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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Estórias de Montemor-o-Velho


Ontem, passei em Montemor-o-Velho e lembrei-me de 3 estórias relacionadas com essa vila e que partilho convosco:

Nos tempos conturbados da Reconquista, habitava no Castelo de Montemor um abade de nome João. O Abade tinha um familiar de nome Garcia Janes que se terá passado para a fé inimiga, ou seja, o islamismo. Em Córdova, o Califa local deu-lhe um exército enorme com o qual veio atacar Montemor-o-Velho. O Abade João e os soldados do Castelo defenderam-se como puderam mas, perante tantos inimigos, cedo se aperceberam que a resistência teria o tempo contado. Numa atitude desesperada, o Abade mandou degolar os velhos, as mulheres e as crianças para que ninguém caísse vivo nas mãos dos inimigos. Ele e os homens válidos saíram então pela porta principal do Castelo para morrer lutando com as armas nas mãos. Curiosamente, o ataque desesperado foi tão forte que o exército muçulmano foi completamente destroçado. Acontecera o impensável: os cristãos eram vencedores mas tinham ficado viúvos, sem pais e sem filhos. Voltaram então ao Castelo, em desespero, pedindo perdão a Deus pela sua atitude e por não terem acreditado na Sua força. Foi nessa altura que aconteceu o grande milagre: todos os degolados ressuscitaram e a vida retomou o seu curso normal. No entanto, todos eles ficaram com a cicatriz no pescoço para que o episódio não fosse esquecido. A lenda ainda não acaba aqui, uma vez que, depois desta vitória, resolveram perseguir o inimigo tendo morto mais de 70 mil mouros, até chegarem a um sítio onde o Abade João terá gritado "Cessa! Cessa", pois entendia que deveria acabar ali aquele ataque. Por isso, esse lugar recebeu o nome de Seiça e foi aí que o Abade João foi enterrado. Os milagres continuaram e chegaram a ser presenciados por D. Afonso Henriques que, muitos anos depois, pode verificar que as ossadas do Abade João mediam 11 palmos, ou seja, afinal o Abade era um gigante.

Uma tradição muito antiga diz-nos que, no fundo de uma cisterna do Castelo de Montemor-o-Velho, estão duas arcas iguais fechadas.
Conta-se que uma está cheia de ouro e outra cheia de peste.
Todas as pessoas que, até hoje, as encontraram não tiveram coragem de as arrombar, pois corriam o risco de abrir a da peste.
Actualmente, continuam bem escondidas.
Penso que esta lenda tem uma relação estreita com o Mondego, pois também o rio significa o ouro e a peste.
Às portas de Montemor vinham os fenícios comerciar (há vestígios junto ao monte de Santa Eulália), ou seja, chegava o ouro das trocas comerciais.
Mas o mesmo rio trazia as cheias com as desgraças habituais e toda uma série de doenças associadas à cultura do arroz como o tifo, a malária e o paludismo que dizimava as populações.
Por estes motivos se dizia que só trabalhava no arroz quem não tinha mais sítio nenhum onde trabalhar. Todos aqueles que podiam, fugiam do trabalho nos arrozais.
A partir do século XIX, com os avanços na Medicina e na Química tudo se alterou e essas doenças desapareceram do Baixo-Mondego.

Maiorca é uma povoação localizada na base do monte de S. Bento, na margem de uma ribeira que desagua no rio Foja.
A história que conta o seu nome é uma curiosidade etnográfica.
O nome teria surgido devido à rivalidade com a vila situada no lado oposto da planície aluvial do Mondego: Montemor.
Os habitantes de Montemor diziam que o seu monte era o maior (mor), ao que os de Maiorca retorquiam, dizendo: Maior é o de cá!
Entretanto, com o passar dos anos Montemor viu o seu nome aumentar para Montemo-o-Velho, quando a reconquista avançou para sul e foi conquistado um outro Montemor que, por ser terra recente, se passou a chamar Montemo-o-Novo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

As francesinhas e não só...

Este Natal recebi de prenda um conjunto de telefones sem fio... Ou melhor dizendo, quase que recebi, pois quando abri a caixa que os devia conter, verifiquei, com grande espanto, que a mesma estava vazia. Dos telefones, nem rasto. Contactada a casa que os tinha vendido, foi-me dito que a caixa em questão era a dos telefones que estavm em exposição, que a funcionária d caixa por lapso não tinha reparado aquando do pagamento e que se propunham enviar-mos pelo correio desde que pagasse os portes (!). Perante esta proposta, no mínimo absurda, retorqui que iria resolver o problema pessoalmente ao Porto, com o gerente da casa, o que fiz.
Uma vez no Porto, e estando na rua de Santa Catarina, resolvi ir experimentar umas francesinhas (deve ler-se com pronúncia acentuada) que me tinham aconselhado, no snack-bar Santiago, situado pertinho do Coliseu da cidade, na rua Passos Manuel. Provei e recomendo. Apesar do aspecto de snack, garanto-vos que as francesinhas são de muto boa qualidade.
Um pouco de história:
As francesinhas nasceram no Porto, “inventadas” na década de sessenta, por um emigrante regressado de França, que decidiu introduzir alguma inovação num prato tipicamente francês (croque-monsier), adicionando-lhe um molho bem ao sabor português. Garanto-vos que, com esta transformação, são muito melhores que o prato que lhes deu origem.
Pode-se dizer que, além das tripas, o prato mais conhecido do Porto, as francesinhas fazem também já parte do imaginário tripeiro.
É hoje possível encontrá-las em qualquer restaurante da cidade e até já no regime de franchising (as primeiras são, quase sempre, melhores).

Aqui vai a receita:
Ingredientes:
Molho:
Uma cerveja; um caldo de carne; duas folhas de louro; uma colher de sopa de margarina; um cálice de brandy ou vinho do porto; uma colher de sopa de farinha maizena; duas colheres de sopa de polpa de tomate; um dl de leite; piripiri. (Quem for muito preguiçoso ou pouco dado às artes culinárias, há nos hipermercados um molho já preparado, muito razoável).
Francesinha:
Duas fatias de pão de forma; fiambre; queijo; salsichas; linguiça e escalope de vitela ou porco.

Preparação:
Molho:
Dissolver bem a maizena com o leite e juntar os restantes ingredientes. Com a varinha mágica triturar, levar ao lume até ferver e engrossar um pouco, mexendo para não pegar no fundo.
Francesinha:
Fazer uma sandes com os ingredientes e cobrir com queijo. Colocar no centro de um prato e regar com o molho. Levar ao forno a gratinar

P.S.: Na Senhora da Hora, relativamente perto do Norte Shopping, há uma outra casa muito modesta, O Paquete, que também serve umas francesinhas de se lhes tirar o chapéu.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Apaixona-te... muda o teu mundo!

“Não há nada mais prático
do que encontrar Deus;
ou seja, apaixonar-se por Ele de um modo absoluto, até ao fim.

Aquilo pelo qual estás apaixonado
agarra a tua imaginação
e acaba por ir deixando a sua marca em tudo.

Determinará
o que te faz sair da cama cada manhã,
o que fazes com as tuas tardes,
como passas os teus fins-de-semana,o que lês,
o que conheces,o que te faz sentir o coração desfeito,
e o que te faz transbordar de alegria e gratidão.
Apaixona-te! Permanece no amor!
Tudo passará a ser diferente”.

Pedro Arrupe, sj (1907-1991)

Este fim-de-semana voltou, mais uma vez, a ser diferente e radical.
O texto acima transcrito foi o lema que nos orientou.
Eu mais um grupo de amigos resolvemos fazer uma peregrinação. Não para pagar qualquer promessa, mas porque peregrinar nos faz ter outra perspectiva de vida e fortalece o grupo.
Partimos na Sexta-feira e chegámos a Fátima no Domingo.
Foi duro mas valeu a pena.

domingo, 21 de setembro de 2008

Especial fim-de-semana

Este está a ser um fim de semana muito especial o que me levou a interromper a "viagem" que andava a fazer. A ela voltarei na próxima postagem.

Na sexta-feira à noite, estive no concerto que marcou a conclusão do restauro do órgão de tubos da igreja de Santa Cruz que, no século XVIII, era considerado o melhor da Península Ibérica e um dos melhores da Europa.
Nesse evento participaram, além do Coro onde canto (Grupo Coral de Santa Cruz), a Capela Gregoriana Psalterium e o Ancãble, que intrepretaram várias peças de polifonia e gregoriano acompanhadas pelo magnífico órgão de Santa Cruz tocado por Monika Henking, organista Suiça, que se deslocou a Portugal para participar nesta iniciativa.
O órgão, que podemos observar do lado esquerdo de quem entra, data do século XVIII, mais propriamente de 1724, ano em que foi concluído, depois de 5 anos de construção. Foi construído pelo mestre organeiro espanhol Manuel Benito Gomes Herrera e era, no seu tempo, um dos melhores da Europa. Note-se, no entanto, que antes deste, outros existiram no mesmo sítio, sendo que algumas das suas partes foram integradas no actual, tendo sido mantidas no restauro efectuado.
O actual órgão é composto por 4 órgãos diferentes, possui 3 registos inteiros e 55 meios registos num total de 2920 tubos.
A qualidade do seu som tinha-se degradado com o tempo, mas, agora, soa como se estivessemos no século XVIII.
Vale bem a pena uma deslocação a Santa Cruz para o ouvir. Ainda neste Domingo, soou na Missa das 10 horas.
Já gora e só a título de curiosidade, nos séculos XV e XVI, S. Cruz de Coimbra deslumbrou a Europa pela qualidade da sua música, tendo compositores mundialmente famosos como D. Pedro de Cristo, que dá nome a um coro da cidade, e D. Pedro da Esperança, do qual cantámos 2 responsórios de Natal.
Há uns anos atrás, um grupo profissional inglês veio a Santa Cruz interpretar unicamente peças de D. Pedro de Cristo e o curioso é que muitas delas eram completamente desconhecidas em Portugal pois, quando foram compostas, destinavam-se, muitas vezes, a seram cantadas e tocadas apenas uma vez. Com a extinção das Ordens Religiosas, muitos dos livros da Biblioteca do Mosteiro, uma das melhores do país, acabaram no estrangeiro, daí o facto de serem peças desconhecidas em Portugal.
No Sábado foi o que se pode ver nas restantes fotografias: baptismo num voo acrobático, em tudo semelhante aos que vimos, recentemente, no Porto.
Loopings, 8 Cubano e outras manobras do género atingindo os 6G, ao memso tempo que sobrevoávamos um navio de cruzeiro enorme que saía do Tejo, deixaram-me o desejo de voltar a experimentar.
Não posso terminar sem deixar o meu agradecimento ao Nuno, piloto que me baptizou nesta aventura.
Pode ser que a próxima seja um salto de paraquedas.

domingo, 30 de março de 2008

O galo de Barcelos

O galo originalAs variações




O Cruzeiro associado à lenda do Galo

É provavelmente a peça de artesanato português mais conhecida no mundo. Falo, naturalmente, do Galo de Barcelos.
Por mais curioso que pareça, há muitos galos de Barcelos à venda que são Made in....China.
Poderia propor à boa gente de Barcelos que fizesse um Chop Suey de Capão para concorrer com a comida dos restaurantes chineses, mas não vale a pena pois não trocaria uns bons Rojões ou umas Papas de Sarrabulho por qualquer especialidade chinesa.
Não ia a Barcelos há anos e, desta vez, apesar de estara apenas de passagem, reconheço que a cidade está bonita e se recomenda, ficando uma visista mais demorado para a próxima vez.
Voltando aos galos, que de símbolo de Barcelos se tornaram num símbolo de Portugal, é de referir que associada à peça de cerâmica está um lenda curiosa e que passo a transcrever.
Segundo ela, os habitantes do burgo (Barcelos) andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora.
Foi, por isso, condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer um monumento em louvor à Virgem e a São Tiago (Santiago).
“Barcelos verde rincão
Terra lusa, nobre gente
Onde um galo morto cantou
Para salvar um inocente."

sábado, 15 de março de 2008

Simplesmente Coimbra...

O Parque Verde (margem direita)
Margem esquerda em 1/12/2006
Em 15/3/2008
Coimbra vista da ponte Pedro e Inês
Há 50 anosCoimbra e uma barca serrana
Novas companhias no Mondego
Hoje, fui dar uma volta ao Parque Verde que continua a crescer nas margens do Mondego unidas pela belíssima ponte Pedro e Inês.
Espero que sobreviva às Noites do Parque da Queima.
Coimbra, sem dúvida, está a ficar mais bonita.

Ó Coimbra do Mondego
E dos amores que eu lá tive
Quem te não viu anda cego
Quem te não amar não vive

Do Choupal até à Lapa
Foi Coimbra os meus amores
A sombra da minha capa
Deu no chão, abriu em flores.

domingo, 9 de março de 2008

VI Festival do Arroz e da Lampreia




Está a decorrer, entre 29 de Fevereiro e 9 de Março (termina hoje), em Montemor-o-Velho, o VI Festival do Arroz e da Lampreia.
No dia 2 Março, tive oportunidade de ir até lá, a fim de provar algumas das iguarias que por ali se podem degustar.
Não provei, desta vez, o arroz de lampreia porque as minhas espectativas são demasiado elevadas. Não querendo ser faccioso, posso dizer que o melhor é o confeccionado pela minha mãe, como já aqui demonstrei.

Provou-se, então, na tasquinha do Grupo Folclórico da Ereira, umas enguias fritas, acompanhadas por arroz de tomate e feijão.
As enguias estavam deliciosas. Não muito grandes, nem muito pequenas, marcharam todas. Quanto ao arroz, confesso que, pela 1.ª vez, comi arroz de tomate com feijão e posso dizer que me surpreendeu pela positiva.

Já no regresso, lá parámos na Pousadinha a fim de nos debatermos com uns pastéis de Tentúgal. Confesso que não deram muita luta, pois desapareceram num ápice.

Enquanto esperava pelo almoço, lembrei-me da história do Abade João que partilho convosco:
Nos tempos conturbados da Reconquista, habitava no Castelo de Montemor um abade de nome João.
O Abade tinha um familiar de nome Garcia Janes que se terá passado para a fé inimiga, ou seja, o islamismo. Em Córdova, o Califa local deu-lhe um exército enorme com o qual veio atacar Montemor-o-Velho.
O Abade João e os soldados do Castelo defenderam-se como puderam mas, perante tantos inimigos, cedo se aperceberam que a resistência teria o tempo contado. Numa atitude desesperada, o Abade mandou degolar os velhos, as mulheres e as crianças para que ninguém caísse vivo nas mãos dos inimigos.
Ele e os homens válidos saíram então pela porta principal do Castelo para morrer lutando com as armas nas mãos. Curiosamente, o ataque desesperado foi tão forte que o exército muçulmano foi completamente destroçado.
Acontecera o impensável: os cristãos eram vencedores mas tinham ficado viúvos, sem pais e sem filhos.
Voltaram então ao Castelo, em desespero, pedindo perdão a Deus pela sua atitude e por não terem acreditado na Sua força. Foi nessa altura que aconteceu o grande milagre: todos os degolados ressuscitaram e a vida retomou o seu curso normal.
No entanto, todos eles ficaram com a cicatriz no pescoço para que o episódio não fosse esquecido.
A lenda ainda não acaba aqui, uma vez que, depois desta vitória, resolveram perseguir o inimigo tendo morto mais de 70 mil mouros, até chegarem a um sítio onde o Abade João terá gritado "Cessa! Cessa", pois entendia que deveria acabar ali aquele ataque. Por isso esse lugar recebeu o nome de Seiça e foi aí que o Abade João foi enterrado.
Os milagres continuaram e chegaram a ser presenciados por D. Afonso Henriques que, muitos anos depois, pode verificar que as ossadas do Abade João mediam 11 palmos, ou seja, afinal era um gigante.

Se lerem isto hoje, Domingo, talvez ainda possam ir a tempo de, em Montemor-o-Velho, provar um petisco.
Conselho: Sejam atrevidos e provem algo de diferente, pois também por lá há o Arroz de Pato e outras coisas do género. Mas isso é o que não falta um pouco por todo o país.
P.S.: Seria bom que alguns críticos gastronómicos da nossa praça visitassem estes certames e não passassem o tempo todo a visitar restaurantes ditos finos, que têm preços escandalosos, inversamente proporcionais à quantidade de comida que apresentam no prato. Além de servirem pouca quantidade existe a mania de colocar sempre um nome a soar a língua estrangeira, para parecer mais fino. Quando andava na Faculdade, era hábito, na cantina das Matemáticas, fazer-se a mesma coisa. Muitas vezes comi eu "Peixe au gratin" ou "Hamburguer de oiseaux".

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Dali e Leonardo

Ontem, fui ao Porto com os alunos de Ciências Sociais e Humanas do Secundário.

Objectvos:
  • Visitar a exposição de Salvador Dali, no Palácio do Freixo;
  • Conhecer o Porto Medieval, da Sé até à Ribeira;
  • Vistar a exposição de Leonardo Da Vinci, no Pavilhão Rosa Mota, popularmente conhecido como Palácio de Cristal.
Tudo correu bem, embora o dia tivesse começado agitado: a empresa de camionagem esqueceu-se de nós e, por isso, só saímos para o Porto cerca das 9.30 horas, quando prevíamos sair às 8. Enfim, estamos em Portugal.

Vencido este contratempo, lá fomos e, depois de uma longa espera (perdemos a nossa vez), entrámos no Palácio. Duas coisas nos chamaram a atenção: a genialidade de Salvador Dali e a beleza de um palácio barroco que, há uns anos, estava em ruínas.

O visita ao Porto Medieval fica para outra ocasião pois, devido ao atraso da manhã, não a pudemos efectuar.

De tarde fomos até ao Palácio de Cristal ver as máquinas concebidas por Leonardo Da Vinci. Um espanto. Leonardo foi, simplesmente...o Génio. O maior génio que a humanidade conheceu. Muito daquilo que conhecemos já havia sido imaginado e desenhado por Leonardo: O pára-quedas, a asa delta, o tanque de guerra, a metralhadora, o rolamento, o automóvel, etc, etc....

Para terminar, duas coisas: o Porto continua belo e os nossos alunos, mais uma vez, honraram o nome de Colégio com o comportamento e interesse demonstrados.

domingo, 7 de outubro de 2007

Fim-de-semana

Pôr-do-sol perto de Beja

Praça Marquês de Pombal em Vila Real de Santo António

Como forma de aproveitar os dias de folga, resolvemos ir comemorar a implantação da República e, já agora, o Tratado de Zamora (foi assinado a 5 de Outubro) ao Algarve a convite de um casal amigo.

Depois de uma partida em falso (o Rufi ficou doente) lá partimos para sul.

Estava programado um almoço em Évora, no Martinho da Arcada mas, dado o adiantado da hora, comemos uma sopinha de Pedra em Almeirim (coisa leve para quem vai conduzir depois de almoço).
No Algarve visitámos Vila Real de Santo António cuja construção foi planeada no final do século XVIII pelo Marquês de Pombal, como garantia de povoamento junto à fronteira espanhola, sucedendo à antiga povoação de pescadores denominada Santo António da Arenilha. A sua planta apresenta estrutura quadrilátera regular, tal como a Baixa de Lisboa.
Fomos a Espanha provar as tapas (que boas que estavam) e meter gasóleo a 90 cêntimos (90!!!) no Carrefour. Lá contribuímos nós para o orçamento espanhol!
Como o trempo estava óptimo e a água razoável, ainda deu para tomar um banho no mar.
No regresso comemos um Cozido à Portruguesa em Canal Caveira depois de evitar a Auto-estrada do Algarve por causa das simpáticas portagens da Brisa (Coimbra-Algarve fica em 30€, mais 30 para o regresso!). Lá prejudicámos, mais uma vez, o Orçamento de Estado português.

Um dia destes somos acusados de não nos importarmos com o défice orçamental.

P.S.: O Alentejo continua bonito como sempre. Em Évora, na pastelaria Pão de Rala, continua a comer-se dos melhores doces alentejanos. Eu que o diga pois tive que me debater com uma Enchacada excelente.

sábado, 8 de setembro de 2007

Por acaso...

Hoje fui ao Porto, ou melhor precisando melhor, a Matosinhos.
Motivo: ir à Exponor a uma feira de decoração e utilidades par casa.
Mas nada como matar dois coelhos, neste caso três, de uma cajadada.
Já que tinha de ir à Exponor, aproveitei para ir comer ao Serrão, em Matosinhos, onde se come a melhor sardinha assada do mundo e arredores.
Depois disso, resolvi rever o Mosteiro da Leça do Balio e fui "apanhado" por uma feira medieval que, amanhã (Domingo , 9 de Setembro), incluirá uma reconstituição do casamento de D. Fernando e D. Leonor Teles.
Duas coisas sobre a feira: impressionou-me pelo tamanho mas desiludiu-me por alguma falta de rigor histórico (ginja em copos de chocolate, cerveja de pressão com as máquinas à mostra, personagens medievais de sapatilhas, relogios, etc.)

A propósito desta visita partilho convosco um pouco do que sei sobre o local e sobre o referido casamento:
Balio provem de bailio, palavra hoje em desuso, mas que significa comendador, isto é membro de uma Ordem Militar que beneficiava dos rendimentos de uma comenda. Leça, como sabemos, é nome de rio (lembrem-se do porto artificial de Leixões, construído na foz desse rio).
O templo que dá fama à terra (Igreja dos Hospitalários de Leça do Balio) é de estilo gótico e aparece já referenciado em 1003, mas existe, pelo menos, desde o século anterior. A sua história está intimamente associada à Orde Religiosa-Militar que aqui se fixou no século XII e escolheu este Mosteiro como a sua primeira sede em Portugal: os Cavaleiros de S. João de Jerusalém, conhecida também como Ordem do Hospital.
Por aqui passava um dos Caminhos de S. Tiago, dando o Mosteiro apoio a gerações e gerações de peregrinos.
Neste templo passou-se um episódio importante da nossa História, pois foi aqui que se casaram D. Fernando, último rei da primeira dinastia, e D. Leonor Teles, casamento muito contestado, por Leonor estar já casada com João Lourenço da Cunha e representar os interesses da alta nobreza.
É lógico que o casamento só teve lugar porque o bispo de Coimbra havia anulado o primeiro casamento de D. Leonor, a pedido do rei. Curiosamente Coimbra teve três (?) bispos nesse ano.
A seguir ao casamento teve lugar o tradicional beija-mão.
O primeiro a fazê-lo foi D. João, filho de Inês de Castro, candidato ao trono de Portugal, mas que há-de vir a ser vítima da cunhada a quem acabara de beijar a mão.
Seguiu-se D. Dinis, o segundo filho de Inês de Castro, que, embora chamado pelo rei, se recusou a beijar-lhe a mão, afirmando, “Que ma beije ela a mim!”. Só não foi morto pelo irmão (D. Fernando) devido à intromissão de dois fidalgos, mas a sua vida política em Portugal estava terminada, tendo de se refugiar em Castela.
O seu irmão, D. João, segui-lo-ia, no exílio em Castela, algum tempo depois.


Mas essas são outras histórias de que falaremos um dia destes...

sábado, 25 de agosto de 2007

Pelo norte...

A Penha, Guimarães
Centro Histórico de Guimarães, Património da Humanidade
D. Afonso Henriques, versão João Cutileiro

Albufeira da Caniçada, Gerês


Albufeira da Caniçada, Gerês


Na foto só está uma vaca, mas eram duas e andavam a passear livrmente, junto à Barragem de Vilarinho das Furnas.
Bacalhau à Cruzeiro


Quinta e Sexta andei pelo norte: Santo Tirso, Paços de Ferreira, Guimarães, Braga (Bom Jesus) e Gerês.
Prometi falar-vos de sabores mas, nesse aspecto, o 1º dia acabou por ser uma desilusão.
Motivos: saí já tarde de Coimbra o que inviabilizou o plano A: ir comer à casa Serrão, em Matosinhos, uma vez que queria ir ao Ikea, onde vos garanto se come do melhor peixe do país. Mas adiante. Passámos ao plano B, ir direitos a Santo Tirso para comer no Cá Te Espero, na estrada que vai de Santo Tirso para Guimarães. As entradas são fabulosas, as Papas de Sarrabulhos divinais e o resto está ao mesmo nível. Estava fechado para férias. Irra,que pontaria.
Comeu-se então em Santo Tirso, no Ferro Velho, comida bem confeccionada mas que não deu para fazer esquecer os planos iniciais.
O jantar aconteceu em Guimarães. Bela cidade, com um magnífico centro histórico, cheio de gente à noite, onde o jantar, numa esplanada, não deixou grande memória. Valeu a pena pelo local.
A sexta-feira começou com uma brincadeira na subida para o Bom Jesus, onde uma ilusão de óptica (digo eu) nos dá a sensação que os carros andam de marcha-atrás, a subir, desengatados. É uma experiência curiosa, que os mais velhos dizem ser causada pela força magnética de certos metais existentes no local!.... Para mim não passa de ilusão de óptica, mas que é engraçado não haja dúvidas.
O almoço aconteceu perto do Gerês, em Santa Maria de Bouro, concelho de Amares, no restaurante Cruzeiro, que se recomenda vivamente.
Deglutiu-se um Bacalhau à Cruzeiro (na fotografia) e uns Rojões com Papas de Sarrabulho de comer e chorar por mais (destes não há foto, pois a gula era tanta que só me lembrei depois de ter terminado!...). Para acompanhar bebeu-se um verde tinto, em jarra, daquele que é vulgarmente conhecido como sangue de boi. Só por este repasto valeu o passeio. Se juntarmos a isto o facto de o Gerês estar cada vez mais bonito, estamos conversados....
Depois disto regressou-se a casa, pois há que fazer as malas para seguir para Espanha.
Adios. Hasta luego...