quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Rua Ferreira Borges

Rua Ferreira Borges em época de festa (Rainha Santa?)

Vista do mesmo sítio, 60 ou 70 anos depois.

Na actualidade (foto tirada num local um pouco à frente dos anteriores).


Edíficio da actual Coimbra Editora (visível à esquerda na foto anterior)
Trolei a passar na rua Ferreira Borges (Foto datada de 1979).


Foto tirada junto à Coimbra Editora (virado para rua Visconde da Luz)


A Brasileira (foto já com a Ferreira Borges fechada ao trânsito automóvel)


A Brasileira transformada em Pronto a Vestir


O Café Santa Cruz, antigo Igreja de São João Baptista de Santa Cruz (Praça 8 de Maio)
O Café Santa Cruz (interior)

As fotografias de hoje têm a particularidade de nos mostrarem uma das principaias artérias comerciais da cidade, a Rua Ferriera Borges, pelo menos enquanto houver comércio aberto, pois existe o perigo real da Baixa fechar para balanço.
Alguns dos espaços emblemáticos dessa Baixa já passaram à História. Veja-se o caso da Brasileira, do Arcádia, da Central (a baixa mais recente), a Barbearia Universal.Longe vão os tempos das rivalidades entre o Café Santa Cruz frequentado pelos unionistas (os futricas) e o Arcádia frequentado pelos academistas.
Hoje a rua está transformada num espaço pedonal que, ao contrário de outras cidades, atrai cada vez menos pessoas, ficando deserta com o aproximar da noite.Valha-nos o Café Santa Cruz (já na Praça 8 de Maio) que se tem vindo a tornar num pólo cultural (música, pintura, conferências) que ainda vai dando alguma alma à Baixa.


NOTA: José Ferreira Borges nasceu no Porto a 8 de Junho de 1786, vindo a falecer, na mesma cidade, em 14 de Novembro de 1838.

Formado em Cânones (Direito) pela Universidade de Coimbra, foi jurisconsulto, economista e político.


Exerceu as funções de secretário da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, pertenceu à Junta Provisional do Governo Supremo do Reino de 1820, foi advogado na cidade do Porto e deputado às Cortes Constituintes de 1821.
Foi o principal autor do primeiro Código Comercial Português, o Código Comercial Português de 1833, que ficou justamente conhecido pelo Código Ferreira Borges, que teve uma vigência de 60 anos.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Desafio

Esta imagem mostra-nos a Feira dos 23, que actualmente se continua a realizar na Bencanta, em terreno próprio, nos tempos em que tinha lugar junto ao rio Mondego (Basófias), no local onde hoje está o Estadio Universitário.
Ora aqui está uma imagem curiosa da Coimbra dos anos 40 do século XX.

O desafio que vos coloco é o seguinte:
  • Onde se passa o acontecimento aqui retratado? Ou por outras palavras, que local é este?
  • Que acontecimento é esse?

Algumas pistas: Estamos na década de 40 do século passado e bem perto do Basófias.

Nota: Não liguem à data presente na fotografia, pois acho que a máquina fotográfica entrou em autogestão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Portugal dos Pequenitos.

Um dos locais mais visitados de Coimbra é, sem sombras de dúvida, o Portugal dos Pequenitos.

Este espaço foi inaugurado em 8 de Junho de 1940, depois de ter sido pensado pelo Professor Bissaya Barreto e projectado pelo arquitecto Cassiano Branco.
A primeira parte da construção, foi feita entre 1938 e 1940 e é constituída pelo conjunto de casas regionais portuguesas. Solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região com pomares, hortas e jardins, capelas, azenhas e pelourinhos. A este núcleo, pertence também o conjunto de Coimbra, espaço onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade.
A segunda fase integra a “área monumental”, espaço ilustrativo dos monumentos nacionais de Norte a Sul do País. De realçar a cópia da janela do Convento de Cristo em Tomar, obra em cantaria da autoria de Valentim de Azevedo.
Terminada em finais dos anos 50, a terceira fase engloba a representação etnográfica e monumental dos países africanos de língua oficial portuguesa, e ainda do Brasil, de Macau, da«os territórios da Índia e de Timor, rodeados por vegetação própria destas regiões. Esta fase integra também monumentos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
No local onde, actualmente, existe este espaço, existia antes uma Praça de Touros, denominada Coliseu de Coimbra, obra datada de 1925. Nela se realizavam corridas de touros (era a maior praça do país), espectáculos musicais e sessões de cinema.
A última corrida de touros teve lugar a 17 de Julho de 1934, porque, no ano seguinte, a 4 de Abril, um fogo destruiu-a totalmente (sobraram a cabina de projecção e o projector).
Foi nesse lugar que foi erguido, depois disso, o Portugal dos Pequenitos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Observatório Astronómico

Páteo das Escolas e Observatório Astronómico ao fundo.
Vista actual. A vegetação desapareceu. Ao fundo a estátua de D. João III.
Observatório já com a actual estátua de D. João III à sua frente. A vegetação já havia sido destruída. Seguir-se-ia o Observatório. Via Latina vista a partir do Obsservatório. Pode ver-se a Araucária ao centro.A mesma fotografia mas retocada a cores.
A Via Latina
A via Latina na actualidade
Em 1799 era inaugurado, no Pátio da Universidade de Coimbra, o agora chamado Páteo das Escolas, o Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, na sequência da reforma da Universidade levada a cabo, anos antes, pelo Marquês de Pombal.
Aí ficou durante cerca de 150 anos, até que a fúria destruidora de Salazar, lhe colocou um fim na década de 40, aquando da destruição da Alta, para construir aí a cidade universitária, naquele que foi o crime do século para Coimbra.
Nessa década, o Observatório deixou de funcionar, tendo sido deitado abaixo em 1951, ano em que foi transferido para o Alto de Santa Clara, próximo da Mesura.
O Observatório ficava no topo Este do Pátio, virado para o Mondego, Pátio esse coberto por zonas ajardinadas tendo no centro uma Araucária.
Também este jardim foi destruído, para dar lugar a um descampado, que durante muitso anos funcionou como parque de estacionamento, por causa das cenas menos edificantes levadas a cabo pelos estudantes quando aí namoravam, segundo a perspectiva salazarista.
Hoje, a cidade começa a olhar para o Páteo das Escolas de outra forma, tendo-se tornado num magnífico espaço de espectáculos. Já aí vi José Carreras, a ópera "O Barbeiro de Sevilha", Ney Matogrosso num concerto acústico com músicas de Cartola, etc.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Arco do Castelo

O actual Largo de D. Dinis foi construído no início dos anos 60, do pretério século XX. A sua construção levou a que o Arco do Castelo (fotografias 1 e 2) fosse demolido. Esse arco situado ao cima da Ladeira do Castelo (actual calçada Martim de Freitas) era um dos vestígios que restavam da Coimbra Medieval e estava ligado ao Colégio de São Jerónimo, antigo Hospital da Universidade de Coimbra e actual Faculdade de Arquitectura.
O local onde o arco arrancava ainda é visível na parede do edifício (imagens 3, 4 e 5).
Do lado direito da primeira fotografia é visível a portaria do antigo hospital, bem como o topo das escadas do Liceu, actuais escadas Monumentais.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Já vamos a Santos (parte 2)

Pintura de Maria Clarice Sarraf representando o Milagre das Rosas, tradicionalmente atribuído à Rainha Santa Isabel

"A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante", assim escreveu António Barreto, na sua coluna dominical, no jornal O Público do dia 6 de Janeiro de 2008.
Mais palavras para quê? Afinal não vale a pena procurarmos o fundamentalismo no Próximo Oriente, porque o temos à porta de casa.
Como no caso do Lisboa Dakar, haverá alguma ameaça desconhecida que tenha obrigado quem nos governa a tomar esta medida?
Se o ridículo pagasse imposto, dá-me ideia que algumas pessoas teriam o corpo coberto de carimbadelas.
Já agora, e partindo do princípio que esteve na base da decisão referida, já pensaram no que aconteceria a muitas das personagens da nossa História? Seriam, pura e simplesmente, erradicadas dos manuais e da História Portuguesa. Deixaríamos de ter Conquistadores e Venturosos....
Haja bom senso! A História não pode, nem deve ser reescrita. A nossa identidade cultural não deve, nem pode, ser apagada por Decreto!
Desconfio de todos os que, em nome da construção de um homem novo, tomam medidas destas.
Eu quero continuar a ouvir falar na EB2/3 Rainha Santa, porque ela faz parte da História da minha cidade, quero continuar a ler os textos do Padre António Veira sem estar com a sensação que estou a cometer um crime, a comer bolas de Berlim na praia, sem ter alguém a chatear-me, dizendo que o faz por causa do meu bem-estar, poder fazer grelhados com carvão e mexer a comida com colheres de pau, sem interferência de ninguem.
O conceito de Big Brother está, afinal, muito mais próximo do que eu queria crer. Infelizmente.
O que me entristece ainda mais é que acho que se uma escola se chamasse Fidel de Castro (um exemplo de democrata) ou Hugo Chavez (outro democrata de 1.ª gema) não haveria problemas. Agora Santo António, esse perigoso doutor da Igreja, ou Rainha Santa, essa senhora que contrariando as regras básicas de higiene, distribuía pão sem luvas calçadas, depois de o ter transportado no regaço, é que não!...
Feitios...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Já vamos a Santos...

Fernando de Bulhões (Santo António para os amigos) pregando aos peixes
Pensei voltar, hoje, às fotos de Coimbra antiga.
Mas...há sempre um mas...
Então não é que hoje é notícia o facto do governo ter emitido uma recomendação (ou será uma ordem?) às escolas para que deixem de ter nome de Santo ou qualquer referência religiosa na sua denominação.
Mais uma vez o argumento é o habitual, isto é, não ofender os não cristãos e, em alguns casos, também os não católicos. Lá vem a pretensa laicidade do Estado quando, afinal, me parece ser muito mais do que isso.
Ao abrigo destas novas correntes pretende-se, segundo o meu ponto de vista, apagar qualquer vestígio religioso do nosso dia a dia, reescrevendo a História, apagando dela personagens de inegável valor histórico e parte da nossa identidade.
Onde é que eu já vi isto? Não foi Afonso Costa que pretendia acabar com a religião em 2 gerações e depois foi o que se viu....
Mas já que a moda é esta, e como acho que as leis são para cumprir, proponho que se vá mais longe...
Por exemplo nenhuma escola deve ter o nome de Pedro Álvares Cabral, pois a chegada ao Brasil significou o que todos sabemos para as populações ameríndias.
Infante D. Henrique? Nem pensar, então o homem subsidiava parte das viagens com a venda de escravos!...
Nomes de políticos? Nem pensar, pois nunca ninguém teve em Portugal 100% dos votos e, por isso, pode alguém ficar ofendido...
Já agora proponho que o 13 de Junho, feriado municipal de Lisboa, passe a ser o dia de Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo, pois assim não se irrita ninguém, porque a maioria das pessoas não faz ideia de que esse era o nome de baptismo (oh raio que lá vem outra vez a religião!) de Santo António.
Já estou a imaginar as noivas de Fernando de Bulhões. Já agora umas ameijoas à Bulhão (Bulhões) Pato iam mesmo a calhar na ementa paga pela Câmara, ou melhor dizendo, por nós....
Verdade se diga que o governo não tem medo dos conflitos, pois parece-me que isto vai dar uma grande sarrabulhada, uma vez que, tendo Portugal mais de 4 mil freguesias (4257 em 2004) e cerca de 35% com nome de Santo, já estou a imaginar a confusão que vai ser...
Vivendo eu na freguesia de S. Martinho do Bispo, proponho que a mesma se passe a chamar simplesmente freguesia de Martinho (do Bispo nem pensar!), personagem histórico que tinha a mania de partilhar a sua capa com os pobres, assim uma espécie de antecessor do Rendimento Social de Inserção.
Já agora continuaremos a ter como residência oficial do 1.º ministro, S. Bento, ou mudará de nome? E o Palácio de Belém? Teremos coragem de receber aí um Presidente de uma país com a população maioritariamente islâmica.
Para terminar, haja coragem de apagar do escudo português as 5 quinas, pois referem-se às 5 chagas de Cristo, não vá alguém sentir-se ofendido quando souber o que aquilo representa.
Com assuntos tão importantes para resolver, parece-me um desperdício de tempo tudo isto... a não ser que seja para desviar a atenção daquilo que é realmente importante.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Viva 2008


Dentro de alguns dias,

um Ano Novo vai chegar a esta estação.

Se não puder ser o maquinista,

seja o seu mais divertido passageiro.

Procure um lugar próximo à janela

desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer,

com o prazer de quem realiza a primeira viagem.

Não se assuste com os abismos,

nem com as curvas que

não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida,

observando cada arbusto, cada riacho,

beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.

Desdobre o mapa e planeie roteiros.

Preste atenção em cada ponto de paragem,

e fique atento ao apito da partida.

E quando decidir descer na estação

onde a esperança lhe acenou, não hesite.

Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a vossa viagem pelos dias de 2008

seja de

PRIMEIRA CLASSE.



Muito amor e paz para todos os que têm a pachorra de ler o que por aqui se escreve.!!!

Que 2008 vos traga tudo aquilo com que sempre sonharam!!!
Com base num mail da minha amiga Lídia (Canadá).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra V



V

VACA - Feminino de boi. Segundo a tradição a vaca era um dos animais que se encontrava na gruta, em Belém.

VELAS - (1ª versão) Martinho Lutero foi um importante líder cristão. Segundo a lenda, ao voltar para casa numa véspera de Natal, em 1513, olhou para o céu estrelado e reparou que as estrelas pareciam brilhar nos ramos das árvores. Ao chegar a casa, levou um pequeno abeto para dentro e enfeitou-o com velas acesas. A partir dessa data, decorar as árvores de Natal, tornou-se muito popular na Alemanha.
(2ª versão) O costume de se acenderem velas na noite de Natal começou com um sapateiro alemão que vivia numa cabana, numa cidade. Embora pobre, tinha por hábito colocar, durante a noite, na janela da sua cabana uma vela acesa para guiar os viajantes durante o período nocturno. Apesar das guerras, doença e tempos difíceis que atravessou, nunca deixou que essa chama se extinguisse. Isto levou outros a imitá-lo durante as festas de Natal e o costume espalhou-se por toda a parte.
As velas de Natal simboliza Cristo, que um dia disse: "Eu sou a luz do Mundo. Quem Me segue não caminha na escuridão."

VINTE E CINCO DE DEZEMBRO - Não é certo que Jesus tenha nascido em 25 de Dezembro. É desconhecida a data do Seu nascimento. A Igreja primitiva não se preocupou com isso, considerando que no Mistério de Cristo o mais importante era a sua Paixão, morte e ressurreição. Jesus nasceu para redimir a humanidade.
A data 25 de Dezembro é para festejar o nascimento de Jesus mas o Natal nem sempre foi festejado a 25 de Dezembro, pois as primeiras comunidades faziam-no por volta do dia 22 de Maio. Se analisarmos os Evangelhos é pouco provável que Cristo tivesse nascido em Dezembro pois, na Galileia, nessa época do ano faz muito frio e os campos estão normalmente cobertos de neve, o que faz com que fosse pouco provável que andassem pastores com os rebanhos no campo (o que se compreenderá se o nascimento tiver ocorrido na Primavera).
Assim a data de 25 de Dezembro justifica-se pelo facto de, nessa data, haver grandes celebrações em honra do Sol e, para lhes pôr fim, decidiu-se comemorar aí o Natal pois Cristo, como o Sol, é a luz que ilumina o mundo.

VIRGEM MARIA - Filha de S. Joaquim e de S. Ana, mãe de Jesus, esposa de José. Depois de ter recebido do arcanjo Gabriel o anúncio do nascimento de seu filho, que seria o Messias, Maria foi visitar sua prima Isabel que viria a ser mãe de S. João Baptista.
Em Belém deu à luz Jesus e criou-o em Nazaré. Aparece algumas vezes na vida pública de Cristo. O culto da Virgem Maria, mais acentuado a partir do séc. IV, reveste-se de inúmeras formas. A Igreja definiu dogmaticamente seu título de Mãe de Deus, sua Imaculada Conceição e sua Assunção. (ver Maria).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras R, S e T

Um Santo Natal para todos.


R

RABANADAS DOURADAS - É um dos doces típicos do Natal podendo também chamar-se Fatias Douradas ou Fatias Paridas.
INGREDIENTES
16 gemas de ovos;
500 gr. de açúcar;
1 kg. de pão;
canela;
limão ;

Preparam-se em ovos-moles as 16 gemas com 16 colheres de sopa de açúcar. Estes ovos-moles devem ficar muito espessos. Com o restante açúcar e um copo de água faz-se uma calda fraca. Corta-se em fatias, o pão, que deve ser de véspera, e passam-se estas, primeiro pela calda de açúcar, escorrem-se e depois passam-se pelos ovos-moles. À medida que se preparam, vão-se colocando as fatias douradas numa travessa. Polvilham-se com canela e espalha-se por cima a casca de limão tirada a muito fina (apenas o vidrado) e cortada em tirinhas.
Sobremesa própria da quadra de Natal.

REDENTOR - Deus é chamado redentor enquanto converte e livra dos perigos o seu povo da escravidão e restitui à liberdade. Jesus tem por eminência o título (nome) de redentor, porque ofereceu a Sua vida pela redenção do género humano.
Como redentor, a sua principal obra, foi o sacrifício da cruz, obra perfeitíssima, pela infinita dignidade do sacerdote e vítima pela universalidade dos frutos e pela sua máxima eficácia para a glorificação de Deus e remissão dos pecados.

REIS MAGOS - Pouco tempo depois do nascimento de Jesus, chegaram do Oriente a Jerusalém, guiados por uma estrela, certos personagens que o Evangelho designa pelo nome de Magos. Encontram-se com Herodes, a inquirir onde teria nascido «o rei dos Judeus» e, de seguida, foram a Belém prestar adoração e oferecer presentes ao Menino Jesus. Advertidos em sonho de que não tornassem a Herodes, voltaram à sua terra, por outro caminho.
É, todavia, pouco provável que eles fossem reis ou príncipes, pois os escritores mais antigos não lhes atribuem tal dignidade, nem os monumentos os representam como tal. É igualmente incerto o seu número: nas representações das Catacumbas, aparecem geralmente três, mas também se encontram dois, quatro ou seis; os Sírios e os Árabes falam em doze.
Os nomes que hoje se lhes atribuem, Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, aparecem pela primeira vez em princípios do séc. IX. Persistem também dúvidas quanto ao culto prestado às suas relíquias. Diz-se que foram trazidas no séc. IV, da Pérsia ou da Arábia para Constantinopla e daqui passaram a Milão, de onde o imperador Frederico Barbarroxa, em 1161, as teria mandado trasladar para Colónia.

RENA - Mamífero artio-dáctilo, da família dos ervídeos, género rangifer.
Porque é que o Pai Natal tem renas?
O autor Clement Moore e o seu poema «Uma visita de S. Nicolau», de 1822, serão os responsáveis. Até aí o Pai Natal ou andava a pé de casa em casa ou deslocava-se num cavalo branco. Moore foi buscar as renas a uma lenda Filandesa acerca da figura mítica do «Velho Inverno», em que conduzia as renas pelas montanhas abaixo, trazendo neve com ele.


S/T

SAPATINHO - sapatinho-do-jardins. Designação brasileira de Pedilanthus Tithymaloides Poit. da família das Euforbiáceas.
É costume por o sapatinho na chaminé, porque acredita-se que o Menino Jesus (agora, infelizmente, o Pai Natal) deixa lá os presentes.

SINO - Instrumento geralmente de bronze, em forma de campânula, que produz sons fortes quando se percute com uma peça chamada "badalo" ou com um martelo exterior.
É o sino que chama os fieis para a Missa do Galo.

TERRA SANTA- ver em Palestina.

TRENÓ - Espécie de veículo sem rodas, próprio para andar no gelo. É usado nos países frios. Segundo a lenda, o Pai Natal desloca-se num trenó puxado por renas. (ver Renas)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra P


P

PAI NATAL - É costume dizer que há muitos séculos atrás, os vikings vestiam alguém que representasse o Inverno e recebiam-no tão bem quanto possível. Mais tarde, os Ingleses retomaram o costume. Mais tarde ainda, confundiu-se o Pai Natal original com São Nicolau, um santo bispo da cidade turca de Myra que era conhecido pelas suas generosas ofertas de presentes e pela protecção às crianças. Dessa mistura nasceu o Pai Natal.
O Pai Natal veste de vermelho porque os Bispos vestiriam de vermelho e assim, sendo o Pai Natal inspirado em São Nicolau, estava tudo explicado.
No entanto, a origem do vermelho é outra. A vestimenta do Pai Natal deve-se, nem mais nem menos, à Coca-Cola.
Há muito tempo atrás o Pai Natal vestia-se com uma grande variedade de cores e era representado a fumar um cachimbo de barro ou a beber vinho. Nos anos trinta, a Coca-Cola decidiu usar a figura do Pai Natal na sua publicidade de Inverno e contratou o artista Haddon Sundblom para lhe compor a imagem. Sundblom escolheu o vermelho e branco da Coca-Cola. Teve tanto sucesso que essa imagem foi a que passou a ser uniformemente divulgada.

PALHA - Haste seca de certas plantas, depois de despojada dos grãos, a qual tem muitos variados usos na indústria e serve de alimentação aos animais domésticos: palha de centeio, palha de trigo, palha de cevada.
Era em palha que estava deitado o menino JESUS depois de ter nascido.

PASSAS - são frutos secos, normalmente utilizado como aperitivo e na doçaria de Natal. Também na passagem do ano é costume comer-se doze passas. (ver frutos secos)

PASTORES - Grupos humanos cuja economia se baseia nos produtos de rebanhos, criados frequentemente em regime de nomadismo ou seminomadismo. Trata-se de uma espécie de domesticação e criação de animais.
Também os pastores foram ver o menino Jesus levando como presentes aquilo que produziam.

PAZ - Todo o género de«felicidade».
Paz é a reconciliação com Deus e com os homens. Isso acontece normalmente no Natal e, por isso, se diz que o Natal è tempo de paz.

PERU - s. m. Grande ave galinácea, originária da América, com plumagem bronzeada ou dourada, a qual, quando aberta, toma geralmente o feitio de leque.
Em Portugal é costume, a fim de tornar a carne do Peru menos insípida, pôr esta ave de molho em água com sal e rodelas de limão ou laranja na véspera de a assar. Há também quem o embebede com aguardente.
A fim de enriquecer esta ave cara, recheia-se-lhe o papo e frequentemente, a cavidade abdominal com um único ou dois recheios diferentes. Este enriquecimento resulta numa economia, pois o peru recheado dá para maior número de pessoas.

RECEITA:
Tempo de preparação: 45 minutos.
Tempo de cozedura: 2 horas e 30 minutos.

INGREDIENTES:
1 peru grande
150 g de manteiga ou margarina
50 g de toucinho
400 g de carne de porco
100 g de fiambre
150 g de presunto
200 g de miolo de pão
1,5 dl de leite
2 ovos inteiros
1 colher (de sopa) de pickles
1 colher (de sopa) de azeitonas
3 cenouras
2 cebolas
1 dente de alho
salsa, pimenta e sal
vinho branco.
Arranje o peru como habitualmente. Passe pela maquina o presunto, o toucinho, o fiambre, a carne de porco e os miúdos do peru.
À parte, pique uma cebola e coza-a brandamente com 1 colher (de sopa) de margarina. Junte às carnes picadas o alho, salsa, as azeitonas e os pickles picados. Adicione o miolo do pão amolecido no leite e na cenoura cozida e cortada em tiras. Junte os ovos inteiros e tempere com sal e pimenta. Recheie o papo do peru, cozendo-lhe, a pele com uma agulha e linha. Ate o peru e coloque-o num tabuleiro. Rege com a restante margarina derretida. Leve-a a assar no forno com a restante cebola, cenoura e salsa. A meio da cozedura borrife com vinho branco. Depois do peru assado, retire as linhas e sirva com forminhas de arroz, cenouras estufadas e agriões.

PINHAS - Fruto do pinheiro ou outras plantas coníferas ou pináceas, formada de escamas dispostas sobre um eixo e envolvendo uma ou mais sementes. É das pinhas do pinheiro manso que se obtém os pinhões usados na ceia do Natal.

PINHÕES - Semente do pinheiro-manso, cujo tegumento lenhoso recobre uma amêndoa saborosa, consumida em natureza ao em doçaria. O pinhão é uma fruta seca muito usada na doçaria de Natal.

PÓLO-NORTE - Cada um dos extremos do eixo de rotação da terra. Pólo frio. Ponto da terra onde se produzem as mínimas absolutas de temperatura.
É no Pólo-Norte que vive o Pai Natal. (ver Pai Natal)

PRESENTES - Quando gostamos de uma pessoa damos-lhe presentes. No Natal damos presentes, às pessoas para manifestar o nosso amor por elas, pois Jesus veio para anunciar uma mensagem de amor fraterno e de alegria.
Ao darmos um presente vai como que a nossa pessoa.
A data da oferta dos presentes não é a mesma em todos os países. Na Espanha, por exemplo, são entregues no dia 6 de Janeiro, simbolizando sobretudo as prendas que os Reis Magos deram ao Menino.
Em alguns países a entrega das prendas continua a fazer-se no dia de S. Nicolau, no dia 6 de Dezembro.
Desde há cerca de 10000 mil anos que os povos agricultores passaram a trocar presentes, normalmente excedentes alimentares, no solstício do Inverno, como forma de celebrar o facto de o Inverno já estar a meio e em breve regressarem os dias bons.
Como era um costume pagão, os cristãos tentaram sem êxito suprimi-lo. Como não conseguiram, converteram-no. No seu novo contexto, a oferta de presentes passou a simbolizar a entrega de oferendas ao menino Jesus pelos Reis Magos.

PRESÉPIO- O vocábulo presépio é de origem hebraica e significa a manjedoura dos animais. A palavra usava-se para significar também o curral.
O Evangelho de S. Lucas diz que Jesus nasceu num curral de animais.
Calcula-se que a representação do Presépio data no ano 380. É uma pintura que foi descoberta nas catacumbas, em Roma.
Foi porém Francisco de Assis que, a partir do ano 1223, criou o costume de se fazerem presépios. Ele resolveu fazer um presépio ao vivo, junto do qual se celebrou a Missa da meia noite (Missa do Galo).
No nosso país há presépios de um grande valor artístico, como os de Machado de Castro e de António Ferreira.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras N e O


N

NASCIMENTO - acto ou efeito de nascer; Por autonomásia, o de Jesus Cristo; linhagem, raça; Nobreza; Origem; princípio; Acção de brotar, germinar; Ponto onde começa, donde parte uma coisa que se prolonga depois.
Natal significa nascimento.

NATAL - Relativo aos nascimentos; natalício: o dia de Natal.
Onde se deu o nascimento: no dia um estiveram todos em volta dele e seus irmãos em esforço e amor da terra de natal. O dia do nascimento: festejou-se o natal do princípio.
O dia do aniversário do nascimento de qualquer pessoa: bebemos em comemoração do seu natal.
É no dia 25 de Dezembro, em que se comemora o nascimento do menino Deus ou Jesus Cristo, embora tudo leve a crer que Jesus terá nascido no final da Primavera, pois os pastores andavam no campo com os seus rebanhos.

NATALÍCIA - Na antiga Roma, festas e jogos celebrados em honra dos deuses que presidiam aos nascimentos.( Do lat. natalícia ).
Nos tempos de Cristo, diz respeito à época de Natal.

NAZARÉ - Cidade da Palestina, situada em anfiteatro na encosta de uma colina sobranceira à planície de Esdrelon. Conta cerca de 60000 habitantes sendo 30 a 35% cristãos de diversos ritos (latino, grego, católico maronita, grego ortodoxo e protestantes) e os restantes muçulmanos.
O nome Nazaré significa «rebento, flor».
Era a terra de José e Maria, pais de JESUS. Foi aí que JESUS aprendeu o ofício de carpinteiro.

NEVE - Água de chuva congelada que cai em flocos brancos. Aparece associada à ideia do Natal, visto que este se comemora em Dezembro, mês de muito frio. Uma das mais bonitas canções de Natal chama-se White Christmas (Natal branco).

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the treetops glistenand children listen
To hear sleigh bells in the snow.

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmas be white.

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white.

Irving Berlin, 1942

O

ORIENTE -É um dos quatro pontos cardeais. Também pode designar-se Este, Leste, Nascente ou Levante.
Está associado à região onde Jesus nasceu e aos Reis Magos (do Oriente)

OURO - É um metal precioso amarelo, elemento químico n.º 79 da classificação periódica. É um metal extremamente maleável e dúctil, inoxidável pelos ácidos. Empregados em joalharia e em moedagem. Metal de bastante riqueza de grande valor, pode também ser escrito por "oiro". É um dos quatro naipes das cartas de jogar. Além de ser amarelo pode ser também preto ou negro, designação dada ao volfrâmio durante a segunda grande guerra, talvez tenha sido o 1º metal usado pelo homem.
Este foi um dos 3 presentes dados pelos REIS MAGOS a Jesus.

OVELHA - s. f. A fêmea do carneiro.
Ovelha tinhosa ou ranhosa pessoa cuja companhia e cujo o exemplo são perigosos e se devem evitar.
Encomendar as ovelhas ao lobo, dar a ovelha a guardar o lobo, isto é, entregar pão à guarda de um faminto, confiar alguma coisa a quem pode, naturalmente, tentar apossar-se dela, etc.
A pessoa cristã com relação ao seu pastor espiritual ou sacerdote.
Os pastores terão oferecido algumas ovelhas a Jesus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras L e M



L

Lareira - s. f. Parte da chaminé onde se acende o fogo destinado a aquecimento de ambiente; geralmente acesa no Natal.

LEITÃO - Nome por que se designa o bácoro durante a época da lactação ou que ainda não chegou ao estado adulto: "Via-se leitão inteiro, com os dentes à mostra e os olhos substituídos por azeitonas, ao lado o peru empertigava o peito recheado".
RECEITA
INGREDIENTES (para seis a oito pessoas):
-1 leitão com três semanas de idade.
- alhos pisados
- sal grosso
- bastante pimenta
- banha
1 ramo de salsa
PREPARAÇÃO:

Depois de morto, mergulha-se o leitão em água a ferver e raspa-se com uma faca, esfregando com um pano áspero para lhe tirar os pelos. Em seguida lava-se muito bem. Abre-se e retiram-se as tripas. Lava-se novamente, pendura-se num prego e deixa-se secar durante quatro horas. Enfia-se o leitão num espeto e barra-se por dentro com a mistura de banha, dentes de alho pisados, sal e pimenta, sendo cheio com o molho por dentro. Coze-se o porco com agulha e fio de cozinha enquanto se aquece o forno de cozer pão. Mete-se o leitão no forno, colocando-se por baixo o recepiente para recolher a gordura que escorre. De meia em meia hora, retira-se o leitão do forno e passa-se com um pano na pele, para limpar o excesso de gordura. Chama-se a isto "constipar" o leitão. Ao tirar o leitão e limpá-lo, este sofre um choque frio, o que vai levar a que o assado fique com a pele dura e estaladiça. O tempo de cozedura varia entre 1 hora e meia a duas horas. Depois de assado retira-se do espeto, dispõe-se numa travessa e serve-se bem quente enfeitado com rodas de laranja e alface. Acompanha-se com batatas fritas.
É costume comer leitão na noite de Natal.

LEITE CREME - INGREDIENTES :
leite - meio litro
açúcar - sete colheres de sopa
farinha - maizena - 1 colher de sopa bem cheia
casca de limão - q. b.
gemas de ovo - 5
canela em pó - q. b.
Batem-se as gemas. Desfaz-se a farinha num pouco de leite e depois juntam-se todos os elementos e levam-se ao lume brando numa caçarola, mexendo sempre, até que a farinha e as gemas fiquem cozidos.
Serve-se polvilhado com canela ou crestado com ferro quente.

LEMBRANÇAS - (Ver presentes de Natal)

LENDAS DE NATAL - É pelo Natal que se contam as grandes e bonitas histórias de Natal ou lendas que têm sempre o seu ponto de verdade. Exemplo : O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina dos fósforos, A História do galo, A dos 3 Pastorinhos e a do Pinheiro. (Ver em histórias).

LUZ (NATAL) - A Luz está relacionada com o Natal porque Cristo é considerado como uma luz para o homem.
Por esta época (Dezembro) celebrava-se a vitória da luz sobre as trevas, pois os dias começaram a aumentar de tamanho. Daí a tradição do lenho de NAtal que ainda se vai mantendo em algumas aldeias. Antigamente, era tradiçaõ serem os mancebos a acenderem o lenho`no adro da Igreja da terra. O lenho nunca poderia ser mais pequeno que o do ano anterior.


M

MAGOS - Cada um dos três sábios que foram adorar a Jesus a Belém e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. Atribuem-se-lhes os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar.

MARIA - Mãe de Jesus, invocada geralmente, segundo a tradição portuguesa Maria, Virgem Maria e Nossa Senhora.
Vida -O que se conhece da vida de Nossa Senhora consta principalmente dos Evangelhos canónicos, mas conservam-se também na tradição, muitos pormenores que já aparecem registados em Apócrifos do Novo Testamento, anteriores ao séc. IV.
Os seus pais, que se chamavam Joaquim e Ana, constam apenas da tradição.
Maria nasceu no ano 22 antes da nossa era.

MENINO - Menino Jesus, a imagem de Cristo na idade infantil.

MIRRA - Goma- resina aromática: "O Evangelho diz que os Reis Magos ofereceram ao rei nascido, ouro, incenso e mirra " já na lei de Moisés se determinava o uso de mirra com outros aromas, no óleo santo de unção.
Era também frequente o seu emprego em usos profanos.
Sabe-se que entre os gregos e Romanos se usava vinho com mirra para restaurar as forcas e que os egípcios empregavam a mirra no embalsamento de cadáveres e na composição de perfumes .

MISSA DO GALO - Esta designação da missa da meia-noite tem a sua origem em Espanha.
Pouco antes de baterem as doze badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador de Toledo matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por ocasião da sua prisão.
O costume de celebrar esta missa vigora já desde o século V, quando o Papa celebrou a missa, em Roma, na Igreja de Santa Maria Maior.
É o mais antigo costume cristão das festividades de Natal e dá-lhe o nome. "Christmas" (Natal em inglês) vem do inglês antigo "Christmas Maesse"

MOINHO - Máquina de triturar certas substâncias. Dá-se também o nome a uma pequena casa cilíndrica onde lá dentro se moem cereais.
O Presépio representa o nascimento e a aldeia de Jesus Cristo e nessa aldeia, tal como em tantas outras aldeias, havia um moinho.

Musgo - s. m. Nome de planta briodica. Espécie de espuma que se formam na água e em certo licores que se mexem e se voltam de cima para baixo.
A plante é utilizada no Natal para fazer o presépio.

MÚSICA - Arte de combinar os sons numa sucessão temporal. Na antiguidade grega era, originariamente, conceito colectivo para a arte dos sons, da poesia e da dança e depois passou a referir-se unicamente à arte dos sons. O Natal tem inspirado os compositores ao longo dos tempos que, sobre este tema, têm composto algumas das mais bonitas músicas de que há memória. Ex.: Noite Feliz , Jingle Bells, Adeste Fidelis (tradicionalmente atribuída a D. João IV), etc...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letras H, I e J

Jesus - imagem do Sudário
Janus (origem do nome Janeiro)H/I

HISTÓRIA - Conto (ver em lenda).

IGREJA - Etimologicamente, a palavra Igreja significa "reunião", pois vem do grego Eclésia, nome dado à reunião de todos os cidadãos gregos, onde se tomavam as decisões políticas mais importantes para a Cidade-Esatdo de Atenas.
No Antigo Testamento, segundo a versão do setenta, indica ordinariamente reuniões consagrada à oração pública entre os Judeus, mas também se emprega no sentido de grupo, designando o povo de Israel como beneficiário da aliança divina. Pode ser entendido como o local onde se celebra a Missa ou como o conjunto dos Cristãos.

INCENSO - s.m. vapor adorante, substância resinosa, aromática, que se queima em actos religiosos, e que exala um odor característico.
Foi uma das prendas ofertadas pelos Reis Magos a Jesus Cristo.

INVERNO - É a mais fria das quatro estações do ano. Começa a 22 de Dezembro e acaba a 20 ou 21 de Março, é a estação mais curta de todas e dura cerca de 89 dias e duas horas, situando-se entre o Outono e a Primavera. Abrange o mês de Dezembro, no qual nasceu Jesus, a 25 desse mês.

ISRAEL - S. f. um dos nomes do povo judeu, descendente de Jacob; israelitas hebreus: Os Israelitas são os que se salvam, porque Israel quer dizer o que vê Deus.

J

JANEIRAS - São cânticos populares cantados durante o mês de Janeiro. Também se pode chamar Reisadas. Normalmente as pessoas cantam de porta em porta e esperam um donativo dos donos de casa. Muitas vezes cantei eu as Janeiras.

Ainda agora aqui cheguei
Logo pus meu pé na escada
Logo meu coração disse
Aqui mora gente honrada

Boas festas, boas festas
Boas festas vimos dar
Vimos cantar as Janeiras
Se os senhores as querem dar

Se os senhores as querem dar
Não estejam a demorar
Já é tarde, faz-se noite
Temos caminho p'ra andar

JANEIRO - É o 1º mês do ano. Foi assim chamado em honra de Janos, deus romano com duas cabeças, uma que olhava o futuro e outra o passado.
Antes dos Romanos, havia o calendário grego que tinha apenas 10 meses Júlio César decidiu reformá-lo, fazendo de Janeiro o 1.º mês do ano e de Fevereiro o 2.º. Já devem ter reparado que Setembro que é o décimo mês tem como raiz a palavra sete, Outubro, oito, Novembro o nove e Dezerembro o dez.
O 1.º dia de Janeiro é celebrado alegremente em muitos países do mundo. As pessoas desejam umas às outras as maiores felicidades.

JERUSALÉM - Capital da Palestina, Cidade Santa para Judeus, Cristãos e Muçulmanos. A cidade encerra importantes monumentos cristãos e muçulmanos.
Os primeiros, que a tornaram centro de peregrinação do mundo inteiro, recordam os principais passos da paixão e morte de Jesus. A Basílica do Santo Sepulcro dentro da qual se encontram o lugar do Calvário e o do túmulo do Senhor e a Cripta do achamento da Santa Cruz. Pelas ruas da cidade, os cristãos fazem a Via Sacra e visitam os vários Santuários, percorrendo o trajecto que Jesus teria seguido desde o Pretório de Pilatos até ao Calvário. Num monte, há um Mosteiro de freiras Carmelitas, chamado o Carmálo Pater, porque, segundo a tradição, Jesus teria ensinado naquele lugar o Pai Nosso; muito próxima, a chamada gruta do Credo, onde os Apóstolos teriam composto o símbolo da Fé, antes de se dispersarem. No alto do monte, venera-se o lugar da Ascensão, num pequeno Santuário que os muçulmanos transformaram em Mesquita. Na vertente oriental, ficava Betagé, de onde Jesus partiu para a entrada triunfal em Jerusalém, e Betânia, onde ressuscitou Lázaro.

JESUS - Filho de Deus nasceu, segundo os Evangelhos, em Belém e morreu cerca do ano 30 da nossa era cristã.
O mês e ano do nascimento de Jesus Cristo são incertos. A era vulgar, chamada de Cristo foi fixada no séc. VI por Fei Dionísio, o Exíguo, que atribuiu o Natal do ano de 754 depois da fundação de Roma. Cálculos recentes fixam a data no ano de 7 ou 6 a.C., certamente não depois do ano 5 a.C..
O cômputo das turmas sacerdotais a que se refere Lucas, faz supor que Jesus teria nascido no mês de Julho e não em Dezembro (lembrem-se que os pastores andavam no campo durante a noite).
A antiga data do solstício do Inverno foi intromissão mitraísta, na liturgia cristã, segundo alguns supõem.

JOSÉ - Esposo de Maria Santíssimo, pai putativo de Jesus Cristo. Da estirpe de David, filho de Jacob ou Heli. Trabalhava como operário (carpinteiro) em Nazaré. (ver S. José)

domingo, 16 de dezembro de 2007

O meu Presépio

No início era a Gruta
O making off (com ajuda especial)

Panorâmica geral
A Gruta

A Gruta
Os Reis Magos a caminho

As lavadeiras e os pastores

O Vigilante

A celebração do nascimento de Cristo vem dos finais do século III, quando os peregrinos visitavam a gruta em que nasceu, em Belém.

Em 1223, São Francisco de Assis, em vez de festejar a véspera de Natal na Igreja, como era habitual, fê-lo na floresta de Greccio. Para o efeito mandou transportar para o local uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar a cerimónia às pessoas. Por isso é, muitas vezes, visto como o autor do presépio.
Os primeiros presépios, como os conhecemos, surgiram no século XVI, na Itália.
Até ao século XVIII eram sobretudo as cortes que tinham presépios, feitos por artistas famosos.

Quando eu era míudo era uma alegria a montagem do presépio. Hoje, parece que começamos a ter medo, pois há quem ache que, com isso, podemos estar a desrespeitar alguém.
Não me parece ser de todo o caso, pois respeitando eu todas as convicções, o mínimo que posso exigir é que respeitem também as minhas.
Curiosamente essas preocupações vêm, geralmente, não dos outros, dos que se podiam sentir ofendidos, mas de fazedores de opinião que, aproveitando o tempo de antena, nada mais fazem que lançar a confusão e apelar para uma liberdade que, curiosamente, nunca respeitaram.
Ou melhor respeitam de uma maneira curiosa, pois uns são mais ditadores que outro ,ou algumas ditaduras são melhores do que outras. Como isto me faz lembrar o "Triunfo dos Porcos" de George Orwell!...
Bem mas passemos ao meu presépio. Com alguns dias de atraso em relação ao prometido, ei-lo. Mais uma vez está na rua, no imenso latifúndio (4 metros quadrados) que possuo em frente da minha casa. Vai ser o último ano neste espaço... Para o ano veremos...
Viva o Natal. Que, pelo menos uma vez no ano, nos mostremos mais solidários e pensemos um pouco mais nos outros.
Que o Menino vos traga tudo aquilo com que sempre sonharam...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra G


G

GALILEIA - Região setentrional da Palestina, junto ao rio Jordão, limitada ao sul pela Samaria, ao norte pelo rio Leontes e a oeste pelo Mediterrâneo. Era dividida em Baixa Galileia e Alta Galileia, ou Galileia dos Gentios.
A Galileia está cheia de recordações de Jesus, o que dela fez o centro da sua pregação, tendo nela recrutado os principais discípulos. Era, então, muito próspera, muito povoada e tinha uma vida política e religiosa de grande intensidade. Todos os cultos e opiniões se encontravam aí livremente.

GALO - S. m. ave galinácea, de crista carnuda e asas curtas; macho de galinha (ver capão).

GAMBIARRA - Renque de luzes entre as bandolinas do palco. Extensão eléctrica, com fio comprido, que permite levar luz a sítios afastados. Conjunto de luzes de cores variadas utilizada para enfeitar a árvore de Natal e o Presépio.

GASPAR - Era um dos REIS MAGOS que foi visitar o Menino Jesus tendo-lhe oferecido incenso. (ver Reis Magos)

GILBARDEIRA - s. f. Subarbusto da família das Liliáceas. Planta áspera, de pequenos frutos redondos como a cereja e de folhas picantes, que nasce nos valados e nas silveiras.
É utilizada como ornamental durante o Natal e também conhecida pelo nome de erva-dos-vasculhos.

GORRO - s. m. Barrete comprido em forma de saco; Carapuça; Boina.
Usado pelo Pai Natal, para se proteger do frio, nas noites de Natal.

GOSTAR - Experimentar um sentimento maior ou menor de amizade, afeição, apreço, simpatia, atracção para com alguém ou algum ser: gostar dos pais; gostar muito do novo amigo; etc.
O Natal é uma época em que, mais do que nunca, devemos gostar dos outros.

GRUTA - Cavidade natural no interior de um maciço rochoso. Local onde, segundo alguns, o Menino Jesus nasceu, visto não haver vagas nas estalagens, uma vez que César Augusto (Octávio) ordenara que se fizesse um recenseamento. (Outra versão diz que Jesus nasceu num estábulo).

GUIZO - Globozinho oco de metal que produz som ao agitar-se com as bolinhas que contém.
É costume Guizos nos enfeites de Natal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra F


F

FAVA - Planta da família das leguminosas subespontânea e cultivada em Portugal pelo valor nutritivo das suas sementes. (fava-cavalinha, fava de Holanda).
Origem da lenda da fava - Aquando do nascimento do menino Jesus começaram a chegar a Belém sábios, sacerdotes e magos. Vinham prestar homenagem ao anunciado redentor do mundo. Os magos não chegaram, todavia, a acordo sobre qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes ao menino. Resolveram então fazer um bolo contendo no interior, uma fava. O bolo seria repartido por todos, em partes iguais e aquele a quem saísse a fava teria a sorte de ofertar o seu presente antes dos outros (é a crença da fava como objecto benfazejo e signo da sorte).
A lenda não diz a quem saiu. Mas o facto correu de boca em boca e a partir daí, propagou-se o hábito de cozinhar um bolo com fava um dentro, sempre que fosse necessário resolver - pela sorte - qualquer divergência.


Quem fica com a fava no bolo-rei deve pagar o bolo no ano seguinte. Ou melhor, pagava porque agora a ASAE não deixa

- Assentimento da inteligência, motivado na autoridade alheia. Se esta autoridade é humana, a fé chama-se humana; se a autoridade é a do próprio Deus a fé é divina. Os Teólogos tomam a fé divina como acto e como hábito.

FELICIDADE - Qualidade do que é feliz; contentamento, satisfação e bem estar. (Felicidade do Natal).

FESTAS - S. f. festejo função, festividade. «Fazem todos muitas grandes festas a estes pagodes que digo, a que vão em romarias de muito longe.»


O Natal é a grande festa da família.

FÉRIAS - Dias de descanso e de festa (em latim diz-se feria). O Natal é tempo de férias.

FILHÓ - Bolo de massa e de farinha, ovos e outros ingredientes, que se frita em azeite e se passa depois por calda de açúcar, ou se envolve em açúcar e canela. Hoje, vulgarmente, é termo feminino.

FILHO DE DEUS- É o salvador, filho de David é Jesus. Chamado Emanuel, porque Emanuel quer dizer Filho de Deus.
- Nasceu em Belém ;
-Viveu em Nazaré ;
-Falava Hebraico / Aramaico;
-Quando cresceu, pregou a palavra de Deus.

FILMES DE NATAL - O Natal sempre inspirou muitos artistas e também o mundo do cinema EX.: Sozinho em casa, S.O.S. Fantasma, Scrooge, Contos de Natal, etc

FITAS - Material com que enfeita o pinheiro e a casa na quadra natalícia. Podem ser de cor dourada e prateada ou mesmo de outras cores.

FORMIGOS - Doce típico de Natal na região Trás -os - Montes
Tempo de preparação -15 minutos
Tempo de cozedura -15 minutos
Ingredientes :
500 g de açúcar;
8 fatias de pão de forma;
150 g de amêndoas;
100 g de corintos;
8 gemas;
2 cálices de vinho do Porto;
Leite e canela;
Leve ao lume o açúcar com 1/3 do seu peso em água até obter o ponto de pérola ( 34º Baumé a 108ºC ). Junte à calda de açúcar as fatias de pão de forma previamente embebidas em leite e escorridas. Leve ao lume durante 5 Mn. Adicione 50 g de amêndoas moídas e os corintos e leve novamente ao lume. Retire do calor e junte as gemas aromatizadas com o vinho do Porto. Leve novamente a lume brando, só para engrossar. Deite os formigos numa travessa e polvilhe-os com canela . Enfeite com as restantes amêndoas, cortadas em falhas e torradas .


E bom apetite!

FRIO - Dá uma sensação como a que produz o contacto ou a vizinhança de certos corpos, como gelo, a neve, e que se considera oposto ao antítese da que produz o fogo e que se diz quente.
O frio pode produzir sobre o organismo, perturbações gerais, que consistem nos resfriamentos e lesões locais as congelações.
Normalmente, aparece associado ao Natal por este ocorrer em Dezembro, mês de muito frio no hemisfério norte.

FRUTOS SECOS -
FRUTOS - São os frutos comestíveis.
SECOS - Que estão enxutos.
FRUTOS SECOS - São frutos comestíveis que se metem no bolo-rei, que é o Bolo que os Portugueses mais comem no Natal. Além do Bolo Rei são também utilizados nas famosas broinhas doces, que fazem parte da época Natalícia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dicionáro de Natal - letas D e E

D e E

DEZEMBRO - Último mês do ano civil (latim Decembre). No mês de Dezembro começa o Inverno no dia 22, que é o dia mais curto do ano, entrando o sol em Capricórnio. Em Dezembro, a 25 comemora-se o Nascimento de Jesus Cristo. É Feriado Nacional em Portugal, consagrando festa da família.

DIA DA FAMÍLIA - É o dia de Natal ou véspera, em que a família se junta

DIA DE NATAL - Ver 25 de Dezembro.

DIA DE REIS - Tradicionalmente, o Dia de Reis é festejado no dia 6 de Janeiro. Em Espanha, o Dia de Reis é quando se dão e recebem as prendas.

DESEJO - Acção de desejar. Pretensão, vontade; intenção. No Natal é a época em que muitas crianças querem ver os seus desejos cumpridos, seja no que diz respeito às prendas, seja noutros pedidos entretanto formulados.

DEUS - Pai de Jesus, criador do mundo .
Toda a Bíblia fala constantemente de Deus, pelo que, nos estreitos limites deste dicionário, é impossível fazer uma síntese bíblica de Deus.
Limitamo-nos por isso, ao quase nada que ficou dito. Às vezes Deus é descrito como figura humana: tem olhos, tem lábios e boca, tem ouvidos para ouvir as orações do homem; o braço e o dedo de Deus são instrumento do seu poder sálvico. Enfim, Espírito adorado por todos.

DOCES - Têm sabor agradável como o do mel, e o do açúcar. O açúcar usado em vários doces de Natal por ex. :Bolo-Rei , Tronco de Natal.
EMANUEL- s.m. (Deus connosco) filho de Deus e filho do homem. ( ver Jesus)

ENFEITES - Os enfeites no pinheiro mais usados no Natal são: algodão para imitar a neve (agora já há neve en spray); bolas coloridas; estrela; fitas; gambiarras; laços; luzes.
Porque enfeitamos a Árvore de Natal ?
Na Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e que, no Outono, quando as folhas caiam, os espíritos as tinham abandonado. Para incentivar os espíritos a regressarem às árvores, no solstício do Inverno, penduravam-lhes decorações. Quando surgiu o costume de trazer abetos para dentro de casa passaram a utilizar-se lâmpadas coloridas.

ESPERANÇA - Acção de esperar, aguardar com confiança algum bem futuro que se julga possível alcançar. O Natal é uma época de esperança.

ESTÁBULO - Coberto ou curral onde se abriga o gado, particularmente bois e vacas. Os estábulos devem ser sempre asseados quentes e ventilados. Foi num estábulo que Jesus nasceu, daí o relacionamento com o Natal.
Ele nasceu numa manjedoura coberta de palha, a envolve-Lo estavam uns trapos rotos. Do Seu lado direito estava Maria e no Seu lado esquerdo estava José. Ao fundo estava uma vaca e um burro.

ESTALAGEM - Hospedaria, albergaria, pousada. Diz-se que o Menino Jesus nasceu no estábulo de uma estalagem, em Belém.

ESTRELA - Designa um meteoro ou qualquer corpo luminoso, que assinalou no céu do oriente, o nascimento de Jesus e guiou os Magos no caminho de Jerusalém e de Belém.