quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ponte de Ferro (mais uma vez)

Em Novembro de 1954 começou a tarefa da demolição e retirada da Ponte Velha (Ponte de Ferro) que fora substituída pela actual Ponte de Santa Clara.
Como é visível nas imagens a desmontagem atraiu um grande número de curiosos, à semelhança do que ainda hoje em dia acontece em situações similares.
Os trabalhos prolongaram-se pelo mês de Dezembro.
Parte do tabuleiro, com ojá aqui dissemos, foi levado para Ceira onde foi reaproveitado para construir um travessia sobre o Ceira, a chamada ponte da Conraria.
Resta acrescentar que os pilares da Ponte de Ferro ainda hoje são vsíveis, a jusante da actual ponte, quando são abertas as comportas do Açude-Ponte e o nível das águas desce.
Curiosidade: Ao fundo da ponte derrubada, do lado de Santa Clara, ficava a "Casa da Ponte", onde se comia um Leitão à Bairrada que lhe deu fama.

PS: Já não sou jovem mas, mesmo assim, a actual Ponte de Santa Clara foi inaugurada sete anos antes de eu ter nascido. Por isso nunca provei o dito bácoro assado, mas lembro-me de o meu pai me falar nessa casa.
No presente, apesr de algo longe de Coimbra, posso sugerir-vos o restaurante Casa Vidal, situado em Aguada de Cima, Águeda, onde o dito cujo é bem bom. Se não quiserem ir tão longe, podem ficar-se pelo Via Rápida (à hora de almoço) nas bombas da Repso,l perto de Condeixa-a-Nova ou pelo Albatroz, nos Fornos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Inauguração da Ponte Santa Clara

30 de Outubbro de 1954 foi o dia da inauguração da Ponte de Santa Clara, à qual assitiram alguns milhares de pessoas e que contou também com uma parada militar.
Já desde 1947 que se falava na necessidade de substituir a antiga ponte de ferro que vinha do século XIX e que substituira, por sua vez, a antiga ponte de pedra.
Os trabalhos iniciaram-se em 5 de Abril de 1951 (ver fotografias), tendo por base um projecto do Engenheiro Edgar Cardoso, o mesmo das pontes de S. João e da Arrabida, no Porto, entre muitas outras.
A ponte teve um custo total de 15.oo contos (75 mil euros)
Não consegui apurar se, à semelhança dos tempos actuais, o custo sofreu alguma derrapagem devido às obras a mais efectuadas e outras coisas que tal, morrendo a culpa, do engano no orçamento ou no projecto, solteira, como sempre acontece neste jardim à beira mar plantado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O exemplo...

Como professor e pai sempre defendi, e continuo a defender, que a melhor maneira de educar alguém é através do exemplo.
Já quando cumpri serviço militar - dei 5 recrutas e uma escola de Cabos, -sempre pautei a minha atitude pelo exemplo. Assim, qualquer exercício, por muito duro que fosse, era sempre exemplificado por mim. Talvez seja por isso, que ainda hoje, 23 anos depois, mantenho muitos amigos entre aqueles que foram meus recrutas.
Vem isto a propósito do comportamento dos portugueses na estrada.
No Sábado, dia 19 de Setembro, ia eu para a Figueira da Foz - a propósito, recomendo o Marveja, em Buarcos, onde se come uma excelente cataplana de peixe e de marisco - quando fui surpreendido por dois BMW's pretos, com os pirilampos azuis em cima do tablier, que me ultrapassaram, seguramente, a mais de 200Km/h.
Como estamos em período eleitoral e o nosso Primeiro andou, nesse dia, entre a Figueira da Foz e Coimbra em campanha, coloco a hipótese de haver alguma ligação entre as duas coisas.
Não posso, por isso, deixar de partilhar convosco algumas ideias:
Que exemplo dá um carro de Estado ao andar àquela velocidade? As multas são só para os pacóvios dos votantes nas eleições?
Se estamos em campanha eleitoral, e colocando a hipótese de ser o nosso Primeiro que me ultrapassou, a que propósito se deslocava como se estivesse em acto oficial?
Estou a pensar seriamente em candidatar-me a qualquer coisa para ver se também posso andar assim sem ser multado!
Já agora, se estivéssemos num país sério, quem pagaria a multa se a polícia mandasse parar os referidos BMW's: os motoristas ou os ocupantes do banco traseiro?
Com um bocado de sorte ainda sobrava para o polícia!...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os Filhos da República

Há uns tempos, estive num congressso sobre educação onde ouvi algo que me deixou preplexo: um deputado da nossa praça falou sobre a importância da escola pública na educação dos "Filhos da República". Ouvi a expressão com curiosidade mas, quando me debrucei sobre o assunto, não pude deixar de ficar preocupado.
Em primeiro lugar porque desconhecia por completo que a República tivesse filhos. Sempre me habituei a vê-la como uma representação de uma senhora (Mariana), copiada da Marianne francesa, surgida com a Revolução de 1789. Sendo uma obra de arte, parece-me difícil ter tido filhos, mas como nunca tive Educação Sexual na Escola, admito que algo me tenha escapado. Tempos houve em que alguém, num ataque de nacionalismo certamente, propôs substituir o busto da Mariana pelo de Amália, ou outro mais dado às coisas do futebol, queria o do Eusébio. Como explicar aos filhos tal mudança de fisonomia ou mesmo de sexo da sua progenitora?
Em segundo lugar, mais preocupado fiquei quando, de pensamento em pensamento, descobri que a minha filha, afinal não era minha filha, nem da minha esposa, pois era filha da República. De um momento para o outro vi-me sem filha sem ser precisa qualquer ordem de um Tribunal de Família.
Em terceiro lugar, e ainda mais esquisito, conheço uns casais que são monárquicos e que, de repente, descobriram que os filhos, que também perfilham das ideias monárquicas dos pais, são, afinal, filhos da República. Ele há cada fenómeno. Aliás, acho que a República deve andar preocupada pois falhou na educação de alguns dos seus filhos. Já o meu pai, às vezes. dá mostras de um desgosto semelhante, pois ainda não sabe onde é que falhou na minha educação, uma vez que, sendo ele benfiquista, eu saí portista.
Eu quero acreditar que deve ser do sol na moleirinha, pois eu próprio, que não acredito no Pai Natal há muitos anos, nunca me passaria pela cabeça acreditar que a Mariana, a nossa República, tivesse filhos.
Os filhos são do Manuel, da Maria, do João, da Paula, do Álvaro, da Ana (etc) e não da República. Esta ideia, típica de um esquerdismo que julgava parte do passado, de que os filhos são do Estado causa-me uma certa impressão, especialmente a mim que sempre fiz questão de zelar pela educação da minha.

DECLARAÇÃO DE INTERESSES: Sou, e sempre fui, republicano.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Zé Manel dos Ossos


"Se fosse jantar com o Woody Allen onde o levaria?
Ao Zé Manel dos Ossos, em Coimbra!"
Luís Pato, enólogo, in Pública, 6/09/09

Como o blogue também é de sabores, queria aproveitar para homenagear aqui um dos dois responsáveis, o outro foi a minha mãe, pela minha queda para estas coisas da gastronomia: o meu pai, o tal Zé Manel dos Ossos a que Luís Pato se refere.
Embora tenha nascido e crescido por cima do restaurante, sempre fui boa boca e nunca me armei em esquisito para comer.
Apesar de o meu pai, não estar já à frente da casa, ela é agora gerida por antigos funcionários que mantêm o espírito e a cozinha como nos velhos tempos.
Os Ossos, os Cogumelos Aporcalhados, a Barriguinha e a Costela com Molho de Segredo e Arroz de Feijão, a Sopa de Pedra, o Bacalhau Doidinho, a Chafana, entre outras iguarias, continuama fazer as maravilhas de quem por ali passa, para já não falar no Branco ou no Tinto de Lamas.
Não é sem orgulho que se vai a uma livraria no Canadá e, sem grande pesquisa, se encontram dois livros sobre turismo que referem o Zé Manel como paragem obrigatória para dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede.
Vale que hoje o Zé Manel ainda continua a fazer uns petiscos para delícia da família e de alguns amigos.
O meu bem-haja por ter ajudado a fazer de mim aquilo que sou.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pacific Deam

De 9 a 16 de Agosto foi aqui que vivi.
Além de 7 dias a separar estas datas, separam-nas ainda 4 quilos a mais.
Estas são das fotos da minha semana de férias bordo do Pacific Dream.
A primeira vista do barco

A piscina

O adeus ao Tejo

Os macacos de Gibraltar
O Rick's Caffe (de filme Casablanca)
A Mesquita de Casablanca (a 2.ª maior do mundo)
As especiarias no Souk berbere de Agadir
As vvinhas deLanzarote
Paria e lagoa de Lanzarota (o verde deve-se a umas algas e não a poluição)
O churrasco feito numa furna
O Funchal à chegada
As lapas grelhadas
As espetadas no festa do Monte (cada um assa a sua)
O Funchal à partida
A fruta no barco
Pedaço de vitela, no restaurante do barco
Mesa com presunto e outros enchidos

A animação no Pacific Dream (Chicago)

Mais duas ou três ideias:
A comida, a tripulação e a animação no barco foram muito boas.

O tudo incluído torna as férias baratas, embora tenha o problema da linha (eu engordei 4Kg).

As visitas organizadas em Marrocos, na minha opinião, não valem a pena. Os guias apenas nos querem levar para determinadas lojas onde têm comissão. O mais intereesante fica de fora. Por isso mais vale negociar com umtaxista e visitar por nossa conta.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

As tapas

A ria de Pontevedra
Os chipirones
Os pescaditos
Os berberechos
A tortilla
O churrasco de ternera

Estas foram degustadas na Galiza no pretérito fim de semana.
Como os olhos também comem, bom proveito.
P.S.: Havia mais mas com a gula esqueci-me de as fotografar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

As Caralhotas da Caldeira


Depois de uma semana passada no mar, voltei à terra natal.
Para variar, nada como relatar os acontecimentos começando pelo fim.
Assim, no Domingo, dia de chegada, para além da tristeza por ter acabado uma semana de férias para mais tarde recordar, realço a minha passagem por Almeirim.
Depois de uma semana a trabalhar para a engorda, para não variar, fomos petiscar alguma coisa antes de almoçar.
Como é hábito, sempre que paramos em Almeirim, fomos visitar a D. Emília Cristina, na rua de Moçambique, em Almeirim, autora das famosas Caralhotas da Caldeira.
Para que não haja qualquer dúvida, caralhotas era a designação popular para os borbotos das camisolas. Como os restos que ficavam nos alguidares onde era preparada a massa faziam lembrar borbotos, daí a designação.
Então o que são as caralhotas?
As caralhotas são bolas de pão caseiro, cozidas em forno de lenha.
Mas com qualquer criador que se preze, D. Emília criou algumas variantes e assim aconselho vivamente o Pão com Chouriço, o Pão com Farinheira, o Pão com Enchidos, a Broa de Milho, o Pão com Canela e Maçã e tudo o mais que por lá se encontra.
Brevemente teremos, assim nos foi prometido, a Bôla de Milho com enchidos. A ver vamos.
A D. Emília é, ainda, uma excelente conversadora e disposta a partilhar connosco os segredos do seu mester. Vão ver que darão o tempo por bem empregue.
Após estes aperitivos, ainda tentámos almoçar no Forno, uma Sopa de Pedra e uma Bacalhau Dourado, mas rendemo-nos após a Sopa.

sábado, 8 de agosto de 2009

Padre Bartolomeu de Gusmão


Faz hoje 300 anos que o Padre Bartolomeu de Gumão fez levantar, perante o ar incrédulo do rei, um balão de ar quente.
Pela 1.ª vez na história da humanidade, o homem era capaz de fazer voar um objecto.
Este padre luso-brasileiro ambicionava recuperar para Portugal o domínio do mundo através do domínio dos ares.
Numa época em que a Inquisição dominava e as elites portuguesas se mostravam mais interessadas em agradar a D. João V, Bartolomeu mostrava ter visão de futuro e antecipava a glória que acabaria por pertencer aos irmãos Mostgolfier.
Não fossem as invejas e a castração intelectual trazida pela Inquisição, Bartolomeu teria sido, com toda a certeza, o primeiro homem a fazer voar um balão tripulado.
Todos conhecemos a Passarola por ele idealizada, embora o desenho aqui reproduzido, e que todos identificamos, tenha resultado da imaginação do seu autor e nada tenha a ver com a imaginada por Bartolomeu.

Passados 300 anos, penso, muitas vezes, estarmos outra vez na idade das trevas ou, pelo menos, lá perto. Embora o país se mostre ufano do seu sucesso escolar, resta-nos saber se, realmente, estamos a formar cidadãos no sentido pleno do termo, capazes de ajudar ao desenvolvimento do país e se novas Inquisições não andam por aí a espreitar nas vozes de alguns dos políticos mais bem pensantes e faladores da nossa praça.

PS: Por motivos de força maior, estarei ausente durante uns tempos não podendo festejar, com poma e circunstância, a visita 100.000. Vamos ver se vou ter coragem para chegar a outro tanto.
Bem, vou ali e já volto!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O meu pôr-do-sol

Mais uma vez, este é o "meu" pôr-do-sol.
Há quem fale em África mas, para mim, este é o "pôr-do-sol".
Este é o espectáculo que se vê da varanda da minha cozinha quase todas as tardes, embora o Verão já não seja o que era.
Onde estão as noites quentes?
Quando vinha de Madrid (ver post anterior), apanhei temperaturas de 34º atè Cidade Rodrigo. Quando cheguei a Coimbra a temperatura rondava os 20º. E eu a pensar que as fronteiras já tinham desaparecido.
Pode ser que seja a partir desta noite pois, pela 1.ª vez, fui dar uma volta como cão e não vim para casa com frio. Tenhamos esperança...
Mas o "meu" pôr-do-sol é mesmo bonito, não é? Até parece África. Pode ser que para a semana eu possa comparar.
Quem sabe?
Férias são férias.