terça-feira, 3 de abril de 2007
quinta-feira, 29 de março de 2007
Largo da Portagem

- Na primeira fotografia, com mais de 100 anos, não existia a estátua, o piso era em terra e é visível o prédio branco, do lado esquerdo do outro que tem um toldo, que há cerca de 3 meses ruiu.
- Na 2ª fotografia é visível a estátua de Joaquim António de Aguiar, o Mata-frades, representado a assinar o decreto de extinção das Ordens religiosas.
- Na 3 fotografia vê-se novamente a estátua e, à esquerda, o belíssimo edifício do Banco de Portugal.
- A 4ªfoto foi tirada cerca de 1 minuto depois do prédio referido na primeira curiosidade ter ruído, pois eu estava a passar na Portagem, nessa altura.
Aqui perto uma sugestão para comer: O Zé Manel, a cerca de 50 metros, para quem gosta de cozinha portuguesa e lugares castiços. Garanto-vos que, tendo lá comido todos os dias, durante cerca de 22 anos, é uma experiência inesquecível.
Sugestões: Barrigunhas na brasa com arroz de feijão, Bacalhau doidinho, Cogumelos aporcalhados, etc, etc, etc. É melhor ficar por aqui porque já me está a crescer água na boca.
Até já. Vou estar ausente uns dias. Ate lá, façam-me o favor de ser felizes.
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Tozé Franco
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20:20
14
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Tema: Coimbra
terça-feira, 27 de março de 2007
Ponte Rainha Santa
Como sabemos, Einstein descobriu a relatividade e Portugal serve de exemplo claro para provar que a teoria é verdadeira. Não só o tempo é relativo quando se trata de obras públicas, pois os 23 meses (700 dias, que exactidão! Só falta mesmo os minutos!) transformaram-se quase no dobro, pois o tabuleiro construído a partir da margem esquerda não se encontrava, como era suposto, com o vindo da margem direita. O raciocínio devia estar correcto mas os cálculos pelos vistos não! Pormenores!... Como é de calcular (com raciocínio bem elaborado) os custos dispararam, como também é normal em obras portuguesas.
Isto faz parte do no fado e da nossa história pois, ao longo dos tempos, sempre assim aconteceu e alguns casos até se tornaram famosos como a Igreja de Santa Engrácia (actual Panteão Nacional) e as Capelas Imperfeitas da Batalha, famosas por nunca terem sido acabadas.
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Tozé Franco
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18:20
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Tema: Coimbra
sexta-feira, 23 de março de 2007
Praia Fluvial de Coimbra
- A 1ª fotografia é tirada da zona do actual Praça da Canção - Choupalinho (margem esquerda). Na parte superior direita ainda é visível o Observatório Astronómico que existia no Pateo das Escolas e que foi deitado abaixo na década de 40, por ordem de Salazar, aquando da construção da cidade universitária.
- A 2ª fotografia foi tirada do actual governo civil.
- O número de barcos a remos que podeiam ser alugados chegou aos 21.
- Era também erguida todos os anos uma piscina com 33 metros de comprimento que sobreviveu à praia fluvial, chegando aos anos 60.
- A ilha e o passadiço são bem visíveis nas duas últimas fotografias.
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Tozé Franco
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13:35
23
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Tema: Coimbra
terça-feira, 20 de março de 2007
As pontes de madeira do Choupal.
O projecto incluiu a construção de um novo leito para o rio que assim foi desviado do chamado rio velho, contactando com ele pelos tais canais.
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Tozé Franco
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23:30
7
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Tema: Coimbra
sábado, 17 de março de 2007
Pontes de Coimbra (As pontes de madeira)
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Tozé Franco
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18:49
15
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Tema: Coimbra
quarta-feira, 14 de março de 2007
Pontes de Coimbra - A ponte do comboio (Choupal)
- O facto de o nível médio das águas do Mondego ser superior ao actual, por ainda não ter sido construído o açude-ponte, que baixou o nível das águas a jusante, matando milhares de árvores no Choupal, por as raízes não conseguirem atingir a água devido à idade da maioria das árvores.
- Na 1ª e 3ª fotografias são visíveis comboios puxados por locomotivas a vapor.
- Na 2ª foto é visível um estudante de capa e batina com um chapéu de chuva aberto, em claro desrespeito pela praxe académica que, na altura, proibia o uso de de tal adereço.
- Na 3ª foto é visível uma lavadeira na zona do Choupal (margem direita do rio) e ainda, ao fundo, a silhueta de Coimbra e da Universidade.
- Ainda não tinham sido alteadas as margens do Mondego, o que tornava mais fácil o acesso ao rio, permitindo, com grande facilidade, tomar aí umas banhocas e posso garantir-vos que foram muitas.
Já agora, não posso deixar de agradecer a todos aqueles que visitaram este blogue e que possibilitaram que, na postagem anterior, tenha sido ultrapassado o número 10 000 de visitantes.
Parabéns a todos, com um especial enfoque para todos aqueles que aqui têm deixado os seus comentários, que constituem um estímulo para continuar.
Um grande BEM-HAJA para todos.
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Tozé Franco
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00:39
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Tema: Coimbra, Efemérides
sábado, 10 de março de 2007
Pontes de Coimbra (Ponte de Santa Clara)
Em 30 de Outubro de 1954 é inaugurada uma nova ponte em Coimbra, a Ponte de Santa Clara. Esta ponte vinha sustituir a de ferro que existia a jusante da actual ponte e de que falámos no post anterior. Em relação à ponte anterior, apresentava 4 faixas de rodagem e iluminação. Ainda me lembro dos candeeiros aí presentes, bem como do triângulo, em parte relvado, no aceeso do Largo da Portagem.
Alguns factos curiosos:
- Na primeira fotografia são visíveis as cofragens em madeira usadas na construção.
- Nas 2ª e 3ª fotografias é vísivel a ponte antiga do lado direito (a jusante da actual ponte).
- Na 2ª fotografia o acesso à ponte ainda está entaipado à espera que alguém viesse cortar a fita. Ainda não havia Estádio Universitário na margem sul, nem tinha, ainda, sido construída, à esquerda, a estrada que viria substituir a que passou a ser conhecida por antiga Nacional 1, que passa pelo Vale do Inferno.
- Na 3ª fotografia é curioso ver o aglomerado de pessoas que se preparavam para assistir à inauguração da ponte, tendo por testemunha a estátua de Joaquim António de Aguiar, mais conhecido como o Mata-frades.
- Nas 4ª 5ª 5fotografias vê-se mais uma vez a presença de um trolley-carro da linha 6, que servia Santa Clara. Avista-se, ainda, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, visível também na 2ª imagem.
- Na actualidade o último arco do lado de Santa Clara está partido, sendo isso visível quer a partir da margem esquerda, quer no passeio e piso da própria ponte.
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Tozé Franco
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11:15
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Tema: Coimbra
terça-feira, 6 de março de 2007
Pontes de Coimbra - Ponte de ferro
- É visível, em duas fotografias, a presença de trolley-carros. Hoje, Coimbra é a unica cidade do país que mantém esse tipo de transporte, os Pantufinhas como lhes chamavam em tempos idos, por não fazerem barulho ao deslocar-se.
- Na última foto é visível uma rampa, hoje inexistente (embora haja outras junto à estação dos caminhos-de-ferro), onde atracavam as barcas serranas que aqui deixavam a lenha e o sal, por exemplo, até começarem a ser sustituídas pelo comboio.
- A presença da silhueta do edifício do Hotel Astória que aparece em duas das fotos.
- O facto de não ser permitido entrar na cidade descalço, o que levava as mulheres da margem sul que vinham vender à praça, e que muitas vezes andavam descalças, a calçar as chinelas, a meio da ponte, para não serem multadas pela polícia.
- Na primeira fotografia é visível o actual edifício do Governo Civil, em ruínas.
- Quando foi desmantelada, parte desta ponte foi levada para Ceira, onde, ainda hoje, serve na travessia do rio Ceira, para acesso à Conraria.
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Tozé Franco
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17:35
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Tema: Coimbra
sexta-feira, 2 de março de 2007
Pontes de Coimbra (Ponte do Ó)
Começo pela Ponte do Ó, assim designada pelo facto de possuir uma parte arredondada a meio que permitia que as caruagens se cruzassem, visto ser impossível no resto da ponte devido à sua exígua largura.
São ainda visíveis, na margem esquerda do rio o Convento de S, Francisco actual (futuro) Palácio dos Congressos e o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, ao cimo.
Este mosteiro veio substituir o antigo, devido ao facto do nível das águas do rio terem subido por causa do assoreamento provocado pelo corte das árvores, nas margens do Mondego (a lenha era importantíssima como fonte de aquecimento, para cozinhar e para a construção -andaimes-, sobretudo de Igrejas), que levou, aliás, à promulgação de legislação proibindo o seu abate.
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Tozé Franco
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19:25
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Tema: Coimbra
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Mangualde
Pastéis de feijão do Patronato Esta cidade do distrito de Viseu atravessou-se no meu caminho há 24 anos, pois foi aí que comecei a dar aulas, com um ordenado (só tinha meio horário) que não dava para as viagens, qualquer coisa à volta de 52€. Outros tempos.Para além dos inúmeros locais para visitar no concelho, lembro-me das pessoas que aí conheci e dos Pastéis de Feijão do Patronato.
Apresenta vestígios da presença do homem desde o neolítico (Antas da Cunha Baixa e Padrões), Idade do Bronze / Ferro (Castro do Bom Sucesso), passando pela época de domínio romano (Citânia da Raposeira, Troços de Vias Romanas, Marcos Miliários, Aras e Ruinas de Villae).
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Tozé Franco
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22:45
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Guarda - a Catedral
Da construção original, de estilo românico, foram encontrados alguns vestígios que apontam para um edifício de planta muito simples.
No século XIV, concluiu-se uma segunda catedral, cuja construção fora iniciada por D. Sancho II, no local onde hoje se situa a Igreja da Misericórdia. Esta Catedral foi destruída aquando da reforma das muralhas levada a cabo por D. Fernando, por se encontrar fora das mesmas.
A actual Sé da Guarda remonta aos finais do século XIV, (reinado de João I, primeiro rei da 2ª dinastia – reinou entre 1385 e 1433), pois D. Fernando falhara a promessa de erguer novo templo (Como vemos as actuais promessas dos nossos governantes e candidatos a governantes durante as campanhas eleitorais nem originais são, limitando-se a copiar o passado!). A construção deve-se à iniciativa do bispo Vasco de Lamego, partidário da casa de Avis durante a crise dinástica.
As obras arrastaram-se lentamente (mais uma tradição lusitana!) e só no reinado de D. João III seriam concluídas (com toda a certeza depois de várias derrapagens orçamentais!), já em pleno século XVI, sendo por isso um dos monumentos portugueses dos últimos tempos do gótico, já com muitas influências do manuelino.
A história da catedral teve um período importante para a sua conservação, na viragem para o século XIX: em 1898 coube ao arquitecto Rosendo Carvalheira o restauro do edifício, executando aqui um dos mais importantes projectos de restauro revivalista, pelo que é notável o estado de conservação da catedral.
Mais um local para justificar uma paragem prolongada na Guarda.
Já agora, por aqui também se encontram Sardinhas Doces.
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Tozé Franco
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18:42
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Guarda
Desde há muito tempo que a zona é habitada havendo vestígios do 3º milénio antes de Cristo.
No período medieval, a Guarda faziaparte de uma malha de fortificações, sendo uma das mais importantes. Deste conjunto faziam parte outros castelos que teriam como função a defesa da fronteira com Castela e Leão, e da porta natural de travessia da Serra da Estrela. Do castelo da Guarda é possível um contacto visual com outras fortificações, como o Castro do Jarmelo (com ocupação medieval), Celorico da Beira, Trancoso, entre outros.
Foi a posição de destaque da cidade face ao território envolvente e compreendendo a importância de uma cidade poderosa no local em questão, que levou D. Sancho I a atribuir foral à Guarda, a 27 de Novembro de 1199, visando o seu desenvolvimento e prosperidade.
Foi este propósito que lhe deu o nome de Cidade da Guarda.
Em 1250 é criada a Diocese da Guarda, transferida de Idanha, a antiga e importante cidade romana da Egitânia, que foi largamente abandonada no tempo das invasões e lutas contra os mouros, já que a sua situação em plena fronteira e localização difícil de defender a expunham a raides, quer de mouros quer de cristãos.
A cidade da Guarda foi fundada em posição muito mais fácil de defender, o que lhe permitiria tirar à Idanha a posição de centro principal da Beira Interior.
As cidades portuguesas apresentavam, e a Guarda não é excepção, no século XII, várias características comuns: muralhas de forma triangular ou trapezoidal, localizadas ao longo de uma colina, sobre um rio, com distinção entre a cidade alta, a alcáçova e a almedina* (a cidade baixa.
Um dos marcos de referência das cidades medievais são as igrejas do interior do perímetro muralhado, que terão certamente influenciado a organização espacial do núcleo habitacional, levando a uma hierarquização das ruas.
Em 1260 são referidas as seguintes igrejas no espaço intra-muralhas: S. Vicente, Santa Maria da Vitória ou do Mercado, Santa Maria Madalena (próxima da Sé, a Este) e S. Tiago (a leste da Sé). No interior das muralhas definiam-se vários bairros, sendo os mais conhecidos S. Vicente, a judiaria (ambos na mesma paróquia) e Santa Maria do Mercado.
Por tudo isto garanto-vos que a Guarda vale bem uma visita, quer pela parte antiga, quer pela pujança que apresenta a cidade nova.
*Em árabe Almedina significa a Cidade).
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Tozé Franco
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14:54
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sábado, 17 de fevereiro de 2007
Sara Tavares - Bom Feeling
Hoje não me apetecia escrever um texto e, por isso, decidi partilhar convosco (juro que não tenho conta ni Millenium BCP) uma música da Sara Tavares, Bom Feeling (Live on Jools Holland).
As potencialidades da sua voz são imensas.
Bom feeling para todos vós e façam-me o favor de ser FELIZES.
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Tozé Franco
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21:16
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Tema: Música
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Dia de S. Valentim
As comemoração do dia 14 como dia de S. Valentim e dos namorados tem várias explicações, umas de tradição cristã (enquanto isso for permitido por não ser considerado ofensivo para alguém!) e outras de tradição romana e pagã.A Igreja Católica tem 3 santos com o nome de S. Valentim.
O que interessa para esta estória, terá vivido pelo século III, em Roma, tendo morrido como mártir no ano 270.
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Tozé Franco
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21:40
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Tema: Estórias curiosas
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Peña de Francia - A Virgem Negra
A Peña é conhecida pela imagem da Virgem Negra e pelo Santuário situados no seu cume e que, no Inverno, é um local praticamente inacessível devido à neve.
Chegado ao cimo da Peña tem muito para visitar e admirar: a igreja de traça medieval com a Virgem Morena (Negra) e outros Santos, onde se costuma ouvir música gregoriana; o hospício, defronte da fachada do templo; o convento do século XV, há pouco tempo recuperado. Qualquer um destes locais merece visita demorada, até como forma de desfrutar o silêncio que aí predomina.
Ainda no exterior, merece visita o enorme e original Relógio de Sol, sobre o qual se poderá debruçar e tapar a sombra do arame que indica a hora do dia.
Depois delicie-se com a paisagem arrebatadora, com a imensidão que a vista abraca, com o voo das aves de rapina, com o silêncio contagiante e o ar puro que deve aproveitar para encher os pulmões.
A Virgem Negra
Para aí partiu o jovem e aí encontrou, no cimo da montanha, numa gruta, a imagem que o levara a percorrer todo o continente europeu: uma Virgem Negra, com um menino ao colo igualmente negro, vestida com um manto branco imaculado.
Resolveu, então erguer aí uma pequena cabana onde entronizou a Virgem que passou a ser adorada pelas pessoas das redondezas.
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Tozé Franco
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14:05
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Tema: Espanha
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Sierra de Francia
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Tozé Franco
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21:00
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Tema: Espanha
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
La Alberca - Salmodia
Ainda hoje, diariamente ao escurecer, continua a ter lugar um rital de defuntos muito curioso. Uma mulher toca uma campainha em todas as esquinas da ladeia entoando uma salmodia pelas almas do Purgatório:
acordémonos de las benditas almas del purgatório
con un padrenuestro y un avemaría
por el amor de Dios»
«Otro padrenuestro y otro avemaría
por los que están en pecado mortal
para que su Divina Majestad
los saque de tan miserable estado»
A seguir toca mais três vezes a campainha e continua o caminho, sem deixar de rezar, até percorrer todo o percurso pela aldeia.
Eis mais um motivo de interesse para a visita.
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Tozé Franco
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19:50
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Tema: Espanha
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