segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Um Santo e Feliz Natal
Tomei a liberdade de postar aqui um texto enviado por uns amigos muito especiais, desde o Canadá. Bem-hajam.Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore e nela pendurar, em vez de bolas, os nomes de todos os meus amigos.
Um Santo e Feliz Natal e que no ano de 2007 o Menino vos traga tudo aquilo que mais desejem.
Um abraco,
Tozé Franco
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Tozé Franco
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18:10
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domingo, 17 de dezembro de 2006
Natal (enquanto é tempo)

Resolvi interromper a volta que andava a dar pelo interior de Portugal, para postar duas fotografias do presépio que, este ano, resolvi fazer, no pequeno jardim que tenho em frente a casa.Perguntarão as pessoas que se dignam ler este blogue: Mas porquê interromper o roteiro da viagem ao interior para postar fotografias de um presépio?
Pois eu digo-vos. Faço-o por dois motivos:
Em primeiro lugar porque é Natal. Em segundo, porque, com esta mania que começa a chegar a uma Europa que parece envergonhar-se da sua história, um dia destes, em nome do politicamente correcto, proibem-nos de fazer o Presépio, não vamos ofender algum vizinho. Gostaria de esclarecer que tenho o maior respeito pelas outras religiões e que estaria na primera linha de combate para que os seus fiéis tivessem liberdade de culto, se isso fosse proibido.
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Tozé Franco
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13:24
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Freixo de Espada à Cinta
Freixo de Espada à Cinta localiza-se no extremo sul do Nordeste Trasmontano.
A origem da povoação, como já vimos, bem como o seu topónimo são muito antigos, mergulhando no terreno da lenda.
Uma tradição local atribui o topónimo a um guerreiro visigodo de apelido Espadacinta, que, ali se deitou à sombra dum freixo para descansar, o que passou a identificar o lugar.
Uma versão ligeiramente diferente é contada por Xavier Fernandes no segundo volume de Topónimos e Gentílicos:
"Um cavaleiro cristão [...], perseguido por um grupo de aventureiros, viu-se em perigo de morte. Então, conseguiu esconder-se entre os ramos de um freixo, aos ramos do qual pendurou a própria espada. Assim se salvou, porque os inimigos vendo um freixo com uma espada, encheram-se de pavor e fugiram. E aí mesmo se lançaram os fundamentos da povoação, a que o seu fundador deu o nome de Espada de Freixo à Cinta".
Aqui nasceram Guerra Junqueiro, o almirante Sarmento Rodrigues (antigo governador-geral de Moçambique e ministro do Ultramar) e Jorge Alvares, mercador, cronista do Japão e primeiro explorador português da Ásia, onde foi companheiro de S. Francisco de Xavier.
A vila está cheia de locais de interesse para visitar e, embora tenhamos chegado já de noite, ainda pudemos visitar alguns. Os locais chamam à sua terra a “vila mais manuelina de Portugal” pelo facto de a Igreja local estar construída nesse estilo arquitectónico e abundarem as janelas de habitações no mesmo estilo.
Conversando com pessoas da localidade referiram-me outros locais de interesse a visitar numa próxima ida, preferencialmente no final da Primavera. A saber: a figura rupestre de Mazouco, - a 1ª figura ao ar livre a ser descoberta em Portugal - e a praia fluvial da Congida. Destaque ainda para a Calçada de Alpajares a ser percorrida a pé, necessitando-se para isso de bom tempo e onde se pode ter um vista deslumbrante do Dou internacional e das suas arribas. Destaque ainda para as amendoeiras em flor que dão à paisagem o aspecto estar coberta de neve.
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Tozé Franco
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16:40
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Castelo Rodrigo



A quarta paragem ocorreu em Castelo Rodrigo, lugar que dará origem a Figueira de Castelo Rodrigo, situada na planície.Castelo Rodrigo situa-se a 810 m de altitude, num cabeço fortificado e as suas muralhas envolvem a aldeia histórica, domina a planície sobranceira ao convento de St.ª Maria de Aguiar, da ordem de Cister fundado em 1170 e à vila de Figueira de Castelo Rodrigo que assumiu a posição de sede de concelho a 25 de Junho de 1836, substituindo o velho burgo de Castelo Rodrigo. Confronta a Oeste, com a Serra da Marofa e a Serra da Vieira.
O primitivo castelo remonta ao séc. XI e em 1209, recebe carta de foral por D. Afonso IX de Leão. Em 1296, D. Dinis ordena a reedificação da fortaleza e muralha. Oficialmente e por via do Tratado de Alcanises, passa a integrar o território português, em 1297, integrada nas chamadas terras de Riba-Côa.
Durante a crise de 1383-85, na sequência do facto do alcaide-mor ter jurado fidelidade a D. Beatriz e ter recusado a entrada do Mestre de Avis, resultou a imposição do escudo nacional invertido no brasão da vila.
Em 1590, durante o domínio espanhol, D. Filipe I eleva a Vila a condado e nomeia para o título D. Cristóvão de Moura que, no lugar da antiga alcáçova, manda erigir um palácio residencial. Em 1640, com a restauração da independência, este palácio é incendiado por iniciativa popular, podendo-se hoje visitar as ruínas pelo preço de 1€, não havendo qualquer reconstituição que nos dê ideia de como seria.
Em 1664, dá-se o cerco da Vila pelo exército espanhol comandado pelo Duque de Ossuna, vencido na Batalha da Salgadela e em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos, Castelo Rodrigo é ocupada pelas tropas espanholas do Marquês de Soria.
O recinto muralhado é de traçado irregular ovalado e possui três Portas (Sol, Alverca e Traição).
Em frente à porta de acesso às ruínas do palácio, fica uma casa de artesanato (Sabores do Castelo) onde é possível comprar um doce de abóbora com amêndoas de comer e chorar por mais, sobretudo se servir de acompanhamento a um bom requeijão.
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Tozé Franco
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19:57
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sábado, 9 de dezembro de 2006
Pinhel


A terceira paragem ocorreu em Pinhel, cidade onde apenas tinha passado uma vez e mal tinha parado. Lembro-me que quando andava na primária, era uma das 39 cidades portuguesas que tínhamos de saber na ponta da língua, sob pena de experimentarmos a "menina de cinco olhos".O perímetro muralhado de Pinhel, envolve toda a colina e centro histórico. As Torres da Cidadela, que se podem visitar (a seguir ao Solar do Queijo em Celorico, foi o primeiro monumento que encontrei aberto) encontram-se no ponto mais alto e planáltico.
O início da edificação acontece em 1189, por D. Sancho I, dez anos após D. Afonso Henriques ter outorgado Carta de Foral a Pinhel. No reinado de D. Dinis edificaram-se as Torres e em 1640, procedeu-se a obras de fortificação no contexto das Guerras de Restauração. Em 1810, durante as Invasões Francesas, o general Loisson ocupa o castelo e a cidade de Pinhel.
A tipologia do castelo é Manuelina, de planta oval. A cidadela tem Torre de Menagem e Torre de Secundária. Os elementos manuelinos visíveis são a janela mainelada com arcos e toros entrelaçados e a janela de lintel recto e moldura de meia-coroa.
O perímetro urbano muralhado integra seis portas.
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Tozé Franco
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11:56
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Trancoso
Estacionámos o carro junto à Câmara Municipal, ao lado da estátua de Bandarra, que terá nascido numa das casas da parte velha da cidade. Sapateiro e profeta, ainda hoje citado pelo povo com foros de autoridade indiscutível, profetizou, nas suas trovas, a perda da liberdade e a restauração da Independência. Finalmente está encontrado o responsável, digo eu, por essa característica tão portuguesa: o sebastianismo.
Resolvemos aconchegar o estômago no restaurante Área Benta* onde, num ambiente magnífico, almoçámos divinamente, o que até tem alguma relação com nome.
Aconchegado o estômago e aproveitando uma pausa da chuva, fomos passaer um pouco. O ar medieval da cidade de Trancoso acolhe-nos quando percorremos as vielas ladeadas por portões biselados e paredes com mísulas. Despertam a atenção as casas de duas portas, uma larga e outra estreita, denominadas as judiarias de Trancoso. Os judeus povoaram a antiga vila e transmitiram aos seus descendentes o carácter comercial que lhes era típico.
A história de Trancoso anda profundamente ligada à de Portugal. Situada próximo da fronteira, a terra assistiu a diversas lutas e acontecimentos marcantes.
O Castelo, qiue já referimos atrás, está isolado a Nordeste sendo antecedido por um pequeno largo com um cruzeiro. Infelizmente também estava fechado, assim como todas as igrejas que tentámos visitar.
As irmãs do Convento de Santa Clara, em Trancoso, eram detentoras de autênticas especialidades a nível de doçaria, como as morcelinhas de amêndoa, o folar da Páscoa, o bolo doce que acompanhava o queijo de ovelha amanteigado, as cavacas e a bola de folhas.
Para além destes doces o mais famoso é sem dúvida as tradicionais Sardinhas Doces de Trancoso, sem escamas, nem espinhas e com tripinhas de amêndoa.
O Convento de Santa Clara iniciou-se com 4 irmãs e estas, para poderem sobreviver, começaram a fabricar os doces acima mencionados.
Após a morte das outras irmãs, Maria da Luz, conhecedora da receita da Sardinhas Doces de Trancoso, recusou-se a divulgar o segredo da receita. Porém, alguém pertencente ao convento, após a morte da irmã, revelou o segredo.
Ingredientes:
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Tozé Franco
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17:10
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domingo, 3 de dezembro de 2006
Celorico da Beira
Que me desculpe o amigo Al Cardoso, mas a primeira paragem foi em Celorico da Beira.
A pequena vila de Celorico da Beira situa-se próximo da Serra da Estrela, a uma altitude de cerca de 500 metros e tem na figura de Sacadura Cabral, o seu filho mais famoso. Sacadura realizou um feito histórico na aviação mundial em 1922, com a primeira travessia do Atlântico Sul na companhia de outro piloto português, Gago Coutinho.
A paisagem vizinha de Celorico da Beira é desde, há muito tempo, a fonte do famoso queijo da Serra, feito com leite de ovelha. Produzido durante os meses de Inverno, o queijo tem um paladar suave e requintado. A feira do Queijo realiza-se quinzenalmente, entre Dezembro a Maio, na Praça Municipal. A festa anual dos produtores de queijo da Serra da Estrela e outros queijos artesanais realiza-se em Fevereiro. Um destaque muito especial para o Solar do Queijo da Serra que merece uma visita.
O ex-libris da vila é o Castelo de Celorico da Beira de origem Pré - Romana. Tendo sido posteriormente restaurado pelo rei D. Dinis, no século XIV, esteve a saque pelos espanhóis, em 1762. Passada a porta de entrada, que estava entreaberta, a desilusão foi total, pois o estado de abandono a que foi votado o interior, envergonha qualquer português que se preze. Assim vai o estado do nosso património.
Merece ainda visita, embora estivesse fechada (como aliás a maior parte das igrejas que tentámos visitar), a Igreja Matriz de Santa Maria, restaurada no século XVIII e que foi utilizada como hospital pelas tropas inglesas durante a Guerra da Península.
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Tozé Franco
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19:59
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quinta-feira, 30 de novembro de 2006
1º de Dezembro

Celebra-se, no dia 1 de Dezembro, o 366º aniversário da Restauração da Independência Nacional, depois de 60 anos de domínio filipino.
A turma do 6ºB do Caic resolveu, na Área de Projecto, escrever uma peça de Teatro subordinada a esse tema, à qual deu o nome de "Viagem no tempo" e na qual duas cientistas vão viajar numa nave espacial até ao passado, onde assistem a alguns episódios ocorridos nessa época.
Assim partilho convosco um excerto em que a nave aterra em Évora, em 1637, podendo as duas viajantes (Escanifreda e Andrioleta) assistir ao Motim de Évora, que ficou conhecido para a História como a Revolta do Manuelinho.
A brincar, mas também com muitas partes mais sérias, lá para Março, teremos a estreia Mundial deste texto dramático, na sala de teatro do Caic. Até lá ainda temos muito para ensaiar.
Então, aqui fica a cena 4. Espero que se divirtam.
Nesta manifestação anti-espanhola
Vivó Manelinho, abaix’os filipinos
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola.
C’os espanhóis dão-nos cabo da carola
Conquistemos a nossa independência
Estamos pobres, até pedimos esmola
Portugal é a nossa residência.
Manuela: Viva o rei Manuelinho!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Abaixo a tortilha, os calhos e as natilhas! Viva a omeleta, as tripas à moda do Porto e o leite-creme!...
Todos: Viva! Viva!Constantino: Abaixo os espanhóis! Viva os portugueses!Todos: Abaixo! Abaixo! Viva! Viva!
Jesuíno: (com pronúncia alentejana e bocejando) Já estou ficando cansado. Vamos é ver se encontramos um chaparro, pois está quasi na hora da sesta. Viva a sesta! Abaixo o trabalho! Viva o descanso! Se o trabalho dá saúde que trabalhem os doentes! …
Todos: Queremos um chaparro! Queremos descansar! Queremos um chaparro! Queremos descansar!
Jesuíno: (Toma a palavra e discursa): Portugueses em geral, alentejanos em particular!
Jesuíno: Nesta época de crise... em que os espanhóis nos levam todo o dinheiro que temos, há que votar em mim, - ó raio que já me enganei -, há que apoiar o Manuelinho! Viva o Manuelinho!Todos: Viva! Viva!
Zé Próvinho: Alguém falou em vinho? Se o assunto é esse cá estou eu! Abaixo o vinho espanhol! Viva o vinho do Alentejo!
Todos: Viva! Viva!
Maria: Lá está este outra vez a falar no vinho!
Constantino: Irra que ele só pensa mesmo no vinho. Em vez da cabeça devia ter um barril em cima dos ombros e uma torneira em vez do nariz. Maldito vinho.
Jesuíno: O vinho agora não interessa para nada! O que interessa é o chaparro. Viva o chaparro!
Manuela: Vamos é comer uns pezinhos de coentrada.
Maria: Com a entrada adondi ?
Manuela: Não é com a entrada. É de coentrada!
Maria: Entã nã foi isso quê disse? Com a entrada. Mas onde é que fica a entrada?
Constantino: Vossemecê deve estar ficando surda.
Maria: Curda? Então esses nã são os do Iraqui.
Constantino: Irra. Surda! Não é curda.
Maria: Entã vossemecês nã se explicam…
Manuela: Vamos é apoiar o Manuelinho e deixemo-nos destas conversas de treta.
Maria: Preta? Quem é qué preta?
Manuela: Treta, mulher, treta.Maria: Já ouvi. Eu nã sou surda. Escusa de estar aos berros quê já ouvi qué preta. Não sei o qué qué preta, mas já ouvi.
Constantino: Não há pachorra.
Maria: Onde é que está a cachorra. Ai que eu nã gosto nada de cães e muito menos de coas ou cãs. Ai quê nem sei como é que se diz.
Manuela: (aos gritos) Cadelas. O feminino de cães é cadelas!
Maria: Panelas? P’ra quê? Vamos comer? E se fosse uns pezinhos de coentrada.
Manuela: Ora voltámos ao princípio. Viva os pezinhos de coentrada.
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Tozé Franco
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20:00
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Tema: Escola
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Festival Solnec
Quinta das Lágrimas
Gala Solnec 27 de Novembro de 2006 (Quinta das Lágrimas
Festival Solnec 26 de Maio de 2006 No passado dia 26 de Maio, o NEC (Núcleo de Escolas Católicas) levou a cabo um festival que decorreu no Pavilhão Multiusos da cidade de Coimbra, a favor da Associação Acreditar que apoia crianças com doenças cancerígenas
Nesse festival que atraíu ao pavilhão cerca de 3000 pessoas, participou um grupo de 80 alunos do Caic, que assim deu o seu apoio à iniciativa em questão.
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Tozé Franco
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22:13
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Tema: Escola
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Vila Real de Santo António


Antes de deixar o Algarve, deixo-vos a proposta de uma saltada a Vila Ral de Santo António. Por vontade de Sebastião José de Carvalho e Melo - o Marquês de Pombal - Vila Real de Santo António nasceu no ano de 1774, no século XVIII. O seu centro histórico distingue-se pelas ruas geometricamente perpendiculares e devidamente ordenadas que compõem o núcleo arquitectónico, donde ressalta à vista a antiga praça real - hoje Praça Marquês de Pombal - com o piso radiado, branco e preto e o Obelisco dedicado ao Rei D. José.Agora para os mais aventureiros aqui fica a receita do Dom Rodrigo.
Ingredientes:
350 gr. de fios de ovos
550 gr. de açucar
75 gr. de amêndoas, picadas
6 gemas de ovos
canela em pó
1 copo de água
Confecção:
Leve ao lume num tacho 300g de açucar coberto com água e deixe ferver, em lume brando, até obter uma calda em ponto de bola. Tire do lume, junte as amêndoas e deixe arrefecer um pouco. Junte as gemas de ovos e leve ao lume até que engrosse e deite um pouco de canela para aromatizar. Com o resto do açucar e um pouco de água prepare uma calda em ponto de fio. Numa frigideira deite uma colher de sopa esta calda e assim que começar a ferver junte 1/10 da porção de fios de ovos; sobre estes coloque 1/10 da porção anterior e enrole os fios de ovos, completamente, em volta deste preparado. Deixe alourar e repita a operação até esgotar os ingredientes.Corte uns quadrados de folha de aluminio com cerca de 12cm de lado e coloque no seu interior um dos doces, em seguida junte as pontas e torça.
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Tozé Franco
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21:18
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Tema: Algarve, Vá p'ra fora cá dentro...
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Cacela Velha

Hoje, proponho-vos uma visita ao Algarve. Não à Quinta do Lago, ou à Praia do Ancão, muito menos provar um petisco no Gigi, até porque não quero dar cabo do vosso orçamento familiar. Além disso não vá acontecer que saiamos em alguma revista cor-de-rosa. Abernúncia.A proposta que vos faço é Cacela Velha, pequena localidade situada junto a Cacela, a cerca de 12 Km de Vila Real de Santo António. A época do ano é boa, pois podemos disfrutar de um Algarve sem confusão, sem grandes filas de carros, mesmo na Nacional 125.
Pois bem, Cacela Velha é uma pequena localidade situada no início da Ria Formosa, lado este, com um interessante Forte e uma bela Igreja. Mas para além destes monumentos, também o casario da localidade merece uma visita atenta.
Quando a barriga estiver a dar horas a sugestão é fazer mais 2 Km e ir até uma localidade chamada Fábrica (ele há cada nome) onde, junto ao mar, fica um restaurante que dá pelo nome de Costa. Aí come-se divinalmente. Aconselho o Arroz de Lingueirão (navalheiras na minha zona), as Enguias Fritas e o Fidalgo, de comer e chorar por mais.
Como se diz que os olhos também comem, é favor ver as fotografias.
Já agora antes que me falem do pecado da Gula, gostaria de acrescentar que se a Gula é um pecado mortal, a fome não o é menos....
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Tozé Franco
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22:25
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Tema: Algarve, Vá p'ra fora cá dentro...
sábado, 18 de novembro de 2006
Quinta da Regaleira
O PalácioEdifício principal da quinta, marcado pela presença de uma torre octogonal, é o resultado da concretização dos sonhos mítico-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).
Talvez por ser obra deste arquitecto as semelhanças com o Hotel do Bussaco.
Toda a exuberante decoração, esteve a cargo do escultor José da Fonseca.
Capela da Santíssima TrindadeUma magnífica fachada que aposta no revivalismo gótico e manuelino.
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Tozé Franco
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21:42
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Tema: Sintra, Vá p'ra fora cá dentro...
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Quinta da Regaleira - O Bosque

O bosque ou mata que ocupa a maioria do espaço da Quinta da Regaleira não está disposto ao acaso. Começando de maneira mais ordenada e cuidada na parte mais baixa da quinta, vai ficando, progressivamente, mais selvagem até chegar ao topo.
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Tozé Franco
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15:45
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Tema: Sintra, Vá p'ra fora cá dentro...
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
O Milagre das Rosas
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Tozé Franco
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22:18
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Tema: Coimbra
Desafios
Fui "convidado" para participar neste desafio e não tive qualquer possibilidade de fuga. (Digo eu! Ainda pensei ir para o Brasil, mas desisti, pois tenho da ganhar a vida)O desafio consta do seguinte: Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog.
1- Mania da pontualidade;
2- Mania de não dar um passo maior do que a perna consegue alcançar;
3- Mania de não conseguir sair de casa sem tomar o banho matinal;
4- Mania que consegue arranjar todas as coisas que se avariam em casa (Nem sempre com bons resultados. Valha a intenção);
5-Mania de querer ter tudo sobre controlo.
Os meus convidados:
- Arqueólogo Moura sugere;
- Miccoli
- Pedro Nelito
- Populus Romanus
- Judeus em terras de Algodres
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Tozé Franco
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21:54
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sábado, 11 de novembro de 2006
Um estória curiosa - O Brasão de Coimbra (continuação)

"Eis a prova do crime" .
Aqui está o Brasão da cidade de Coimbra que está colocado na parte de cima do edifício sede do município.
Como podemos observar a disposição do leão (simbolizando o rei Ataces) e do dragão (simbolizando o rei Hermenerico) estão invertidas relativamente à posição correcta.
Quando passarem pela Praça 8 de Maio (antigo Largo de Sansão), não deixem de dar uma espreitadela para verem este curioso pormenor, antes que, também aqui, a fúria de modernização chegue e este emblema seja substituído pela famosa circunferência interrompida, já aqui referida, que, segundo os seus "criadores", é uma forma estilizada de representação da serpente que, por vezes, aparece no lugar da dragão.
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Tozé Franco
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17:05
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Tema: Coimbra, Estórias curiosas
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Uma estória curiosa
Quando se pergunta à maioria dos conimbricenses quem é a donzela representada, não anda longe dos 100% as repostas afirmando tratar-se da Rainha Santa Isabel, Padroeira da cidade de Coimbra. Tal, porém, não corresponde à verdade.
Segundo uma lenda contada por Frei Bernardo de Brito, o emblema da cidade teria a seguinte explicação:
O rei bárbaro dos Alanos, Ataces, que usava na bandeira um leão dourado, veio, com o seu exército, e destruiu a cidade de Conímbriga, governada por Hermenerico, rei dos Suevos, que tinha como emblema a serpente verde. Depois disso, resolveu construir uma nova cidade nas margens do Mondego, a actual Coimbra. Hermenerico decidiu vingar-se e veio dar luta a Ataces, mas foi novamente vencido e, para obter a paz, consentiu no casamento da sua filha, a Princesa Cindazunda, com o antigo inimigo, Ataces. A história acaba assim com um casamento feliz, tendo Ataces oferecido à cidade nascente o brasão que ainda hoje se mantém.
O Brasão apresenta então, no meio a Princesa Cindazunda, o cálice simboliza o casamento, o leão dourado, o rei Ataces e o dragão verde, o rei Hermenerico.
As actuais armas da Cidade de Coimbra estão definidas pela Portaria nº 6959, de 14 de Novembro de 1930, que diz textualmente:
"Tendo em vista o parecer da Secção Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e atendendo ao que representou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Coimbra: manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Interior, que a constituição heráldica das armas daquele município seja a seguinte: "De vermelho com uma taça de ouro realçada de púrpura, acompanhada de uma serpe alada e um leão batalhantes, ambos de ouro e lampassados de púrpura. Em chefe um busto de mulher, coroada de ouro, vestida de púrpura e com manto de prata, acompanhada por dois escudetes antigos das quinas. Colar da Torre e Espada. Bandeira com um metro quadrado, quarteada de amarelo e de púrpura. Listel branco com letras pretas. Lança e haste de ouro."
Duas curiosidades à laia de conclusão
1ª- Na fachada da Câmara Municipal de Coimbra é possível ver o brasão com a particularidade de este se encontrar invertido, o leão à esquerda e o dragão à direita. Talvez seja por ter sido esculpido em Lisboa.
2ª - Com um brasão tão bonito, para quê gastar tanto dinheiro para arranjar outro símbolo, para determinados serviços camarários, que, como sabemos, depois de estudos apurados e de muito dinheiro dos contribuintes gasto, resultou numa circunferência cortada, que hoje se vê por aí nos autocarros dos serviços municipalizados e em tudo o que é documento camarário.
Haja paciência que, pelos vistos, dinheiro não falta.
A imagem com o brasão foi retirada do site:
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Tozé Franco
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00:04
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Tema: Coimbra, Estórias curiosas
sábado, 4 de novembro de 2006
Quem escreveu "Os Lusíadas"?
Quem escreveu "Os Lusíadas"?Hoje, para variar, e como nunca mais chega o meu computador para poder voltar às minhas história e sabores, resolvi postar aqui uma estória engraçada.
Então aqui vai:
Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu "Os Lusíadas"?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas não fui eu.
E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem tinha escrito "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não tinha sido ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já pelo irmão não punha as mãos no fogo...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da Guarda Nacional Republicana (GNR), diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não! Imagine que perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não tinha sido ele e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um "apertão", e vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora dirigiu-se para casa onde encontrou o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?- Ora, deixa-me cá. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas". Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!
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Tozé Franco
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20:16
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Tema: Estórias curiosas
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Estórias curiosas - Os Jaquinzinhos
Todos nós já comemos caparaus pequeninos cozinhados das mais variadas maneiras. Os jaquinzinhos, nome pelo qual são conhecidos, são excelentes fritos, alimados ou de muitas outras formas.
Mas, porque carga de água se dá o nome de jaquinzinhos aos carapaus pequeninos?
Segundo parece a origem do nome está em Sesimbra, terra de pescadores. Certo dia regressava um pescador da faina quando lhe perguntaram o que tinha pescado. Ele respondeu afirmando que tinha apanhado apenas uns pelinzinhos (nome dado, em Sesimbra, aos carapaus jovens) tão pequeninos como o Ti Jaquinzinho (artesão naval muito conhecido em Sesimbra, entre outras coisas, por ser muito pequenino).
Tendo tido conhecimento da estória, a fadista Hermínia da Silva introduziu, na ementa da sua casa de fados em Lisboa, a designação de Jaquinzinhos que, pouco a pouco, foi sendo adoptada por outros restaurantes de Lisboa e depois pelo resto do país.
Aqui fica a receita de carapaus alimados ou jaquinzinhos alimados para os mais gulosos:
500 gr carapaus; 1 cebola média; dentes de alho q.b.; um ramo de salsa; azeite; vinagre e sal q.b..
Começa-se por amanhar o peixe tirando-lhe a cabeça e as tripas. De seguida, lavam-se bem e colocam-se em camadas intercaladas com sal, ficando assim cerca de 24 horas.
Passado este tempo, cozem-se (colocam-se apenas quando a água estiver a ferver) e depois passam-se por água fria para tirar restos de pele e espinhas.
Colocam-se então numa travessa, temperando-os com azeite, vinagre, colocando, por cima, as cabeças de alho cortadas, a cebola cortada e a salsa.
Este prato pode servir-se quente ou frio.
O acompanhamento deixo-o à vossa imaginação.
Façam o favor de experimentar e dizer alguma coisa.
Já agora, Sesimbra é um bom pretexto para uma escapadela.
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Tozé Franco
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19:15
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Tema: Estórias curiosas, Gastronomia

















