – exclamava ele.
Não podia acreditar no que lhe estava a suceder. Ninguém lhe havia pedido nada para lhe dar de comer, nem lhe perguntaram qual era a sua religião se é que a tinha. Limitaram-se a dar-lhe comida, sem qualquer questionário. Ao sair, nem agradeceu à freira que lhe havia dado de comer. Não foi por falta de educação, mas sim porque não conseguiu articular qualquer palavra. Limitou-se a inclinar a cabeça. Ela respondeu-lhe com um ligeiro sorriso e disse-lhe: “Volte quando precisar, e se eu não estiver, diga que vem da minha parte. O meu nome é Esperança.”
 
Traduzido e adaptado de um artigo de Paco Robles
 
P.S.: Há quem não passe das palavras aos atos. Todos conhecemos muitos. Alguns não saem da televisão a pregar sobre solidariedade e coisas do género. Já agora, não me consta que estas cozinhas tenham feito greve...

domingo, 20 de novembro de 2011

Lugar da torre sineira de Santa Cruz

Neste lugar ficava a torre sineira de Santa Cruz derrubada em 3 de Janeiro de 1935.
Até aos anos 80, este foi o aspeto do local onde era comum avistarem-se ratazanas e onde hoje existem umas escadas que vieram facilitar o acesso a Montarroio.
À esquerda é visível o edifício da PSP e à direita o da Escola Jaime Cortesão, ambos situados em antigos edifícios do Mostiro de Santa Cruz.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bairro de Celas

Esta é uma fotografia bem antiga (meados do século XX) do Bairro de Celas.
Este bairro foi construído para alojar provisoriamente as pessoas que tiveram de sair da alta aquando da sua demolição (início dos anos 40) para dar lugar à cidade universitária.
Sublinho duas coisas: em Portugal PROVISÓRIO quer dizer definitivo e o crime cometido ao arrasar a velha alta.

domingo, 30 de outubro de 2011

Torre Sineira de Santa Cruz

A Torre Sineira de Santa Cruz de Coimbra encontrava-se em ruínas, tendo sido derrubada, em 3 de Janeiro de 1935, depois de os bombeiros terem injectado águas nos seus alicerces visando acelerar a queda iminente da torre que ameaçava a rua Nicolau Tolentino, uma das mais movimentadas da cidade.  A Gazeta de Coimbra  acontecimento da seguinte maneira: "Queda imponente, majestosa, gradiosisíma dum belo-horrível deslumbrante".

Além do espaço hoje ocupado pela escadaria que vai para Montarroio, sobram os sinos que se encontram num pátio interior da Igreja de Santa Cruz.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nos tempos de Salazar...

- Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico. Vim a correr atrás dele e poupei oito tostões! - disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.
Resposta de Salazar: 
 - Fez muito bem! Mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo.