segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sabores de Ljubljana

 
 Estes são alguns dos sabores bem docinhos de Ljubljana. A pastelaria Lolita, mesmo no centro junto às 3 pontes, recomenda-se.
Quanto ao gelado, em Maribor capital europeia da cultura com Guimarães, nunca tinha vista um com sabor a Obama. Não o provei, mas o de mirtilho era muito bom e barato (1,10€).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Opções

A vida é feita de escolhas.
Uns optam por ir a Lisboa protestar, levados em autocarros pagos pelos sindicatos, fazendo lembrar outros tempos, em que a província, transportada de borla, descia à capital para dar vivas ao regime.
Outros deslocam-se aos hospitais, em transporte próprio ou púiblico, pago do seu bolso, respondendo, asssim, de forma solidária à falta de sangue que se fazia sentir nos hospitais.
Outros ainda, vão ao Teatro Académico Gil Vicente assistir a um concerto memorável, em que a verba dos bilhetes reverte integralmente para pagar propinas a estudantes guineenses ou para pagar projetos de desenvolvimento nas partes mais remotas da Guiné.
Opções de vida.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Taxeira

Quem não se lembra dele com a sua característica voz rouca, sem pre a pedir um cigarro ou uma cerveja?
Tempos houve em que havia os 7 magníficos de Coimbra, sendo que o Taxeira era um dos +protegidos dos estudantes universitários.
Restam hoje um dos irmãos Pedros e o Carlitos, entretanto adotado pela comunidade universitária.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os aventais

Descobri porque motivo os chefes de cozinha já não usam aventais. Não vá alguém confundi-los com os outros...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Um Santo Natal

Votos de um Santo Natal.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Choupal

Curiosa imagem da ponte de ferro, do rio Mondego e da cidade de Coimbra, tirada a partir do Choupal, no tempo em que as fotografias a preto e branco eram retocadas para parecerem a cores.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O nosso fado

Somos, sem dúvidas (mas com dívidas), um país diferente.
Nós somos os tais que:

  • em nome dos direitos individuais não autorizamos câmaras de vigilância nas ruas porque isso viola as liberdades fundamentais, onde se deve incluir a liberdade de agredir, assaltar, vandalizar, etc;
  • em nome dos direitos dos criminososas contribuimos para que as vítimas tenham menos direitos do que eles.
  • em que as câmaras de vigilâncas das escolas só podem ser ligadas depois de todos os alunos saírem, para não ferir o seu direito à liberdade. O vandalismo na escola, não interessa porque os direitos dos meliantes estã em primeiro lugar. O Bullying podia diminuir com a vigilância? Então e a liberdade do agressor poder bater sem ser visto?
  • em que os direitos dos alunos que perturbam as aulas, impedindo, muitas vezes, que sejam lecionadas, estão acima dos direitos da maioria que quer estar atenta.
  • Em que um pai entra numa escola, não para falar com  o professor, mas para o agredir pelos motivos mais fúteis que possamos imaginar.
  • etc., etc,...
Como diz o fado, agora promovido a património mundial:
"Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado"

domingo, 27 de novembro de 2011

Uma comida diferente.

Pagou uma última rodada de cerveja que assentou que nem uma maravilha, depois de mais uma semana de trabalho, em que haviam opinando sobre o Papa, a hipocrisia da Igreja, etc. Afinal de contas, o anticlericalismo bem como a amizade que os unia era comum a todos os que trabalhavam na mesma repartição pública.
Depois do último trago, quando ia para casa comer algo para depois dormir uma sesta retemperadora, sentiu, no ar, um odor que lhe fez lembrar os tempos da sua meninice: cheirava-lhe a sopa tal e qual como a que o recebia quando voltava para casa depois de mais um dia de aulas, quando encontrava a mãe atarefada numa humilde cozinha, de volta de uma panela cujo conteúdo fervia, ao lume, sem cessar.
Levado pelo cheiro, entrou num lugar que lhe pareceu um modesto restaurante, mas cheio de encanto, distraído que estava a pensar no relatório sobre Riscos Psicossociais de Pessoas Expostas a Situações de Disrupção Económica e Familiar que lhe haviam pedido no trabalho.
Na verdade não era um restaurante, mas sim um self-service frequentado por gente de todas as condições. Havia pessoas vestidas com camisa e casaco, junto a indivíduos solitários vestidos com roupa de trabalho e outros de aspeto andrajoso. Abriu os olhos e ficou pasmado ao ver que quem servia a comida era uma freira. Havia entrado numa cozinha económica e viu-se rodeado por aqueles que nunca nomeava nos relatórios que fazia: os pobres.
Quis sair mas a freira não o permitiu, sorrindo e dizendo-lhe que não se preocupasse pois a primeira vez era sempre a mais complicada; que não devia ter vergonha de nada; que a sopa estava muito boa e que ainda havia panados; que não perdesse as vitaminas da salada e da fruta e que podia terminar a refeição com um gelado oferecido por uma fábrica cujo nome tinha esquecido. Sem contar, viu-se sentado numa mesa onde um casal de idosos bem vestidos comia, em silêncio, sem levantar os olhos do prato.
Na outra ponta da mesa, um indivíduo com barba descuidada sorria, enquanto devorava o panado e contava a história da sua vida; havia perdido o trabalho, o banco havia executado a hipoteca da sua casa e que, depois do divórcio, não sabia para onde ir; menos mal porque as freiras lhe davam comida e roupa e podia dormir num albergue, debaixo de um teto. “Afinal, tive sorte na vida. O importante é não nos deixarmos ir abaixo…” – exclamava ele.
Não podia acreditar no que lhe estava a suceder. Ninguém lhe havia pedido nada para lhe dar de comer, nem lhe perguntaram qual era a sua religião se é que a tinha. Limitaram-se a dar-lhe comida, sem qualquer questionário. Ao sair, nem agradeceu à freira que lhe havia dado de comer. Não foi por falta de educação, mas sim porque não conseguiu articular qualquer palavra. Limitou-se a inclinar a cabeça. Ela respondeu-lhe com um ligeiro sorriso e disse-lhe: “Volte quando precisar, e se eu não estiver, diga que vem da minha parte. O meu nome é Esperança.”
 
Traduzido e adaptado de um artigo de Paco Robles
 
P.S.: Há quem não passe das palavras aos atos. Todos conhecemos muitos. Alguns não saem da televisão a pregar sobre solidariedade e coisas do género. Já agora, não me consta que estas cozinhas tenham feito greve...

domingo, 20 de novembro de 2011

Lugar da torre sineira de Santa Cruz

Neste lugar ficava a torre sineira de Santa Cruz derrubada em 3 de Janeiro de 1935.
Até aos anos 80, este foi o aspeto do local onde era comum avistarem-se ratazanas e onde hoje existem umas escadas que vieram facilitar o acesso a Montarroio.
À esquerda é visível o edifício da PSP e à direita o da Escola Jaime Cortesão, ambos situados em antigos edifícios do Mostiro de Santa Cruz.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bairro de Celas

Esta é uma fotografia bem antiga (meados do século XX) do Bairro de Celas.
Este bairro foi construído para alojar provisoriamente as pessoas que tiveram de sair da alta aquando da sua demolição (início dos anos 40) para dar lugar à cidade universitária.
Sublinho duas coisas: em Portugal PROVISÓRIO quer dizer definitivo e o crime cometido ao arrasar a velha alta.

domingo, 30 de outubro de 2011

Torre Sineira de Santa Cruz

A Torre Sineira de Santa Cruz de Coimbra encontrava-se em ruínas, tendo sido derrubada, em 3 de Janeiro de 1935, depois de os bombeiros terem injectado águas nos seus alicerces visando acelerar a queda iminente da torre que ameaçava a rua Nicolau Tolentino, uma das mais movimentadas da cidade.  A Gazeta de Coimbra  acontecimento da seguinte maneira: "Queda imponente, majestosa, gradiosisíma dum belo-horrível deslumbrante".

Além do espaço hoje ocupado pela escadaria que vai para Montarroio, sobram os sinos que se encontram num pátio interior da Igreja de Santa Cruz.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nos tempos de Salazar...

- Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico. Vim a correr atrás dele e poupei oito tostões! - disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.
Resposta de Salazar: 
 - Fez muito bem! Mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo.

sábado, 15 de outubro de 2011

Aqueduto de S. Sebastião

Curiosa imagem do Aqueduto de São Sebastião nos Arcos do Jardim, dos tempos em que os rebanhos ainda faziam parte da cidade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hotel Astória

Hotel Astória, um dos mais famosos hotéis de Coimbra, situado no largo da portagem.
Fotografia de final dos anos 60, com a particularidade de ser a cores e de se ver quer o posto da Brigada de Trânsito qua aí existia (agora é o Bar Navarro) quer uma criada com o respectivo avental.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nada como o continente...

domingo, 18 de setembro de 2011

Restaurante"O Cruzeiro"



Há sítios onde vale a pena voltar. Este é um deles.
O restaurante "O Cruzeiro" fica em Santa maria do Bouro, no Parque Nacional da Peneda Gerês, e tem bacalhau, rojões e papas de sarrabulho de comer e chorar por mais. Quanto ao verde, este ano preferi o branco mas, em ocasiões anteriores, recomendava-se o tinto (sangue de boi) bebido por uma malga.
Bom apetite.

domingo, 11 de setembro de 2011

Será possível?

Será possível que alunos que poderiam ter aulas numa sala com todas as condições, incluindo quadro interativo, vão ter aulas num contentor?
Pelos vistos é! Portugal no seu melhor.

domingo, 4 de setembro de 2011

Festas do Povo (Campo Maior)







Palavras para quê?
As festas do povo de Campo Maior têm lugar quando o povo quer.
Este ano eram 104 ruas decoradas com flores de uma perfeição indescritível.
As últimas tinham tido lugar em 2004. As próximas serão quando o povo quiser.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Plitvice Lakes, um lugar descansativo





Para quem gosta de natureza aqui está um local imperdível: os lagos Plivitce, na Croácia.
Com os seus 30.000 hectares, distribuídos por montanhas com vegetação nativa e 16 lagos de tamanhos variados ligados por quedas de água. Devido ao alto teor de calcário, a água dos lagos, que vem de numerosos riachos, é ricas em bicarbonato de cálcio, que é decomposto em carbonato de cálcio e se deposita com a ajuda de algas e musgos. Tudo isso permite o surgimento de barreiras que criam represas naturais para a água, cuja cor varia de azul a verde. O processo geológico não está ainda terminado sendo possível verificar alterações todos os anos.
Algumas recomendações:
- Vá cedo e leve calçado para andar. facilmente se passa um dia inteiro por ali.

- Prepare-se para encontrar muita gente.

- Leve dinheiro no bolso pois multibanco só para pagar a entrada. Em todos os outros locais só com dinheiro vivo e de preferência Kunas, a moeda local

- Leve água especialmente se estiver um dia quente

- Apesar das placas, dificlmente encontrará um urso.

- Leve máquina fotográfica e, se possível, uma segunda bateria, pois tirará centenas de fotografias.

- No parque, há restaurantes (pelo menos em 2 zonas) onde é possível comer por cerca de 6€ por pessoa. Não se esqueça que tem de pagar em Kunas (cerca de 45 por pessoa).

- Respeite a natureza e não faça com alguns, que apesar dos avisos, vão tirar fotografias a sítios proibidos.


E agora se puder, não hesite. Vai ver que vale a pena.

sábado, 13 de agosto de 2011

À atenção da ASAE

Embora não pareça é frango (restaurante indiano em Liubliana)

Mejillones à marinera, patatas bravas e calamares com pimentos de Pádron (San Sebastian)
Pescaditos fritos em Krk (Croácia)

Arroz com frango, canela e amendoins (mais iogurte), em Besnica, Liubliana

Baclava em Mali Bojini, Croácia

Peixe variado (perto de Besnica)

Esparguete com ameijoas (Milão)

Água da torneira (del cano) em Lyon

Frango em Lyon


Aproveitei uns dias para ir visitar a minha filha (com o computador atrás, pois o trabalho este ano não dá tréguas) e pude apreciar alguns das esquisitices que nos separam dos restantes países europeus que, curiosamente, estão sujeitos às mesmas regras da Comissão Europeia. que aqui servem para justificar tudo


Quase todos servem água da torneira e não água engarrafada quando se pede água para acompanhar a refeição, não têm toalhas nem atoalhados nas mesas e têm apenas uma casa de banho que serve para homens, mulheres e deficientes.

Situações destas encontrei-as em Lyon, Milão, Verona (Pizaria na zona perto da Arena), San Remo (lembram-se do Festival de Música?), na Eslovénia (em alguns dos mais turísticos restaurantes), na Croácia e em San Sebastian e Burgos, em dois daqueles típicos bares espanhóis que servem tapas.
Bendito país que, numa época de crise, obriga restaurantes antigos a terem duas casas de banho (mais outra para funcionários e, em alguns casos, outra para deficientes) e muitas outras coisas que nem ao diabo lembra.

À ASAE, se conseguir uma espécie de mandato europeu, não lhe faltará trabalho e, bem vistas as coisas, acabará por ter de contratar funcionários, contribuindo para a descida da nossa taxa de desemprego.

Esta mania de armar em fino quando não se tem dinheiro nem para mandar cantar um cego tem muito que se lhe diga....