terça-feira, 16 de março de 2010

Os 3 magníficos

Estes são 3 dos 7 magníficos de Coimbra. Lembram-se deles?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Torre de Santa Cruz

A Torre de Santa Cruz ficava onde hoje se encontram as Escadas de Montarroio, em frente ao Jardim da Manga e entre os edifícios da PSP e da Escola Jaime Cortesão. Foi demolida em 3 de Janeiro de 1935, depois de os bombeiros lhe terem ijectado água paa as fundações, devido ao mau estado de conservação.

domingo, 14 de março de 2010

Novo rumo.

A partir de hoje, e durante algum tempo, - não sei quanto - vou limitar-me a publicar fotografias antigas de Coimbra, pois ainda tenho muitas em arquivo.
Sempre que possível, acompanhá-las-ei com um pequeno texto.
Apetecia-me escrever sobre o PEC, mas acham que vale a pena? E sobre aquele sindicato que se esforça imenso para me mandar para o desemprego, mas que depois se gaba de lutar pelas minhas condições de trabalho. Como já não tenho paciência nem pachorra, vou publicar fotografias.
Espero que compreendam.
Continuamos a ver-nos por aí... ou por aqui.
Aguadeiras de Coimbra.

sábado, 6 de março de 2010

Santo António dos Olivais


A Santo António dos Olivais associo sempre a romaria do Espírito Santo.
Esta romaria, data do século XVII e tinha lugar, anualmente, em frente à Igreja de Santo António dos Olivais.
Atraía romeiros de vários pontos que aí faziam grandes festas cantando e dançando. Aí se vendiam os Manjares Brancos e as Arrufadas, para além de objectos de barro. Lembro-me das sinetas em barro que, uma vez, os meus pais aí me compraram.
Embora ainda se continue a realizar anualmente a romaria, o aspecto do local é hoje completamente diferente, pois em frente à Igreja foi constriuído um amplo espaço pedonal.
As vendedoras já não vendem Manjares Brancos e Arrufadas, que foram substituídos por farturras, churros e algodão doce.
Faz-me muita impressão que, em Portugal, estas tradições se vão perdendo, ao contrário do que se passa aqui ao lado em Espanha onde, apesar de existir uma sociedade moderna, se faz questão de manter vivas as tradições. Veja-se o caso das festas de S. Firmin, em Pamplona ou as festas da Primavera, em Múrcia, com toda a gente vestida de huertana.
RECEITA
Em Coimbra, o Manjar Branco é tradicionalmente cozido no forno em pequenos discos, ou placas, de barro vermelho.
Ingredientes para 10 pessoas:
1 peito de galinha
7.5 dl de leite
500 gs de açúcar
250 gs de farinha de arroz
Sal e casca de laranja Q.B.
Confecção:
Coza o peito de galinha em água temperada com um pouco de sal, desfie-o e pise-o muito bem no almofariz. Junte-lhe o leite, o açúcar, casca de laranja ralada, 2.5 dl de água da cozedura e a farinha.
Deixe ferver até formar uma papa consistente e gelatinosa.
Retire do lume e sobre cada disco de barro vaze duas colheradas sobrepostas desta papa. Repita a operação até esgotar toda a massa.
Finalmente, leve os doces ao forno muito forte para que a superfície superior escureça.

terça-feira, 2 de março de 2010

O estado do ensino...

"A escola pública também oferece apoio aos alunos mas com menos intensidade devido ao peso do horário dos professores", confirma João Barroso, professor da Universidade de Lisboa, investigador e defensor da escola pública. in Público online de 2 de Março de 2010
Está-me a escapar qualquer coisa nesta afirmação, pois eu que lecciono numa escola privada, nunca tive qualquer redução de horário, e os apoios sempre funcionaram na componente não lectiva. O facto de se ser defensor de alguma coisa, não deve implicar parcialidade, mas, enfim, cada um tem o país que merece....
"Os pais têm a consciência tranquila de que estão a dar a melhor educação ao pôr as crianças a fazer 50 coisas diferentes; mas estão a criar filhos sem autonomia, que não sabem estar sozinhos, incapazes da solidão e pouco independentes. Estão a criar carneiros e não homens e mulheres autónomos", alerta a professora da Universidade de Lisboa (Stella Aguiar). "Os colégios cumprem a cultura do "dar" coisas, em vez do "ser", critica. in público online de 2 de Março de 2010
Não acho simpática a ideia de chamar carneiros aos alunos do ensino privado, mas cada um terá a capacidade que Deus lhe deu de usar a sua sapiência para escolher os exemplos.
Gosto deste país que vive de preconceitos e não de factos.
Para que não haja dúvidas, para mim, as escolas devidem-se em boas, assim-assim e más, independentemente de serem estatais ou privadas, uma vez que públicas são todas elas, atendendo ao serviço prestado.
Declaração de interesses: sou professor num Colégio com contrato de associação, com muitos alunos subsidiados e NEEP, para que não venham falar de selecção.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Novos tempos...

Às vezes penso que o facto de a minha filha ter tido a possibilidade de ir estagiar para o estrangeiro foi algo de bom que lhe aconteceu, por muito que isso custe aqui em casa.
É que, cada vez me parece mais que vivemos num país de opereta. E, para isso, nem precisamos de faces ocultas ou outras coisas do género, que envergonhariam qualquer país decente.
Vem este desabafo, a propósito de algo a que assisti na televisão. Iam os manifestantes favoráveis ao referendo sobre o casamento homossexual rua abaixo, quando o jornalista resolve entrevistar um indivíduo que estava numa contra-manifestação e que disse algo do género: "Nós temos os mesmos direitos ou ainda mais, de adoptar crianças".
Aquilo que me preocupa é o "ainda mais", pois já não se reclamam direitos iguais, mas sim direitos superiores. Não tarda nada, vem a exigência de prioridade nas listas de casais que esperam crianças para adopção.
Mais do que uma maioria autista, faz-me impressão o governo das minorias que é o que alguns gostariam de ver em Portugal - já estivemos mais longe -, muito por culpa de uma certa esquerda que só exige direitos, esquecendo-se de que para cada direito existe um dever.
E assim vamos alegremente de derrota em derrota até ao desastre final.
Haja paciência.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Novos tempos

Parece que ainda ontem os levámos pela primeira vez à escola e, quando damos por ela, já o curso universitário está acabado.
Pois é, por muito que pensemos estar preparados, apesar de ser bom vê-los voar, é sempre com alguma tristeza que os vemos partir, especialmente, se a partida for para longe de casa e por tempo longo.
Mas a vida é assim e, por muito que nos custe, só temos que agradecer a Deus a felicidade de ter tido a possibilidade de ter tido os filhos que Ele entendeu dar-nos e de ter ajudado a fazer deles aquilos que são.
Apesar dos 2500 Km de distância, das imensas saudades que já apertam e da casa meio vazia, há que continuar, pois os filhos têm de ganhar o seu espaço, cumprir os seus sonhos e de ser felizes.
Um bem-haja para todos aqueles que nos ajudaram a fazer da nossa filhota aquilo que ela é.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Até já...

Este blogue vai estar de folga alguns dias, uma vez que se anunciam mudanças na vida da pessoa que o alimenta.

Além disso, e como é patente no número de visitantes e de comentários, há que ganhar inspiração para retornar, se possível com outra pujança.
Até já.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O centenário da República


"... Eu meu senhor,não sei o que é a República, mas não pode deixar de ser uma causa santa. Nunca na egreja senti um calafrio assim. Perdi a cabeça então, como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos entâo as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, viva, viva a República!..."
Palavras de um soldado ao Presidente do Tribunal de Guerra, no acto do julgamento.

Li isto na folha publicitária das Comemorações do Centenário da República, que saíu, hoje, integrada nos diversos diários publicados, a propósito do 31 de Janeiro de 1891.
Nada tenho contra as comemorações - aliás sou republicano assumido - e acho que 100 anos é uma data importante para comemorar.
Já me faz impressão que não houvesse outra frase para publicar. Já me tinham dito que as comemorações iam servir para acentuar o carácter anti-igreja católica da Primeira República, coisa em que não quis acreditar, mas enganei-me e esta frase é disso exemplo.
Como se não bastasse a ignorância do soldado que aclama uma coisa que não conhece, tinha de vir a Igreja à baila. Aliás, se seguissemos o exemplo, bastava pôr os alunos a celebrar a República, gritando-lhe vivas, mesmo não fazendo ideia do que estavam a dizer. Ter papagaios que repetem o que se lhes pede dá jeito a muita gente, como sabemos.
Há que ter cautela com aquilo que publicamos e com a maneira como celebramos as coisas, pois celebrar com, é bem diferente de celebrar contra....
Já agora, não se esqueçam que no 5 de Outubro se celebra também o Tratado de Zamora (2.ª imagem) que estabelece a independência de Portugal, sem a qual não haveria república.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O conto do vigário

Pensava eu que só caia no conto do vigário quem queria. Afinal parece que me enganei, ou talvez não.
Aconteceu que, um dia destes, um familiar meu recebeu uma carta para pagar à volta de 26€, por uma assinatura de uma revista, feita em 2006.
A seu pedido, contactei a empresa responsável pela cobrança e foi-me dito que o facto de não ter devolvido a carta recebida na altura, e que trazia um pequeno presente (uma tesoura pequenina), equivalia a ter assinado a dita edição.
Liguei, entretanto, para a editora (telefonema pago) e disseram-me que havia uma requisição assinada por essse familiar e que, como tal, tinha de pagar os 26€ ou seria levado a tribunal. Acrescentaram, ainda, que lhe enviariam uma cópia da dita requisição, o que aceitei. O que é um facto é que 3 telefonemas depois, 1 email e um número e fax e a disponibilidade para ir a Lisboa resolver pessoalmente o assunto, a dita cópia continua sem chegar, embora continuem a chegar cartas solicitanndo o pagamento sob pena de serem accionados os meios judiciais. Entretanto, já lá vão dois meses.
O meu familiar não vai pagar uma coisa que não pediu, mas é um facto que muita gente o terá feito pois ninguém quer ir a tribunal por 26€, que não dão sequer para a 1.ª consulta a um advogado, para tratar do assunto.
E assim se vai vivendo num país de chicos espertos, entretido a debater casamentos em nome de uma pretensa modernidade, numa altura em que os que tradicionalmente se casavam estão a deixar de fazê-lo.
Ainda bem que nasci português, pois há sempre um país desconhecido à nossa espera.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

por este país fora...


Uma semana destas fui, mais um grupo de amigos, a pé até Fátima .
Não fui cumprir nenhuma promessa, mas peregrinar com amigos tornou-se um ritual anual de encontro comigo próprio, com os outros, com Deus e com a natureza.
Mas o assunto que me traz aqui, hoje, é o país real, aquele que faz "montage" de escapes, "excurções" e que dá pulos de cangurú para entrar e/ou sair de casa.
Percorrer, a pé, os caminhos deste país é encontrar placas com mensagens inacreditáveis, casas que ultrapassam tudo o que seria imaginável e lixo, muito lixo, na beira das estradas. Tanto lixo que, se levada a sério a iniciativa que se anuncia de limpar Portugal, suspeito que se esgote a capacidade de todos os aterros sanitários deste jardim mal tratado à beira-mar plantado.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Em honra ao lema deste blogue "Quem abdica de uma liberdade essencial em troca de segurança temporária, não merece a liberdade nem a segurança" e do meu gosoto por fotografias antigas, deixo-vos uma foto impressionante de uma reprodução da Estátua da Liberdade feita com soldados (Se clicarem na foto para aumentar verão mais pormenores)
Esta foto incrível foi tirada em 1918 e nela estão 18.000 homens preparando-se para a guerra, num acampamento de treino em Camp Dodge, no Iowa.

Dados da Fotografia:
Base de Ombro: 150 metros
Braço Direito: 340 metros
Parte mais larga do braço segurando tocha: 121, 2 m
Polegar direito: 35 metros
Face: 20 metros
Nariz: 7 metros
Longest Spike pedaço de cabeça: 23 metros
Tocha e chama combinado: 980 metros
Número de homens na chama da tocha: 12.000
Número de homens na tocha: 2.800
Número de homens no braço direito: 1.200
Número de homens no corpo, cabeça e equilíbrio da figura apenas: 2.000
Total de homens: 18.000

domingo, 10 de janeiro de 2010

Bolos....

Hoje, é mesmo de bolos que vos quero falar (Eu é mais bolos, como dizia o outro!).
Uma amiga minha tem o dom de fazer bolos de fazer inveja a qualquer um. E para que não haja qualquer dúvida, se os olhos também comem, as minha papilas gustativas já os provaram e garanto-vos que sabem tão bem como parecem (ou ainda mais).
O curioso é que as filhas, de tenra idade, já "aprendem" a arte com a mãe e, elas próprias, são já responsáveis por parte do produto final.
Antes que a ASAE nos proiba de comer bolos destes ou haja qualquer acusação de uso de mão-de-obra infantil, pois sabemos que as crianças apenas podem ser usadas em novelas e concursos de canções, mesmo que para isso faltem a muitas aulas e trabalhem até às tantas da noite (lembram-se dos Domingos e do fim de ano da 4?).
Aqui vos deixo algumas fotos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Celas

Quando era pequeno, lembro-me de ir a Celas (como ficava longe, apesar do eléctrico!) onde uns tios-avós paternos (Ti Zé da Santa e tia Glória) eram caseiros de uma quinta que aí existia e que, entretanto, desapareceu.

Essa Quinta ficava nos terrenos onde hoje está a escola Martim de Freitas e aí se chegava depois de percorridas umas veredas desde o Largo da Cruz de Celas. A casa ainda hoje existe, embora muito degradada.
Nessa Quinta tomei grandes banhos, num tanque cheio de girinos e que servia para a rega dos produtos agrícolas.
Sorte a nossa não haver ASAE porque o tanque era de certeza encerrado por questões de higiene... Mas como o que não mata engorda, eis-me aqui a tentar perder uns quilos ganhos no Natal, especialmente com as Azevias recheadas com doce de grão de bico (um dia destes deixo aqui a receita deste doce medieval).
Vem tudo isto a propósito das fotografias de hoje.
Celas era, no final do século XIX, uma das localidades dos arrabaldes de Coimbra que se havia desenvolvido em redor do Mosteiro de Celas, construído no século XVII e hoje ocupado, parcialmente, pelo Hospital Pediátrico, enquanto não é inaugurado o novo.
O Largo de hoje tem um aspecto muito diferente daquele do início do século XX e do que eu conheci nos finais dos anos 60, início dos anos 70, quando ia a casa dos meus tios e como estudante do Liceu Normal D. João III (José Falcão depois do 25 de Abril). Esta do Normal sempre me levou a pensar que existiriam liceus anormais algures por aí.
Um abraço, fiquem bem e uma Ano Novo cheio de coisas boas!

domingo, 27 de dezembro de 2009

A liberdade religiosa

Por onde andarão aqueles que pregavam, aos quatro ventos, que devia ser retirada do espaço público qualquer alusão ao Natal para não ofender os não crentes?
Segundo consta, andam muito entretidos a insurgirem-se contra o voto suiço que proibiu a construção de minaretes, alegando que isso põe em causa a liberdade religiosa.
Se há coisa que eu gosto é de pessoas que usam dois pesos e duas medidas de acordo com as suas conveniências. Pessoas que são capazes de estar bem com Deus e com o Diabo, como se todos nós não nos lembrassemos daquilo que disseram noutras ocasiões.
Já agora gostaria de saber a sua opinião sobre a falta de liberdade religiosa em alguns países (Arábia Saudita, Irão, etc) que não permitem outras religiões que não a oficialmente aceite pelo estado, mesmo sendo islâmicas.
Declaração de interesses: se fosse suiço teria votado NÃO na pergunta do referendo, pois sou favorável à liberdade religiosa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O meu Presépio (da rua)

Conforme o prometido,aqui fica o Presépio que dá as boas-vindas a quem chega a minha casa. Numa época em que os símbolos cristãos são afastados do espaço público, faço questão de mostrar, publicasmente, a matriz cristã da minha educação.
Não resisto à tentação de transcrever um pensamento de Paul Ricoer, retirado da crónica de Frei Bento Domingues, no Público de Domingo último.
"Acho completamente inacreditável que, no ensino público, a pretexto da laicidade de abstenção própria do Estado, nunca seja verdadeiramente apresentada, em profundidade, a significação das grandes figuras do judaísmo e cristianismo. Chega-se ao seguinte paradoxo: as crianças conhecem muito melhor o panteão grego, romano ou egípcio do que profetas de Israel ou as parábolas de Jesus; sabem tudo acerca dos amores de Zeus, conhecem as aventuras de Ulisses, mas nunca ouviram falar da Epístola aos Romanos nem dos Salmos. De facto, estes textos fundaram a nossa cultura muito mais do que a mitilogia grega".
E assim vamos, alegremente, perdendo as nossas referências, lembrando-me sempre da frase que nos lembra "Que um povo sem história é um povo sem futuro".
Fiquem bem, tenham um Santo Natal e façam-me o favor de ser felizes.
PS: A música venezuelana que vos deixo é uma delícia.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Os presépios da minha escola...

Ora aqui estão alguns dos muitos presépios feitos pelos alunos da minha escola.

Desejos de uma Santo Natal para todos os que por aqui passam e para todos os outros que nem sonham que este espaço existe.
Fiquem bem e façam-me o favor de serem felizes.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A Cimeira de Copenhaga

Andamos tão ocupados a tentar deixar um mundo em bom estado para os nossos descendentes e nem reparamos que, se calhar, com o estado actual da educação, não deixamos é descendentes em bom estado para o mundo.
Um abraço e passem bem.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Já cheira a Natal

Já cheira a Natal...

Cá em casa já há árvore e presépio.

Falta apenas montar o presépio da rua. Espero, quando o fizer, não ferir a susceptibilidade de ninguém!

Fiquem bem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Alguém que me faça um desenho....

Há coisas que uma pessoa houve e nem quer acreditar.
Ao ouvir um noticiário na televisão, deparei com uma situação que julgava, na minha boa fé, ser impossível.
Algures neste país, um homem esfaqueou a sua mulher inúmeras vezes, provovando-lhe a morte e deixando três filhos órfãos.
Cenas que são vão banalizando, sem ser possível preveni-las, neste país que era de brandos costumes.
Mas aquilo que me parecia impossível aconteceu depois.
Julagado o caso em tribunal, o assassino foi considerado inimputável, tendo sido considerado inocente. Julgava eu que o "in dubio pro reo" se aplicava noutras situações mas, pelos vistos, estava equivocado. Junte-se a isto o facto de o Minsitério Público não ter recorrido da sentença e da família, que se constituiu como assistente não o poder fazer.
Como em Portugal sempre que achamos que chegámos ao fundo do poço, descobrimos que ainda é possível ir mais longe, tudo é possível, a família, que ficou com os menores a cargo, recebeu agora as despesas do tribunal para pagar, uma vez que o arguido foi considerado inocente.
Vamos lá ver se entendo: alguém é assassinado e os seus familiares são obrigados a pagar as custas judiciais do processo por o acusado ter sido considerado inocente, uma vez que era inimputável?
É por estas e por outras que, se fosse mais novo, já me tinha posto a milhas deste canto à beira-mar plantado ou, às vezes, não tenho vontade de comemorar o 1.º de Dezembro.