quinta-feira, 22 de maio de 2008

Parque Manuel Braga


Se pudessemos recuar no tempo e aterrássemos no local onde hoje fica o Parque Manuel Braga, ficaríamos surpreendidos com o que encontraríamos. Noutros tempos tudo era diferente. Vejamos:

Em 1888, a Câmara Municipal comprou, por 11.000$00 réis, a então chamada Ínsua dos Bentos.

No início do século XX o local servia para corridas de cavalos.


Em 1923, foi criado o Parque Dr. Manuel Braga, que funcionou como uma espécie de passeio público para os conimbricenses, onde era possível ouvir música, tocada pelas banda filarmónicas que actuavam no coreto ainda hoje aí existente.

Na década de 30, a parte nascente do parque (a mais afastada da Portagem) foi transformada em campo de futebol, servindo mais tarde para aumentar o tamanho do Parque.

Foi também no Parque que, durante muitos anos, tiveram lugar as noites da Queima das Fitas, antes do aparecimento do chamado Queimódromo no Parque da Canção (Choupalinho). Aí festejei as noites das minhas Queimas.

Ao fundo, num local onde existia um laranjal, ciou-se, hámpoucos anos, um parque de estacionamento e, junto ao rio, as chamadas Docas.

Como estão diferentes os tempos e as paisagens...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Nada como a sabedoria profunda...

Recebi esta por mail e não resisto a partilhá-la convosco.
"Ao kuidado da Sôtoura que manda nextas koisas.

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducassão estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os çetores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato pra caraças e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?"

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Edifíco sede da Caixa Geral de Depósitos

No ponto de encontro da rua da Sofia com a Olímpio Nicolau Fernandes desde há muito (para mim desde sempre!) nos habituámos a ver o edifício da Sede da Caixa Geral de Depósitos, de Coimbra.
Este edifício, no entanto, data de 1948, tendo para aí transitado a referida instituição bancária que, até essa data, estava instalada na Praça Velha.

Antes do edífício que conhecemos, num estilo tão típico da arquitectura do Estado Novo, existia aí um outro onde estava instalada a Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra que tinha como objectivo a defesa do património paisagístico, cultural e arquitectónico da cidade. (placa visível do lado esquerdo de edifício)
Também nesse prédio funcionava a delegação da União Nacional (placa do lado direito), que, como sabemos, foi fundada por Salazar em 1930 e levou à proibição de todos os outros partidos políticos, instituindo em Portugal um regime de Partido Único.
Alguns, com toda a certeza mais esquecidos, teimam em querer reabilitar essa personagem da nossa História.

domingo, 4 de maio de 2008

Queima das Fitas

Centenário da Sebenta (1899)
Enterro de Grau 1905)
Queima das Fitas (Ao fundo vê-se a Torre. À direita fica, actualmente, a Faculdade de Medicina)
Queima do Grelo no antigo Largo da Feira
A cantar junto à estátua do Papa (estudantes de Desporto)
Carro de Economia (Inferno Cambial). Está lá a minha "piquena".
Os primórdios da Queima das Fitas vamos encontrá-los no século XIX, pois entre 1880 e 1898 tem lugar a celebração de alguns centenários. Essas celebrações atingem o auge em 1899 com a celebração do Centenário da Sebenta (1.ª fotografia).
Em 1901, os alunos do 4.º ano de Direito organizam um cortejo que, dois anos depois, ganharia outro fôlego, com a realização não de um, mas de dois cortejos (um de Direito e outro de Medicina).
Em 1905 tem lugar a comemoração do Enterro do Grau (2.ª fotografia).
Depois de alguns interregnos, avançamos até 1919, ano em que a Queima das Fitas passou a reunir os finalistas de todas as faculdades, passando o dia do cortejo a ser feriado académico e a marcar a subida de grau na hierarquia da academia definida pelo Código da Praxe.
Em 1969, tudo se altera quando é decretado o luto académico, como forma de protesto contra o regime, levando ao cancelamento da Queima.
Foi já comigo na Faculdade que a Queima regressou em 1980. Causou ainda grandes divisões entre estudantes. Do meu curso, que tinha cerca de 150 alunos, apenas cerca de 25 participámos no Cortejo.
No entanto, pouco a pouco, a adesão foi subindo e hoje é residual o número de alunos que não participa na Queima.
Pena que o álcool se tenha tornado a obsessão da Queima.
Felizmente há excepções, havendo quem aproveite todos os momentos até ao fim, coisa que me parece ser difícil de acontecer no meio de uma lavagem ao estômago ou durante um coma alcoólico.
Hoje foi dia de festa pois, 15 anos depois da minha última Queima, tive o prazer de ver a minha filha num dos carros de Economia. Pena ser vermelho e branco, cores que, como sabemos, não dão saúde a ninguém.

sábado, 3 de maio de 2008

Estação Nova (Coimbra A)

O Comboio da Lousã. A Av. Emídio Navarro à esquerda

A Avenida junto à Estação Nova (Coimbra A)

Fotografia da mesma zona, mas mais antiga, pois ainda não há edifício da Estação

Estação Nova (Coimbra A)

Coimbra A

A estação de comboios Coimbra A foi oficialmente inaugurada em 1931, no dia 15 de Março, no local onde desciam os passageiros que, vindos do sul e do Norte, apanhavam um pequeno ramal que, desde 1885, os colocava no centro da cidade.
Antes disso, a ligação à cidade fazia-se através dos carros americanos do Rail Road Conimbricense de que já aqui falámos.

Era daqui que saía a linha da Lousã (1.ª fotografia) que corria paralela à Avenida Emídio Navarro e que, durante anos, obrigava o trânsito na Portagem a parar, cada vez que passava um comboio.

Actualmente fala-se no encerramento da Estação Nova e na sua conversão num espaço cultural. Veremos no que dá e se vai ser possível devolver a margem direita do Mondego à cidade acabando com essa barreira que é a linha de comboio.

A ver vamos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1.º de Maio

Encontrei esta fotografia num dos álbuns onde guardo algumas das minhas memórias. Aqui estou eu, na Praça 8 de Maio (antigo largo de Sansão), no primeiro 1.º de Maio, vestido a rigor, como mandava a moda da altura e como indispensável cravo ao peito.
Esperava pela manifestação, a 1ª grande manifestação havida depois da Revolução, para a acompanhar. Lembro-me que fui até à Ponte de Santa Clara festejando o dia do trabalhador e a liberdade recém-conquistada..
Nessa altura, todos estávamos cheios de sonhos e acreditávamos que era possível um país mais justo e solidário.
Alguma coisa se conseguiu, mas os sonhos desfizeram-se em contacto com a realidade.
Apesar de tudo, acho que valeu a pena.
E agora deixo-vos aqui um resumo sobre a origem do feriado do 1º de Maio:
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América que tinha como finalidade reivindicar a redução do horário diário de trabalho para 8 horas. Nessa manifestação participaram centenas de milhares de pessoas. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio das forças policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas
Três anos mais tarde, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.
Em 1 de Maio de 1891, uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e, meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de melhores condições de trabalho
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado, sendo este exemplo seguido por outros países.
Um abraço e bom feriado para todos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril

Porque hoje é 25 de Abril.

sábado, 19 de abril de 2008

Igreja de Santiago



A Igreja de Santiago, num dos topos da Praça do Comércio (Praça Velha), nem sempre teve o actual aspecto.
Datando do século XII, sofreu várias transformações ao longo dos séculos.
Em 1546, a Misericórdia de Coimbra iniciou a construção das suas instalações na parte lateral da Igreja, estendendo-as, depois, para a parte superior do templo, ficando com o aspecto visível na 1.ª fotografia.
No século XIX, foi-lhe amputada a cabeceira para alargar a rua de Coruche, actual rua Visconde da Luz.
Já no século XX, novas obras que se prolongaram de 1908 a 1932, devolveram o templo ao seu aspecto original, pemitindo alargar as escadas de Santiago que ligam a Praça Velha às ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz.

domingo, 13 de abril de 2008

Viagem à Corunha

Vigo (1.ª paragem)

Um brinde... com ostras

O Chocolate e os Churros

O pórtico da Catedral de Santiago

A PlazaMaria Pitta e o Ayuntamiento da Corunha

O despertar na Corunha

A praia do Riazor vista desde a Domus (Casa del Hombre)

A Domus (Casa del Hombre)

A Torre de Hércules e o Aquário Finisterrae (Casa dos Peces)

A tradição ainda continua a ser o que era.
O 12.º ano, mais uma vez, fez a sua viagem à Galiza.
Vigo, Santiago de Compostela e Corunha eram as cidades a visitar. Mercado da Pedra (onde comemos e alguns provaram ostras pela 1.ª vez), Catedral de Santiago e os museus da Corunha foram alguns lugares que tivemos o privilégio de visitar (e que tiveram o privilégio de nos receber!).
Mais uma vez os objectivos foram cumpridos, provando que é possível sair com alunos do 12.º ano para fazer coisas diferentes de Lloret del Mar.
O meu muito obrigado pelo convite.
P.S.: A música, como não podia deixar de ser, é da Galiza. Apresento-vos os Milladoiro, de Padrón, a terra dos pimentos. Espero que gostem.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

As cheias de 1946

A água a entrar na Igreja de Santa Cruz
Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes

A Praça 8 de Maio

A Praça 8 de Maio e a Câmara Muncipal (à direita)

A Igreja de Santa Cruz está intimamente ligada à fundação de Portugal. Nela, que hoje é considerada Panteão Nacional estão os restos mortais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, os dois primeiros reis de Portugal.

(Uma curiosidade: o terreno que o Mosteiro ocupava e que se estendia até ao Jardim da Sereia, foi vendido a D. Telo (um dos fundadores) por D. Afonso Henriques. O preço pago foi uma sela que D. Telo havia trazido de Perpignan e de que o nosso primeiro rei tanto gostava.
Sorte na altura não haver Finanças, senão lá iam eles ser acusados de fuga aos impostos. Tanto terreno não podia custar tão pouco aos olhos dos avaliadores. Ia achar piada se encontrasse o nome do nosso primeiro rei, na lista dos calotes às Finanças publicada na Net.)
A igreja de Santa Cruz foi construída no século XII, nos arrabaldes da cidade. Em 1540 era necessário subir 4 degraus para nela entrar. Em 1796 o adro estava ao nível da igreja, passando a ser preciso, em 1890, descer 7 degraus para entrar.
As consequências desta subida do largo estão à vista.
Em Abril de 1946, mais umas cheias atingem a cidade, tendo efeitos catastróficos na igreja, hoje Panteão.
Como é visível pelas imagens, a água do Mondego, e ao mesmo tempo as águas provenientes da alta que escoavam pela rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, causaram inúmeros estragos. Em Santa Cruz, a água atingiu tal altura que foi necessário retirar o Santíssimo a nado, tarefa a cargo de um artesão da Baixa.
Podemos observar a fúria das águas na rua acima referida que mais parecia um rio, embora a foto diga respeito a uma chuvada ocorrida em 1958. Na fotografia são ainda visíveis, do lado direito, o actual edifício dos Correios e o Mercado D. Pedro, antes das obras de beneficiação que sofreu.

domingo, 30 de março de 2008

O galo de Barcelos

O galo originalAs variações




O Cruzeiro associado à lenda do Galo

É provavelmente a peça de artesanato português mais conhecida no mundo. Falo, naturalmente, do Galo de Barcelos.
Por mais curioso que pareça, há muitos galos de Barcelos à venda que são Made in....China.
Poderia propor à boa gente de Barcelos que fizesse um Chop Suey de Capão para concorrer com a comida dos restaurantes chineses, mas não vale a pena pois não trocaria uns bons Rojões ou umas Papas de Sarrabulho por qualquer especialidade chinesa.
Não ia a Barcelos há anos e, desta vez, apesar de estara apenas de passagem, reconheço que a cidade está bonita e se recomenda, ficando uma visista mais demorado para a próxima vez.
Voltando aos galos, que de símbolo de Barcelos se tornaram num símbolo de Portugal, é de referir que associada à peça de cerâmica está um lenda curiosa e que passo a transcrever.
Segundo ela, os habitantes do burgo (Barcelos) andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora.
Foi, por isso, condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer um monumento em louvor à Virgem e a São Tiago (Santiago).
“Barcelos verde rincão
Terra lusa, nobre gente
Onde um galo morto cantou
Para salvar um inocente."

quarta-feira, 26 de março de 2008

Praça 8 de Maio

Praça 8 de Maio anos 50/60
Praça 8 de Maio e rua da Sofia (o eléctrico da esquerda ia para a Estação Velha)
O mesmo local na actualidade

Praça 8 de Maio e rua Visconde da Luz (primeiras décadas do século XX)

Fotografia da mesma época mas retocada a cores.
Praça 8 de Maio em 1979 (mesma perspectiva)

Praça 8 de Maio na actualidade


A Praça 8 de Maio é assim chamada por ter sido nesse dia, corria o ano de 1834, que entraram na cidade, as tropas liberais do Duque da Terceira.
Até aí, e mesmo muito depois, era popularmente conhecida como Largo de Sansão, devido ao facto de ali existir, no centro da praça, uma estátua dessa personagem bíblica que encimava um chafariz aí erguido. Construído a mandado de D. Afonso Martins, prior de Santa Cruz, foi-lhe acrescentada a estátua referida em 1592.

Curioso é o facto de, em 1612, a Câmara ter decidido proibir a lavagem de louça e roupas nesse local.

Esse chafariz acabou demolido em 1876, a fim de ser construído o actual edifício da Câmara Municipal de Coimbra.

Em tempos idos, o Largo de Sansão era um dos locais preferidos pelas vendedeiras, para aí venderem os produtos das suas hortas e não só, o que levou a Câmara, em 1784, a determinar que só aí podiam transacionar os seus produtos, as vendedeiras com mais de 50 anos e de boa reputação.

Muito lindo é Sansão
Que tem bicas a correr
Mais lindo é Montarroio
Que tem moças a valer.

Merece destaque, neste largo, a Igreja de Santa Cruz e o Café Santa Cruz, instalado na antiga Igreja de S. João de Santa Cruz, onde entrar é sempre um deleite para os olhos pois, para além de tomar um simples café, podemos apreciar os seus vitrais, bem como a magnífica abóbada que lhe serve de cobertura.
Desta Praça partem as ruas Olíumpio Nicolau Rui Fernades e as rua da Sofia, Visconde da Luz, Direita, Louça, Corvo e Figueirinhas.
Daqui também partia a linha de eléctrico que ia até à Estação de Caminho de Ferro de Coimbra B (Estação Velha), passando pela rua da Sofia e Avenida Fernão de Magalhães.

domingo, 23 de março de 2008

St. Dominic’s Gospel Choir

Este ano, resolvi comemorar o Sábado de Páscoa de maneira diferente.
Para isso fui, mais as minhas duas mulheres (para dizer a verdade fui a convite da minha filha) até à Figueira da Foz, mais propriamente ao Casino, para ver uma apresentação do St. Dominic Gospel Choir.
Para quem não saiba, é um grupo composto por cerca de 50 cantores e 6 músicos que se dedica, particularmente, a esse tipo fabuloso de música de cariz religioso chamado Gospel.
Os St. Dominic já tinham andado pela televisão no "Aqui há Talento", tendo sido logo eliminados e fecharam o Fim de Ano dos Gato Fedorento com uma infeliz interpretação do "Oh, Happy Day".
Pois agora redimiram-se e deram um fabuloso espectáculo de 1 hora e 15 minutos, tendo terminado com a interpretação do "Oh, Happy Day", sem invenções, mas com um ritmo contagiante, que pôs toda a gente de pé a cantar, a bater palmas e a dançar.
A música que estão a escutar é uma versão da Sara Tavares da mesma música, pois não encontrei nada interpretado por eles, que pudesse colocar aqui, na Net.
Foi um final de Sábado em beleza.

Notas positivas, para além da música: Já não ia ao Casino há uns anos e o espaço continua bonito e agradável. Uma bica custa 50 cêntimos!!!

Notas Negativas: Na sala de jogos fuma-se às descaradas. Pior, no Salão principal onde decorria o espectáculo, havia quem fumasse sem quaisquer problemas, enchendo o ar de fumo. Afinal as leis deste país não se aplicam a toda a gente, ou isto deve-se ao exemplo do presidente da ASAE?
Fumeireo por fumeiro mais vale deixarem as alheiras, os presuntos e o queijo da serra em paz e preocuparem-se com isto.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Estou de luto...

Estou de luto pelo ensino...
Estou de luto pelo futuro deste país....
Tenho vergonha por alguns alunos deste país...
Que jovens está este país a (des)educar?
Que futuro nos/lhes está reservado?
Os iluminados que defendem a ideia de a escola não poder transmitir valores são, também, responsáveis por isto. Os alunos devem descobrir os valores por si, defendem eles. Eis o resultado. O mito do Bom Selvagem, infelizmente, continua a prevalecer no pedagogês/eduquês que vai ditando a política educativa deste país.
Dêem as voltas que quiserem, mas o facto é que os valores até aqui dominantes, saíram de cena e agora é o vazio.
Desgraçado país que não respeita os professores, que não percebe a importância da escola. Mas da escola onde se aprende, onde estudar dá trabalho e exige esforço e não a da ideia peregrina que tudo se faz a brincar, desde a matemática às ciências... Tudo é divertimento.
Entendamo-nos: estudar exige esforço.
A seguir ao 25 de Abril a palavra autoridade foi riscada do dicionário. Mas coitado do país que confunde autoridade com autoritarismo. A autoridade é, e sempre será, necessária. Pena é que muitos a confundam com autoritarismo. Este sim detestável.
Felizmente, trabalho numa Escola com VALORES assumidos.