sábado, 15 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra G


G

GALILEIA - Região setentrional da Palestina, junto ao rio Jordão, limitada ao sul pela Samaria, ao norte pelo rio Leontes e a oeste pelo Mediterrâneo. Era dividida em Baixa Galileia e Alta Galileia, ou Galileia dos Gentios.
A Galileia está cheia de recordações de Jesus, o que dela fez o centro da sua pregação, tendo nela recrutado os principais discípulos. Era, então, muito próspera, muito povoada e tinha uma vida política e religiosa de grande intensidade. Todos os cultos e opiniões se encontravam aí livremente.

GALO - S. m. ave galinácea, de crista carnuda e asas curtas; macho de galinha (ver capão).

GAMBIARRA - Renque de luzes entre as bandolinas do palco. Extensão eléctrica, com fio comprido, que permite levar luz a sítios afastados. Conjunto de luzes de cores variadas utilizada para enfeitar a árvore de Natal e o Presépio.

GASPAR - Era um dos REIS MAGOS que foi visitar o Menino Jesus tendo-lhe oferecido incenso. (ver Reis Magos)

GILBARDEIRA - s. f. Subarbusto da família das Liliáceas. Planta áspera, de pequenos frutos redondos como a cereja e de folhas picantes, que nasce nos valados e nas silveiras.
É utilizada como ornamental durante o Natal e também conhecida pelo nome de erva-dos-vasculhos.

GORRO - s. m. Barrete comprido em forma de saco; Carapuça; Boina.
Usado pelo Pai Natal, para se proteger do frio, nas noites de Natal.

GOSTAR - Experimentar um sentimento maior ou menor de amizade, afeição, apreço, simpatia, atracção para com alguém ou algum ser: gostar dos pais; gostar muito do novo amigo; etc.
O Natal é uma época em que, mais do que nunca, devemos gostar dos outros.

GRUTA - Cavidade natural no interior de um maciço rochoso. Local onde, segundo alguns, o Menino Jesus nasceu, visto não haver vagas nas estalagens, uma vez que César Augusto (Octávio) ordenara que se fizesse um recenseamento. (Outra versão diz que Jesus nasceu num estábulo).

GUIZO - Globozinho oco de metal que produz som ao agitar-se com as bolinhas que contém.
É costume Guizos nos enfeites de Natal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra F


F

FAVA - Planta da família das leguminosas subespontânea e cultivada em Portugal pelo valor nutritivo das suas sementes. (fava-cavalinha, fava de Holanda).
Origem da lenda da fava - Aquando do nascimento do menino Jesus começaram a chegar a Belém sábios, sacerdotes e magos. Vinham prestar homenagem ao anunciado redentor do mundo. Os magos não chegaram, todavia, a acordo sobre qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes ao menino. Resolveram então fazer um bolo contendo no interior, uma fava. O bolo seria repartido por todos, em partes iguais e aquele a quem saísse a fava teria a sorte de ofertar o seu presente antes dos outros (é a crença da fava como objecto benfazejo e signo da sorte).
A lenda não diz a quem saiu. Mas o facto correu de boca em boca e a partir daí, propagou-se o hábito de cozinhar um bolo com fava um dentro, sempre que fosse necessário resolver - pela sorte - qualquer divergência.


Quem fica com a fava no bolo-rei deve pagar o bolo no ano seguinte. Ou melhor, pagava porque agora a ASAE não deixa

- Assentimento da inteligência, motivado na autoridade alheia. Se esta autoridade é humana, a fé chama-se humana; se a autoridade é a do próprio Deus a fé é divina. Os Teólogos tomam a fé divina como acto e como hábito.

FELICIDADE - Qualidade do que é feliz; contentamento, satisfação e bem estar. (Felicidade do Natal).

FESTAS - S. f. festejo função, festividade. «Fazem todos muitas grandes festas a estes pagodes que digo, a que vão em romarias de muito longe.»


O Natal é a grande festa da família.

FÉRIAS - Dias de descanso e de festa (em latim diz-se feria). O Natal é tempo de férias.

FILHÓ - Bolo de massa e de farinha, ovos e outros ingredientes, que se frita em azeite e se passa depois por calda de açúcar, ou se envolve em açúcar e canela. Hoje, vulgarmente, é termo feminino.

FILHO DE DEUS- É o salvador, filho de David é Jesus. Chamado Emanuel, porque Emanuel quer dizer Filho de Deus.
- Nasceu em Belém ;
-Viveu em Nazaré ;
-Falava Hebraico / Aramaico;
-Quando cresceu, pregou a palavra de Deus.

FILMES DE NATAL - O Natal sempre inspirou muitos artistas e também o mundo do cinema EX.: Sozinho em casa, S.O.S. Fantasma, Scrooge, Contos de Natal, etc

FITAS - Material com que enfeita o pinheiro e a casa na quadra natalícia. Podem ser de cor dourada e prateada ou mesmo de outras cores.

FORMIGOS - Doce típico de Natal na região Trás -os - Montes
Tempo de preparação -15 minutos
Tempo de cozedura -15 minutos
Ingredientes :
500 g de açúcar;
8 fatias de pão de forma;
150 g de amêndoas;
100 g de corintos;
8 gemas;
2 cálices de vinho do Porto;
Leite e canela;
Leve ao lume o açúcar com 1/3 do seu peso em água até obter o ponto de pérola ( 34º Baumé a 108ºC ). Junte à calda de açúcar as fatias de pão de forma previamente embebidas em leite e escorridas. Leve ao lume durante 5 Mn. Adicione 50 g de amêndoas moídas e os corintos e leve novamente ao lume. Retire do calor e junte as gemas aromatizadas com o vinho do Porto. Leve novamente a lume brando, só para engrossar. Deite os formigos numa travessa e polvilhe-os com canela . Enfeite com as restantes amêndoas, cortadas em falhas e torradas .


E bom apetite!

FRIO - Dá uma sensação como a que produz o contacto ou a vizinhança de certos corpos, como gelo, a neve, e que se considera oposto ao antítese da que produz o fogo e que se diz quente.
O frio pode produzir sobre o organismo, perturbações gerais, que consistem nos resfriamentos e lesões locais as congelações.
Normalmente, aparece associado ao Natal por este ocorrer em Dezembro, mês de muito frio no hemisfério norte.

FRUTOS SECOS -
FRUTOS - São os frutos comestíveis.
SECOS - Que estão enxutos.
FRUTOS SECOS - São frutos comestíveis que se metem no bolo-rei, que é o Bolo que os Portugueses mais comem no Natal. Além do Bolo Rei são também utilizados nas famosas broinhas doces, que fazem parte da época Natalícia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dicionáro de Natal - letas D e E

D e E

DEZEMBRO - Último mês do ano civil (latim Decembre). No mês de Dezembro começa o Inverno no dia 22, que é o dia mais curto do ano, entrando o sol em Capricórnio. Em Dezembro, a 25 comemora-se o Nascimento de Jesus Cristo. É Feriado Nacional em Portugal, consagrando festa da família.

DIA DA FAMÍLIA - É o dia de Natal ou véspera, em que a família se junta

DIA DE NATAL - Ver 25 de Dezembro.

DIA DE REIS - Tradicionalmente, o Dia de Reis é festejado no dia 6 de Janeiro. Em Espanha, o Dia de Reis é quando se dão e recebem as prendas.

DESEJO - Acção de desejar. Pretensão, vontade; intenção. No Natal é a época em que muitas crianças querem ver os seus desejos cumpridos, seja no que diz respeito às prendas, seja noutros pedidos entretanto formulados.

DEUS - Pai de Jesus, criador do mundo .
Toda a Bíblia fala constantemente de Deus, pelo que, nos estreitos limites deste dicionário, é impossível fazer uma síntese bíblica de Deus.
Limitamo-nos por isso, ao quase nada que ficou dito. Às vezes Deus é descrito como figura humana: tem olhos, tem lábios e boca, tem ouvidos para ouvir as orações do homem; o braço e o dedo de Deus são instrumento do seu poder sálvico. Enfim, Espírito adorado por todos.

DOCES - Têm sabor agradável como o do mel, e o do açúcar. O açúcar usado em vários doces de Natal por ex. :Bolo-Rei , Tronco de Natal.
EMANUEL- s.m. (Deus connosco) filho de Deus e filho do homem. ( ver Jesus)

ENFEITES - Os enfeites no pinheiro mais usados no Natal são: algodão para imitar a neve (agora já há neve en spray); bolas coloridas; estrela; fitas; gambiarras; laços; luzes.
Porque enfeitamos a Árvore de Natal ?
Na Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e que, no Outono, quando as folhas caiam, os espíritos as tinham abandonado. Para incentivar os espíritos a regressarem às árvores, no solstício do Inverno, penduravam-lhes decorações. Quando surgiu o costume de trazer abetos para dentro de casa passaram a utilizar-se lâmpadas coloridas.

ESPERANÇA - Acção de esperar, aguardar com confiança algum bem futuro que se julga possível alcançar. O Natal é uma época de esperança.

ESTÁBULO - Coberto ou curral onde se abriga o gado, particularmente bois e vacas. Os estábulos devem ser sempre asseados quentes e ventilados. Foi num estábulo que Jesus nasceu, daí o relacionamento com o Natal.
Ele nasceu numa manjedoura coberta de palha, a envolve-Lo estavam uns trapos rotos. Do Seu lado direito estava Maria e no Seu lado esquerdo estava José. Ao fundo estava uma vaca e um burro.

ESTALAGEM - Hospedaria, albergaria, pousada. Diz-se que o Menino Jesus nasceu no estábulo de uma estalagem, em Belém.

ESTRELA - Designa um meteoro ou qualquer corpo luminoso, que assinalou no céu do oriente, o nascimento de Jesus e guiou os Magos no caminho de Jerusalém e de Belém.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra C

Capão de Freamunde

C


CABRITO - Bode muito novo, chibo.
RECEITA : Corta-se o cabrito em pedaços. Faz-se uma calda de alho pisado, sal, uma folha de louro, piri-piri, óleo, vaqueiro, um pouco de massa de tomate. Vai ao lume para derreter o vaqueiro, depois barra-se a carne com essa calda e deixa-se de um dia para o outro. No dia seguinte junta-se vinho branco e vai ao forno duas horas. Ao fim tira-se para fora e vira-se a carne, põe-se o molho e vai mais uma hora ao forno e está pronto a servir. Em algumas regiões do nosso país é um dos pratos típicos de Natal.

CAMELO - Género de mamífero rominante, especialmente caracterizado por uma ou duas gibosidades no dorso. Era um dos animais que estavam na gruta onde Jesus nasceu, porque foi o animal de transporte utilizado pelos Magos.

CANELA - S. F. casca de árvore chamada caneleira de aroma e sabor agradáveis, usada ( em pó ou fragmentada ) em terapêutica, perfumaria, doçaria e como condimento; do Latim camella. É usada na doçaria de Natal.

CAPÃO - Frango castrado com a finalidade de se obter maior desenvolvimento e carne mais tenra e saborosa. A castração pode ser realizada por meios cirúrgicos ou, mais modernamente, por acção hormonal ( castração fisiológica, obtida pela administração de estrerogéneos ) e deve ser efectuada, conforme as raças, entre o segundo e o terceiro mês de vida ( início da maturação sexual ). Conseguem-se deste modo exemplares com pesos até 4 Kg. aos 8-10 meses de idade.
Segundo uma lenda, conta-se que em Roma, um senador incomodado com barulho que os galos faziam pela manhã, proibiu a existência de galos na cidade. A solução encontrada pela população foi castrar os galos e assim resolveram o problema.
Em Freamunde, no Norte de Portugal, e em Villalba, na Galiza fazem-se feiras anuais onde se vende exclusivamente estes galináceos ( alguns podem atingir preços superiores a 15 contos ). É um dos pratos típicos de Natal.

CARAMELO - Gelo; açúcar em ponto de rebuçado, gulodice feita com açúcar nestas condições outros ingredientes, canudilhos feitos desse açúcar.
O caramelo utiliza-se para barrar bolos e pudins, e como na época festiva do Natal se preparam muitos destes doces o caramelo é bastante utilizado.
Pode aparecer ainda em canções populares sobre o Natal com o significado de gelo. É o caso de uma canção do Alto Alentejo:
Ó meu menino Jesus,
Não queiras menino ser!
Onde foste a nascer,
Ao rigor do caramelo.

CARINHO - s. m. Demonstração de amor ou benevolência; mimo; afago; carícia; cuidado extremo; amizade. O Natal é, por excelência, uma época de amor e de carinho.

CASTELO - Solar senhorial fortificado; fortaleza; praça forte. O castelo está sempre presente nos presépios.

CEIA - A refeição que se toma à noite e ordinariamente e a última antes de as pessoas se deitarem; refeição depois da meia-noite. Formação Latina caena. No Natal toda a família se reúne na Ceia do Natal onde o principal prato é o bacalhau com batatas cozidas. Nome que pode ser dado à Consoada de Natal.

CELEBRAÇÕES - Acto ou efeito de celebrar. Comemorações . Rezar a missa. O Natal é uma das grandes celebrações cristãs.

CEPO DE NATAL - Talvez em nenhuma outra região do País, como no
interior, há uma tradição tão arreigada ao Natal. Desde as ementas - onde o bacalhau pontifica na noite de consoada e o cabrito faz galas no almoço do dia de Natal - às pequeninas facetas que antecedem a noite em que a história conta ter nascido Jesus. Por exemplo, já ouviu falar no madeiro de Natal? Senão, ouça, agora. Nas aldeias do interior, os habitantes conservam , ainda hoje, o costume de escolher, na mata mais próxima, o cepo ou madeira de Natal
Na tarde do dia vinte e quatro, um enorme tronco - de preferência de carvalho ou castanheiro - é levado para ao adro da igreja, num tractor enfeitado e no meio de canções que os mais novos aprenderam de seus pais e avós.
Depois, é-lhe deitado fogo e fica a arder durante toda a noite. Após a missa do galo, toda a gente se aquece em seu redor, em amena cavaqueira ou, muito simplesmente, na contemplação do presépio que ainda, em muito lado destas Beiras, se arma no adro da igreja.

CENTROS DE NATAL - Costuma-se fazer centros para colocar no centro da mesa e nas portas nos dias de Natal. Faz -se geralmente de cedro e de pinheiro enfeitada com bolas, sinos, fitas e no meio uma vela de origem alemã.A vela servia também para guiar os viajantes até Jesus e era um símbolo do nascimento de Jesus.(a luz do mundo)

CHANFANA- Cabra guisada típica da zona de Coimbra, Miranda do Corvo e Senhor da Serra.
INGREDIENTES
- 3 kg de carne de cabra
- 2 cabeças de alho inteiras
- 2 ou 3 litros de vinho tinto
- sal
-colorau
-um pouco de piri-piri

Coloca-se a carne numa caçoila com as cabeças de alho inteiras. Em seguida tempera-se de sal, colorau e piri-piri e mistura-se-lhe o vinho. Deixa-se ficar cerca de 12 horas. Depois vai ao forno, de preferência de lenha, cozer durante cerca de 3 horas, e vai-se acrescentando vinho. Serve-se com batata cozida.

CHAMINÉ - Conduta para dar tiragem, ao ar ou fumo. Segundo a tradição o Pai Natal desce pela chaminé para entregar as prendas. Desmond Morris atribui essa lenda ao poema " Uma visita de São Nicolau", escrito em 1822 por Clement Moore, que descreve São Nicolau a chegar num trenó puxado por renas a aterrar no telhado de sua casa e a descer pela chaminé. Parece que Moore fora buscar a chegada pela chaminé a uma lenda finlandesa.

CHAMPANHE - Qualquer vinho de tipo e sabor semelhante a esse (espumante natural ). ( De Champagne, região francesa ). É usual beber-se champanhe a acompanhar doces de Natal e na passagem de ano.

CRISTIANISMO - Religião que se estabeleceu no mundo depois das pregações de Cristo e dos seus discípulos. Deriva directamente do Judaísmo Antigo.

CHOCOLATE - O chocolate é um doce que serve para fazer os tradicionais enfeites de Natal assumindo variadas formas ( ex.: Pai Natal, pinha, ovelha, sino, coelho, etc ) e que serve para decorar a árvore de Natal.

CONFRATERNIDADE - Acção ou efeito de confraternização. O Natal é a grande festa da confraternização.

CONSOADA - s.f. Refeição ligeira que os católicos podem tomar à noite quando jejuam. Banquete ou refeição festiva na noite de Natal. Em Portugal o prato mais comum na noite de consoada é as batatas cozidas com bacalhau.

CORDEIRO - O cordeiro no Natal é uma figura do presépio, porque é um dos presentes que os pastores deram ao Menino Jesus.

COROAS - Enfeites típicos de Natal elaborados geralmente com azevinho, cedro e bolas de natal, sendo colocadas habitualmente nas portas de entrada das casas, na noite de Natal.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal - letra B


B



BACALHAU - S. m. Peixe da família dos gadídeos com grandes qualidades alimentares, que é vulgarmente chamado «o fiel amigo». É uma tradição comer bacalhau com batatas cozidas, na ceia de Natal.

BADALADAS - Dar badaladas.


Badalo - peça metálica, suspensa por uma argola no interior do sino, para produzir sons.


As badaladas transmitem um som, produzido pelo badalo, através do sino, que ao longo dos tempos é característico das torres das igrejas.
É uma tradição que faz parte da cultura do povo e, que na noite de Natal, serve para atrair os fiéis à tão falada e usual Missa do Galo. Assim se celebra o nascimento de Jesus.

BALTAZAR - Segundo a tradição, chamava-se Baltazar a um dos reis Magos do Oriente que foram adorar o menino Jesus. Foi também o último rei da Babilónia ao ser tomada pelos Persas no reinado de Ciro. Baltazar ofereceu mirra ao menino Jesus.(ver Reis Magos)

BATATA - A batata é um tubérculo originário da América e daí trazido pelos marinheiros dos descobrimentos. No início a sua introdução na Europa foi feita para a alimentação de animais, mas, pouco a pouco, começou a ser usada na alimentação humana por causa das crises alimentares, substituindo a castanha até aí usada. Na época de Natal, come-se cozida, acompanhada de bacalhau.

BATATA-DOCE - Planta herbácea, cujas raízes tuberculosas são comestíveis e contêm reservas açucaradas. Variedade de batata (Ipomeo batatas, Lam.)também se pode chamar Jetica ou Jetuca. Pode ser consumida depois de cozida, em vapor de água, frita ou assada. É costume consumi-la na época de Natal, nomeadamente na feitoria de broínhas doces.

Belchior (Melchior) - personagem que, guiada por uma estrela, foi a Belém adorar Jesus e lhe ofereceu incenso. ( ver Reis Magos )

BELÉM - A palavra hebraica quer dizer casa do pão. Houve na Palestina duas cidades com este nome. Belém, cidade de David, situada a 9 km de Jerusalém, também chamada Belém de Judá e anteriormente Efrata. Quando os israelitas ocuparam a Palestina, foi lá estabelecer-se com a sua família Salma, filho de Hur e neto de Caleb; mas a povoação só começou a tornar-se célebre entre os judeus pela história de Rut e Booz e pela família de David (Livro de Rut ). Foi aí que David, no meio dos seus irmãos, recebeu a unção real das mãos de Samuel. Roboão cercou-a de muralhas, mas a cidade, quer pela sua situação, quer pelo número dos habitantes, não chegou a ser praça importante. Veio-lhe o maior renome de lá ter nascido o Messias, segundo os oráculos proféticos (Miqueias). É bem conhecida a narração evangélica. José e Maria, não tendo encontrado alojamento na cidade, recolheram-se a uma gruta que servia para estábulo de animais; nascido o menino Jesus, Maria depô-lo numa manjedoura e lá o foram adorar os pastores, a convite dos anjos. Acabaram naturalmente por encontrar uma casa, onde Jesus recebeu depois a homenagem dos magos do Oriente. A gruta da Natividade forma actualmente uma pequena cripta debaixo do coro duma igreja de cinco naves. Foi esta das primeiras basílicas construídas na Palestina por santa Helena é a única que se conservou através das invasões e guerras que ocasionaram a ruína de tantos santuários. Descreve minuciosamente os lugares santos de Belém o nosso Frei Pantaleão de Aveiro no Itinerário da Terra Santa.



BELHÓ - Espécie de bolo frito, feito de farinha com abóbora amassada e peneirada. Também se diz beilhó. ( palavra de origem incerta )
Receita : 500 gr. de abóbora
3 colheres de sopa de farinha
3 gemas de ovos
sal
raspa de limão
açúcar e canela
Como se faz : descasca-se uma abóbora e parte-se aos bocados, coze-se e deixa-
-se arrefecer. Depois junta-se a farinha, as gemas de ovo, o sal, a raspa de limão, o açúcar e a canela.
No fim fritam-se e está pronto a servir.

BEM - Aquilo que é bom, justo, proveitoso, agradavel: este castigo foi um bem para ele; tomou um remédio que lhe fez bem. Virtude (em oposição a mal); praticar o bem; fazer bem aos pobres "o bem e o mal "é um livro de Camilo"; o amor que o impede para o bem o belo e a verdade".

BENTA (ÁGUA) - É o nome que se dá à água benzida que normalmente se encontra nas igrejas.

BÍBLIA - É um conjunto de vários livros elaborados ao longo dos séculos, contendo relatos de acontecimentos da história do povo hebraico: leis, preceitos religiosos, cânticos e poemas, etc. A parte da Bíblia que se relaciona com a religião hebraica constitui o Antigo Testamento. Posteriormente no séc. Id.C., foram-lhe acrescentados vários textos relativos ao Cristianismo que constituem o Novo Testamento. Deste modo, a Bíblia é, simultaneamente, o livro sagrado do Judaísmo e do Cristianismo.

BOAS-FESTAS - Cumprimentos que se endereçam por ocasião das festas do ano. No Natal é costume mandar cartões ou postais de Boas-Festas.

BOLAS DE NATAL - Bolas de várias cores e tamanhos que são para enfeites de Natal.

BOLO INGLÊS
BOLO - Massa de farinha geralmente com açúcar e outros ingredientes.
INGLÊS - Da Inglaterra ; o natural da Inglaterra ; língua inglesa.
BOLO INGLÊS - é o bolo que os Ingleses comem no Natal.

RECEITA RECEITA RECEITA

AÇÚCAR ........ 125 gramas
MANTEIGA....... 125 gramas
FARINHA ......... 240 gramas
OVOS ............. 3 ovos
FERMENTO ...... 1 colher de chá
FRUTAS CRISTALIZADAS ....... 125 gramas


Bate-se o açúcar com a manteiga, juntam-se-lhe os ovos, um por um e bate-se bem .
Em estando bem ligado junta-se-lhe a farinha, o fermento e as frutas cristalizadas


Leva-se ao forno a cozer em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.

BOLO-REI - Bolo típico português, que se fabrica especialmente na quadra natalícia ( do Natal ao dia de Reis ). Pode-se chamar, também, folar doce, pois, é ornamentado com frutas cristalizadas, frutos secos e flores de papel em forma de bóia de salvação.
Dentro dele, ocultos na massa ,vem um brinde embrulhado em papel vegetal e uma fava. A tradição conta que, a quem calhar esta última, fica obrigado a pagar o bolo - rei, nas próximas festas.

RECEITA:
Tempo de preparação: 40 minutos
Tempo de cozedura: 30 / 40 minutos

INGREDIENTES:
- 650 grs. de farinha
- 40 grs. de fermento de padeiro
- 150 grs. de manteiga ou margarina
- 150 grs. de açúcar
- 150 grs. de frutas cristalizadas
- 125 grs. de frutos secos
- 4 ovos
- 1/4 de limão
- 1/4 de laranja
- 1 dl. de rum ou licor
- Gema de ovo
- Amêndoas picadas
- Geleia

Coloque sobre a pedra da mesa 150 grs. de farinha. Abra uma cavidade e ponha dentro o fermento, desfeito em 1 dl. de água morna. Misture com a farinha e forme uma bola. Faça à superfície dois golpes em cruz e deixe a massa levedar durante 15 minutos.
Ponha a restante farinha (500 grs.) sobre a mesa, abra uma cavidade no meio e ponha dentro a margarina, o açúcar e as raspas das cascas do limão e da laranja. Trabalhe estes ingredientes até ficarem em creme. Junte os ovos, um a um e em seguida a massa com fermento. Amasse e, se a consistência da massa ficar demasiado dura, adicione um pouco de leite. Depois destes ingredientes bem amassados, junte o rum ou o licor e incorpore-o bem na massa. Misture as frutas, previamente picadas, e volte a amassar, formando uma bola. Ponha a massa dentro de uma tigela polvilhada com farinha, tape-a com um pano e deixe levedar durante 5 horas.


Corte a massa conforme o tamanho dos bolos que deseja fazer, forme bolas com os bocados de massa e abra um buraco no meio, em forma de círculo. Coloque os bolos em tabuleiros untados com manteiga e deixe levedar durante mais 1 hora, a uma temperatura de 25 a 30 graus centígrados. Pincele os bolos com gema de ovo e enfeite-os com frutas cristalizadas, amêndoas picadas e quadradinhos de açúcar. Leve-os a cozer em forno médio.
Depois dos bolos cozidos, pincele as frutas com geleia.

LENDA: Ver lenda da fava.

BOMBOM - O Bombom é utilizado no Natal para enfeitar as árvores. É uma guloseima de chocolate com ou sem recheio.

BOTAS - Calçado de couro que cobre o pé e a parte da perna. O Pai Natal tradicionalmente aparece de botas pretas e fato vermelho.

BORREGO - Carneiro com um 1 ano de idade. É um dos pratos tradicionais do natal.

BRINDES - Oferta, presente, dádiva, mimo, dom: "Estes eram os brindes, os brindes que o flamengo fazia à cidade ", vinho que se bebe á saúde de alguém: fez um brinde aos noivos.

Especialmente, desejar a prosperidade de alguma coisa, o triunfo de alguma causa, etc

É no bolo rei que se encontra(va) os brindes.

BROINHAS - As broínhas doces costumam ser feitas na altura do Natal. Há dois tipos de broínhas doces de batata e as de abóbora. A mais típica é a de abóbora.
Ingredientes - 500 g. de abóbora.
300 g. de farinha.
sal
250 g. de açúcar
1 c. de fermento em pó
frutas cristalizadas
Como se faz - Mete-se a abóbora dentro de um recipiente, junta-se a farinha , uma pitada de sal, o açucar,1 c. de fermento em pó e, por fim, as frutas cristalizadas. Deixamos levedar, de seguida vai ao forno e está pronto a comer.

BURRO - Mamífero da família dos equídeos (asininos). A forma típica parece ser o burro doméstico do sudoeste da Europa e do norte de africano. O burro era um dos animais que se encontrava na gruta, junto do Menino Jesus.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Dicionário de Natal

Azevinho

Arroz-doce

Há uns anos, propus aos meus alunos, no âmbito da então Área Escola, fazer um levantamento de palavras relacionadas com o Natal. Feita a listagem, cada um fez a parte que lhe competia, tendo sido "editado" um pequeno "livro" com os resultados desse trabalho. É isso que proponho partilhar convosco, neste tempo de Advento.

A

ABÓBORA - Fruto da aboboreira. Utiliza-se no Natal para vários tipos de doces como por exemplo os Belhós (letra B).

ADVENTO - A vinda: o advento. Escaltação, instituída; começo. Período das quatro semanas imediatamente anteriores ao Natal. Advento segundo o dia do juízo, julgamento final: "O segundo advento é o que também hoje prega o Evangelho..."

ALEGRIA - Qualidade do que é alegre. Exteriorização de contentamento. O Natal é uma época de grande alegria pois nasceu Cristo, feito homem para nos salvar.

AMÊNDOAS - Fruto da amendoeira. A semente contida no caroço desse fruto, é comestível e dela se extrai óleo. O feitio oval característico do caroço e da semente serve de termo de comparação. É uma das frutas secas que se comem no Natal.

AMOR - Sentimento que nos induz a obter a pessoa ou a coisa que nos agrada sobremaneira. Cristo símboliza o amor entre os homens pois morreu para nos salvar a todos.

ANDOR - s.m. espécie de padiola ornamentada para conduzir, nas procissões, as imagens dos Santos. Os portugueses conheceram o veículo no Malabar e aprenderam o seu nome e é natural que a origem de andor se deva procurar nessa região.
Diz Monsenhor Delgado que o vocábulo andor veio directamente da Índia para Portugal, onde se restringiu na sua significação; Jerónimo Cardoso (1563).
Também pode ser uma espécie de andas, trono ou leito, que se levam aos ombros, em que se transportavam os reis ou personagens importantes.
É comum fazer em algumas terras, procissões em época de Natal e aí o andor é imprescindível para transportar as imagens

ANIMAL - Ser vivo, tipicamente dotado de mobilidade própria e sensibilidade, que pode nutrir-se de alimentos sólidos e possuí membrana celular da natureza azotada. Ex. : A vaca e o burro do Presépio.

ANIVERSÁRIO - Diz-se no dia do ano em que volta a data em que se verifica determinado acontecimento de alguém ou de algum acontecimento que completa mais um ano. No dia 25 de Dezembro celebra-se o aniversário do nascimento de Cristo.

ANJO GABRIEL - Dá-se na Bíblia este nome, que significa homem ou força de Deus, ao divino mensageiro do mistério da Encarnação. Quando Deus faz saber à Virgem Maria que será ela a mãe de Jesus, é o arcanjo Gabriel que serve de mensageiro. Nesta última prática se apoiou Bento XV para marcar a festa de S. Gabriel, a 24 de Março, vigília da Anunciação quando a tornou obrigatória em toda a Igreja. Nas tradições judaicas, post-cristãs e muçulmanas, S. Gabriel é considerado um dos 3 ou 4 Arcanjos. Para o Islão é o portador da revelação e o inimigo dos Judeus.

ANO NOVO - É uma época muito festiva. Celebra-se o Novo Ano que começa no dia um de Janeiro. Há um ditado popular que diz «Ano Novo vida nova». O ano novo começa sete dias após o Natal. O Ano Novo é sinal de esperança, e é saudado com cânticos como as Janeiras e Reisadas.

ANTES DE CRISTO - Para o mundo ocidental o acontecimento a partir do qual se conta o tempo é o nascimento de Cristo. Por isso a expressão Antes de Cristo refere-se ao período de tempo que decorreu antes do nascimento de Cristo. É de destacar que não existe ano 0, pois os romanos não conheciam este número. A título de curiosidade sabe-se, hoje, que Cristo terá nascido entre o ano 7 e 4 a.C..
De referir que outros povos e outras civilizações usam outras referências para a contagem do tempo. É o caso dos muçulmanos que contam o tempo a partir da Héjira que é a fuga de Maomé, de Meca para Medina ( ano 622 da era cristã).

ARROZ-DOCE - Ingredientes: 1/2 Kg. de arroz.
1/2 Kg. de açúcar.
1 litro de leite.
1 litro de água.
Casca de limão.
Sal e canela.
Põe-se a água ao lume e, quando começar a ferver, deita-se o arroz. Depois de ferver alguns minutos, vai-se pondo o leite aos poucos e a casca de limão. Quando estiver cozido põe-se o açúcar e deixa-se ferver um bocado. De seguida tira-se para as taças e decora-se com canela.
Este doce tradicional está associado a festividades e acontecimentos de importância marcante para o povo português, mais concretamente para o beirão. Assim, o arroz-doce está sempre presente por altura das festas do santo padroeiro da aldeia, pela Páscoa, nos casamentos e... claro, também no Natal!

ÁRVORE DE NATAL- A tradição da árvore de natal é de origem Germânica e data do tempo de S. Bonifácio vindo portanto do séc. VII. Utiliza-se o pinheiro e o abeto. A escolha destas árvores tem uma explicação. Sendo árvores de folha perene, simbolizam a vida eterna que é um dom de Jesus ressuscitado. A cor verde das suas folhas são um sinal de esperança. A árvore é considerada protectora da divina providência à infância e à inocência.

AZEITE - Palavra de origem árabe, significa óleo de azeitona. Líquido amarelado-esverdeado, de aroma e sabor característicos; que se extrai da polpa da azeitona. É solúvel no éter, clorofórmio e sulfureto de carbono; pouco solúvel em álcool. Usa-se como alimento, em unguentos, linimentos, sabões, têxteis, lubrificantes, curtumes, etc.
O azeite está presente no Natal pois serve de tempero para as tradicionais batatas com bacalhau.

AZEVINHO / AZEVINHEIRO - Arbusto ou árvore pequena cujos ramos se utilizam no Natal.
Porque penduramos azevinho nas nossas casas?
O azevinho tem sido, ao longo dos séculos, um arbusto decorativo apreciado pela simples razão de que se mantêm verde e dá bagas vermelhas, mesmo no pino do Inverno. Esta característica fez dele um símbolo pagão da imortalidade. Mais tarde, os cristãos cristianizaram-no, transformando as folhas de pontas aguçadas na coroa de espinhos que Cristo usou quando foi crucificado, e as bagas vermelhas nas gotas da sangue na cabeça de Cristo. Normalmente no Natal as pessoas, enfeitam as suas casas com ramos de azevinho.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Presépio da minha Escola

Aspecto geral
A manjedoura
O oleiroO cesteiro

O vendedor
O padeiro
O ferreiro
A rendeira

O lavadouro

Estas são algumas fotografias do Presépio da minha escola.
É um trabalho do grupo de Educação Visual e Tecnológica e dos alunos que frequentam essas áreas. Escolhi apenas algumas das cenas. Outras havia representadas, mas não as fotografei todas.
O que aqui se representa é o nascimento de uma criança, Jesus Cristo, e isso não me parece ser ofensivo para ninguém, a não ser para alguns intelectuais de cartilha que, facilmente, trocavam estas imagens por algumas de outros que sempre lhes serviram de modelos.
Eu, que sou republicano assumido, sempre expliquei aos meus alunos que, no dia 5 de Outubro, se comemora a implantação da República, mas também a assinatura do Tratado de Zamora, facto que alguns ditos progressistas teimam em esconder ou ignorar.
Continuemos. Na minha escola há alunos de outras confissões religiosas e, até ao momento (já lá estou há 20 anos), nunca notei que alguém se tivese sentido ofendido. É que a prática da casa é o respeito mútuo.
Para terminar gostaria de relembrar algo que já aqui escrevi: posso não concordar com as ideias das pessoas que dizem que celebrar o Natal no espaço público é não respitar as outras confissões religiosas, mas estou disposto a lutar para que elas as possam apregoar aos 7 ventos.
É assim que eu entendo o regime democrático.
Já agora não sintam dores que não são vossas, pois quem se sente ofendido sabe demonstrá-lo e não precisa de ser defendido por pessoas para quem o significado de liberdade ou ditadura, depende do quadrante político do país ou do ditador em questão.
P.S.: Acho piada que algumas (muitas?) escolas não celebrem o Natal, mas façam grandes exposições do Halloween. Feitios....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Alcabideque

O Castellum (Foto de Jorge Acúrcio - Olhares.com)

Foto de João Azevedo
O Tanque (Foto de João Azevedo)

A palavra Alcabideque é proveniente do árabe "al" e do latim "caput aquae", que significa captação de água, olhos de água.
É terra famosa devido à existência de uma nascente de água, que abastecia a cidade romana de Conímbriga, onde existe um importante monumento da época romana. Situada a 3 Km desta cidade romana, a ela estava ligada através de um aqueduto com cerca de 3550 metros que se inicia no Castellum, uma torre que servia para elevação da água e onde existia um curioso sistema de purificação de água.
Grande parte do percurso do aqueduto é subterrâneo, passando por baixo de muitas casas da povoação. Apenas nos últimos 170 metros corre sobre arcos, sendo visível ainda um.

No tempo das invasões bárbaras que puseram fim ao Império, foi destruído pelos Suevos, contribuindo parea a decadência da cidade de Conímbriga que se viu, assim, privada de água.

Lenda da nascente de Alcabideque.

Há muitos, muitos anos, na época dos romanos, a aldeia de Alcabideque vivia um ano de grande seca.
Num belo dia, estava uma senhora com o seu rebanho que pastava, quando viu, saíndo de um buraco, um pássaro que tinha o bico e as patas molhadas.
Refeita do espanto, correu à aldeia a chamar os vizinhos para verem tal fenómeno. Começaram, então todos a escavar e encontraram uma nascente. Houve festa a noite toda pois acabara a seca.
Os romanos, alguns anos depois, taparam a nascente com uma torre (Castellem de Alcabideque) e canalizaram a água para a cidade de Conímbriga.
Desde esse dia, passou a ser uma região farta de água e Alcabideque sinónimo de "olhos de água" e de "água de Deus".

Este texto baseou-se num trabalho feito pela minha aluna Rita, do 5.ºC

sábado, 1 de dezembro de 2007

Restauração da Independência

Hoje é dia 1 de Dezembro, feriado nacional devido ao facto de comemorarmos a Restauração da Independência., ocorrida em 1640.
Faz hoje um ano que publiquei, aqui, uma cena de uma peça de teatro, escrita em conjunto com a minha Direcção de Turma (6.º ano) e que, no final do ano, foi apresentada em público.

Um ano depois partilho convosco outra cena dessa peça.

Desta vez recuamos até Évora, em 1637, a fim da assistir à chamada revolta do Manuelinho, um pobre louco de Évora, em nome do qual eram assinados os panfletos anti-espanhóis que apelavam à revolta.

Cena 4

(As viajantes saem da máquina do tempo e encontram uma manifestação).
(Entra em Palco, uma manifestação de meia dúzia de pessoas, cantando – com a música da canção A Fisga - e aclamando o Manuelinho).

Todos:
Trago o Manelinho às costinhas
Nesta manifestação anti-espanhola
Vivó Manelinho, abaix’os filipinos
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola.
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola
Conquistemos a nossa independência
Estamos pobres, até pedimos esmola
Portugal é a nossa residência.
Manuela: Viva o rei Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Abaixo a tortilha, os calhos e as natilhas! Viva a omeleta, as tripas à moda do Porto e o leite-creme!...
Todos: Viva! Viva!
Constantino: Abaixo os espanhóis! Viva os portugueses!
Todos: Abaixo! Abaixo! Viva! Viva!
Jesuíno: (com pronúncia alentejana e bocejando) Já estou ficando cansado. Vamos é ver se encontramos um chaparro, pois está quasi na hora da sesta. Viva a sesta! Abaixo o trabalho! Viva o descanso! Se o trabalho dá saúde que trabalhem os doentes! …
Todos: Queremos um chaparro! Queremos descansar! Queremos um chaparro! Queremos descansar!
Jesuíno: (Toma a palavra e discursa): Portugueses em geral, alentejanos em particular!
Todos: Apoiado! Apoiado! Muito bem!
Jesuíno: Nesta época de crise... em que os espanhóis nos levam todo o dinheiro que temos, há que votar em mim, - ó raio que já me enganei -, há que apoiar o Manuelinho! Viva o Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Zé Próvinho: Alguém falou em vinho? Se o assunto é esse cá estou eu! Abaixo o vinho espanhol, viva o vinho do Alentejo!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Lá está este outra vez a falar no vinho!
Constantino: Irra que ele só pensa mesmo no vinho. Em vez da cabeça devia ter um barril em cima dos ombros e uma torneira em vez do nariz. Maldito vinho.
Jesuíno: O vinho agora não interessa para nada! O que interessa é o chaparro. Viva o chaparro!
Todos: Viva! Viva!
Manuela: Vamos é comer uns pezinhos de coentrada.
Maria: Com a entrada adondi ?
Manuela: Não é com a entrada. É de coentrada!
Maria: Entã nã foi isso quê disse? Com a entrada. Mas onde é que fica a entrada?
Constantino: Vossemecê deve estar ficando surda.
Maria: Curda? Então esses são os do Iraqui.
Constantino: Irra. Surda! Não é curda.
Maria: Entã vossemecês se explicam…
Manuela: Vamos é apoiar o Manuelinho e deixemo-nos destas conversas de treta.
Maria: Preta? Quem é qué preta?
Manuela: Treta, mulher, treta.
Maria: Já ouvi. Eu sou surda. Escusa de estar aos berros quê já ouvi qué preta. Não sei o qué qué preta, mas já ouvi.
Constantino: Não há pachorra.
Maria: Onde é que está a cachorra. Ai que eu nã gosto nada de cães e muito menos de coas ou cãs. Ai quê nem sei como é que se diz.
Manuela: (aos gritos) Cadelas. O feminino de cães é cadelas!
Maria: Panelas? P’ra quê? Vamos comer? E se fosse uns pezinhos de coentrada.
Manuela: Ora voltámos ao princípio. Viva os pezinhos de coentrada.
Todos: Viva! Viva!
Manuelinho: Viva eu! Viva eu!
Todos: Apoiado! Apoiado! Viva ele, viva ele.
(Dirigem-se para fora do palco a bocejar e a cantar a música de entrada).
Escanifreda: Bem isto está tudo visto! Vamos embora, pois já estou cheia de sono! Acorda!
Andrioleta (Estava a dormir): O quê? Onde estou eu? O que se passa?
Escanifreda: Vamos embora! Vamos até à casa de D. Jorge de Melo.
Andrioleta: Quem é o D. Jorge de Melo?
Escanifreda: É um dos nobres que está a conspirar para expulsar os espanhóis de Portugal

(Entram na máquina e muda a cena).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Casa da Nau

Uma das construções mais curiosas de Coimbra é a Casa da Nau, situada pouco acima do actual Governo Civil, a caminho da Sé Velha. Esta construção, que deve o seu nome ao facto de fazer lembrar uma nau, data do século XVI.

Nela está instalada a Real República Prá-Kys-Tão, fundada em 27 de Janeiro de 1951.

As origens deste tipo de instituições podemos ir buscá-la aos tempos de D. Dinis que, para fazer face à falta de habitações par os estuantes, criou casas próprias para eles habitarem. Com o passar dos tempos chegamos até às actruais Repúblicas estudantis.

Ao lado da Casa da Nau situava-se o Teatro Sousa Bastos, onde fui várias vezes ao cinema, inaugurado em 15 de Junho de 1914 e onde se fizeram as primeiras sessões de cinema da cidade.

Fechado há muitos anos, não será altura de a cidade começar a pensar recuperar alguns dos seus ex-libiris, entre os quais destaco este espaço cultural, numa cidade que se pretende capital do conhecimento?

sábado, 24 de novembro de 2007

Arcos do Jardim

Um dos locais mais bonitos de Coimbra é a Praça dos Arcos do Jardim.

Estes arcos constituem, nem mais nem menos, o Aqueduto de S. Sebastião que foi construído no século XVI sobre o que fora outrora um aqueduto romano.
O Aqueduto servia para abastecer a alta de Coimbra, com água de variadas nascentes da cidade, entre elas a fonte D`El Rei do Convento de Celas, na parte alta da cidade.
Um dos arcos deste aqueduto tem a estátua de S. Sebastião de um lado e de S. Roque do outro, junto à casa Museu Bissaya Barreto.
O aqueduto ligava os morros onde se situavam o Mosteiro de Santana e o Castelo, vencendo uma depressão em vinte e um arcos, daí ter sido, em tempos idos, conhecido como aqueduto de Santana
É também conhecido como Arcos do Jardim, tendo sido construído pelo engenheiro italiano Filipe Terzio, no reinado de D. Sebastião.

O aspecto nem sempre foi o que conhecemos actualmente pois, encostados ao aqueduto, havia uma série de construções, entre as quais se destacavam: o Lar das Teresianas, a Leiteiria Académica de Joaquim "Pirata" e o Colégio Liceu.

Observando as fotografias podemos constatar que o aspecto era bem diferente do actual.

De referir que, com a demolição das casa, foi também abaixo, em 1959, um arco que dificultava a ligação da rua do Arco da Traição com a Calçada Martim de Freitas (actual rua de acesso ao Largo D. Dinis).

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Aproxima-se o Natal

Este ano resolvi antecipar-me.... O frio que se fez sentir nestes 2 últimos dias lembrou-me que está quase a abrir a época de caça àqueles que defendem a celebração do Natal, como é o meu caso.
Mais uma vez, no dia 8 de Dezembro, irei fazer o Presépio no minifúndio (4 metros quadrados) que possuo em frente à minha casa.
Não aceito que me digam que, ao fazê-lo, esteja a desrespeitar todos aqueles que não são cristãos. Acho que o respeito não tem nada a ver com isso.
Quando vou a Lisboa e passo na Praça de Espanha, não me sinto ofendido pelo Minarete da Mesquita da cidade. Sinto, aliás, uma alegria pela diversidade que posso viver neste país e pela liberdade que os muçulmanos têm de poder expressar a sua fé publicamente.
Por isso não me identifico com todos aqueles que pretendem demonstrar um grande respeito pelas outras religiões, esquecendo-se de fazer o mesmo pelo cristianismo em geral e, mais particularmente, pela Igreja Católica.
Alías, analisados os seus discursos depressa se vê que não bate a bota com a perdigota, pois estou farto de pessoas que pretendem pensar por mim e dizer-me o que é correcto ou não.
Este Natal mais uma vez vão obrigar-me a ser politicamente incorrecto.
Aqui em casa vai mesmo haver Natal, com Menino Jesus e tudo (e não com Pai Natal) e não Wintermas, como alguém quis impor, o ano passado, numa cidade inglesa.
Haja juízo e respeito pelos outros (neste caso também por nós, os cristãos).

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Arco do Bispo




Em 1880, o Bispo de Coimbra, D. Francisco de Lemos Coutinho, mandou edificar um arco para estabelecer a ligação entre o Paço Episcopal e a Sé Catedral.

Esse arco ficou conhecido como o Arco do Bispo, tendo sido demolido mais tarde, bem como a residência episcopal.

A título de curiosidade refira-se que o eléctrico, proveniente da Avenida Sá da Bandeira, subia a actual rua Padre António Vieira e passava por debaixo do Arco.

Actualmente, o aspecto é o que se vê na última fotografia.

Mais uma vez aqui fica o meu protesto por alguém (Salazar) nos ter privado da velha alta Coimbra, com a finalidade de construir muitos dos edifícios que actualmente constituem a Universidade.
A ideia era ter os estudantes juntos para mais facilmente os controlar...

domingo, 11 de novembro de 2007

Museu Machado de Castro



Ao lado do Museu Machado de Castro, corre a rua Borges Carneiro, antiga Rua das Covas.
Juro que nunca percebi esta necessidade de passar o tempo a mudar o nome às coisas, sendo que, muitas vezes, continuam a ser conhecidas pelos nomes antigos. Veja-so o caso da Rua das Figeirinhas, por exemplo.
Mais paradigmático nestas mudanças é o que se passa em termos de educação: quando era estudante fazia Redacções, hoje fazem-se Composições e até Produçõs de Texto (embora ninguém entenda o que muitos escrevem); havia Ditados, hoje Exercícios Ortográficos; Chumbos, disfarçados agora de Retenções ou Não Tansições, sendo que disto não derivou qualquer benefício para a causa educativa....
Mas voltando ao assunto do post, os edifícios que se vêm à esquerda já não existem pois foram demolidos para dar lugar à Faculdade de Letras.
Na 2ª fotografia, vê-se o terreno já sem as casas e, ao fundo, o Museu Machado de Castro, ao lado da Igreja S. João de Almedina, que passou a fazer parte do Museu.
No actual edifício do Museu residiram, desde o século XII, os bispos da cidade, sendo por isso Paço Episcopal, tendo sido transformado em Museu em 1912.

Pergunto eu: não é possível julgar, nem que seja a título póstumo, os criminosos que determinaram a demolição da Alta e que obrigaram a mudar de casa um grande número de pessoas? Algumas delas foram transferidas para um Bairro Provisório, o Bairro de Celas, junto ao actual Hospital da Universidade, onde ainda hoje vivem. Notem bem, provisório.
Este bairro é um local curioso de visitar, pois encontramos aí algumas das estátuas levadas da velha Alta aquando da demolição.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Modelismo

Ouvindo as explicações do Prof. Rui Pinto

Pista todo o terreno
Pista Ninco de seis carris
Prontos para partir
No decurso desta semana, tive oportunidade de visitar, em conjunto com um grupo de alunos da via profissinalizante, a Tecnihobby Modelismo Lda., uma empresa dedicada ao modelismo que se situa junto à Escola Secundária D. Dinis, em Eiras.

Assim os alunos tiveram oportunidade de ouvir explicações sobre escalas, electricidade, potência, motores, especificações e muitas outras coisas.
No final, chegou o momento mais aguardado: a possibilidade de competir numa pista Ninco de 6 carris, com cerca de 45 metros de comprimento. Os carros, em competição, eram de escala 1/32 e atingiam velocidades impressionantes.
No final, houve medalhas para os alunos mais rápidos: o Miguel, o Diogo e a Maria Inês.
Mais uma vez o Colégio saiu prestigiado pela forma exemplar como os alunos se mostraram interessados nas explicações dadas, pelas perguntas colocadas e pelo civismo que demonstraram.

domingo, 4 de novembro de 2007

Igreja de Santa Cruz



Regresso, hoje, às fotografias de Coimbra. Enquanto tiver fotos antigas não sou capaz e resistir à tentação de partilhá-las com aqueles que tem apaciência de me visitarem.

Mais uma vez volta à carga com a Igreja de Santa Cruz, hoje elevada a Panteão Nacional, à qual tenho uma ligação de muitos anos de trabalho em prol da comunidade paroquial.

O motivo que me faz regressar a este monumento é a série de fotografias acima colocada.
Chamo a atenção para a fachada do actual Café Santa Cruz (antiga igreja de S. João das Donas), situado à direita da Igreja e para o seu aspecto em meados do século XIX, depois da extinção as Ordens Religiosas, em 1834 (3 primeiras imagens).

Outra foto curiosa (a quarta) mostra-nos a Igreja em 1940, uma ano após o começo da 2.ª Guerra Mundial, protegida com sacos de areia visando proteger a fachada do templo, com medo que viesse a ser bombardeada, apesar da neutralidade portuguesa.
Depois de ter resistido às investidas da 1.ª República, que quis transformá-la numa garagem e deitar abaixo todo o edífício do Santuário (o maior da Europa), havia agora o perigo de ser alvo de algum ataque devido à 2.ª Guerra.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Sarrabulho





Dia 1 de Novembro.
Neste dia, aqui em casa, é tradição comer sarrabulho e febras.
Para provar o que estou a afirmar, nada melhor que ver as fotografias. Eu sei que são do ano passado mas a coisa tem uma explicação: mais uma vez a gula fez com que só me lembrasse das fotografias depois de ter comido e, por isso, tive que recorrer ao arquivo fotográfico. Deve ser o PDI (peso da idade) a pesar (passe a repetição!).
Para que conste o cardápio foi o seguinte:
negritos grelhados;
sarrabulho;
febras grelhadas;
vinho de Lamas (Miranda do Corvo)
etc, etc.
O cozinheiro foi o meu pai e pudemos compartilhar o repasto com uns amigos que já nos acompanham, há uns anos, nesta tarefa tão exigente.
Já me diziam que o blogue andava com poucos sabores. Espero ter reparado a falha.

sábado, 27 de outubro de 2007

Criatividade

Estive hoje numas jornadas sobre educação.
Uma das conferências versou a criatividade e foi brilhantemente apresentada por um colega meu.
Vem isto a propósito da criatividade.
Não me considero um criativo, apesar de, por vezes, conseguir disfarçar. Mas, por mais criativo que fosse, não conseguia chegar aos calcanhares dos nossos representantes parlamentares que, num arrojo digno dos maiores génios humanos, conciliaram coisas inconciliáveis: conseguiram criar legislação estipulando a Escolaridade Obrigatória, ao mesmo tempo que não obriga os alunos a ir à Escola.
Melhor seria impossível.
Já estou a ver o filme: o aluno começa a faltar na 2.ª semana de aulas e, depois de o professor comunicar aos pais a ausência, quando decidir regressar, vai ter o direito de fazer uma ficha de recuperação ou prova de equvalência, nem que seja no final do ano lectivo, para ver se pode passar (peço desculpa, Transitar ou ficar Aprovado).
Claro que se não passar, já temos culpados: os professores. Aliás, isto faz-me lembrar a história da pescada que antes de ser já o era.
Qual Avaliação Contínua qual carapuça. Já estamos noutra dimensão: a Avaliação da Ausência. Por muito que se esforcem, e acreditem que alguns se esforçam muito, os alunos não conseguem chumbar, isto é, ficar retidos, peço desculpa.
Não digo que batemos no fundo, pois a capacidade de quem manda continua a ser capaz de nos surpreender e, por muito que julguemos que chegámos ao fundo, há sempre novos fundos para descobrir.
Em tempos demos novos mundos ao mundo, agora descobrimos fundos cada vez mais profundos.
Só vos posso dizer que me parece que estamos tramados.
Acho que vou emigrar para o Canadá. Pelo menos aí, os alunos, a partir dos 15 anos, trabalham aos fins de semana e nas férias e isso até conta para o currículo com que se candidatam à Universidade. Esta cultura do trabalho, e não da balda e da irresponsabilidade, ajuda a explicar a diferença de desenvolvimento dos dois países.
Aqui, neste canto à beira-mar plantado, continuamos a brincar às pedagogias, esquecendo que o mito do Bom Selvagem já deu o que tinha a dar.
O que vale é que já tenho quase a certeza que não me vou reformar, especialmente se vier a estar doente, pois, caso contrário, bem podia esperar sentado com o futuro que nos está reservado, se não houver alguém que ganhe juizo e ponha fim a esta mania do pedagogismo.
Deus nos valha, uma vez que já vimos que não podemos contar com aqueles que elegemos.
PS: aqui está uma maneira administrativa de acabar com o abandono escolar. Agora, mesmo não pondo os pés nas aulas, os alunos não abandonaram a escola.
Países da União Europeia aprendam connosco porque não vamos durar sempre. E com o caminho que levamos muito menos!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Dali e Leonardo

Ontem, fui ao Porto com os alunos de Ciências Sociais e Humanas do Secundário.

Objectvos:
  • Visitar a exposição de Salvador Dali, no Palácio do Freixo;
  • Conhecer o Porto Medieval, da Sé até à Ribeira;
  • Vistar a exposição de Leonardo Da Vinci, no Pavilhão Rosa Mota, popularmente conhecido como Palácio de Cristal.
Tudo correu bem, embora o dia tivesse começado agitado: a empresa de camionagem esqueceu-se de nós e, por isso, só saímos para o Porto cerca das 9.30 horas, quando prevíamos sair às 8. Enfim, estamos em Portugal.

Vencido este contratempo, lá fomos e, depois de uma longa espera (perdemos a nossa vez), entrámos no Palácio. Duas coisas nos chamaram a atenção: a genialidade de Salvador Dali e a beleza de um palácio barroco que, há uns anos, estava em ruínas.

O visita ao Porto Medieval fica para outra ocasião pois, devido ao atraso da manhã, não a pudemos efectuar.

De tarde fomos até ao Palácio de Cristal ver as máquinas concebidas por Leonardo Da Vinci. Um espanto. Leonardo foi, simplesmente...o Génio. O maior génio que a humanidade conheceu. Muito daquilo que conhecemos já havia sido imaginado e desenhado por Leonardo: O pára-quedas, a asa delta, o tanque de guerra, a metralhadora, o rolamento, o automóvel, etc, etc....

Para terminar, duas coisas: o Porto continua belo e os nossos alunos, mais uma vez, honraram o nome de Colégio com o comportamento e interesse demonstrados.